1Leitura
Ler os dígitos apresentados em quantidades que correspondem ao próprio valor (o 3 aparece três vezes). Processo automático; mede velocidade de processamento.
O FDT (Teste dos Cinco Dígitos) avalia velocidade de processamento, controle inibitório e flexibilidade cognitiva em quatro etapas de 50 estímulos: leitura, contagem, escolha e alternância. Os tempos e os erros de cada etapa geram dois índices derivados, inibição e flexibilidade. A edição brasileira, da Hogrefe, tem normas de 6 a 92 anos.
O Five Digit Test (FDT), de Manuel Sedó, avalia velocidade, inibição e flexibilidade em quatro etapas de 50 estímulos. A referência editorial usa leitura como base dos dois índices. O fluxo atual do PontoAzul usa escolha menos contagem para inibição e alternância menos escolha para flexibilidade, uma divergência ainda a reconciliar com a edição aplicada. Confira a fórmula do manual antes de interpretar os índices ou inseri-los no laudo.
Ler os dígitos apresentados em quantidades que correspondem ao próprio valor (o 3 aparece três vezes). Processo automático; mede velocidade de processamento.
Contar grupos de 1 a 5 asteriscos. Também automático, mas um pouco mais lento que a leitura.
Contar a quantidade de dígitos quando o valor escrito é incongruente (por exemplo, dizer “dois” diante de 5 5). Exige inibir a leitura automática.
Contar na maioria dos itens e ler o dígito nos itens com borda destacada (cerca de 20% dos estímulos). Exige trocar de regra ao longo da tarefa.
Você registra o tempo e os erros das etapas de leitura, contagem, escolha e alternância do FDT. O resultado vira um parágrafo do laudo-base sobre velocidade, inibição e flexibilidade, para você revisar.
O fluxo atual calcula inibição como escolha menos contagem e flexibilidade como alternância menos escolha e consulta a matriz etária incorporada. Essas bases diferem das fórmulas editoriais apresentadas acima e precisam ser reconciliadas com a edição do manual antes de interpretar os índices.
Testar com FDTCalcule a idade na data de aplicação do FDT
Autor(es): Manuel A. Sedó; adaptação brasileira de Jonas Jardim de Paula e Leandro F. Malloy-Diniz · Edição espanhola: TEA, 2007; edição brasileira: Hogrefe, 2015
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Five Digit Test (FDT) foi criado por Manuel A. Sedó e publicado na Espanha pela TEA Ediciones (2007) como alternativa ao Stroop que dispensasse a leitura de palavras. A edição brasileira, FDT – Teste dos Cinco Dígitos, foi adaptada por Jonas Jardim de Paula e Leandro F. Malloy-Diniz e publicada pela Hogrefe em 2015, com normas de 6 a 92 anos.
O teste usa apenas os dígitos de 1 a 5 e quantidades de 1 a 5. As duas primeiras etapas, leitura e contagem, mobilizam processos automáticos e medem velocidade de processamento. As duas últimas, escolha e alternância, exigem processos controlados: inibir a leitura quando o número escrito contradiz a quantidade e alternar de regra conforme uma pista visual.
Como a leitura de dígitos é aprendida cedo e quase universal, o FDT sofre menos com a escolaridade do que o Stroop clássico. Estudos brasileiros, como Campos et al. (2016), relataram boa consistência interna (0,92 a 0,94) e estabilidade teste-reteste adequada, com efeito de aprendizagem mais visível nas etapas complexas.
O FDT é indicado para avaliar velocidade de processamento, controle inibitório e flexibilidade cognitiva em crianças, adolescentes, adultos e idosos, inclusive com baixa escolaridade. É útil na investigação de TDAH, impulsividade, transtornos do humor, dependência química, traumatismo cranioencefálico e declínio cognitivo, e complementa bem o TMT e o WCST em baterias executivas. A duração curta permite incluí-lo mesmo em sessões já longas.
Quando o FDT não é a melhor escolha
O FDT só exige reconhecer e contar até 5, o que o torna útil em baixa escolaridade, mas perde sentido quando a pessoa não reconhece dígitos ou não conta quantidades pequenas. Evite-o com baixa visão não corrigida e com afasia ou disartria graves, porque as respostas são orais. Em crianças abaixo de 6 anos, prefira tarefas com normas pré-escolares.
Cada etapa do FDT ocupa uma página com 50 estímulos em caixas, respondidos em voz alta do início ao fim. O aplicador faz um treino curto antes de cada etapa, cronometra a execução e marca os erros no protocolo.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Leitura | 50 | Processo automático: ler o dígito. |
| Contagem | 50 | Processo automático: contar asteriscos. |
| Escolha | 50 | Processo controlado: contar e inibir a leitura em estímulos incongruentes. |
| Alternância | 50 | Processo controlado: alternar entre contar e ler conforme a pista visual. |
Confirme que a pessoa reconhece os dígitos de 1 a 5 e conta quantidades pequenas.
Faça o treino de cada etapa antes da página principal, corrigindo a regra se necessário.
Aplique leitura, contagem, escolha e alternância nessa ordem, cronometrando cada uma.
Registre os erros de cada etapa no protocolo, sem interromper a execução.
Anote comportamentos como autocorreções, hesitações e mudanças de estratégia.
A correção do FDT gera quatro tempos, quatro contagens de erros e dois índices: inibição = escolha − leitura e flexibilidade = alternância − leitura. Todos são convertidos em percentil pela faixa etária. O erro mais comum é usar a etapa errada como base da subtração ou ignorar os erros quando o tempo parece bom.
No fluxo atualmente implementado no PontoAzul, os tempos e erros das quatro etapas são transcritos e consultados pela idade. Os índices derivados usam escolha − contagem para inibição e alternância − escolha para flexibilidade. Essas fórmulas diferem da referência editorial descrita no primeiro parágrafo. A diferença está identificada para reconciliação do produto com a edição utilizada; confira a base do cálculo no manual antes de interpretar ou incorporar os índices ao laudo. Não trate as duas fórmulas como equivalentes.
Registre o tempo em segundos de cada uma das quatro etapas.
Conte os erros de cada etapa (respostas incorretas não corrigidas).
Calcule o índice de inibição = tempo de escolha − tempo de leitura.
Calcule o índice de flexibilidade = tempo de alternância − tempo de leitura.
Converta tempos, erros e índices em percentil na tabela da faixa etária (e escolaridade, quando aplicável) do manual.
Leia os erros junto com os tempos: responder rápido com muitos erros na escolha tem significado diferente de responder devagar sem errar.
Exemplo de correção
Caso fictício: adolescente de 15 anos com queixa de impulsividade na escola.
Velocidade básica preservada (leitura e contagem), com custo de inibição de 28 s e seis erros na escolha: padrão compatível com dificuldade de frear a resposta automática. A classificação de cada índice sai da tabela do manual para a idade. Valores ilustrativos.
O manual brasileiro do FDT converte tempos, erros e índices em percentis por faixa etária, mas as tabelas são material protegido e não há pontos de corte públicos. Por isso, em vez de faixas numéricas, a leitura se apoia no padrão entre etapas automáticas e controladas depois da conversão normativa. A tabela abaixo resume os perfis mais frequentes e como descrevê-los.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| Tempos e índices na média | Funcionamento esperado | Velocidade, inibição e flexibilidade compatíveis com a faixa etária. |
| Leitura e contagem lentas, índices típicos | Lentidão de processamento | O custo está na velocidade básica, não no controle executivo. |
| Inibição elevada ou erros na escolha | Fragilidade inibitória | Dificuldade de suprimir a leitura automática; comum em quadros com impulsividade. |
| Flexibilidade elevada ou erros na alternância | Fragilidade de alternância | Dificuldade de manter e trocar regras; integre com TMT e WCST. |
Informe a tabela normativa usada. Os índices são diferenças de tempo, então lentidão extrema na leitura pode mascarar custos executivos; leia sempre tempos brutos, índices e erros juntos.
Subtrair da contagem em vez da leitura
Os índices de inibição e flexibilidade descontam o tempo de leitura. Usar a contagem como base reduz os dois índices e esconde dificuldades.
Interpretar só o tempo e ignorar os erros
Quem responde rápido na escolha, mas erra muito, tem índice de inibição “bom” e controle ruim. Os erros precisam entrar na leitura.
Não registrar os erros na alternância por tipo
Na alternância, ler quando devia contar e contar quando devia ler são falhas diferentes; anotar só o total perde a informação.
Usar a tabela de outra idade
O desempenho muda muito entre infância e envelhecimento. No PontoAzul, a faixa etária do caso define a tabela, e os índices aparecem com a fórmula para conferência.
No PontoAzul, a correção do FDT segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Exemplo educacional da referência editorial, sem dados reais. As bases de subtração dos índices no fluxo atual diferem das descritas neste exemplo e aguardam reconciliação; confira o manual e a fórmula antes de incorporar resultados ao laudo.
No Teste dos Cinco Dígitos (FDT), aplicado em 11/09/2026, o adolescente apresentou tempos de 24 segundos na leitura e 28 segundos na contagem, compatíveis com velocidade de processamento preservada. Na etapa de escolha, levou 52 segundos e cometeu seis erros, resultando em índice de inibição de 28 segundos; na alternância, levou 61 segundos, com quatro erros e índice de flexibilidade de 37 segundos. O perfil indica maior dificuldade de controle inibitório do que de velocidade básica.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Teste Hayling: 15 + 15 sentenças, escore de erros de 0 a 45 e custo de inibição B − A.
Stroop Victoria: tempos, erros e escores z por cartão na correção PontoAzul.
TMT: parte A, parte B, erros, B−A e B/A com normas por escolaridade.
Flexibilidade e perseveração; o módulo PontoAzul registra protocolos de até 128 ensaios.
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