1Medo social
Seis itens abordam incômodo diante de situações de interação, avaliação e possível constrangimento.
O SPIN reúne 17 respostas sobre a última semana para mostrar como medo, evitação e desconforto físico aparecem em situações sociais. Cada item vale de 0 a 4, produzindo total de 0 a 68; 19 pontos é uma referência publicada para rastreio. O PontoAzul soma o protocolo já respondido, deixa o perfil visível e prepara o resultado para o laudo-base editável.
O Inventário de Fobia Social (SPIN) é um autorrelato de 17 itens criado por Connor e colaboradores em 2000 para rastrear sintomas de ansiedade social na última semana. Cada resposta vai de 0 a 4, totalizando 0 a 68 pontos. O conteúdo cobre medo, evitação e sintomas fisiológicos. No estudo original, 19 pontos distinguiram participantes com fobia social de controles; o valor é uma referência de rastreio e não confirma diagnóstico em uma pessoa isoladamente.
Seis itens abordam incômodo diante de situações de interação, avaliação e possível constrangimento.
Sete itens observam quanto a pessoa evita encontros, exposição e ações por receio social.
Quatro itens registram manifestações corporais percebidas quando há contato ou exposição social.
Registre as 17 respostas do SPIN sobre a última semana e a data da aplicação. O resultado segue para o laudo-base editável, com espaço para sua interpretação das situações sociais relevantes.
O PontoAzul soma o total de 0 a 68 e apresenta a faixa e a referência de rastreio incorporadas ao módulo.
Testar com SPINCalcule a idade na data de aplicação do SPIN
Autor(es): Kathryn M. Connor, Jonathan R. T. Davidson e colaboradores; adaptação brasileira: Flávia de Lima Osório, José Alexandre S. Crippa e Sonia Regina Loureiro · 2000 (adaptação brasileira: 2009)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Social Phobia Inventory (SPIN) foi apresentado por Connor e colaboradores em 2000 para medir, por autorrelato, sintomas de fobia ou ansiedade social. A proposta foi unir em uma medida curta três manifestações que muitas escalas tratavam separadamente: medo, evitação e sinais fisiológicos. Seus 17 itens perguntam quanto certas situações ou reações incomodaram a pessoa na última semana. Cada resposta recebe de 0 a 4 pontos e a soma possível vai de 0 a 68. O instrumento foi pensado para rastrear casos que merecem avaliação mais aprofundada e acompanhar mudança de sintomas ao longo do tempo.
A organização temática pode ajudar o profissional a entender se a maior carga está no receio de avaliação, na tendência a evitar situações ou nas reações corporais associadas. Seis itens abordam medo, sete tratam de evitação e quatro de manifestações fisiológicas, conforme descrições usadas em estudos brasileiros. Esse agrupamento não substitui o total nem gera três diagnósticos. Também não basta perguntar se a pessoa marcou acima de 19: alguém pode relatar poucos sintomas em uma semana porque evitou quase todas as situações relevantes, enquanto outra pessoa se expôs intensamente e relatou incômodo. O contato com a história e o funcionamento dá sentido ao escore.
A versão em português brasileiro recebeu o nome Inventário de Fobia Social. Osório, Crippa e Loureiro publicaram em 2009 o processo de tradução, retrotradução e estudo de itens em universitários brasileiros. O trabalho encontrou consistência interna adequada na amostra, mas recomendou ampliar a investigação psicométrica em grupos clínicos e não clínicos. Outros estudos brasileiros avaliaram confiabilidade entre adolescentes e desempenho discriminativo em universitários. Isso permite discutir a escala no Brasil, mas exige indicar o estudo escolhido quando se interpreta o corte e evitar transplantar resultados de uma faixa etária para outra sem justificativa.
O SPIN é indicado quando a pergunta clínica envolve medo, evitação e desconforto físico em situações sociais. Em adultos, pode abrir a investigação de ansiedade social e mostrar quais experiências precisam de entrevista. Em acompanhamento, repetir o instrumento com a mesma janela de uma semana ajuda a observar mudanças no total e nos grupos de sintomas. Em uma bateria neuropsicológica, pode contextualizar desempenho influenciado por exposição social ou receio de avaliação. A tradução brasileira foi estudada em universitários e há estudos de confiabilidade com adolescentes; a escolha do corte deve respeitar o público e a finalidade. Se a demanda principal é repertório de habilidades sociais, o IHS-2 responde a outra pergunta. O SPIN não esclarece sozinho se a evitação vem de ansiedade, condições do neurodesenvolvimento, experiências sociais anteriores ou fatores ambientais.
Quando o SPIN não é a melhor escolha
O SPIN não substitui entrevista para diagnosticar transtorno de ansiedade social nem explica sozinho toda evitação social. Se a principal pergunta é ansiedade geral, considere HAM-A ou BAI; para habilidades sociais, considere IHS-2. Em crianças pequenas ou públicos fora das amostras estudadas, use instrumentos e referências apropriados à idade.
Os 17 itens são distribuídos em três grupos de conteúdo. A soma total usa todos os itens; as áreas ajudam a descrever o perfil e não devem ser tratadas como diagnósticos independentes.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Medo | 6 itens | Receio em interação, desempenho e avaliação social. |
| Evitação | 7 itens | Afastamento de situações sociais ou de exposição. |
| Fisiológicos | 4 itens | Reações corporais associadas a situações sociais. |
Explique que os 17 itens tratam do incômodo percebido na última semana e que cada resposta vai de zero a quatro.
Confirme que a pessoa compreendeu o período e as opções de intensidade antes de preencher o inventário.
Revise marcações faltantes ou duplas e registre se houve pouca exposição real a situações sociais naquela semana.
Anote a data e possíveis eventos contextuais, como apresentação pública, mudança de trabalho ou início de tratamento.
Integre o resultado à entrevista sobre prejuízo, estratégias de evitação e situações específicas antes de concluir.
A correção do SPIN é a soma de 17 valores inteiros entre 0 e 4, em um total de 0 a 68. Não há inversão na soma usual. A separação entre seis itens de medo, sete de evitação e quatro fisiológicos pode ajudar a conferir a conta e descrever o perfil. O total de cada grupo depende do número de itens: não compare diretamente uma soma de sete itens com outra de quatro como se tivessem o mesmo máximo. Para documentação clínica, indique o total geral e descreva quais situações da última semana sustentaram as respostas maiores.
O limiar de 19 pontos foi divulgado no estudo original como referência para distinguir pessoas com fobia social de controles. Pesquisa brasileira encontrou bom desempenho discriminativo com valores entre 19 e 21 em universitários. Esses números servem ao rastreio e não transformam a escala em entrevista diagnóstica. A avaliação deve buscar prejuízo, duração do padrão, contexto cultural e exposição efetiva às situações temidas. Em reaplicações, registrar a data e a janela semanal evita comparar semanas muito diferentes como se fossem condições equivalentes.
No PontoAzul, as 17 respostas alimentam o total de 0 a 68, a faixa e a referência de rastreio incorporadas ao módulo. A saída atual não calcula três subtotais de medo, evitação e manifestações fisiológicas nem oferece escolha livre de corte. O profissional confere a referência e acrescenta o contexto ao laudo-base editável.
Confira se as 17 respostas se referem à última semana e se cada item recebeu um valor de 0 a 4.
Some os seis itens ligados ao medo, os sete ligados à evitação e os quatro de sintomas físicos para descrever o perfil.
Some os três grupos para obter o total geral de 0 a 68; não inclua itens de versões abreviadas como se fossem adicionais.
Compare o total com a referência publicada de 19 pontos para rastreio, identificando a fonte e a população no laudo.
Investigue na entrevista as situações que produziram maior incômodo, a frequência real de exposição e o prejuízo funcional.
Em reaplicações, mantenha a janela de uma semana e documente intervenções ou mudanças de contexto.
Exemplo de correção
Pessoa adulta fictícia de 27 anos relata evitar apresentações e reuniões. Após responder ao SPIN em 12/03/2026, os itens foram agrupados para conferir a soma:
O total é 21 de 68, acima da referência original de 19 pontos para rastreio. O profissional precisa avaliar prejuízo e explicações alternativas antes de concluir o caso.
No estudo de Connor e colaboradores (2000), um total de 19 pontos distinguiu grupos com fobia social e controles. Pesquisa brasileira posterior encontrou desempenho discriminativo para limiares próximos, entre 19 e 21, em universitários avaliados por entrevista. Como o SPIN não oferece uma escala universal de gravidade em múltiplos níveis, as faixas abaixo mostram apenas a posição frente ao corte original.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–18 | Abaixo do corte | Total abaixo da referência de rastreio original; uma queixa social relevante ainda merece entrevista. |
| 19–68 | Rastreio positivo | Total no limiar ou acima; investigar medo, evitação, sintomas físicos e prejuízo. |
O corte de 19 veio de amostras específicas e não funciona como diagnóstico individual. A adaptação brasileira estudou propriedades psicométricas em universitários; uso em adolescentes e em outros grupos pede referência própria. Uma pessoa que evita totalmente situações sociais pode relatar pouco incômodo em alguns itens por falta de exposição recente.
Somar menos de dezessete respostas
O total de 0 a 68 depende dos 17 itens completos. Um item ausente não pode ser tratado automaticamente como zero.
Misturar SPIN e Mini-SPIN
A versão abreviada possui apenas três itens e outro escore possível. Seus cortes não são intercambiáveis com a escala completa.
Chamar corte de diagnóstico
Um total de 19 ou mais sinaliza investigação; não comprova transtorno sem entrevista, prejuízo e contexto.
Esquecer a última semana
Comparar aplicações com períodos de referência diferentes pode produzir aparente melhora ou piora sem mudança real.
No PontoAzul, a correção do SPIN segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, as 17 respostas alimentam o total de 0 a 68, a faixa e a referência de rastreio incorporadas ao módulo. A saída atual não calcula três subtotais de medo, evitação e manifestações fisiológicas nem oferece escolha livre de corte. O profissional confere a referência e acrescenta o contexto ao laudo-base editável.
Em 12/03/2026, a pessoa fictícia de 27 anos respondeu ao Inventário de Fobia Social (SPIN) com referência à última semana. Obteve 21 de 68 pontos, acima do limiar de 19 descrito por Connor e colaboradores (2000) para rastreio. O perfil apresentou nove pontos nos itens de medo, oito nos de evitação e quatro nos fisiológicos. Esses resultados indicam necessidade de entrevista sobre situações de exposição, impacto no funcionamento e outras explicações para a evitação, sem constituir diagnóstico isolado. Recomenda-se integrar o achado à história clínica e a observações de diferentes contextos antes de concluir a avaliação.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
24 situações, medo e evitação de 0 a 3, total de 0 a 144 e corte brasileiro de 32.
BAI: 21 sintomas, 0 a 63 pontos, intensidade da ansiedade na última semana.
Escala de Hamilton: 14 itens, 0 a 56 pontos, ansiedade psíquica e somática.
IHS-2: 38 itens, escore geral e 5 fatores de habilidades sociais em adultos de 18 a 59 anos.
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