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Saúde emocional · Rastreio

MDQ: Questionário de Transtornos do Humor

O MDQ é o questionário de autorrelato mais estudado para rastrear o espectro bipolar.

Itens
13 (sim/não)
Regra original
≥ 7 + Q2 + Q3
Corte brasileiro
≥ 8 itens
Duração
5 a 10 minutos

MDQ em resumo

O Questionário de Transtornos do Humor (MDQ), publicado por Hirschfeld et al. em 2000, é um instrumento de autorrelato para rastrear transtorno do espectro bipolar em adultos. A questão 1 traz 13 itens de sim ou não sobre algum período de humor elevado ou irritável; as questões 2 e 3 perguntam se vários ocorreram juntos e quanto problema causaram. É rastreio positivo com 7 itens e as duas condições, ou com 8 itens pelo corte brasileiro. Não fecha diagnóstico.

Itens
13 (sim/não)
Regra original
≥ 7 + Q2 + Q3
Corte brasileiro
≥ 8 itens
Duração
5 a 10 minutos
Período avaliado
Algum momento da vida
Público
Adultos (18 anos ou mais)
Formato
Autorrelato ou leitura pelo entrevistador
Versão brasileira
Castelo et al. (2010)

O que o MDQ avalia?

1Irritabilidade e pensamento acelerado

Primeiro fator da análise brasileira: irritabilidade, menos sono, pensamentos acelerados, distração, sociabilidade, interesse sexual, condutas arriscadas e gastos.

2Energia e atividade

Segundo fator da análise brasileira, formado pelos itens de muito mais energia e de muito mais atividade que o habitual.

3Simultaneidade (questão 2)

Verifica se vários sintomas marcados aconteceram no mesmo período, o que aproxima o relato de um episódio delimitado.

4Prejuízo (questão 3)

Gradua de nenhum problema a problema muito grave o impacto desses períodos no trabalho, na família, no dinheiro ou na justiça.

Dados que viram resultado

Do MDQ ao gráfico e ao laudo

Você transcreve os 13 itens de sim ou não do MDQ já aplicado, a questão 2, a questão 3 e a data da aplicação. Assim, o laudo-base recebe a contagem, as duas leituras com suas fontes e os pontos para a entrevista, prontos para a sua revisão.

  • Regra original e corte brasileiro lado a lado
  • Questões 2 e 3 aplicadas só quando cabem
  • Itens agrupados pelos fatores brasileiros

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O servidor confere as respostas, conta os sim de 0 a 13, aplica a regra original (7 itens, simultaneidade e prejuízo) e o corte brasileiro de 8, indica a proximidade dos cortes e agrupa os itens pelos fatores.

Testar com MDQ

Calculadora de idade cronológica

Questionário de Transtornos do Humor (Mood Disorder Questionnaire – MDQ)

Autor(es): Robert M. A. Hirschfeld, Janet B. W. Williams, Robert L. Spitzer e colaboradores; versão brasileira de Melissa S. Castelo, André F. Carvalho e colaboradores · 2000 (validação brasileira: 2010)

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o MDQ?

O Mood Disorder Questionnaire (MDQ), ou Questionário de Transtornos do Humor, foi publicado em 2000 por Robert M. A. Hirschfeld e um grupo que incluía Janet B. W. Williams e Robert L. Spitzer. A proposta era oferecer um rastreio breve para o transtorno do espectro bipolar, frequentemente reconhecido anos depois do primeiro episódio, porque muitas pessoas procuram ajuda na fase depressiva e não relatam os períodos de humor elevado.

O questionário tem três partes pontuáveis. A questão 1 traz 13 itens de sim ou não, derivados dos critérios de mania e hipomania do DSM-IV: sentir-se excessivamente bem, irritabilidade, autoconfiança, menos sono, fala acelerada, pensamentos acelerados, distração, energia, atividade, sociabilidade, interesse sexual, condutas arriscadas e gastos. A questão 2 pergunta se vários ocorreram no mesmo período, e a questão 3 gradua o problema causado. Os direitos são administrados pela editora Jones & Bartlett; por isso, os enunciados não são reproduzidos aqui.

No Brasil, Castelo et al. (2010) validaram a versão em português com 114 pacientes ambulatoriais do Hospital de Saúde Mental de Messejana, em Fortaleza (CE), de 18 a 70 anos, comparando o questionário, aplicado por entrevistador, com o módulo de humor da SCID feito por psiquiatra cego. O alfa de Cronbach foi de 0,76, a área sob a curva de 0,87 e o melhor corte foi de 8 itens.

Indicação e população

O MDQ é indicado para adultos com queixa de humor, especialmente quem chega com depressão e ainda não foi investigado para bipolaridade, antes de decisões sobre o tratamento. Também é útil quando há história de oscilações bruscas, irritabilidade intensa, gastos impulsivos ou períodos de pouca necessidade de sono. Na avaliação psicológica e neuropsicológica, ajuda a formular hipóteses diante de queixas de desatenção, impulsividade e instabilidade que podem pertencer ao TDAH, a um transtorno de personalidade ou ao espectro bipolar. O resultado orienta a entrevista e o encaminhamento psiquiátrico; não decide diagnóstico nem medicação.

Quando o MDQ não é a melhor escolha

O MDQ não mede gravidade atual nem acompanha tratamento, porque pergunta sobre algum período da vida. Para sintomas depressivos atuais, use PHQ-9, BDI-II ou HAM-D. Quando a dúvida principal é desatenção e inquietação desde a infância, comece pela ASRS ou pela DIVA-5. Em adolescentes, a validação brasileira não se aplica, e o diagnóstico exige entrevista psiquiátrica.

Estrutura do MDQ

Na análise da versão brasileira (Castelo, 2012), os 13 itens da questão 1 se agruparam em dois fatores, e três não carregaram em nenhum. As questões 2 e 3 ficam fora da contagem, mas participam da regra original.

DimensãoItensO que avalia
Fator 1: irritabilidade2, 4, 6, 7, 10–13Irritabilidade, menos sono, pensamentos acelerados, distração, sociabilidade, sexualidade, condutas arriscadas e gastos; 27,3% da variância.
Fator 2: energia8–9Muito mais energia e muito mais atividade que o habitual; 11,8% da variância.
Itens sem fator1, 3, 5Sentir-se tão bem que os outros estranharam, autoconfiança aumentada e falar mais ou mais rápido.
Questão 2: simultaneidadeSim ou nãoSó se aplica com 2 ou mais itens com sim; pergunta se vários ocorreram no mesmo período.
Questão 3: prejuízo4 níveisNenhum problema, pouco grave, mais ou menos grave ou muito grave; a regra original exige um dos dois últimos.
Perguntas de históriaOriginalO formulário norte-americano termina com perguntas sobre parentes e diagnóstico anterior, fora da regra de pontuação.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Explique que as perguntas tratam de algum período da vida em que a pessoa esteve diferente do seu jeito habitual, e não apenas de como está hoje.

  2. 2

    Ofereça autorrelato ou leitura pelo entrevistador conforme a escolaridade; na validação brasileira, o questionário foi aplicado por entrevistador.

  3. 3

    Depois dos 13 itens, faça a questão 2 quando houver 2 ou mais sim e a questão 3 quando houver ao menos 1 sim.

  4. 4

    Registre o humor no momento da aplicação, porque a depressão atual pode reduzir a lembrança de períodos de humor elevado.

  5. 5

    Se a pessoa consentir, colete o relato de alguém próximo sobre os mesmos períodos, já que a percepção dos próprios episódios costuma ser limitada.

Como corrigir o MDQ

A correção do MDQ começa pela contagem dos itens com sim na questão 1, de 0 a 13. A regra original exige três condições simultâneas: 7 ou mais itens, vários sintomas no mesmo período (questão 2 = sim) e problema mais ou menos grave ou muito grave (questão 3). O corte brasileiro de Castelo et al. (2010) considera apenas a contagem, positiva a partir de 8 itens. Essa diferença explica leituras divergentes: a exigência de prejuízo moderado ou grave pode deixar de fora períodos de hipomania, enquanto o corte apenas por contagem é mais sensível e menos específico.

Na amostra brasileira, o corte de 8 teve valor preditivo positivo de 0,82 e negativo de 0,84. Como 60,5% dessa amostra tinha o transtorno, esses valores não se transferem para a atenção primária.

No PontoAzul, você transcreve os 13 itens e as questões 2 e 3 que se aplicam. A plataforma conta os sim, aplica lado a lado a regra original e o corte brasileiro, mostra qual condição faltou, avisa quando a contagem está a 1 item de um corte e distribui os itens pelos fatores da análise brasileira.

  1. Confira se os 13 itens da questão 1 têm uma única resposta, sim ou não; não estime itens em branco.

  2. Conte os itens com sim para obter a contagem da questão 1, de 0 a 13. As questões 2 e 3 não entram nessa soma.

  3. Com 2 ou mais sim, registre a questão 2 (vários no mesmo período); com pelo menos 1 sim, registre a questão 3 (nenhum, pouco grave, mais ou menos grave ou muito grave).

  4. Aplique a regra original de Hirschfeld et al. (2000): 7 ou mais itens com sim, questão 2 = sim e questão 3 mais ou menos grave ou muito grave. As três condições são obrigatórias.

  5. Aplique o corte brasileiro de Castelo et al. (2010): 8 ou mais itens com sim na questão 1, independentemente das questões 2 e 3.

  6. Registre as duas leituras com a fonte de cada uma e anote se a contagem está a 1 item de algum corte.

Exemplo de correção

Exemplo demonstrativo: mulher fictícia de 31 anos, com episódios depressivos recorrentes, avaliada antes de rever o tratamento. Respostas transcritas:

Itens com sim
2, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 12
Contagem (questão 1)
6 + 2 + 0 = 8
Fator 1 / Fator 2 / sem fator
6 de 8 / 2 de 2 / 0 de 3
Questões 2 e 3
Sim / pouco grave
Regra original
Negativa (Q3 abaixo)
Corte brasileiro
Positivo (8 ≥ 8)

Contagem 8 de 13: positiva pelo corte brasileiro e negativa pela regra original, porque o problema foi descrito como pouco grave. A divergência é compatível com períodos de hipomania, que por definição não causam prejuízo acentuado, e pede entrevista dirigida aos episódios.

Interpretação dos resultados

O MDQ não tem faixas de gravidade: o resultado é positivo ou negativo segundo duas regras publicadas. A original vem de Hirschfeld et al. (2000), com 198 pacientes de ambulatórios de transtornos do humor nos Estados Unidos (sensibilidade de 0,73 e especificidade de 0,90). O corte brasileiro vem de Castelo et al. (2010), com 114 pacientes de Fortaleza (CE), dos quais 60,5% tinham transtorno do espectro bipolar pela SCID: sensibilidade de 0,91 e especificidade de 0,70. A tabela posiciona a contagem diante das duas regras.

FaixaClassificaçãoLeitura clínica
0 a 6 itensAmbas negativasRastreio negativo nas duas regras. Não exclui transtorno bipolar quando há outras fontes de informação.
7 itensDepende de Q2 e Q3Positivo só pela regra original, se houver simultaneidade e problema mais ou menos grave ou muito grave; a 1 item do corte brasileiro.
≥ 8 sem Q2 e Q3Só brasileiraPositivo pelo corte de 8, negativo pela regra original por falta de simultaneidade ou de prejuízo; investigar hipomania.
≥ 8 com Q2 e Q3Ambas positivasAs duas regras convergem; indicar entrevista diagnóstica e avaliação psiquiátrica com prioridade.

Sensibilidade, especificidade e valores preditivos descrevem amostras e não a chance de uma pessoa ter o transtorno. O desempenho cai fora de serviços especializados: na população geral norte-americana, a sensibilidade foi de 0,28 (Hirschfeld et al., 2003), e a metanálise de Wang et al. (2015) encontrou sensibilidade combinada de 0,62 com o corte de 7. Humor atual, pouca percepção dos próprios períodos, substâncias e TDAH também mudam o resultado.

Erros comuns na correção manual

Somar as questões 2 e 3 na contagem

A contagem vai de 0 a 13 e usa só a questão 1. Simultaneidade e prejuízo são condições da regra original, não pontos extras.

Aplicar a regra original sem Q2 e Q3

Considerar positivo apenas por 7 itens transforma a regra em versão modificada, com outro desempenho. Registre qual regra foi usada.

Misturar o corte 7 com o corte 8

No estudo brasileiro, 7 itens deram sensibilidade de 0,96 e especificidade de 0,53; 8 itens, 0,91 e 0,70. Trocar o corte muda a leitura sem mudar a pessoa.

Perguntar só sobre o momento atual

O MDQ pergunta sobre algum período da vida. Restringir a resposta às últimas semanas apaga episódios passados e gera falsos negativos.

Tratar rastreio negativo como exclusão

A sensibilidade é menor para o tipo II e fora de ambulatórios especializados. História, relato de familiares e entrevista continuam necessários.

No PontoAzul, a correção do MDQ segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o MDQ aparece no laudo

O PontoAzul leva ao laudo-base a contagem, as duas leituras com suas fontes, os itens pelos fatores brasileiros e as questões 2 e 3. O profissional acrescenta a história clínica e decide os encaminhamentos.

Em 06/10/2026, a avaliada respondeu ao Questionário de Transtornos do Humor (MDQ; Hirschfeld et al., 2000; versão brasileira de Castelo et al., 2010), referindo-se a algum período da vida em que esteve diferente do seu jeito habitual. Marcou sim em 8 dos 13 itens, com predomínio de irritabilidade, pensamentos acelerados, menos sono e mais energia e atividade. Relatou que vários ocorreram no mesmo período e descreveu o problema causado como pouco grave. O resultado é positivo pelo corte brasileiro de 8 itens e negativo pela regra original, que exige problema mais ou menos grave ou muito grave. Recomenda-se entrevista dirigida aos períodos descritos, relato de pessoa próxima e avaliação psiquiátrica.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

MDQ e instrumentos parecidos

  • PHQ-9: O PHQ-9 mede sintomas depressivos das últimas duas semanas. O MDQ procura períodos de humor elevado ao longo da vida; os dois juntos ajudam a diferenciar depressão unipolar de bipolar.
  • HAM-D: A HAM-D é pontuada pelo clínico e mede a gravidade da depressão atual. O MDQ não mede gravidade: rastreia a história de sintomas maníacos ou hipomaníacos.
  • ASRS-v1.1: A ASRS rastreia TDAH em adultos. Distração, irritabilidade e falar demais aparecem nos dois; a diferença está no caráter episódico do humor no MDQ e no curso contínuo do TDAH.
  • BSDS: A Escala Diagnóstica do Espectro Bipolar foi validada pela mesma equipe brasileira, na tese de Castelo (2012). Pode complementar o MDQ quando a suspeita persiste após rastreio negativo.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (5)
  1. Hirschfeld, R. M. A., Williams, J. B. W., Spitzer, R. L., Calabrese, J. R., Flynn, L., Keck, P. E., Jr., Lewis, L., McElroy, S. L., Post, R. M., Rapport, D. J., Russell, J. M., Sachs, G. S., & Zajecka, J. (2000). Development and validation of a screening instrument for bipolar spectrum disorder: The Mood Disorder Questionnaire. American Journal of Psychiatry, 157(11), 1873–1875. https://doi.org/10.1176/appi.ajp.157.11.1873
  2. Castelo, M. S., Carvalho, E. R., Gerhard, E. S., Costa, C. M. C., Ferreira, E. D., & Carvalho, A. F. (2010). Validity of the Mood Disorder Questionnaire in a Brazilian psychiatric population. Revista Brasileira de Psiquiatria, 32(4), 424–428. https://doi.org/10.1590/S1516-44462010000400016
  3. Castelo, M. S. (2012). Validação da Escala Diagnóstica Espectro Bipolar, do Questionário Transtornos do Humor e sua utilização para o rastreio de pacientes com transtorno bipolar em unidades de atenção básica [Tese de doutorado, Universidade Federal do Ceará]. https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/12262
  4. Hirschfeld, R. M. A., Holzer, C., Calabrese, J. R., Weissman, M., Reed, M., Davies, M., Frye, M. A., Keck, P., McElroy, S., Lewis, L., Tierce, J., Wagner, K. D., & Hazard, E. (2003). Validity of the Mood Disorder Questionnaire: A general population study. American Journal of Psychiatry, 160(1), 178–180. https://doi.org/10.1176/appi.ajp.160.1.178
  5. Wang, H. R., Woo, Y. S., Ahn, H. S., Ahn, I. M., Kim, H. J., & Bahk, W. M. (2015). The validity of the Mood Disorder Questionnaire for screening bipolar disorder: A meta-analysis. Depression and Anxiety, 32(7), 527–538. https://doi.org/10.1002/da.22374

Perguntas frequentes sobre o MDQ

Quantas perguntas tem o MDQ?
O MDQ tem 13 itens de sim ou não na questão 1, sobre algum período de humor elevado ou irritável, e mais duas questões: a 2, sobre simultaneidade, e a 3, sobre o problema causado. A contagem usa só os 13 itens e vai de 0 a 13.
Qual o ponto de corte do MDQ?
Pela regra original de Hirschfeld et al. (2000), o rastreio é positivo com 7 ou mais itens, sintomas no mesmo período e problema moderado ou grave. Na validação brasileira de Castelo et al. (2010), o melhor corte foi de 8 itens, com sensibilidade de 0,91 e especificidade de 0,70.
Como corrigir o questionário de transtornos do humor MDQ?
Conte os sim dos 13 itens da questão 1. Depois verifique a regra original (7 ou mais, questão 2 = sim e questão 3 mais ou menos grave ou muito grave) e o corte brasileiro (8 ou mais itens). Registre as duas leituras e a fonte de cada uma no laudo.
Qual a diferença entre a regra original e o corte brasileiro?
A regra original combina três condições: contagem de 7, simultaneidade e prejuízo moderado ou grave. O corte brasileiro usa apenas a contagem, a partir de 8 itens. Por isso, uma pessoa com 8 itens e prejuízo pouco grave é positiva no Brasil e negativa na regra original, padrão compatível com hipomania.
MDQ positivo significa transtorno bipolar?
Não. O MDQ positivo indica que vale investigar o espectro bipolar em entrevista clínica, com duração dos episódios, mudança em relação ao habitual, relato de terceiros e exclusão de substâncias, medicamentos e condições médicas. O diagnóstico e qualquer decisão sobre medicação cabem à avaliação psiquiátrica.
O MDQ detecta transtorno bipolar tipo II?
Com limitações. A regra original tende a perder casos de tipo II, porque hipomania não causa prejuízo acentuado. Na amostra brasileira, o corte de 8 teve sensibilidade de 0,91 e especificidade de 0,66 para tipo II e bipolar sem outra especificação, mas esse grupo era pequeno.
O MDQ pode ser usado em adolescentes?
A versão de autorrelato e a validação brasileira foram estudadas em adultos, de 18 a 70 anos no estudo de Fortaleza. Existe uma versão para adolescentes no exterior, mas sem validação brasileira equivalente; nessa faixa, a avaliação depende de entrevista com o jovem e a família.
Como o PontoAzul ajuda com o MDQ?
Você transcreve os 13 itens e as questões 2 e 3. O PontoAzul conta os sim, aplica a regra original e o corte brasileiro lado a lado, mostra qual condição faltou, avisa quando a contagem está a 1 item de um corte e organiza os itens pelos fatores brasileiros no laudo-base editável.

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