1Humor e atividades
Humor deprimido, culpa e redução de atividades ajudam a descrever a intensidade observada na entrevista.
A HAM-D de 17 itens transforma uma entrevista clínica sobre a última semana em um total de 0 a 52 pontos. Itens com limites de 0 a 2 e de 0 a 4 exigem conferência antes da soma; a resposta sobre suicídio exige leitura própria. No PontoAzul, você registra as pontuações atribuídas, confere o resultado e prepara o laudo-base editável no mesmo caso.
A Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton de 17 itens (HAM-D) é uma medida heteroaplicada de intensidade de sintomas depressivos, criada por Max Hamilton em 1960. O profissional pontua 17 itens após entrevista sobre a última semana, usando escalas de 0 a 2 ou de 0 a 4; o total da versão de 17 itens vai de 0 a 52. Ela é útil principalmente para acompanhar gravidade e mudança clínica, não para concluir diagnóstico sozinha.
Humor deprimido, culpa e redução de atividades ajudam a descrever a intensidade observada na entrevista.
Alterações do sono, apetite, peso e sintomas somáticos mostram a expressão corporal do quadro.
Ansiedade, agitação e retardo psicomotor acrescentam informações à observação direta do avaliador.
A pontuação desse item exige avaliação clínica de segurança, qualquer que seja a faixa do total.
Você registra os 17 escores atribuídos na entrevista da HAM-D e a data da avaliação. A pontuação e sua referência entram no laudo-base editável, com espaço para contexto e revisão clínica.
O Cérebro PontoAzul organiza o total de 0 a 52, a faixa da fonte incorporada e o item de segurança para conferência do profissional.
Testar com HAM-DCalcule a idade na data de aplicação do HAM-D
Autor(es): Max Hamilton; estudo psicométrico brasileiro: Manoela Ávila Freire e colaboradores · 1960 (estudo brasileiro: 2014)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A Hamilton Rating Scale for Depression (HAM-D) foi publicada por Max Hamilton em 1960 para mensurar intensidade de sintomas em pacientes com quadro depressivo já reconhecido. A versão clínica mais usada tem 17 itens, embora existam versões com 21 e 24. Essa distinção importa na prática: acrescentar itens muda o máximo possível e impede comparar diretamente um total de uma versão com o de outra. A HAM-D não foi concebida como formulário entregue ao paciente. Um avaliador treinado conduz entrevista, observa comportamento e atribui escores para a semana anterior à aplicação.
Os 17 itens cobrem humor, culpa, suicídio, alterações do sono, atividades, movimento, ansiedade e manifestações somáticas. Nove recebem valores de 0 a 4 e oito, de 0 a 2, produzindo 0 a 52 pontos. O número global resume intensidade, mas o perfil de respostas merece atenção: uma alteração do sono por condição médica, por exemplo, pode contribuir para o escore sem ter o mesmo significado clínico de uma piora do humor. O item de suicídio tem consequência própria e não pode se perder na soma. Por isso, registro de data, versão, referência de gravidade e contexto da entrevista ajuda mais do que uma categoria sem explicação.
Em 2014, Freire e colaboradores estudaram uma versão traduzida usada no Brasil em 231 pessoas no sul do país, comparando-a com entrevista estruturada. Encontraram 9 pontos como corte de discriminação naquela amostra e investigaram a qualidade dos itens e da tradução. O estudo também mostrou que a estrutura fatorial não é simples: um agrupamento de temas pode ser útil para discussão clínica, mas não equivale a subescalas universais com seus próprios pontos de corte. A principal utilidade da HAM-D permanece descrever gravidade e mudança ao longo do cuidado, com leitura clínica individual.
A HAM-D é indicada quando se deseja mensurar a gravidade de sintomas depressivos por entrevista clínica e acompanhar sua mudança ao longo do tratamento. Ela é frequente em pesquisa de intervenções e também pode apoiar documentação de evolução no atendimento. O profissional precisa ter treinamento para atribuir escores consistentes, especialmente quando a descrição de um sintoma envolve observação e relato. Em uma bateria de avaliação psicológica, a HAM-D acrescenta a perspectiva do avaliador a medidas de autorrelato como PHQ-9 ou BDI-II. A escolha deve considerar a idade, o objetivo e a versão usada. O estudo brasileiro de 2014 avaliou participantes jovens de 18 a 27 anos; seus resultados não devem ser automaticamente transportados para todas as populações clínicas. Para triagem de pessoas sem diagnóstico prévio, prefira um instrumento construído para rastreio e confirme achados em entrevista.
Quando o HAM-D não é a melhor escolha
A HAM-D não é um questionário de autorrelato nem um teste para detectar depressão em pessoas sem avaliação clínica. Para rastreio breve por autorrelato, considere o PHQ-9; para sintomas ansiosos pontuados pelo clínico, considere a HAM-A. Não a use como substituto de entrevista diagnóstica ou de avaliação específica de risco de suicídio.
Na versão HAM-D-17, nove itens admitem valores de 0 a 4 e oito admitem valores de 0 a 2. Os grupos abaixo descrevem temas da entrevista; não são subescalas universais com cortes independentes.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Humor e cognição | Itens clínicos | Humor deprimido, culpa, atividades e consciência do quadro. |
| Sono | 3 itens | Dificuldade para iniciar, manter e prolongar o sono até o despertar. |
| Corpo e apetite | Itens clínicos | Sintomas somáticos, apetite, peso e aspectos associados. |
| Ansiedade e movimento | Itens clínicos | Ansiedade psíquica e somática, agitação e retardo observados pelo profissional. |
| Segurança | 1 item | Conteúdo relacionado a suicídio, sempre avaliado fora da soma global. |
Confirme que o protocolo escolhido é a HAM-D de 17 itens e identifique a versão antes de iniciar a entrevista.
Explique que a avaliação cobre os sete dias anteriores, incluindo o dia atual, e peça exemplos concretos quando necessário.
Explore cada domínio e observe comportamento, movimento e comunicação sem delegar ao paciente a pontuação dos itens.
Atribua somente o valor permitido para cada item, registrando dúvidas e informações complementares relevantes ao julgamento clínico.
Avalie de imediato qualquer conteúdo de suicídio e documente a conduta clínica em separado da pontuação global.
Registre data, versão e referência interpretativa para comparação com entrevistas futuras conduzidas pelo mesmo método.
A correção da HAM-D-17 soma 17 pontuações atribuídas pelo avaliador após a entrevista. O teto varia por item: nove vão de 0 a 4 e oito de 0 a 2. A soma possível vai de 0 a 52, mas somente se o protocolo for a versão de 17 itens e todos forem pontuados segundo suas âncoras próprias. A resposta sobre suicídio também integra o total, porém sua importância clínica não se esgota no número. Uma marcação que sugira risco requer avaliação imediata de pensamentos, intenção, plano, meios e proteção.
Para interpretar o total, identifique a referência utilizada. As faixas de gravidade resumidas pela American Thoracic Society distinguem 0–7, 8–13, 14–18, 19–22 e 23 ou mais. Já Freire e colaboradores encontraram, em amostra brasileira específica, 9 pontos como limite para separar grupos em sua análise. Não são tabelas intercambiáveis: uma descreve intensidade em cinco níveis, a outra testa discriminação em uma amostra. Anote no documento qual pergunta está sendo respondida e evite comparar totais oriundos de versões distintas. A variação entre aplicações ganha sentido junto com sintomas dominantes, mudanças de tratamento e funcionamento.
No PontoAzul, você registra os 17 valores atribuídos na entrevista da HAM-D. A plataforma soma o total de 0 a 52, apresenta a faixa escolhida para conferência e mantém o item de segurança destacado no caso. O laudo-base recebe o resultado com versão, data e referência, permitindo que você revise a redação antes de finalizar.
Confirme que o protocolo é a versão de 17 itens e que a entrevista se refere à última semana, incluindo o dia de aplicação.
Atribua a cada item o escore permitido pelo roteiro: nove itens variam de 0 a 4 e oito variam de 0 a 2.
Some os 17 escores sem acrescentar itens das versões de 21 ou 24 itens. O total da versão de 17 itens vai de 0 a 52.
Compare o resultado com uma única referência de gravidade e registre qual conjunto de faixas foi usado no laudo.
Analise separadamente o item de suicídio e faça avaliação clínica imediata de segurança se houver indicação de risco.
Para acompanhar resposta, compare datas, total e itens mais salientes, mantendo a mesma versão e o mesmo método de entrevista.
Exemplo de correção
Caso fictício de pessoa adulta de 42 anos em acompanhamento. Após entrevista em 12/03/2026, o avaliador atribuiu valores aos 17 itens da HAM-D:
O total é 17 pontos, na faixa moderada segundo a referência de gravidade indicada abaixo. O item de suicídio foi zero; a conclusão depende da entrevista e do contexto clínico.
Max Hamilton não definiu faixas universais de gravidade. A classificação abaixo usa os intervalos de referência resumidos pela American Thoracic Society para a HAM-D-17. O estudo brasileiro de Freire e colaboradores (2014) encontrou 9 pontos como corte de discriminação em sua amostra; isso responde a outra pergunta e não substitui as faixas descritivas.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–7 | Mínima | Carga pequena de sintomas na entrevista; compare com histórico e objetivo do acompanhamento. |
| 8–13 | Leve | Sintomas presentes, com intensidade que pede leitura do funcionamento e da mudança clínica. |
| 14–18 | Moderada | Carga intermediária; descrever itens salientes e necessidade de acompanhamento. |
| 19–22 | Grave | Carga elevada de sintomas na entrevista; priorizar avaliação clínica e plano de cuidado. |
| ≥ 23 | Muito grave | Carga muito elevada; investigar segurança, funcionamento e necessidade de apoio intensivo. |
As versões HAM-D-17, HAM-D-21 e HAM-D-24 não têm o mesmo total possível. Há divergência entre referências de corte e entre roteiros de entrevista; registre a versão e a fonte escolhida. A resposta do item de suicídio requer avaliação separada, inclusive quando o total é baixo.
Usar limite igual em todos
Os 17 itens não compartilham a mesma escala. Alguns chegam a 2 e outros a 4; tratar todos como 0 a 4 altera o total.
Misturar versões de Hamilton
A versão de 17 itens não pode receber pontuações extras das versões de 21 ou 24 itens e continuar sendo interpretada em 0 a 52.
Trocar a referência de gravidade
Dois conjuntos publicados de cortes podem classificar o mesmo número de modo diferente. Indique a fonte e mantenha-a nas reavaliações.
Perder o item de suicídio
Um total aparentemente moderado não dispensa a leitura da resposta de segurança e a avaliação clínica imediata quando houver indicação de risco.
No PontoAzul, a correção do HAM-D segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
O PontoAzul organiza o total e a referência de faixa da HAM-D no laudo-base, preservando a resposta de segurança para avaliação independente pelo profissional.
Em 12/03/2026, a pessoa avaliada no exemplo fictício foi entrevistada pela Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton de 17 itens (HAM-D-17), considerando os sete dias anteriores. O total foi de 17 em 52 pontos, correspondente à faixa moderada segundo os intervalos de gravidade resumidos pela American Thoracic Society. O item relacionado a suicídio recebeu zero ponto nesta entrevista. A distribuição das respostas sugere acompanhar especialmente humor e sono, sempre em associação com o funcionamento observado, a história do caso e a evolução entre avaliações. A decisão clínica deve resultar da entrevista completa, não da categoria isolada.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
MDQ: 13 itens sim/não, regra original de 7 itens e corte brasileiro de 8.
Nove itens, escore de 0 a 27 e alerta separado para o item 9.
BDI-II: 21 itens, 0 a 63 pontos, gravidade de sintomas depressivos nas últimas duas semanas.
Escala de Hamilton: 14 itens, 0 a 56 pontos, ansiedade psíquica e somática.
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