1Autopercepção
A solução exploratória brasileira agrupou principalmente vivências de forma e aparência neste componente.
O BSQ-34 reúne 34 respostas sobre preocupação com a forma corporal nas últimas quatro semanas. Cada item vale de 1 a 6 e a soma varia de 34 a 204, com valores maiores associados a mais preocupação. As faixas frequentemente citadas vieram de uma tese britânica, não do artigo original de 1987; ao usá-las no Brasil, é importante informar essa origem e não transformá-las em diagnóstico.
O Questionário de Forma Corporal (BSQ-34) é um autorrelato de 34 itens que avalia preocupação com a forma do corpo nas últimas quatro semanas. Cada resposta recebe de 1 a 6 pontos; a soma total vai de 34 a 204, e valores maiores indicam mais preocupação. Faixas como menos de 80, 80–110, 111–140 e mais de 140 aparecem em uma tese britânica posterior, não são cortes diagnósticos universais para a população brasileira.
A solução exploratória brasileira agrupou principalmente vivências de forma e aparência neste componente.
Parte dos itens descreve comparação da própria imagem com outras pessoas e situações sociais.
Um grupo menor aborda comportamentos e atitudes diante de alterações percebidas no corpo.
Dois itens apareceram juntos na análise brasileira; isso não cria um diagnóstico próprio.
Registre as 34 respostas de 1 a 6 do BSQ completo já aplicado. Leve esse dado ao laudo-base editável e revise a interpretação conforme a entrevista.
A correção programada do PontoAzul confere a soma e organiza o resultado na faixa de 34 a 204.
Testar com BSQ-34Calcule a idade na data de aplicação do BSQ-34
Autor(es): Cooper, Taylor, Cooper e Fairburn; adaptação brasileira estudada por Di Pietro e Silveira · 1987 (estudo brasileiro: 2009)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Body Shape Questionnaire foi desenvolvido por Cooper, Taylor, Cooper e Fairburn e publicado em 1987 para investigar preocupação com a forma corporal. A forma completa tem 34 itens de autorrelato. O respondente indica a frequência com que experiências relacionadas à aparência ocorreram nas quatro semanas anteriores. A soma produz uma medida contínua: ela descreve a intensidade da preocupação, sem examinar diretamente critérios completos de um transtorno alimentar.
No Brasil, Di Pietro e Silveira estudaram o BSQ-34 com 164 estudantes de medicina da Universidade Federal de São Paulo. A consistência interna relatada foi alta e a análise exploratória agrupou itens em quatro componentes: autopercepção da forma, comparação da imagem, atitudes diante de alterações e experiências mais intensas de percepção. Esse resultado mostra que o conteúdo pode ser descrito por diferentes temas, mas a amostra foi de conveniência e não estabelece pontos de corte nacionais. A pontuação mais comum permanece o total dos 34 itens.
Há formas abreviadas com oito e dezesseis itens. Elas conservam parte da lógica, porém seus totais não são intercambiáveis sem transformação e cautela. Também circulam faixas classificatórias de preocupação que muitas páginas atribuem ao artigo original. Um colaborador das formas curtas esclarece que esses intervalos apareceram em tese posterior de Melanie Taylor. A origem do corte deve acompanhar a interpretação para evitar precisão aparente sem base no público avaliado.
O BSQ-34 pode integrar uma avaliação quando a pergunta é a frequência de preocupação com tamanho, forma e aparência do corpo. O resultado abre conversa sobre situações que evocam comparação, evitação e prejuízo, e pode acompanhar mudanças no tempo usando a mesma versão. O estudo brasileiro fornece evidência de adaptação em universitários, homens e mulheres, mas não transforma essa amostra em referência para qualquer idade ou condição. Em contexto clínico, investigue também alimentação, humor, história e funcionamento; escolha instrumentos adicionais conforme o foco, pois a soma do BSQ descreve apenas um aspecto da experiência corporal.
Quando o BSQ-34 não é a melhor escolha
Não use o BSQ-34 para diagnosticar transtorno alimentar, dismorfia corporal ou estado nutricional apenas pela soma. Seu escore descreve preocupação com a forma do corpo. Se a pergunta for inflexibilidade diante de pensamentos corporais, o BI-AAQ oferece outro ângulo; quando houver suspeita de transtorno alimentar, aprofunde avaliação clínica específica.
A versão completa mantém 34 itens respondidos em seis categorias de frequência. O resultado convencional é a soma geral. Um estudo brasileiro com estudantes de medicina identificou quatro componentes exploratórios, que ajudam a descrever conteúdo, mas não substituem a pontuação total publicada.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Autopercepção corporal | 22 itens | Vivências pessoais de insatisfação e atenção à própria forma. |
| Comparação da imagem | 5 itens | Comparações sociais ligadas a tamanho e aparência. |
| Atitudes de mudança | 5 itens | Ações e reações quando a pessoa percebe alterações corporais. |
| Alterações intensas | 2 itens | Experiências mais severas agrupadas no estudo brasileiro. |
Confirme que o protocolo aplicado é a versão completa de 34 itens e identifique idioma e edição.
Oriente a considerar as quatro semanas anteriores ao escolher uma entre seis frequências para cada afirmação.
Disponibilize privacidade para responder sobre aparência e comportamentos sem comentário ou sugestão de terceiros.
Verifique itens ausentes e registre qualquer regra de tratamento antes de calcular o total.
Na devolutiva, converse sobre exemplos específicos e evite transformar a categoria descritiva em diagnóstico.
Cada resposta da forma completa vale de 1 a 6. A soma simples dos 34 itens produz um mínimo teórico de 34 e um máximo de 204; não há inversões na chave usual. Pontuações mais altas representam maior frequência de preocupação com forma corporal. O total depende de todas as respostas ou de um tratamento explícito para omissões. A página do colaborador Chris Evans recomenda prorratear a média dos itens respondidos quando houver poucas ausências, com limite de até quatro itens na forma completa, e declarar esse método; não apresente uma soma incompleta como total.
Se o profissional decidir descrever a pontuação com faixas, informe que os intervalos frequentemente citados são de origem britânica. No estudo de adaptação de Di Pietro e Silveira, os participantes eram universitários e a análise principal não produziu cortes diagnósticos universais. Também não se devem calcular quatro subescalas clínicas independentes apenas porque a análise exploratória identificou componentes na amostra.
No PontoAzul, você registra as 34 respostas do BSQ-34 já aplicado e a plataforma calcula o total de 34 a 204. Antes de levar o resultado ao laudo-base editável, confira respostas ausentes, versão aplicada e referência usada para qualquer faixa comunicada.
Confirme que o formulário é o BSQ de 34 itens; formas de 16 ou oito itens usam somas e intervalos distintos.
Registre cada resposta de 1 a 6, correspondente à frequência informada para as quatro semanas anteriores.
Some os 34 valores válidos sem inverter itens para obter o total teórico de 34 a 204.
Se houver omissões, documente quantas respostas faltaram antes de considerar qualquer estimativa; os autores das formas abreviadas descrevem regra de prorrateio e limites de ausência.
Caso use as faixas britânicas, informe que são referências de preocupação com forma, não cortes validados universalmente para diagnóstico brasileiro.
Ao acompanhar a pessoa, mantenha a mesma versão, janela temporal e tratamento de omissões para comparar resultados.
Exemplo de correção
Caso fictício: adulta de 27 anos completou o BSQ-34 considerando as quatro semanas anteriores. Para conferência, as 34 respostas foram somadas em quatro blocos consecutivos.
O total 100/204 entra na faixa britânica de preocupação leve (80–110), se essa referência for adotada. A classificação é descritiva; a entrevista precisa esclarecer impacto, contexto cultural e possíveis comportamentos associados.
As faixas abaixo são frequentemente reproduzidas em materiais sobre o BSQ completo: menos de 80 sem preocupação importante, 80–110 leve, 111–140 moderada e mais de 140 acentuada. Chris Evans, colaborador no desenvolvimento de formas abreviadas, esclarece que esses limites constam da tese de Melanie Taylor e não do artigo original de Cooper e colegas. O mesmo autor recomenda não presumir que funcionem igualmente em outras culturas. O estudo brasileiro de Di Pietro e Silveira verificou estrutura e consistência da escala em universitários, mas sua amostra não estabelece esses intervalos como diagnóstico nacional.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 34–79 | Sem preocupação | Menor frequência de preocupação com a forma no referencial britânico; não exclui sofrimento individual. |
| 80–110 | Leve | Preocupação percebida com alguma frequência; explore situações e impacto. |
| 111–140 | Moderada | Maior persistência de experiências ligadas à forma corporal. |
| 141–204 | Acentuada | Preocupação intensa no referencial citado; investigue funcionamento e outras queixas. |
Essas categorias não são diagnóstico nem normas universais brasileiras. Estudos podem usar versões curtas, populações distintas ou cortes próprios; identifique versão, sexo/gênero, contexto cultural e fonte da classificação.
Usar chave de versão curta
Somar 16 ou oito respostas e aplicar limites do BSQ-34 produz faixa sem significado. A edição deve acompanhar o total.
Trocar escala de um a seis
Codificar a primeira alternativa como zero desloca a soma inteira e muda o intervalo publicado de 34–204.
Apresentar cortes como brasileiros
As faixas frequentemente citadas vieram de uma tese britânica. O estudo brasileiro explorou dimensionalidade, não definiu esses limiares como diagnóstico nacional.
Omitir respostas sem registro
Uma soma parcial parece falsamente baixa. Se houver prorrateio, explicite quantos itens faltaram e o procedimento aplicado.
No PontoAzul, a correção do BSQ-34 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Exemplo demonstrativo do BSQ-34. No PontoAzul, total e faixa incorporada ficam vinculados ao protocolo de 34 itens; a interpretação e a revisão do texto pertencem ao profissional.
Em 12/03/2026, a paciente fictícia respondeu ao BSQ-34 com referência às quatro semanas anteriores e obteve 100 pontos de 204 possíveis. A soma corresponde à faixa de preocupação leve com a forma corporal segundo intervalos britânicos divulgados em trabalho posterior ao estudo original, que são usados aqui apenas como referência descritiva. Na entrevista, a pessoa relatou comparação frequente da aparência com outras pessoas, sem que o escore por si só permita diagnosticar transtorno alimentar ou dismorfia corporal. Recomenda-se aprofundar a frequência, o prejuízo funcional e eventuais comportamentos associados, além de registrar a mesma edição e o mesmo método de correção em avaliações futuras.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Versão brasileira com 11 itens e medida dimensional da relação com a imagem corporal.
BDI-II: 21 itens, 0 a 63 pontos, gravidade de sintomas depressivos nas últimas duas semanas.
26 itens, quatro domínios e duas perguntas globais sobre qualidade de vida e saúde.
Nove itens, escore de 0 a 27 e alerta separado para o item 9.
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