1Percepção Social
Capacidade de notar pistas sociais, como expressões e reações dos outros.
A SRS-2 é uma escala de 65 itens respondida por pais, professores ou pelo próprio adulto para medir sintomas associados ao transtorno do espectro autista no dia a dia. Gera escore T total, duas escalas compatíveis com o DSM-5 e cinco subescalas. Veja as quatro formas, as faixas de 60, 66 e 76 pontos T e como descrever o resultado no laudo.
A Escala de Responsividade Social, 2ª edição (SRS-2) é um questionário de 65 itens, respondido por um informante que convive com a pessoa ou pelo próprio adulto, que quantifica prejuízos na interação social recíproca e comportamentos restritos e repetitivos. Os resultados saem em escore T: até 59 é típico, 60 a 65 leve, 66 a 75 moderado e 76 ou mais grave. No Brasil, foi adaptada por Lisandra Borges e publicada pela Hogrefe em 2021.
Capacidade de notar pistas sociais, como expressões e reações dos outros.
Interpretação das pistas sociais percebidas e compreensão de intenções.
Comunicação expressiva recíproca, verbal e não verbal.
Interesse em se engajar em interações e ansiedade ou evitação social.
Comportamentos estereotipados e interesses altamente restritos. Também é uma das escalas compatíveis com o DSM-5.
Escala compatível com o DSM-5 que reúne as quatro primeiras subescalas.
Você escolhe a forma da SRS-2, identifica o informante e registra as 65 respostas. Parágrafo-base com forma, informante, faixa do total e destaques do perfil, para você revisar.
O PontoAzul aplica as inversões, soma total, CIS, PRR e subescalas, organiza os escores T da forma correspondente e classifica cada escala.
Testar com SRS-2Calcule a idade na data de aplicação do SRS-2
Autor(es): John N. Constantino e Christian P. Gruber; adaptação brasileira de Lisandra Borges · 2012 (original); 2021 (edição brasileira, Hogrefe)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A Social Responsiveness Scale, Second Edition (SRS-2), de John Constantino e Christian Gruber, foi publicada em 2012 pela Western Psychological Services como revisão da SRS original. A segunda edição ampliou a faixa etária com as formas Pré-escolar e Adulto, manteve os 65 itens do núcleo e organizou os resultados em escalas compatíveis com o DSM-5.
A ideia central é tratar a responsividade social como traço contínuo, que varia na população geral e se intensifica no espectro autista. Por isso, a escala funciona tanto para triagem em grupos de risco quanto para quantificar a intensidade dos sintomas e acompanhar mudanças com intervenção.
A edição brasileira foi adaptada por Lisandra Borges e publicada pela Hogrefe em 2021. Ela pode ser aplicada em papel ou de forma informatizada, presencial ou remota, pela plataforma da editora. A amostra de padronização original da forma escolar reuniu 2.025 relatos de 1.014 crianças de 4 a 18 anos, com relato de pais e de professores. Na consulta ao SATEPSI em setembro de 2026, a SRS-2 não aparecia na lista de testes com parecer favorável; confira a situação atual antes de usar em contexto que exija teste psicológico aprovado.
A SRS-2 é indicada para crianças a partir de 2 anos e meio, adolescentes e adultos com suspeita de TEA ou com queixas de dificuldades sociais, como parte da avaliação psicológica, neuropsicológica ou multiprofissional. Serve para triagem antes de uma observação diagnóstica, para quantificar a intensidade dos sinais, para comparar a visão de pais e professores e para reavaliar após intervenção. Em adultos, a combinação das formas de autorrelato e heterorrelato ajuda a identificar compensação social e diferenças entre como a pessoa se percebe e como é percebida.
Quando o SRS-2 não é a melhor escolha
A SRS-2 não deve ser usada como única base para diagnóstico de TEA: ela mede o que o informante percebe, e escores elevados também aparecem em TDAH, ansiedade social, deficiência intelectual e outros quadros. Evite usá-la quando o informante conhece a pessoa há pouco tempo ou só em um contexto restrito. Em crianças abaixo de 2 anos e meio, prefira instrumentos de rastreio precoce como o M-CHAT-R/F.
Os 65 itens são respondidos em uma escala de frequência de quatro pontos, pensando nos últimos seis meses. Cada forma usa o mesmo núcleo de conteúdo com redação adequada à idade e ao informante. Os itens e as tabelas normativas são protegidos; abaixo está a organização das escalas.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Forma Pré-escolar | 65 | 2 anos e meio a 4 anos e meio, respondida por pais ou professores. |
| Forma Escolar | 65 | 4 a 18 anos, respondida por pais ou professores. |
| Forma Adulto — autorrelato | 65 | Adultos que respondem sobre si mesmos. |
| Forma Adulto — heterorrelato | 65 | Adultos avaliados por cônjuge, familiar ou amigo próximo. |
| Escore total | Todos | Soma de todos os itens convertida em escore T; é o principal indicador de gravidade. |
| Escalas compatíveis com o DSM-5 | CIS e PRR | Comunicação e Interação Social e Padrões Restritos e Repetitivos, alinhadas aos dois critérios do DSM-5. |
| Subescalas de intervenção | 5 | Percepção, Cognição, Comunicação e Motivação Social, além de PRR, úteis para planejar metas terapêuticas. |
Escolha a forma pela idade: Pré-escolar (2,5 a 4,5 anos), Escolar (4 a 18 anos) ou Adulto (autorrelato e heterorrelato).
Oriente o informante a responder pensando nos últimos seis meses e a não deixar itens em branco.
Sempre que possível, colete dois informantes de contextos diferentes, como mãe e professora.
Revise o protocolo na devolução para identificar omissões e padrões de resposta incomuns.
Corrija com a chave do manual, converta para escore T e registre forma, informante e data.
Cada item recebe de 0 a 3 pontos brutos conforme a frequência marcada, com inversão nos itens redigidos no sentido positivo. As somas brutas do total, das escalas CIS e PRR e das cinco subescalas são convertidas em escores T pelas tabelas da forma aplicada. A leitura clínica considera o total, o equilíbrio entre CIS e PRR, o perfil das subescalas e a concordância entre informantes.
No PontoAzul, você registra forma, informante e respostas. A plataforma aplica as inversões, soma total, escalas e subescalas, organiza os escores T consultados no manual e mostra as faixas lado a lado, inclusive comparando informantes. O resultado vira um parágrafo do laudo-base para você revisar.
Confira se a forma corresponde à idade e ao informante e se não há mais itens em branco do que o manual permite.
Converta cada resposta em pontos brutos de 0 a 3, invertendo os itens redigidos no sentido positivo, conforme a chave do manual.
Some os pontos brutos do total, das escalas CIS e PRR e das cinco subescalas.
Converta cada soma em escore T na tabela normativa da forma aplicada.
Classifique o escore T total: até 59, 60–65, 66–75 ou 76 ou mais.
Compare informantes diferentes, como mãe e professora, e discuta no laudo as divergências relevantes entre os perfis.
Exemplo de correção
Menino de 9 anos avaliado com a forma Escolar, respondida pela mãe. Escores T fictícios:
Escore T total 72: nível moderado de prejuízo na responsividade social, com PRR na faixa grave e motivação social relativamente preservada.
A interpretação usa o escore T, com média 50 e desvio-padrão 10 na amostra normativa. Escores mais altos indicam mais dificuldades. As faixas abaixo valem para o total e costumam ser aplicadas também às escalas CIS e PRR:
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| T ≤ 59 | Dentro dos limites típicos | Sem indicação de prejuízo relevante na responsividade social pelo relato do informante. |
| T 60 – 65 | Leve | Dificuldades na interação social recíproca que podem interferir nas interações do dia a dia. |
| T 66 – 75 | Moderado | Prejuízos clinicamente significativos, com interferência substancial nas interações cotidianas. |
| T ≥ 76 | Grave | Prejuízos acentuados, com interferência severa nas interações sociais; forte associação com diagnóstico de TEA. |
Os níveis da SRS-2 não correspondem aos níveis de suporte do DSM-5-TR. Escores altos têm sensibilidade para TEA, mas também aparecem em outros quadros que afetam o comportamento social. Diferenças entre informantes são informação clínica, não erro. Registre no laudo a forma usada, o informante e se as normas aplicadas foram as da edição brasileira.
Esquecer os itens invertidos
Parte dos itens descreve comportamentos sociais adequados e precisa ser invertida antes da soma. Sem a inversão, o escore bruto fica errado e o T muda de faixa.
Usar a tabela de outra forma
Pré-escolar, Escolar e Adulto têm normas próprias. Converter o bruto da forma Escolar na tabela de adulto gera um escore T sem sentido.
Ignorar o limite de itens em branco
O manual define quantas omissões são toleradas e como tratá-las. Somar como se fossem zero rebaixa o escore.
Interpretar só o total
Dois casos com T 70 podem ter perfis opostos em CIS e PRR. No PontoAzul, total, escalas do DSM-5 e subescalas aparecem juntos, com a faixa de cada uma.
No PontoAzul, a correção do SRS-2 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, você informa forma, informante e respostas. A plataforma faz as inversões, soma escalas e subescalas, mostra os escores T que você consulta no manual e escreve o trecho-base do laudo.
Na Escala de Responsividade Social, 2ª edição (SRS-2), forma Escolar, respondida pela mãe em 05/09/2026, o examinando obteve escore T total de 72, compatível com nível moderado de prejuízo na responsividade social. Na escala de Comunicação e Interação Social, o escore T foi 70; em Padrões Restritos e Repetitivos, 78, na faixa grave. Entre as subescalas de intervenção, a Cognição Social (T 74) foi a mais elevada e a Motivação Social (T 61) a menos comprometida, sugerindo interesse pelo contato com dificuldade de interpretar pistas sociais.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
ADOS-2: observação padronizada do TEA em 5 módulos, com algoritmo e escore de comparação de 1 a 10.
CARS-2: 15 itens de 1 a 4, total de 15 a 60, formas ST e HF com cortes próprios de gravidade.
ADI-R: entrevista de 93 itens com cuidadores, algoritmo em 4 domínios e pontos de corte para TEA.
Autorrelato com 50 itens, cinco domínios e escore de 0 a 50 para rastreio de traços autistas.
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