1Intrusão (B)
Lembranças indesejadas, sonhos perturbadores, revivescência e reações emocionais ou físicas diante de lembretes do evento (itens 1 a 5).
A PCL-5 é o questionário de autorrelato mais usado para rastrear sintomas de estresse pós-traumático pelo DSM-5. São 20 itens sobre o último mês, de 0 a 4, total de 0 a 80 e quatro clusters (B, C, D e E). Veja a regra provisória por critérios, a faixa de corte de 31 a 33, o corte brasileiro de 36 e como levar o resultado ao laudo.
A Lista de Verificação do TEPT para o DSM-5 (PCL-5) é um questionário de autorrelato do National Center for PTSD (Weathers et al., 2013) que mede o quanto 20 sintomas de estresse pós-traumático incomodaram no último mês. Cada item vale de 0 a 4, com total de 0 a 80. A faixa de 31 a 33 indica TEPT provável; no Brasil, o corte de 36 teve a melhor eficiência. É rastreio: não fecha diagnóstico.
Lembranças indesejadas, sonhos perturbadores, revivescência e reações emocionais ou físicas diante de lembretes do evento (itens 1 a 5).
Esforço para afastar pensamentos e sentimentos ligados ao evento e para evitar pessoas, lugares e situações que o lembram (itens 6 e 7).
Lacunas de memória, crenças negativas, culpa, emoções negativas, perda de interesse e distanciamento afetivo (itens 8 a 14).
Irritabilidade, comportamento de risco, hipervigilância, sobressalto, dificuldade de concentração e problemas de sono (itens 15 a 20).
Você transcreve as 20 respostas de 0 a 4 da PCL-5 já respondida, a data da aplicação e, se quiser, o tempo desde o evento e a forma de exposição. Com isso, o laudo-base reúne posição frente aos cortes, regra por critérios, perfil dos clusters e próximos passos, pronto para a sua revisão clínica.
O servidor soma o total e os clusters, aplica a regra provisória (item ≥ 2; 1 B, 1 C, 2 D, 2 E), compara com os cortes de 31 a 33 e 36 e sinaliza o item 16.
Testar com PCL-5Calcule a idade na data de aplicação do PCL-5
Autor(es): Frank W. Weathers, Brett T. Litz, Terence M. Keane, Patrick A. Palmieri, Brian P. Marx e Paula P. Schnurr (National Center for PTSD); adaptação brasileira de Flávia L. Osório e colaboradores · 2013 (adaptação brasileira: 2017; validação diagnóstica brasileira: 2019)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A PTSD Checklist for DSM-5 (PCL-5) foi publicada em 2013 por Frank W. Weathers e colegas do National Center for PTSD, do Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos, como revisão da PCL criada para o DSM-IV. Quando o DSM-5 reorganizou o transtorno de estresse pós-traumático em quatro grupos de sintomas e acrescentou novos critérios, a lista passou de 17 para 20 itens e a escala de resposta mudou de 1–5 para 0–4. A PCL-5 é de domínio público, com formas para o último mês e a última semana.
A pessoa pensa na experiência mais estressante que viveu e indica o quanto cada problema a incomodou no último mês, de 0 (de modo nenhum) a 4 (extremamente), com total de 0 a 80 dividido em intrusão (B), evitação (C), alterações negativas em cognições e humor (D) e alterações na excitação e na reatividade (E). No estudo de desenvolvimento com universitários expostos a trauma, Blevins et al. (2015) encontraram alfa de 0,94 e correlação teste-reteste de 0,82.
No Brasil, Osório et al. (2017) fizeram a adaptação transcultural pelas etapas de Beaton: traduções independentes, síntese, retrotradução, aprovação do autor original, comitê de especialistas e pré-teste. Depois, Pereira-Lima et al. (2019) compararam a escala com a SCID-5-CV em 85 adultos de 18 a 75 anos expostos a trauma: alfa de 0,96, reteste de 0,87 e melhor eficiência global no corte de 36.
A PCL-5 é indicada para adultos expostos a um evento potencialmente traumático: acidentes, violência física ou sexual, assaltos, desastres, morte violenta de pessoa próxima e exposição profissional repetida a detalhes de tragédias, como em socorristas e policiais. Serve para rastrear quem precisa de entrevista diagnóstica, descrever o perfil pelos quatro clusters e medir a resposta ao tratamento. Na avaliação neuropsicológica, ajuda a entender queixas de concentração, memória, sono e irritabilidade que podem estar ligadas ao trauma, e não a um déficit primário.
Quando o PCL-5 não é a melhor escolha
A PCL-5 não confirma TEPT nem substitui a entrevista diagnóstica: para isso, use a CAPS-5 ou a SCID-5 conduzidas por profissional treinado. Ela também não avalia ideação suicida; nesse caso, recorra à BSI e à entrevista de risco. Em menores de 18 anos, prefira instrumentos com versão e estudo próprios.
Os 20 itens seguem um a um os sintomas do DSM-5 e se agrupam em quatro clusters de tamanhos diferentes. Antes dos itens, as formas com Critério A trazem perguntas breves sobre o pior evento; elas não somam pontos.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Critério A (opcional) | Parte inicial | Pior evento, tempo decorrido e forma de exposição; não soma pontos. |
| B — Intrusão | 1–5 | Lembranças intrusivas, pesadelos, revivescência, sofrimento e reações físicas diante de lembretes. Exige 1 sintoma. |
| C — Evitação | 6–7 | Evitação de lembranças internas e de lembretes externos do evento. Exige 1 sintoma. |
| D — Cognição e humor | 8–14 | Amnésia do evento, crenças negativas, culpa, emoções negativas, perda de interesse, distanciamento e anestesia afetiva. Exige 2 sintomas. |
| E — Excitação e reatividade | 15–20 | Raiva, comportamento de risco, hipervigilância, sobressalto, concentração e sono. Exige 2 sintomas. |
| Item crítico | 16 | Correr riscos ou fazer coisas que podem causar mal: com resposta 2 ou mais, pede avaliação direta prioritária. |
Explique que o questionário trata de reações a uma experiência muito estressante e que a pessoa não precisa descrever o evento em detalhes para responder.
Se usar a forma com Critério A, registre o pior evento, há quanto tempo aconteceu e como a pessoa foi exposta, sem pressionar por relato.
Peça que cada resposta se refira ao último mês, ou à última semana na forma semanal, e mantenha a mesma forma nas reavaliações.
Na devolução, confira itens em branco ou com duas marcações e esclareça com a pessoa; a correção não prorrateia respostas ausentes.
Leia o item 16 antes de encerrar: com resposta 2 ou mais, faça avaliação direta de comportamentos de risco e de autolesão na mesma sessão.
A correção da PCL-5 produz duas leituras que não devem ser confundidas. A primeira é o escore contínuo: a soma dos 20 itens, de 0 a 80, posicionada diante da faixa de corte de 31 a 33 e, no Brasil, do corte de 36. A segunda é a regra provisória por critérios, que imita a estrutura do DSM-5: cada item com 2 ou mais conta como sintoma, e a regra exige ao menos 1 sintoma de intrusão, 1 de evitação, 2 de cognição e humor e 2 de excitação e reatividade. Como os clusters têm de 2 a 7 itens, o perfil se compara pela média por item.
No estudo brasileiro, 40% da amostra tinha TEPT pela SCID-5-CV; por isso, os valores preditivos do corte de 36 (0,68 e 0,95) não indicam a chance individual de diagnóstico.
No PontoAzul, você transcreve as 20 respostas de 0 a 4, a data e, se quiser, o registro do evento-índice. A plataforma recusa protocolos incompletos, soma total e clusters, calcula a média por item, aplica a regra provisória, mostra o cluster a uma marcação de completá-la, compara o total com os cortes de 31 a 33 e 36 e destaca o item 16 endossado.
Confira se cada um dos 20 itens recebeu uma única resposta inteira: 0 de modo nenhum, 1 um pouco, 2 moderadamente, 3 muito e 4 extremamente.
Some os 20 itens para obter o escore total (0 a 80). Não estime respostas em branco: retome o item com a pessoa antes de corrigir.
Some os clusters: B itens 1–5 (0 a 20), C itens 6–7 (0 a 8), D itens 8–14 (0 a 28) e E itens 15–20 (0 a 24). Para comparar clusters, divida cada soma pelo número de itens.
Aplique a regra provisória por critérios: todo item com 2 ou mais conta como sintoma; a regra exige pelo menos 1 sintoma em B, 1 em C, 2 em D e 2 em E.
Posicione o total diante da faixa de corte de 31 a 33 do National Center for PTSD e do corte de 36 do estudo brasileiro de Pereira-Lima et al. (2019), registrando qual referência nomeia o resultado.
Leia o item 16 separadamente e anote a data e o tempo desde o evento.
Exemplo de correção
Exemplo demonstrativo: mulher fictícia de 29 anos, avaliada cinco meses depois de um acidente de trânsito, com queixa de pesadelos e medo de dirigir. Respostas transcritas do protocolo:
Total 40, acima da faixa de 31 a 33 e do corte brasileiro de 36. A regra provisória foi atendida nos quatro clusters, e a maior média por item ficou em intrusão (13 ÷ 5 = 2,6). O item 16 foi zero. Resultado: rastreio positivo, que pede entrevista clínica para confirmar ou afastar TEPT.
A PCL-5 não tem faixas oficiais de gravidade, percentis nem escores-T. O National Center for PTSD indica que um total entre 31 e 33 sugere TEPT provável; esses valores foram os mais eficientes contra a CAPS-5 em veteranos (Bovin et al., 2016). Na validação brasileira com 85 adultos expostos a trauma, o corte de 36 teve a melhor eficiência global (Pereira-Lima et al., 2019). As faixas abaixo só posicionam o total diante dessas referências.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0 a 30 | Abaixo do corte | Rastreio negativo pelo escore. Sofrimento ligado ao evento ainda pode existir; leia a regra por critérios e os itens intensos. |
| 31 a 33 | Faixa provisória | Dentro da zona em que os estudos variam e o NCPTSD sugere TEPT provável; aprofundar em entrevista. |
| 34 a 35 | Acima da faixa | Acima da faixa norte-americana, mas abaixo do corte brasileiro de 36; registrar as duas leituras no laudo. |
| 36 a 80 | Corte brasileiro | No corte de 36 ou acima dele: rastreio positivo nas duas referências, com indicação de avaliação diagnóstica. |
Escore e regra por critérios são leituras independentes: o total pode ser alto sem a regra, e o inverso também ocorre. Para acompanhamento, queda de 10 pontos sugere resposta ao tratamento, e total abaixo de 28 já foi usado como mudança clinicamente significativa (Marx et al., 2022). Nenhum desses números diagnostica TEPT ou classifica gravidade.
Usar a escala antiga de 1 a 5
A PCL do DSM-IV tinha 17 itens de 1 a 5. Misturar as versões desloca o total e invalida os cortes.
Contar sintoma a partir de 1 ponto
Na regra provisória, só respostas 2 (moderadamente) ou mais contam como sintoma. Contar o 1 infla os clusters D e E e produz falsos positivos.
Esquecer o item 16 dentro do total
Comportamento de risco endossado pede avaliação direta, mesmo com total abaixo de 31. A soma global não substitui essa leitura.
Ignorar o tempo desde o evento
Se o evento ocorreu há menos de um mês, o período de referência inclui dias anteriores a ele e o critério de duração do DSM-5 não pode ser lido.
No PontoAzul, a correção do PCL-5 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
O PontoAzul leva ao laudo-base o total, os dois cortes, a regra por critérios e o perfil dos clusters; a descrição do evento não entra no texto.
Em 08/10/2026, a avaliada respondeu à Lista de Verificação do TEPT para o DSM-5 (PCL-5; Weathers et al., 2013; versão brasileira de Osório et al., 2017), com referência ao último mês e a um acidente de trânsito ocorrido cinco meses antes. Obteve 40 de 80 pontos, acima da faixa de corte provisória de 31 a 33 e do corte brasileiro de 36 (Pereira-Lima et al., 2019). Considerando como sintoma os itens marcados como moderadamente ou mais, a regra provisória foi atendida nos quatro clusters, com maior intensidade relativa em intrusão. O item 16 não foi endossado. O resultado indica rastreio positivo e sugere entrevista diagnóstica estruturada, com exame de duração, prejuízo e diferenciais.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Nove itens, escore de 0 a 27 e alerta separado para o item 9.
BAI: 21 sintomas, 0 a 63 pontos, intensidade da ansiedade na última semana.
Cinco itens iniciais decidem o percurso; só o caminho completo admite total de 0 a 38.
BDI-II: 21 itens, 0 a 63 pontos, gravidade de sintomas depressivos nas últimas duas semanas.
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