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Saúde emocional · Avaliação

BDI: Inventário de Depressão de Beck

O BDI reúne 21 grupos de sintomas, cada um pontuado de 0 a 3, para descrever a intensidade de sintomas depressivos na última semana, incluindo o dia da aplicação.

Grupos
21
Escore
0–63
Resposta
0–3
Período
Última semana

BDI em resumo

O Inventário de Depressão de Beck (BDI) é um autorrelato de 21 grupos de sintomas depressivos referentes à última semana, incluindo hoje. Cada grupo fornece de 0 a 3 pontos; o total possível é de 0 a 63. A versão brasileira de Cunha descreve faixas mínima, leve, moderada e grave em pacientes psiquiátricos. A correção do PontoAzul considera a exclusão do item 19 quando a perda de peso foi deliberada.

Grupos
21
Escore
0–63
Resposta
0–3
Período
Última semana
Regra especial
Item 19
Faixas
4 níveis

O que o BDI avalia?

1Sintomas afetivos e cognitivos

Grupos relativos a tristeza, pessimismo, culpa e autopercepção, lidos no perfil de respostas.

2Sintomas comportamentais e somáticos

Grupos que incluem sono, fadiga, apetite e perda de peso, sem formar subescala independente nesta correção.

3Escore total

Soma das pontuações aplicáveis dos 21 grupos, com intervalo global de 0 a 63.

Dados que viram resultado

Do BDI ao gráfico e ao laudo

Transcreva os 21 escores de 0 a 3 e indique se a perda de peso do item 19 foi deliberada. O Cérebro PontoAzul usa o resultado confirmado no contexto do caso para preparar texto-base editável.

  • Item 19 tratado corretamente
  • Edição e faixa claras
  • Do protocolo ao laudo

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O PontoAzul soma os grupos aplicáveis e localiza a faixa de Cunha no intervalo de 0 a 63.

Testar com BDI

Calculadora de idade cronológica

Inventário de Depressão de Beck (Beck Depression Inventory, versão anterior ao BDI-II)

Autor(es): Aaron T. Beck, C. H. Ward, M. Mendelson, J. Mock e J. Erbaugh; versão brasileira de Jurema Alcides Cunha · 1961; revisão de 1978; versão brasileira de 2001

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o BDI?

O Inventário de Depressão de Beck (BDI) surgiu do trabalho de Beck, Ward, Mendelson, Mock e Erbaugh, publicado em 1961, para quantificar manifestações depressivas por meio das respostas da própria pessoa. Houve uma revisão em 1978, chamada BDI-IA, e uma edição posterior, BDI-II, publicada em 1996. O fluxo descrito nesta página se refere à versão anterior ao BDI-II, com 21 grupos de alternativas pontuadas de zero a três e período de referência da última semana, incluindo o dia da aplicação.

No Brasil, a versão em português associada a Cunha (2001) é a referência da correção configurada no produto. Ela organiza o total em quatro faixas para pacientes psiquiátricos. A semelhança da sigla entre edições costuma esconder diferenças práticas: o BDI-II foi revisto para um intervalo de duas semanas e tem critérios próprios. O instrumento registra intensidade de sintomas, não a causa do quadro. Uma resposta individual sobre pensamentos de autoagressão requer conversa e avaliação específicas, mesmo quando a soma dos grupos é baixa.

Indicação e população

O BDI é útil quando o profissional deseja uma medida estruturada de sintomas depressivos autorreferidos no intervalo da última semana. Pode integrar avaliação clínica, acompanhamento de mudanças e uma bateria mais ampla de saúde emocional. Para interpretar o total, registre edição aplicada, população de referência, data da resposta e eventos relevantes, como doença física ou mudança de medicação. A versão usada pelo PontoAzul exige que o profissional transcreva o protocolo original e confirme a regra especial do item de perda de peso.

Quando o BDI não é a melhor escolha

Não use o BDI como diagnóstico automático, nem aplique as faixas da versão anterior ao BDI-II. Se a pergunta for mudança nas duas últimas semanas segundo a edição revisada, escolha o BDI-II; para um rastreio breve em atenção geral, considere o PHQ-9. Qualquer resposta sobre autoagressão exige avaliação direta própria, independentemente do total.

Estrutura do BDI

O BDI anterior ao BDI-II apresenta 21 grupos de afirmações graduadas. A plataforma registra o escore escolhido em cada grupo, sem converter o instrumento em subescalas que não são saída desta implementação.

DimensãoItensO que avalia
Grupos 1–1010 gruposConjunto inicial com manifestações afetivas, cognitivas e de autopercepção.
Grupos 11–2111 gruposConjunto que inclui manifestações comportamentais e somáticas; o grupo 19 exige a regra de perda de peso deliberada.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Confirme que o protocolo em mãos é o BDI da versão brasileira correspondente, e não o BDI-II.

  2. 2

    Registre a data da aplicação e peça que a pessoa considere a última semana, incluindo hoje.

  3. 3

    Aplique os 21 grupos conforme o material oficial e confira alternativas não respondidas ou duplamente marcadas.

  4. 4

    Pergunte especificamente se eventual perda de peso no grupo 19 foi deliberada.

  5. 5

    Transcreva as pontuações no PontoAzul, confirme o protocolo e revise o resultado antes da devolutiva.

Como corrigir o BDI

O profissional transcreve um escore inteiro de zero a três para cada um dos 21 grupos. Se um grupo traz mais de uma alternativa assinalada, a correção usa a alternativa de maior pontuação. A soma usual pode chegar a 63 pontos. Há uma condição própria para o grupo 19: se a perda de peso foi deliberada, esse escore não participa do total. A plataforma preserva a informação dessa decisão para revisão. No PontoAzul, você registra os 21 escores e a indicação sobre o grupo 19; o servidor calcula o total de 0 a 63 e a faixa mínima, leve, moderada ou grave de Cunha, sem produzir percentil ou escore T.

  1. Verifique os 21 grupos do protocolo e transcreva o escore de 0 a 3 assinalado em cada um.

  2. Se houver mais de uma alternativa marcada no mesmo grupo, use a de maior escore conforme a regra da versão brasileira.

  3. Pergunte se a perda de peso registrada no item 19 foi deliberada; quando for, exclua esse grupo da soma.

  4. Some os escores dos grupos aplicáveis, obtendo total entre 0 e 63.

  5. Compare o total com as faixas da referência de Cunha para pacientes psiquiátricos e preserve a informação sobre a população normativa.

Exemplo de correção

Paciente fictícia de 32 anos, avaliada em 27/09/2026, com queixa de desânimo na última semana. No protocolo, o item 19 recebeu 2 pontos, mas a perda de peso foi deliberada.

Soma dos 21 grupos marcados
22 pontos
Item 19 excluído
−2 pontos
Total corrigido
20 pontos

Total 20/63, na faixa moderada da classificação de Cunha para pacientes psiquiátricos; a leitura depende da entrevista e da situação clínica.

Interpretação dos resultados

A implementação do PontoAzul usa as faixas atribuídas à versão em português de Cunha (2001) para pacientes psiquiátricos: mínimo de 0 a 11, leve de 12 a 19, moderado de 20 a 35 e grave de 36 a 63. Elas não são intercambiáveis com os pontos de corte do BDI-II ou com estudos que escolheram limiares próprios para outras populações.

FaixaClassificaçãoLeitura clínica
0–11MínimoMenor intensidade de sintomas no enquadramento publicado para a amostra de referência.
12–19LeveIntensidade leve das respostas somadas, a integrar à entrevista.
20–35ModeradoMaior carga de sintomas autorreferidos na última semana.
36–63GraveCarga elevada de sintomas no protocolo, com necessidade de avaliação clínica contextualizada.

Essas faixas se referem a pacientes psiquiátricos na referência adotada. Mudanças de população, edição do inventário ou condição clínica podem alterar a interpretação. O total não substitui investigação direta de risco, funcionalidade e duração dos sintomas.

Erros comuns na correção manual

Misturar BDI e BDI-II

As duas edições têm 21 itens, mas período de referência, itens e faixas diferem. Aplicar cortes de uma edição ao protocolo da outra altera a classificação.

Somar perda de peso deliberada

Na versão brasileira adotada, o item 19 sai da soma se a perda de peso ocorreu de propósito. O motivo precisa ser confirmado, não presumido.

Ignorar múltiplas alternativas

Quando mais de uma alternativa foi assinalada no mesmo grupo, a regra registrada para o protocolo considera a de maior escore.

Estender faixas à população geral

Os intervalos usados no aplicativo são descritos para pacientes psiquiátricos. Sem essa informação, o laudo pode apresentar um nível de gravidade como se fosse universal.

No PontoAzul, a correção do BDI segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o BDI aparece no laudo

O escore corrigido e a faixa da referência adotada podem compor a redação do laudo-base após revisão profissional.

Em 27 de setembro de 2026, a paciente fictícia de 32 anos respondeu ao Inventário de Depressão de Beck (BDI), relativo à última semana, incluindo a data da aplicação. A soma inicial dos 21 grupos foi de 22 pontos; após confirmação de que a perda de peso indicada no item 19 foi deliberada, os 2 pontos desse grupo foram excluídos, resultando em 20/63. Na classificação de Cunha para pacientes psiquiátricos, o escore situa-se na faixa moderada. O achado descreve sintomas autorreferidos e será integrado à entrevista, ao funcionamento atual e às demais informações da avaliação antes de qualquer conclusão clínica.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

BDI e instrumentos parecidos

  • BDI-II: O BDI-II considera duas semanas e usa conteúdo e faixas próprios; resultados e cortes não devem ser trocados entre as edições.
  • PHQ-9: O PHQ-9 é um rastreio breve de nove itens com referência a duas semanas; o BDI desta página soma 21 grupos na última semana.
  • HAM-D: A HAM-D é aplicada por avaliador; o BDI é autorrelato. As duas fontes podem se complementar quando a finalidade exige.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (3)
  1. Beck, A. T., Ward, C. H., Mendelson, M., Mock, J., & Erbaugh, J. (1961). An inventory for measuring depression. Archives of General Psychiatry, 4, 561–571. https://doi.org/10.1001/archpsyc.1961.01710120031004
  2. Cunha, J. A. (2001). Manual da versão em português das Escalas Beck. Casa do Psicólogo.
  3. Beck, A. T., & Steer, R. A. (1984). Internal consistencies of the original and revised Beck Depression Inventory. Journal of Clinical Psychology, 40(6), 1365–1367.

Perguntas frequentes sobre o BDI

Quantos itens tem o BDI?
O BDI desta página apresenta 21 grupos de alternativas, cada um com escore de zero a três. A plataforma registra os 21 escores do protocolo aplicado e depois calcula o total, considerando a condição específica do grupo 19.
Qual é a pontuação máxima do BDI?
A soma máxima possível é 63 pontos quando todos os 21 grupos contribuem com três pontos. Se a perda de peso do item 19 foi deliberada, esse grupo é excluído da soma conforme a regra da versão brasileira adotada.
Quais são os pontos de corte do BDI usado no PontoAzul?
Na classificação de Cunha usada pelo aplicativo para pacientes psiquiátricos, 0–11 é mínimo, 12–19 leve, 20–35 moderado e 36–63 grave. Esses intervalos não devem ser transferidos automaticamente para o BDI-II ou outras populações.
Qual é a diferença entre BDI e BDI-II?
O BDI descrito aqui se refere à última semana, incluindo hoje, e usa a classificação da versão brasileira de Cunha. O BDI-II é uma edição posterior, com referência a duas semanas e critérios próprios; os escores brutos não autorizam trocar tabelas.
O que fazer se houver duas alternativas marcadas no mesmo grupo?
A regra implementada para este BDI considera a alternativa de maior escore naquele grupo. O profissional deve conferir a marcação no protocolo original antes de transcrever e registrar qualquer dúvida que afete a qualidade da resposta.
Como o PontoAzul ajuda na correção do BDI?
O PontoAzul recebe as pontuações dos 21 grupos, aplica a exclusão do item 19 quando a perda de peso foi deliberada e calcula a faixa da referência configurada. O resultado fica no caso para revisão e redação do laudo-base.

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