1Parte A — rastreador
Seis perguntas selecionadas por Kessler et al. (2005) por regressão logística por concordarem melhor com o diagnóstico clínico: quatro de desatenção e duas de hiperatividade.
A ASRS-v1.1 é a escala da Organização Mundial da Saúde para rastrear TDAH em adultos por autorrelato. São 18 perguntas sobre sintomas dos últimos seis meses, respondidas de nunca a muito frequentemente. As seis primeiras (Parte A) formam o rastreio mais preciso: quatro ou mais respostas nas caixas sombreadas indicam sintomas consistentes com TDAH. Veja como corrigir e interpretar. O fluxo ASRS-18 atual do PontoAzul usa dois domínios de nove itens; confira a versão antes de aplicar o algoritmo de seis itens.
A ASRS-v1.1 é uma escala de autorrelato para investigar sintomas de TDAH em adultos. Há um screener de seis itens e uma versão de 18 itens, com regras que precisam ser identificadas no protocolo. Esta página explica o screener como referência. O PontoAzul utiliza atualmente a ASRS-18 organizada em dois domínios de nove itens, com contagens positivas próprias; não confunda essa saída com o algoritmo do screener.
Seis perguntas selecionadas por Kessler et al. (2005) por regressão logística por concordarem melhor com o diagnóstico clínico: quatro de desatenção e duas de hiperatividade.
Doze perguntas que completam os 18 sintomas do critério A do DSM-IV. Não têm corte próprio no formulário, mas orientam a entrevista clínica.
Terminar detalhes, organizar tarefas, lembrar compromissos, adiar tarefas que exigem esforço mental, cometer erros por descuido, manter o foco, ouvir quando falam diretamente, perder objetos e distrair-se.
Mexer mãos e pés, sentir-se movido por um motor, levantar-se em reuniões, inquietação, dificuldade de relaxar, falar demais, completar a frase dos outros, esperar a vez e interromper.
Registre as 18 respostas de 0 a 4 da versão ASRS-18 incorporada ao PontoAzul. O laudo-base permite contextualizar o algoritmo usado e a entrevista. Dois domínios com somas e contagens positivas; resultado de rastreio sem diagnóstico automático.
O PontoAzul usa a organização de nove itens de desatenção e nove de hiperatividade/impulsividade, calcula escores e contagens positivas por domínio e apresenta o limiar documental de seis por domínio. Esse fluxo não é o algoritmo do screener de seis itens explicado nesta página.
Testar com ASRS-v1.1Calcule a idade na data de aplicação do ASRS-v1.1
Autor(es): Ronald C. Kessler, Lenard Adler e colaboradores (OMS); adaptação brasileira de Paulo Mattos e colaboradores · 2005 (adaptação brasileira: 2006)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A Adult ADHD Self-Report Scale (ASRS-v1.1) foi desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde com o grupo de Ronald Kessler, da Harvard Medical School, durante a revisão da Composite International Diagnostic Interview (CIDI). A ideia era ter um instrumento curto, em linguagem de adulto, para identificar TDAH em pesquisas populacionais, no trabalho e na atenção primária.
As 18 perguntas correspondem aos 18 sintomas do critério A do DSM-IV, reescritos para situações da vida adulta, como reuniões, prazos e compromissos. A resposta é de frequência, de nunca a muito frequentemente, sempre em relação aos últimos seis meses. Em 2005, Kessler e colaboradores compararam as respostas com diagnósticos clínicos cegos em 154 participantes da National Comorbidity Survey Replication e verificaram que seis perguntas, a Parte A, classificavam melhor que as 18 juntas.
No Brasil, Mattos, Segenreich, Saboya, Louzã, Dias e Romano (2006) fizeram a adaptação transcultural para o português, com tradução, retrotradução e verificação de equivalência. A escala é distribuída gratuitamente e se tornou a porta de entrada mais comum para a investigação de TDAH em adultos em consultórios e ambulatórios brasileiros.
A ASRS-v1.1 é indicada para adultos com queixas de desatenção, desorganização, procrastinação crônica ou inquietação, e para rastrear TDAH em grupos com maior prevalência, como pacientes com depressão, ansiedade, transtornos por uso de substâncias ou histórico familiar de TDAH. Na avaliação neuropsicológica, costuma ser aplicada antes da primeira entrevista para orientar a investigação, e pode ser respondida também por um familiar próximo, como informação complementar, desde que isso fique registrado.
Quando o ASRS-v1.1 não é a melhor escolha
A ASRS-v1.1 não substitui a entrevista diagnóstica e não deve ser a única base para afirmar ou descartar TDAH. Ela não investiga sintomas na infância, que o diagnóstico exige, nem prejuízo funcional. Em adolescentes, use instrumentos com dados para essa faixa, como SNAP-IV ou ETDAH-CriAd. Em pacientes com episódio depressivo, maníaco ou ansioso ativo, as respostas tendem a subir e o rastreio perde especificidade.
O formulário da OMS vem em duas partes e usa caixas sombreadas para indicar quais respostas contam no rastreio. O ponto de sombreamento muda de item para item, e é aí que mora a maioria dos erros de correção.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Parte A — desatenção | 1–4 | Dificuldade para acabar detalhes finais, organizar tarefas, lembrar compromissos e iniciar tarefas que exigem muita reflexão. |
| Parte A — hiperatividade | 5–6 | Mexer ou torcer mãos e pés quando precisa ficar sentado e sentir-se ativo demais, como se movido por um motor. |
| Parte B — desatenção | 7–11 | Erros por descuido, manter a atenção em tarefas repetitivas, prestar atenção quando falam com você, perder objetos e distrair-se com barulho. |
| Parte B — hiperatividade/impulsividade | 12–18 | Sair do lugar, inquietação, dificuldade para relaxar, falar demais, terminar a frase dos outros, esperar a vez e interromper. |
Peça ao paciente que responda sozinho, pensando em como se sentiu e se comportou nos últimos seis meses.
Explique que cada pergunta tem cinco opções de frequência e que não há respostas certas ou erradas.
Aplique a Parte A e a Parte B na mesma sessão, mesmo que o rastreio seja decidido pela Parte A.
Revise itens em branco ou com dupla marcação antes de o paciente sair da sessão.
Registre medicações em uso, sono e sintomas de humor, que alteram a interpretação.
A correção da ASRS-v1.1 é categórica e item a item. Cada item da Parte A tem um limiar próprio: nos itens 1 a 3, basta a resposta algumas vezes; nos itens 4 a 6, é preciso frequentemente ou mais. O número de itens acima do limiar decide o rastreio, e quatro ou mais indicam resultado positivo. A Parte B não muda essa decisão, mas mostra quais outros sintomas o paciente reconhece e ajuda a completar a contagem do DSM na entrevista.
No PontoAzul: Registre as 18 respostas de 0 a 4 da versão ASRS-18 incorporada ao PontoAzul. O PontoAzul usa a organização de nove itens de desatenção e nove de hiperatividade/impulsividade, calcula escores e contagens positivas por domínio e apresenta o limiar documental de seis por domínio. Esse fluxo não é o algoritmo do screener de seis itens explicado nesta página.
Confira se as 18 perguntas foram respondidas pensando nos últimos seis meses.
Na Parte A, marque como positivos os itens 1, 2 e 3 respondidos com algumas vezes, frequentemente ou muito frequentemente.
Marque como positivos os itens 4, 5 e 6 apenas quando a resposta for frequentemente ou muito frequentemente.
Conte os itens positivos da Parte A: 4 ou mais indicam rastreio positivo, com sintomas altamente consistentes com TDAH adulto.
Na Parte B, registre quais sintomas aparecem nas caixas sombreadas para aprofundar na entrevista; não some a Parte B à Parte A para decidir o rastreio.
Documente a data, o formato de aplicação e se o paciente estava sob efeito de medicação.
Exemplo de correção
Exemplo demonstrativo: Analista de 29 anos procura avaliação por atrasos e prazos perdidos. Respostas da Parte A:
4 itens positivos na Parte A: rastreio positivo. Os sintomas são consistentes com TDAH adulto e justificam entrevista diagnóstica com investigação da infância.
O formulário oficial da ASRS-v1.1 usa um único critério para a Parte A: quantos dos seis itens caíram nas caixas sombreadas. Kessler et al. (2005) mostraram que esse rastreador de seis itens teve desempenho melhor que as 18 perguntas somadas, com sensibilidade de 68,7%, especificidade de 99,5% e acurácia de 97,9% numa amostra comunitária.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0 – 3 itens positivos na Parte A | Rastreio negativo | Sintomas atuais abaixo do limiar de rastreio. Não descarta TDAH quando a história clínica é sugestiva. |
| 4 – 6 itens positivos na Parte A | Rastreio positivo | Sintomas altamente consistentes com TDAH adulto; indicar avaliação diagnóstica completa. |
A sensibilidade de cerca de 69% significa que uma parte dos adultos com TDAH fica abaixo do corte, especialmente quem desenvolveu estratégias compensatórias. Depressão, ansiedade, privação de sono e uso de substâncias elevam as respostas. Em 2017, Ustun e colaboradores publicaram a ASRS-5, versão de seis itens calibrada para o DSM-5, com outra pontuação: não misture as duas regras.
Usar o mesmo limiar para os seis itens
Os itens 1 a 3 contam a partir de algumas vezes; os itens 4 a 6, só a partir de frequentemente. Aplicar algumas vezes a todos gera falsos positivos.
Somar as 18 respostas e procurar um corte
O formulário da OMS não traz corte para o total das 18 perguntas. O rastreio é decidido pela contagem da Parte A.
Confundir ASRS-v1.1 com ASRS-5
A ASRS-5 tem itens diferentes e pesos próprios. Aplicar a regra de uma no formulário da outra invalida o resultado.
Esquecer o recorte de seis meses
Quando o paciente responde pensando “na vida toda”, o resultado mistura infância e presente. No PontoAzul, o período avaliado aparece junto do resultado para lembrar essa âncora.
No PontoAzul, a correção do ASRS-v1.1 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Exemplo demonstrativo de ASRS-v1.1, sem dados reais. O PontoAzul usa a organização de nove itens de desatenção e nove de hiperatividade/impulsividade, calcula escores e contagens positivas por domínio e apresenta o limiar documental de seis por domínio. Esse fluxo não é o algoritmo do screener de seis itens explicado nesta página. A interpretação ilustrada incorpora a leitura profissional do protocolo e da entrevista.
Na Escala de Autorrelato de TDAH em Adultos (ASRS-v1.1, OMS; versão brasileira de Mattos et al., 2006), respondida em 18/05/2026 com referência aos últimos seis meses, o paciente apresentou 4 dos 6 itens da Parte A acima do limiar, configurando rastreio positivo. Na Parte B, destacaram-se erros por descuido, distração com estímulos externos e dificuldade para relaxar. O resultado indica sintomas atuais consistentes com TDAH e foi integrado à entrevista retrospectiva da infância e aos testes de atenção.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
DIVA-5: 18 critérios do DSM-5 em duas fases, limiar adulto de 5 sintomas por dimensão.
ETDAH-AD: 69 itens, 5 fatores, autorrelato de 12 a 87 anos com normas brasileiras.
EPF-TDAH: 66 itens, nove domínios e perfil funcional por escore T.
Trinta itens, total de 30 a 120 e dois fatores no fluxo brasileiro do PontoAzul.
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
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