1Humor ansioso
As respostas registram tensão, medo e alterações emocionais frequentes que motivam investigação clínica adicional.
Vinte respostas sim ou não sobre os últimos 30 dias ajudam a rastrear sofrimento mental comum. Cada sim vale 1 ponto, em um total de 0 a 20; no estudo brasileiro de Gonçalves e colaboradores, 8 ou mais sinalizaram necessidade de investigação. O item 17, sobre pensamentos de acabar com a vida, exige atenção separada. O PontoAzul organiza a soma e leva o contexto ao laudo-base editável.
O Questionário de Autorrelato de 20 itens (SRQ-20) é um rastreador de sofrimento mental comum desenvolvido no âmbito da Organização Mundial da Saúde. Pode ser respondido pela pessoa ou conduzido em entrevista; cada resposta sim vale 1 ponto e o total vai de 0 a 20. Em validação brasileira de 2008, o corte 7/8 indicou rastreio positivo a partir de 8 pontos. O item 17, relacionado a pensamentos de morte, precisa de avaliação clínica independente da soma.
As respostas registram tensão, medo e alterações emocionais frequentes que motivam investigação clínica adicional.
Queixas físicas e de sono podem expressar sofrimento, mas exigem consideração de condições médicas coexistentes.
Dificuldades no cotidiano e fadiga ajudam a descrever impacto percebido durante o período de referência.
Itens de desesperança e autovalor incluem a questão 17, que merece avaliação de segurança separada.
Você registra as vinte respostas sim ou não do SRQ-20 e a data da aplicação. A pontuação e a referência seguem para o laudo-base editável, no qual você acrescenta o contexto clínico.
O PontoAzul conta respostas afirmativas, apresenta o total de 0 a 20, aplica o corte escolhido e destaca o item 17 para conferência.
Testar com SRQ-20Calcule a idade na data de aplicação do SRQ-20
Autor(es): Organização Mundial da Saúde; validação brasileira: Jair J. Mari e Paul Williams; reavaliação: Daniel M. Gonçalves, Airton T. Stein e Flávio Kapczinski · 1994 (guia da OMS; validações brasileiras: 1986 e 2008)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Self-Reporting Questionnaire-20 (SRQ-20) surgiu no trabalho da Organização Mundial da Saúde para facilitar a identificação de sofrimento mental em contextos de atenção primária. O guia de Beusenberg e Orley, publicado em 1994, sistematiza o uso do questionário de vinte respostas binárias. O instrumento não pede ao avaliador que classifique intensidade item a item: a pessoa marca sim ou não para problemas experimentados no período de referência. A soma de respostas afirmativas produz um total de 0 a 20, útil para selecionar casos que merecem entrevista mais detalhada. A versão pode ser preenchida pelo respondente ou lida por entrevistador quando há barreiras de leitura, desde que o formato seja documentado.
Os sintomas cobertos são amplos. Há queixas emocionais, físicas, redução de energia e pensamentos depressivos. Essa amplitude explica a utilidade em estudos comunitários, mas também limita a especificidade: oito respostas sim não dizem, por si, se a pessoa apresenta depressão, ansiedade, condição física ou uma combinação de fatores. O item 17 investiga pensamento relacionado a acabar com a vida. Ele integra o total como os demais, mas requer decisão clínica própria se for afirmativo. O escore global jamais deve atrasar essa avaliação de segurança.
No Brasil, a versão foi estudada por Mari e Williams na década de 1980 e reavaliada por Gonçalves, Stein e Kapczinski em 2008. No estudo mais recente, 485 adultos de Santa Cruz do Sul responderam ao SRQ-20 e passaram por comparação com entrevista diagnóstica estruturada; o corte 7/8 mostrou desempenho adequado naquela amostra. O manual da OMS ressalta que não existe limiar global para todos os ambientes. Por isso, uma página útil precisa mostrar tanto a conta simples quanto a origem do corte, a população em que foi testado e os limites da interpretação.
O SRQ-20 é indicado para rastreio inicial de sofrimento mental comum em adultos quando se precisa de um instrumento breve, de fácil administração e com resposta binária. Na atenção primária e em estudos comunitários, ajuda a selecionar quem deve receber entrevista mais aprofundada. Na avaliação psicológica, pode situar queixas difusas de cansaço, sono, preocupação e funcionamento antes de escolher medidas mais específicas. Quando a demanda já é claramente depressão ou ansiedade, instrumentos próprios podem oferecer detalhe adicional. A aplicação em pessoas com baixa escolaridade pode ocorrer com leitura assistida; isso deve ser registrado para preservar comparabilidade. O resultado precisa dialogar com história clínica, condições médicas, contexto social e observações do profissional. O item de segurança recebe prioridade independentemente do objetivo inicial.
Quando o SRQ-20 não é a melhor escolha
O SRQ-20 não identifica qual transtorno a pessoa tem nem substitui entrevista diagnóstica. Se a pergunta se concentra especificamente em depressão, o PHQ-9 oferece frequência e faixas próprias; para ansiedade avaliada pelo clínico, considere HAM-A. Resposta positiva sobre acabar com a vida exige avaliação de segurança imediata, independentemente do total.
Os 20 itens podem ser apresentados em grupos temáticos para leitura clínica. Esses grupos não são subescalas diagnósticas com cortes próprios; a correção padrão soma respostas afirmativas.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Humor depressivo-ansioso | Itens temáticos | Sinais emocionais de tristeza, nervosismo e medo. |
| Sintomas somáticos | Itens temáticos | Queixas físicas, sono e desconfortos que podem acompanhar sofrimento. |
| Decréscimo de energia | Itens temáticos | Cansaço e dificuldade de manter atividades usuais. |
| Pensamentos depressivos | Itens temáticos | Autovalor, interesse e pensamento de acabar com a vida, incluído no item 17. |
Explique que as vinte respostas sim ou não se referem aos problemas experimentados nos últimos 30 dias.
Escolha autorrelato ou leitura por entrevistador conforme a necessidade de compreensão, sem alterar o sentido das respostas.
Confira se todos os vinte itens receberam uma única resposta antes de calcular a soma.
Se houver sim no item 17, faça avaliação clínica imediata de segurança e organize o encaminhamento apropriado.
Registre data, formato de administração, total e referência do ponto de corte para revisão no caso.
A correção do SRQ-20 atribui 1 a cada sim e 0 a cada não. Somam-se os vinte valores, chegando a 0–20. Não há inversões nem pesos especiais na soma padrão. Uma resposta ausente não equivale a não e deve ser resolvida antes de classificar o resultado. Para a referência brasileira de Gonçalves, Stein e Kapczinski (2008), o corte 7/8 significa que 0 a 7 fica abaixo do limiar e 8 a 20 fica no grupo de rastreio positivo. Na amostra estudada, esse corte foi comparado a uma entrevista estruturada; não é um diagnóstico aplicado automaticamente a qualquer pessoa.
A OMS recomenda ajustar o limiar ao ambiente, ao idioma e ao objetivo de uso. Parte da literatura brasileira mais antiga usou cortes diferentes para homens e mulheres. Misturar referências sem indicar a escolha impede comparar resultados entre estudos e pacientes. Os agrupamentos de sintomas podem ajudar a discutir o perfil, mas não substituem o total nem constituem uma série de diagnósticos independentes. O item 17 deve ser checado antes de encerrar a correção: uma resposta afirmativa exige avaliação clínica de risco ainda que a soma global seja pequena.
No PontoAzul, você registra as vinte respostas do SRQ-20 já aplicado. A plataforma conta as respostas afirmativas, mostra o total de 0 a 20, relaciona-o ao corte escolhido e destaca o item 17 para conferência. Esses dados seguem associados ao caso e ao laudo-base editável, no qual você registra o significado clínico do resultado.
Confira se o protocolo é o SRQ-20 e se a pessoa considerou os últimos 30 dias nas vinte respostas.
Atribua 1 ponto a cada sim e 0 ponto a cada não; não há ponderação diferente entre itens na soma usual.
Some os vinte valores para obter o total de 0 a 20 e verifique se não há respostas ausentes antes da classificação.
Se adotar a validação brasileira de Gonçalves e colaboradores de 2008, registre 0–7 como abaixo do corte e 8–20 como rastreio positivo.
Leia o item 17 separadamente: qualquer sim exige avaliação clínica imediata de segurança, mesmo se a soma estiver abaixo de 8.
Documente a fonte do corte, o formato de aplicação e a data para contextualizar o laudo e comparações futuras.
Exemplo de correção
Pessoa adulta fictícia de 36 anos responde ao SRQ-20 em 12/03/2026 após relatar cansaço e preocupação. O profissional confere as vinte respostas:
O total é 8 em 20, acima do corte 7/8 do estudo brasileiro de 2008, indicando rastreio positivo para investigação. O item 17 foi negativo neste exemplo.
O guia da Organização Mundial da Saúde não estabelece um corte global aplicável a todas as populações. Para adultos de uma amostra brasileira, Gonçalves, Stein e Kapczinski (2008) identificaram o limiar 7/8 ao comparar o SRQ-20 com entrevista diagnóstica estruturada. Assim, 8 ou mais respostas sim são um sinal de rastreio, não uma conclusão diagnóstica.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–7 | Abaixo do corte | Resultado abaixo do limiar usado no estudo brasileiro de 2008; queixas relevantes ainda merecem entrevista. |
| 8–20 | Rastreio positivo | Resultado no limiar ou acima; investigar natureza, duração e impacto dos sintomas. |
Outros estudos brasileiros usaram cortes distintos, inclusive separados por sexo. Indique sempre a referência e a população antes de comparar resultados. O total não diferencia depressão, ansiedade e outras causas de sofrimento. Uma resposta afirmativa ao item 17 muda a prioridade da avaliação mesmo quando o total fica abaixo do corte.
Somar não como um ponto
A correção usual atribui 1 apenas às respostas sim. Inverter a regra muda o total e pode alterar a classificação.
Aplicar corte sem referência
Os limiares variam entre estudos e populações. O relatório precisa dizer por que usou 7/8 ou outra fonte.
Ignorar resposta do item 17
Um sim na questão de pensamentos de acabar com a vida exige avaliação clínica de segurança mesmo com total baixo.
Tratar grupos como diagnósticos
Temas como humor e queixas físicas descrevem respostas; não geram diagnósticos ou subescalas universais.
No PontoAzul, a correção do SRQ-20 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, o total do SRQ-20, a referência de corte e a resposta do item 17 acompanham o trecho de laudo-base que você revisa.
Em 12/03/2026, a pessoa fictícia de 36 anos respondeu ao Questionário de Autorrelato de 20 itens (SRQ-20), considerando os 30 dias anteriores. Houve oito respostas afirmativas, total de 8 em 20 pontos, valor que alcança o limiar de rastreio 7/8 descrito por Gonçalves, Stein e Kapczinski (2008) em amostra brasileira. A resposta ao item 17 foi negativa. O achado indica necessidade de aprofundar entrevista sobre sintomas, funcionamento e possíveis fatores associados; não identifica por si só um transtorno específico. Recomenda-se integrar esse resultado à avaliação clínica e aos demais dados do caso antes de formular conclusão.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Sete itens, total de 0 a 28 e corte brasileiro de rastreio em 8 pontos.
Nove itens, escore de 0 a 27 e alerta separado para o item 9.
Escala de Hamilton: 14 itens, 0 a 56 pontos, ansiedade psíquica e somática.
BDI-II: 21 itens, 0 a 63 pontos, gravidade de sintomas depressivos nas últimas duas semanas.
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