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Saúde emocional · Rastreio

GAD-7: escala de ansiedade generalizada

O GAD-7 é a escala breve mais usada para rastrear ansiedade generalizada e medir a intensidade dos sintomas nas últimas duas semanas.

Itens
7
Escore total
0 a 21
Período
Últimas 2 semanas
Corte de rastreio
≥ 10 pontos

GAD-7 em resumo

A Escala de Transtorno de Ansiedade Generalizada de 7 itens (GAD-7) é um questionário de autorrelato publicado por Spitzer, Kroenke, Williams e Löwe em 2006 para rastrear o transtorno de ansiedade generalizada e medir a intensidade dos sintomas ansiosos. Cada item vale de 0 a 3 conforme a frequência nas últimas duas semanas; o total vai de 0 a 21. Cortes 5, 10 e 15 marcam faixas leve, moderada e grave, e 10 ou mais pede avaliação adicional.

Itens
7
Escore total
0 a 21
Período
Últimas 2 semanas
Corte de rastreio
≥ 10 pontos
GAD-2
Itens 1 e 2, corte 3
Formato
Autorrelato ou leitura pelo profissional
Uso
Livre, sem permissão (Pfizer)
Validação original
2.740 pacientes, atenção primária

O que o GAD-7 avalia?

1Núcleo da preocupação

Nervosismo, preocupação difícil de controlar e preocupação com diversas coisas (itens 1 a 3), que traduzem os critérios centrais do TAG.

2Tensão e ativação

Dificuldade para relaxar e inquietação a ponto de ser difícil ficar sentado (itens 4 e 5), a face corporal da ansiedade.

3Irritabilidade e apreensão

Irritação fácil e medo de que algo horrível aconteça (itens 6 e 7), sinais que ajudam a dimensionar o sofrimento relatado.

4Dificuldade no dia a dia

Pergunta final sobre o quanto os problemas atrapalharam trabalho, casa e relações; descreve impacto e fica fora da soma.

Dados que viram resultado

Do GAD-7 ao gráfico e ao laudo

Você transcreve as 7 respostas do GAD-7 já aplicado, a data e, se respondida, a pergunta de dificuldade, com registros opcionais como forma de aplicação e acontecimentos recentes. O resultado conferido segue para o laudo-base editável, com redação que separa intensidade, rastreio e hipótese clínica.

  • Total, faixa e corte recalculados no servidor
  • GAD-2 e itens frequentes em destaque
  • Dificuldade e padrão de resposta sinalizados

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O Cérebro PontoAzul recalcula o total de 0 a 21, aplica as faixas de Spitzer, verifica os cortes 10 e 15, soma o GAD-2 com corte 3 e compara cada marcação com a amostra brasileira de Moreno et al. (2016).

Testar com GAD-7

Calculadora de idade cronológica

Escala de Transtorno de Ansiedade Generalizada de 7 itens (Generalized Anxiety Disorder 7-item scale – GAD-7)

Autor(es): Robert L. Spitzer, Kurt Kroenke, Janet B. W. Williams e Bernd Löwe; versão oficial em português do Brasil (Pfizer) · 2006 (estudo brasileiro de estrutura e itens: 2016)

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o GAD-7?

O GAD-7 (Generalized Anxiety Disorder 7-item scale, ou Escala de Transtorno de Ansiedade Generalizada de 7 itens) foi publicado em 2006 por Robert L. Spitzer, Kurt Kroenke, Janet B. W. Williams e Bernd Löwe no Archives of Internal Medicine. Nasceu na atenção primária americana a partir de 13 itens candidatos, nove baseados nos critérios do DSM-IV para transtorno de ansiedade generalizada; os 7 com maior correlação com o total foram mantidos, com área sob a curva de 0,906.

A validação envolveu 2.740 pacientes de 15 clínicas nos Estados Unidos; 965 passaram por entrevista telefônica com profissional de saúde mental em até uma semana. A consistência interna foi de 0,92 (alfa de Cronbach), a confiabilidade teste-reteste de 0,83 (correlação intraclasse), e as versões respondida pelo paciente e lida pelo entrevistador concordaram bem. Pacientes com TAG tiveram média de 14,4 pontos; sem TAG, 4,9. O GAD-7 integra a família PHQ, desenvolvida com subsídio educacional da Pfizer, e as instruções oficiais declaram que não é necessária permissão para reproduzir, traduzir, exibir ou distribuir.

No Brasil, a versão oficial em português está disponível no site da família PHQ. Moreno e colaboradores (2016) estudaram essa versão em 206 adultos da comunidade, a maioria universitários jovens: a análise fatorial confirmou um único fator, o alfa foi de 0,916, as mulheres pontuaram mais que os homens, e os itens 5 (inquietação) e 7 (medo de algo horrível) mostraram os limiares de gravidade mais altos, enquanto o item 1 (nervosismo) teve o mais baixo.

Indicação e população

O GAD-7 é indicado para adultos quando o profissional precisa rastrear ansiedade generalizada ou acompanhar a intensidade dos sintomas com uma medida breve e repetível. Na atenção primária, aponta quem deve passar por entrevista diagnóstica. Na avaliação psicológica e neuropsicológica, contextualiza queixas de concentração, fadiga e irritabilidade que podem decorrer de ansiedade e, ao lado do PHQ-9, separa sintomas ansiosos e depressivos. Em psicoterapia, a reaplicação com a mesma janela de duas semanas acompanha a resposta ao tratamento. Em adolescentes, Mossman et al. (2017) propuseram 11 e 17 pontos para sintomas moderados e graves; em idosos de 58 a 82 anos, Wild et al. (2014) encontraram melhor equilíbrio com corte 5.

Quando o GAD-7 não é a melhor escolha

O GAD-7 não fecha diagnóstico nem diferencia pânico, ansiedade social ou estresse pós-traumático, que também elevam o total. Para ansiedade social, prefira o SPIN; para sintomas físicos detalhados, o BAI; para pontuação do clínico em entrevista, a HAM-A. Em crianças, use SCARED ou MASC.

Estrutura do GAD-7

Todos os itens perguntam com que frequência o problema incomodou nas últimas duas semanas: nenhuma vez (0), vários dias (1), mais da metade dos dias (2) ou quase todos os dias (3). Os itens 1 e 2 formam o GAD-2. A escala tem um fator só: as linhas descrevem temas, não subescalas.

DimensãoItensO que avalia
Nervosismo e tensão1Sentir-se nervoso, ansioso ou muito tenso; limiar mais baixo na amostra brasileira.
Controle das preocupações2Não conseguir impedir ou controlar as preocupações; com o item 1, forma o GAD-2.
Preocupação excessiva3Preocupar-se demais com diversas coisas, marca da ansiedade generalizada.
Dificuldade para relaxar4Tensão que persiste mesmo em momentos de descanso.
Inquietação5Agitação a ponto de ser difícil ficar sentado; limiar alto no Brasil.
Irritabilidade6Ficar facilmente aborrecido ou irritado.
Apreensão catastrófica7Medo de que algo horrível aconteça; limiar alto no Brasil.
Dificuldade funcionalPergunta extraDe nenhuma a extrema dificuldade no trabalho, em casa ou nas relações; fora da soma.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Explique que as respostas se referem às últimas duas semanas e que cada item pergunta com que frequência o problema incomodou.

  2. 2

    Entregue o formulário oficial em português ou leia os itens em voz alta quando houver barreira de leitura, mantendo as quatro opções.

  3. 3

    Peça a resposta à pergunta de dificuldade no trabalho, em casa e nas relações, lembrando que ela não entra na soma.

  4. 4

    Na devolução, confira se os 7 itens têm uma marcação e retome qualquer item em branco ou duplicado.

  5. 5

    Registre data, forma de aplicação, acontecimentos das duas semanas e condições médicas, medicamentos ou substâncias que gerem sintomas ansiosos.

Como corrigir o GAD-7

A correção do GAD-7 é uma soma direta: cada item recebe 0, 1, 2 ou 3 conforme a frequência marcada, e os 7 valores produzem um total de 0 a 21, sem itens invertidos, escore-T ou percentil. O total responde a duas perguntas diferentes. A intensidade é lida pelas faixas com cortes em 5, 10 e 15. O rastreio usa 10 ou mais, que segundo as instruções oficiais chama atenção para uma condição possivelmente significativa e indica avaliação adicional. O GAD-2, soma dos itens 1 e 2, vai de 0 a 6 e tem corte 3; não é subescala, e sim uma medida ultrabreve publicada que mostra se o núcleo da preocupação sustenta o total.

Itens marcados em mais da metade dos dias ou quase todos os dias são o material da entrevista. A pergunta de dificuldade fica fora da soma: total alto com nenhuma dificuldade, ou total mínimo com muita dificuldade, são divergências a investigar. Em reavaliações, diferenças menores que 4 pontos não indicam mudança clínica.

No PontoAzul, você transcreve as 7 respostas, a data e, se houver, a pergunta de dificuldade. A plataforma exige os 7 itens, recalcula o total de 0 a 21, aplica as faixas de Spitzer, marca a posição frente ao corte 10 e ao início da faixa grave em 15, calcula o GAD-2 com corte 3, lista os itens com 2 ou 3 e compara cada marcação com a amostra brasileira de Moreno et al. (2016). Respostas iguais em 6 ou mais itens aparecem como alerta, sem invalidar o protocolo.

  1. Confira se a pessoa respondeu pensando nas últimas duas semanas e se cada item tem uma única marcação.

  2. Converta as opções: nenhuma vez 0, vários dias 1, mais da metade dos dias 2, quase todos os dias 3.

  3. Some os 7 itens para o total de 0 a 21, sem inversões nem pesos.

  4. Classifique pelas faixas de Spitzer et al. (2006): 0–4 mínima, 5–9 leve, 10–14 moderada e 15–21 grave.

  5. Verifique o corte de rastreio: 10 ou mais pede avaliação adicional; 15 ou mais é o alerta mais forte das instruções oficiais.

  6. Some os itens 1 e 2 para o GAD-2 (0 a 6, corte 3) e registre à parte a pergunta de dificuldade.

Exemplo de correção

Exemplo fictício: mulher de 29 anos com preocupação constante com trabalho e saúde dos pais. Protocolo de 02/10/2026:

Itens 1–2 (GAD-2)
2+3 = 5
Itens 3–5
2+2+1 = 5
Itens 6–7
2+1 = 3
Total
5+5+3 = 13
Itens com 2 ou 3
1, 2, 3, 4 e 6
Dificuldade
Muita (fora da soma)

Total de 13 pontos: faixa moderada de sintomas autorreferidos, acima do corte 10 e a 2 pontos da faixa grave. O GAD-2 de 5 atingiu o corte 3. Cabe investigar critérios de ansiedade generalizada em entrevista, sem concluir diagnóstico pelo número.

Interpretação dos resultados

As faixas vêm de Spitzer, Kroenke, Williams e Löwe (2006) e das instruções oficiais do PHQ e do GAD-7: cortes em 5, 10 e 15 marcam intensidade leve, moderada e grave. No estudo original, 10 ou mais teve sensibilidade de 89% e especificidade de 82% para TAG. As faixas descrevem intensidade de sintomas relatados, não gravidade de um transtorno.

FaixaClassificaçãoLeitura clínica
0–4MínimaPoucos sintomas no período. Não exclui queixa relevante trazida por outras fontes.
5–9LeveSintomas em parte dos dias; vale observar evolução e contexto das duas semanas.
10–14ModeradaAcima do corte de rastreio: indica avaliação clínica adicional dos critérios de ansiedade.
15–21GraveCarga alta de sintomas; sinal de alerta para avaliação prioritária e plano de cuidado.

A revisão Cochrane de Aktürk et al. (2025), com 48 estudos, encontrou no corte 10 sensibilidade combinada de 0,64 e especificidade de 0,91 para TAG, abaixo da sensibilidade do estudo original; Plummer et al. (2016) apontaram desempenho semelhante com corte 8. Idosos e adolescentes têm cortes próprios. Registre a referência usada.

Erros comuns na correção manual

Somar a pergunta de dificuldade

A pergunta sobre trabalho, casa e relações é impressão global de prejuízo. Somá-la como oitavo item infla o total e a faixa.

Chamar a faixa de diagnóstico

Escrever “TAG moderado” a partir de 13 pontos confunde intensidade de sintomas com transtorno. O total sugere investigação; a entrevista decide.

Estimar item em branco

As instruções oficiais não descrevem regra para completar item faltante. Preencher com média ou zero altera o total; retome o item com a pessoa.

Ler pequena variação como melhora

Quedas de 2 ou 3 pontos podem ser ruído: Toussaint et al. (2020) estimaram em 4 pontos a diferença mínima clinicamente importante.

Ignorar o GAD-2 e os itens altos

Dois totais 10 podem ter perfis opostos. Sem o GAD-2 e os itens com 2 ou 3, a entrevista perde o foco.

No PontoAzul, a correção do GAD-7 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o GAD-7 aparece no laudo

O PontoAzul leva ao laudo-base o total, a faixa, a posição frente ao corte, o GAD-2 e a dificuldade registrada, com os gráficos. O profissional revisa a redação antes de assinar.

Em 02/10/2026, a paciente fictícia respondeu à Escala de Transtorno de Ansiedade Generalizada (GAD-7), com referência às duas semanas anteriores. Obteve 13 de 21 pontos, faixa moderada de sintomas de ansiedade autorreferidos segundo Spitzer et al. (2006), acima do corte de rastreio de 10. O GAD-2 somou 5 pontos, e nervosismo, controle das preocupações, preocupação excessiva, dificuldade para relaxar e irritabilidade foram marcados em mais da metade dos dias. Relatou muita dificuldade no trabalho e em casa. O rastreio é positivo e não confirma diagnóstico; recomenda-se entrevista sobre duração e controle da preocupação, investigando também pânico, ansiedade social e sintomas depressivos.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

GAD-7 e instrumentos parecidos

  • PHQ-9: Escala irmã da família PHQ, com o mesmo formato de frequência em duas semanas, voltada à depressão. Juntos, separam sintomas ansiosos e depressivos.
  • BAI: O BAI tem 21 sintomas da última semana, com peso em sintomas físicos e de pânico. O GAD-7 é mais curto e centrado na preocupação.
  • HAM-A: A HAM-A é pontuada pelo clínico após entrevista e cobre sintomas somáticos com detalhe. O GAD-7 traz a frequência informada pela própria pessoa.
  • SPIN: O SPIN investiga medo e evitação em situações sociais. Se o GAD-7 está alto e a queixa gira em torno de exposição social, ele qualifica o quadro.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (9)
  1. Spitzer, R. L., Kroenke, K., Williams, J. B. W., & Löwe, B. (2006). A brief measure for assessing generalized anxiety disorder: The GAD-7. Archives of Internal Medicine, 166(10), 1092–1097. https://doi.org/10.1001/archinte.166.10.1092
  2. Kroenke, K., Spitzer, R. L., Williams, J. B. W., Monahan, P. O., & Löwe, B. (2007). Anxiety disorders in primary care: Prevalence, impairment, comorbidity, and detection. Annals of Internal Medicine, 146(5), 317–325. https://doi.org/10.7326/0003-4819-146-5-200703060-00004
  3. Löwe, B., Decker, O., Müller, S., et al. (2008). Validation and standardization of the Generalized Anxiety Disorder Screener (GAD-7) in the general population. Medical Care, 46(3), 266–274. https://doi.org/10.1097/MLR.0b013e318160d093
  4. Moreno, A. L., Sousa, D. A., Souza, A. M. F. L. P., et al. (2016). Factor structure, reliability, and item parameters of the Brazilian-Portuguese version of the GAD-7 questionnaire. Temas em Psicologia, 24(1), 367–376. https://doi.org/10.9788/TP2016.1-25
  5. Plummer, F., Manea, L., Trepel, D., & McMillan, D. (2016). Screening for anxiety disorders with the GAD-7 and GAD-2: A systematic review and diagnostic metaanalysis. General Hospital Psychiatry, 39, 24–31. https://doi.org/10.1016/j.genhosppsych.2015.11.005
  6. Toussaint, A., Hüsing, P., Gumz, A., et al. (2020). Sensitivity to change and minimal clinically important difference of the 7-item Generalized Anxiety Disorder Questionnaire (GAD-7). Journal of Affective Disorders, 265, 395–401. https://doi.org/10.1016/j.jad.2020.01.032
  7. Mossman, S. A., Luft, M. J., Schroeder, H. K., et al. (2017). The Generalized Anxiety Disorder 7-item scale in adolescents with generalized anxiety disorder: Signal detection and validation. Annals of Clinical Psychiatry, 29(4), 227–234A. https://doi.org/10.1177/104012371702900404
  8. Wild, B., Eckl, A., Herzog, W., et al. (2014). Assessing generalized anxiety disorder in elderly people using the GAD-7 and GAD-2 scales: Results of a validation study. American Journal of Geriatric Psychiatry, 22(10), 1029–1038. https://doi.org/10.1016/j.jagp.2013.01.076
  9. Aktürk, Z., Hapfelmeier, A., Fomenko, A., et al. (2025). Generalized Anxiety Disorder 7-item (GAD-7) and 2-item (GAD-2) scales for detecting anxiety disorders in adults. Cochrane Database of Systematic Reviews, 3, CD015455. https://doi.org/10.1002/14651858.CD015455

Perguntas frequentes sobre o GAD-7

Quantos itens tem o GAD-7?
São 7 itens pontuados de 0 a 3 conforme a frequência nas últimas duas semanas: nenhuma vez, vários dias, mais da metade dos dias ou quase todos os dias. O total vai de 0 a 21. A pergunta final sobre dificuldade no trabalho, em casa e nas relações descreve impacto e não entra na soma.
Qual o ponto de corte do GAD-7?
O corte de rastreio recomendado é 10 ou mais, que no estudo original teve sensibilidade de 89% e especificidade de 82% para transtorno de ansiedade generalizada. Os cortes 5, 10 e 15 separam as faixas leve, moderada e grave. Atingir 10 pede avaliação adicional; não confirma diagnóstico, e ficar abaixo não o exclui.
Como calcular a pontuação do GAD-7?
Atribua 0, 1, 2 ou 3 a cada resposta e some os 7 itens, sem inversões, chegando a um total de 0 a 21. Classifique: 0 a 4 mínima, 5 a 9 leve, 10 a 14 moderada e 15 a 21 grave. Some os itens 1 e 2 para o GAD-2 e registre a pergunta de dificuldade à parte.
O que é o GAD-2 e qual o seu corte?
O GAD-2 é a soma dos itens 1 e 2, nervosismo e incapacidade de controlar as preocupações, os dois critérios centrais do DSM-IV para ansiedade generalizada. Vai de 0 a 6; 3 ou mais pede o GAD-7 completo e entrevista clínica. Dentro do GAD-7, mostra se o núcleo da preocupação sustenta o total.
O GAD-7 é de uso livre?
Sim. O GAD-7 foi desenvolvido por Spitzer, Williams, Kroenke e colegas com subsídio educacional da Pfizer, e as instruções oficiais dispensam permissão para reproduzir, traduzir, exibir ou distribuir. A versão oficial em português do Brasil está no site da família PHQ, o que mantém o mesmo enunciado entre aplicações.
O GAD-7 serve para adolescentes e idosos?
Pode ser usado com cautela, mas os cortes mudam. Em adolescentes com TAG, Mossman et al. (2017) propuseram 11 pontos para sintomas moderados e 17 para graves. Em idosos de 58 a 82 anos, Wild et al. (2014) obtiveram melhor equilíbrio com corte 5. Para crianças, prefira SCARED ou MASC.
Qual a diferença entre GAD-7 e BAI?
Ambos são autorrelatos de ansiedade com focos diferentes. O GAD-7 tem 7 itens sobre duas semanas e se concentra na preocupação, eixo da ansiedade generalizada. O BAI tem 21 sintomas sobre a última semana, com mais peso em sintomas físicos e de pânico. No estudo original, os dois se correlacionaram em 0,72.
Como o PontoAzul ajuda com o GAD-7?
Você transcreve as 7 respostas, a data e a pergunta de dificuldade. O PontoAzul recalcula total, faixa de Spitzer, posição frente aos cortes 10 e 15 e GAD-2, compara cada marcação com a amostra brasileira e gera três gráficos: régua do total, itens e matriz de impacto. Tudo segue para o laudo-base editável.

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