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Caso fictício · gerado pelo PontoAzul

Laudo neuropsicológico de TEA: modelo integrado com cinco instrumentos

Laudo integrado de uma criança de 7 anos em investigação de TEA, com SRS-2, ADI-R, ATA e Vineland-3 respondidos pela mãe e SDQ pela professora. Mostra como o PontoAzul organiza os resultados por domínio, trata a divergência entre casa e escola e formula hipóteses.

Instrumentos
5
Idade
7 anos
Hipótese
TEA provável
Informantes
Mãe e professora

Este exemplo em resumo

Este é um modelo de laudo neuropsicológico de TEA gerado pelo PontoAzul para um caso fictício: Davi, 7 anos, com relato materno elevado em SRS-2 (T 73), ATA e ADI-R, Vineland-3 com composto 64 e triagem escolar dentro do esperado. A conclusão sustenta TEA como hipótese provável, sem confirmação, e prioriza avaliação cognitiva e observação direta.

Caso fictício. Davi não existe: os dados foram criados para demonstração e o texto foi gerado pelo motor de laudos consolidados do PontoAzul. O profissional e o registro exibidos também são fictícios.

Laudo gerado pelo PontoAzul e revisado pelo profissional: 11 ajustesVer ajustes
  1. Corrigida a redação das idades: "dos 7 anos aos 7 anos e 4 meses" sugeria meses de intervalo, quando todas as aplicações ocorreram em 4 dias.
  2. Frase ambígua esclarecida: "limiar informante" passou a "diferença de limiar entre as informantes".
  3. Reduzido o grau de certeza e retirada a suposição não registrada de que a casa é "menos estruturada"; a leitura passou a se apoiar no dado relatado (crises em mudanças de rotina).
  4. Moderada a certeza: sem observação direta, a variação entre contextos é uma hipótese plausível entre outras, e não a explicação "mais plausível" já estabelecida.
  5. Corrigido o diferencial de transtorno da linguagem/comunicação social: o domínio B da ADI-R abaixo do corte estava listado "a favor", mas pesa contra; ficou registrado como ressalva.
  6. Retirado "persistentes": a persistência e a generalização entre contextos não estão demonstradas, já que a escola não descreve os mesmos déficits.
  7. Frase vaga reescrita: "principal via de sofrimento" foi substituída pela leitura direta do dado (sem sinais de oposição ou agitação na escola).
  8. Precisão: o corte 15 da ATA vem de validação brasileira; o limite real é ser rastreio sem normas por idade.
  9. Escores T do SRS-2 são inteiros; o valor fracionado registrado pelo app foi arredondado para o inteiro (mesmo arredondamento no gráfico).
  10. Escores T do SRS-2 são inteiros; o valor fracionado registrado pelo app foi arredondado para o inteiro (mesmo arredondamento no gráfico).
  11. Escores T do SRS-2 são inteiros; o valor fracionado registrado pelo app foi arredondado para o inteiro (mesmo arredondamento no gráfico).

Revisão ilustrativa sobre o texto gerado para este caso fictício. Na plataforma, cada ajuste é comparado palavra por palavra e aprovado antes de entrar no laudo.

PontoAzul

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Laudo Psicológico — Avaliação Neuropsicológica Integrada

Documento para o profissional

Paciente
Davi (caso fictício)
Idade na avaliação
7 anos e 3 meses a 7 anos e 4 meses
Período da avaliação
16/09/2026 a 20/09/2026 (5 instrumentos)
Data do documento
09/10/2026
Solicitante
Responsáveis (procura da família)
Autora
Psicóloga responsável (exemplo) · CRP 00/000000 · registro fictício
Finalidade
Investigação diagnóstica de TEA, considerando a divergência entre casa e escola, e orientação de condutas.
Motivo da avaliação
A família procura avaliação por isolamento social e crises em mudanças de rotina; a escola não percebe o mesmo.
Perguntas da avaliação
  1. 1.O perfil de comunicação social e comportamentos repetitivos é compatível com TEA, considerando que casa e escola descrevem a criança de forma diferente?

1. Identificação e demanda

Davi, 7 anos na última aplicação, foi avaliado a pedido da família por isolamento social e crises diante de mudanças de rotina em casa. A professora descreve um aluno quieto, que cumpre as tarefas, brinca com dois colegas e raramente apresenta crises na escola. A pergunta clínica é se o perfil de comunicação social e de comportamentos repetitivos é compatível com TEA, considerando a divergência entre os relatos de casa e escola.

2. Procedimentos

A integração examinou fontes de dois contextos: a mãe respondeu a ATA, SRS-2, ADI-R e Vineland-3; a professora respondeu ao SDQ. Foram usados relatos de terceiro, entrevista estruturada e escalas padronizadas de comportamento adaptativo. Não houve medida direta de desempenho, autorrelato da criança nem observação estruturada registrada. Os instrumentos respondidos pela mesma informante não foram tratados como confirmação independente; a concordância entre eles foi lida como consistência do relato materno, e a independência ficou limitada à comparação entre os contextos de casa e escola. As aplicações ocorreram entre 16/09/2026 e 20/09/2026, em um intervalo de 4 dias, quando Davi tinha 7 anos (7 anos e 3 a 4 meses nas aplicações com idade detalhada). Os resultados foram comparados apenas pela situação de cada instrumento frente à sua própria referência.

Instrumentos integrados

InstrumentoAplicaçãoIdadeMétodoInformante
SDQ16/09/20267 anosRelato de terceiroProfessor(a)
ATA18/09/20267 anos e 3 mesesRelato de terceiroMãe
SRS-218/09/20267 anos e 3 mesesRelato de terceiroMãe
ADI-R19/09/20267 anos e 3 mesesEntrevista estruturadaMãe
Vineland-320/09/20267 anos e 4 mesesRelato de terceiroMãe

3. Resultados integrados por domínio

Comunicação e interação social

Divergência entre o relato escolar e o relato materno

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SDQInformante: Professor(a)Problemas de relacionamento com pares2 de 10, faixa NormalNormalDentro do esperado
Comportamento pró-social8 de 10, faixa NormalNormalDentro do esperado
ATAInformante: MãeEscore total ATA18 de 46 pontos (cortes 15 e 23)Atinge o corte de 1999 (15), abaixo do corte de 2008 (23)Fora do esperado
SRS-2Informante: MãeEscore-T totalT 73 (bruto 141)faixa moderada (T 66 a 75)Fora do esperado
Comunicação e interação social (CIS)bruto 124 (sem escore-T)—Descritivo
Percepção socialT 73 (bruto 18)—Descritivo
Cognição socialT 68 (bruto 28)—Descritivo
Comunicação socialT 77 (bruto 52)—Descritivo
Motivação socialT 75 (bruto 26)—Descritivo
ADI-RInformante: MãeAlgoritmo diagnóstico3 de 4 domínios no corteparte dos domíniosPerto do corte
A — Interação social recíproca17 de 30 (corte 10)atinge o corteFora do esperado
B — Comunicação6 de 26 (corte 8)abaixo do corteDentro do esperado

No contexto escolar, o SDQ respondido pela professora situa os problemas de relacionamento com pares em 2 de 10, faixa Normal, e o comportamento pró-social em 8 de 10, faixa Normal, ambos dentro do esperado pela referência do instrumento.

No contexto de casa, a ATA respondida pela mãe apresenta escore total de 18 de 46 pontos, atingindo o corte de 1999 (15) e ficando abaixo do corte de 2008 (23), portanto fora do esperado para o instrumento. A SRS-2 respondida pela mãe traz escore-T total de 73, faixa moderada (T 66 a 75), fora do esperado; os escores descritivos de Percepção social T 73, Cognição social T 68, Comunicação social T 77 e Motivação social T 75 acompanham essa leitura, embora o manual não classifique domínios.

Na entrevista ADI-R com a mãe, o domínio A — Interação social recíproca fica em 17 de 30, atingindo o corte 10, fora do esperado; o domínio B — Comunicação fica em 6 de 26, abaixo do corte 8, dentro do esperado para o instrumento; o algoritmo diagnóstico alcança 3 de 4 domínios no corte, sem atingir o algoritmo completo, que exige os quatro domínios ao mesmo tempo.

Há divergência entre SDQ respondido pela professora e ATA, SRS-2 e ADI-R respondidos pela mãe: a escola descreve interação social dentro do esperado, enquanto o relato materno aponta dificuldades de reciprocidade e de comunicação social. A concordância entre ATA, SRS-2 e ADI-R não é confirmação independente, pois todos vêm da mesma informante; ela indica consistência do relato materno. A divergência escola-casa é clinicamente relevante e sugere expressão dependente do contexto ou diferença de limiar entre as informantes.

Comportamentos restritos e repetitivos

Sinal em entrevista materna, sem confirmação independente

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SRS-2Informante: MãePadrões restritos e repetitivosT 64 (bruto 17)—Descritivo
ADI-RInformante: MãeC — Comportamentos restritos, repetitivos e estereotipados4 de 12 (corte 3)atinge o corteFora do esperado

Na ADI-R respondida pela mãe, o domínio C — Comportamentos restritos, repetitivos e estereotipados fica em 4 de 12, atingindo o corte 3, fora do esperado para o instrumento. Na SRS-2 respondida pela mãe, o escore Padrões restritos e repetitivos é T 64, registrado como medida descritiva, porque o manual não classifica esse domínio.

Há um sinal de comportamentos repetitivos no relato materno na entrevista ADI-R; a SRS-2, também respondida pela mãe, entra como registro descritivo na mesma direção. Como ambas as fontes são a mesma informante, o achado não tem confirmação independente por outro contexto. O SDQ respondido pela professora não cobre diretamente comportamentos repetitivos. A confirmação requer observação direta ou relato escolar específico.

Comportamento adaptativo

Relato materno de rebaixamento global, ausente na triagem escolar

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SDQInformante: Professor(a)Suplemento de impactoImpacto 0 de 6, faixa NormalNormalDentro do esperado
Vineland-3Informante: MãeComposto de Comportamento Adaptativo64 (percentil 1; IC 90% 62 a 66)BaixoFora do esperado (acentuado)
Comunicação63 (percentil 1; IC 90% 59 a 67)BaixoFora do esperado (acentuado)
Atividades de Vida Diária62 (percentil 1; IC 90% 58 a 66)BaixoFora do esperado (acentuado)
Socialização62 (percentil 1; IC 90% 58 a 66)BaixoFora do esperado (acentuado)
Habilidades Motoras65 (percentil 1; IC 90% 60 a 70)BaixoFora do esperado (acentuado)
Comunicação Receptivav-escala 8 (bruto 50)BaixoFora do esperado (acentuado)
Comunicação Expressivav-escala 8 (bruto 54)BaixoFora do esperado (acentuado)
Comunicação Escritav-escala 8 (bruto 17)BaixoFora do esperado (acentuado)
Pessoalv-escala 8 (bruto 54)BaixoFora do esperado (acentuado)
Domésticav-escala 8 (bruto 3)BaixoFora do esperado (acentuado)
Comunidadev-escala 8 (bruto 13)BaixoFora do esperado (acentuado)
Relacionamentos Interpessoaisv-escala 8 (bruto 34)BaixoFora do esperado (acentuado)
Brincar e Lazerv-escala 8 (bruto 21)BaixoFora do esperado (acentuado)
Habilidades de Enfrentamentov-escala 8 (bruto 19)BaixoFora do esperado (acentuado)
Coordenação Motora Grossav-escala 8 (bruto 51)BaixoFora do esperado (acentuado)
Coordenação Motora Finav-escala 8 (bruto 34)BaixoFora do esperado (acentuado)

A Vineland-3 respondida pela mãe situa o Composto de Comportamento Adaptativo em 64, percentil 1, IC 90% 62 a 66, faixa Baixo, acentuadamente fora do esperado. Os domínios Comunicação 63, Atividades de Vida Diária 62, Socialização 62 e Habilidades Motoras 65, todos percentil 1 e faixa Baixo, acompanham o rebaixamento. Todos os subdomínios informados aparecem com v-escala 8 e faixa Baixo: Comunicação Receptiva, Comunicação Expressiva, Comunicação Escrita, Pessoal, Doméstica, Comunidade, Relacionamentos Interpessoais, Brincar e Lazer, Habilidades de Enfrentamento, Coordenação Motora Grossa e Coordenação Motora Fina.

Em contraste, o Suplemento de Impacto do SDQ respondido pela professora registra 0 de 6, faixa Normal, dentro do esperado. A divergência entre Vineland-3 respondida pela mãe e SDQ respondido pela professora reflete não apenas informantes e contextos diferentes, mas construtos diferentes: a Vineland-3 descreve habilidades adaptativas cotidianas relatadas pela mãe, enquanto o SDQ Impacto mede a percepção de interferência global na escola. O padrão da Vineland-3 é de dificuldade adaptativa ampla em casa, sem diferenças significativas entre domínios.

Desenvolvimento

Início precoce relatado de forma frágil e divergente entre métodos maternos

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
ATAInformante: MãeSubescala de início (23)0 ponto(s)sinais notados só depois dos 3 anos (regra do protocolo)Descritivo
ADI-RInformante: MãeD — Anormalidade do desenvolvimento evidente até os 36 meses1 de 5 (corte 1)atinge o corteFora do esperado

A ADI-R respondida pela mãe apresenta o domínio D — Anormalidade do desenvolvimento evidente até os 36 meses com 1 de 5, atingindo o corte 1, fora do esperado; segundo a leitura do instrumento, esse domínio fica sustentado por um único indicador de início.

Na ATA respondida pela mãe, a subescala de início registra 0 ponto, descrita como sinais notados só depois dos 3 anos (regra do protocolo). A divergência entre ADI-R respondida pela mãe e ATA respondida pela mãe em relação ao início é esperada pela diferença de método: a ADI-R explora idade específica e dá prevalência a um item lembrado; a ATA classifica a impressão de início após os 3 anos. A história clínica registrada menciona preocupação dos pais com o contato visual desde os 2 anos, mas o informante dessa história não está explicitamente individualizado; por isso, ela serve como contexto e não como confirmação independente.

Atenção

Sem indicação de desatenção no contexto escolar

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SDQInformante: Professor(a)Hiperatividade/desatenção3 de 10, faixa NormalNormalDentro do esperado

O SDQ respondido pela professora situa Hiperatividade/desatenção em 3 de 10, faixa Normal, dentro do esperado. A única sinalização em casa ocorre na ATA respondida pela mãe, que pontua a subescala 13 (Falta de atenção) com 2 pontos; por ser subescala de um rastreio sem classificação isolada, esse dado é descritivo e não forma leitura independente de transtorno.

A divergência entre SDQ respondido pela professora e ATA respondida pela mãe é fraca porque os instrumentos e métodos são diferentes; o dado útil é que o contexto escolar não relata prejuízo atencional ou hiperatividade em triagem. Não há medida de desempenho atencional nesta avaliação.

Humor e ansiedade

Triagem escolar sem sintomas emocionais

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SDQInformante: Professor(a)Sintomas emocionais2 de 10, faixa NormalNormalDentro do esperado

O SDQ respondido pela professora registra Sintomas emocionais 2 de 10, faixa Normal, dentro do esperado para o instrumento. Não há autorrelato da criança nem entrevista clínica que cubra experiência interna de ansiedade ou humor. A dificuldade de enfrentamento relatada na Vineland-3 (Habilidades de Enfrentamento v-escala 8, faixa Baixo) se refere a funcionamento adaptativo, não a sintomas emocionais. Assim, a ausência de sintomas emocionais na triagem escolar não exclui ansiedade social, mas também não há dado registrado que sustente um diagnóstico de ansiedade.

Comportamento externalizante

Sem indicadores de conduta no contexto escolar

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SDQInformante: Professor(a)Problemas de conduta0 de 10, faixa NormalNormalDentro do esperado

O SDQ respondido pela professora registra Problemas de conduta 0 de 10, faixa Normal, dentro do esperado. Não há outro instrumento nesta avaliação que cubra comportamento externalizante em casa. No contexto escolar, portanto, não há sinal de que as dificuldades se expressem por oposição ou agitação.

Ajustamento emocional e comportamental geral

Ajustamento escolar geral dentro do esperado

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SDQInformante: Professor(a)Total de dificuldades7 de 40, faixa NormalNormalDentro do esperado

O SDQ respondido pela professora apresenta Total de dificuldades 7 de 40, faixa Normal, e Suplemento de Impacto 0 de 6, faixa Normal; ambos dentro do esperado. Esse total é coerente com as subescalas escolares e reforça que a professora não percebe prejuízo global na rotina escolar. O dado contrasta com o Composto de Comportamento Adaptativo fora do esperado na Vineland-3 respondida pela mãe, evidenciando novamente a discrepância entre casa e escola.

Gráficos por domínio

SRS-2 — escores T por subescala (mãe)

Escores T (média 50, DP 10). Anel tracejado no T 60, início da faixa leve.

Percepção socialT 73Cognição socialT 68Comunicação socialT 77Motivação socialT 75Padrões restritosT 64T 60
Escore-T total
T 73 · faixa moderada
  • Abaixo de T 60: dentro dos limites
  • T 60 a 65: leve
  • T 66 a 75: moderada
  • T 76 ou mais: grave

Vineland-3 — composto e domínios (mãe)

Escores padrão (média 100, DP 15) com intervalo de confiança de 90%.

Composto de Comportamento Adaptativo
64 BaixoIC 62–66
Comunicação
63 BaixoIC 59–67
Atividades de Vida Diária
62 BaixoIC 58–66
Socialização
62 BaixoIC 58–66
Habilidades Motoras
65 BaixoIC 60–70
  • Baixo
  • Moderadamente baixo
  • Adequado
  • Moderadamente alto
  • Alto

4. Integração clínica

Padrão central

O conjunto dos dados é melhor organizado pela seguinte tese: o relato materno é consistente em apontar dificuldades de comunicação social, comportamentos restritos e rebaixamento adaptativo global em casa; a escola, em triagem breve, descreve um aluno quieto, com ajustamento geral dentro do esperado e sem impacto percebido. Essa divergência não cancela o relato materno nem desautoriza a professora; ela pode indicar que as dificuldades se expressam de modo mais intenso em casa, onde a família relata crises diante de mudanças de rotina, ou que a escola ainda não observa os mesmos comportamentos.

Os sintomas centrais para TEA vêm de ATA, SRS-2 e ADI-R, todas respondidas pela mãe. A concordância entre ATA, SRS-2 e ADI-R, provenientes da mesma informante, mostra consistência do relato materno, mas não confirmação independente. A Vineland-3, também respondida pela mãe, amplia a leitura para um prejuízo adaptativo global em casa. O SDQ respondido pela professora é a única fonte independente de outro contexto e não sustenta prejuízo social ou global na escola.

Hierarquia da evidência

Para o que ocorre em casa, a Vineland-3 tem maior peso como escala normatizada de comportamento adaptativo, mas continua sendo relato da mãe. Para o comportamento social, a ADI-R é a entrevista mais detalhada e ancorada no desenvolvimento, porém depende da memória de uma informante. Para a escola, o SDQ é triagem curta, sem observação direta. Não há medida de desempenho cognitivo, linguístico ou social, nem observação estruturada; essas lacunas limitam qualquer conclusão diagnóstica.

Leitura das divergências

Em comunicação e interação social, as fontes divergem entre SDQ respondido pela professora e ATA/SRS-2/ADI-R respondidos pela mãe. Uma hipótese plausível para a divergência é a variação real entre contextos: em casa pode haver menos previsibilidade e mais exigência de flexibilidade social, enquanto a escola oferece rotina estruturada, brincadeiras com pares em número restrito e atividades que a criança cumpre. Também podem contribuir limiar de percepção da professora e o caráter breve do SDQ. O dado que ajudaria a resolver é a observação direta no recreio e nas transições escolares, com foco em reciprocidade, comunicação não verbal e rigidez.

A divergência entre Vineland-3 respondida pela mãe e SDQ respondido pela professora tem outra natureza: são construtos diferentes. A Vineland-3 captura um conjunto amplo de habilidades cotidianas; o SDQ Impacto captura a percepção de interferência global na escola. Não é contraditório que a mesma criança funcione de forma adaptativa em um contexto escolar previsível e apresente rebaixamento adaptativo em casa.

A divergência entre ADI-R e ATA sobre o início do quadro também é informativa. A ADI-R D atinge o corte com um único indicador; a ATA registra sinais notados só depois dos 3 anos. Como ambas vêm da mãe, a diferença provavelmente reflete o método e a forma de recordar, não dois momentos clínicos distintos. O início precoce fica apoiado clinicamente, mas de forma frágil.

Explicações alternativas

Deficiência intelectual / atraso global do desenvolvimento

  • A favor: Vineland-3 respondida pela mãe mostra rebaixamento adaptativo global em Comunicação, Atividades de Vida Diária, Socialização e Habilidades Motoras, todas com percentil 1 e faixa Baixo; a escala indica funcionamento cotidiano amplamente rebaixado em casa, embora não meça potencial cognitivo.
  • Contra: A professora descreve cumprimento de tarefas escolares e brincadeiras com pares; o SDQ respondido pela professora não indica prejuízo global na escola. Não há medida de inteligência ou desenvolvimento que demonstre atraso cognitivo.
  • Próximo passo: Aplicar instrumento padronizado de avaliação intelectual ou do desenvolvimento, como WISC-IV, SON-R ou Bayley-III, e comparar os perfis social e adaptativo com o nível geral.

Transtorno do desenvolvimento da linguagem/comunicação social

  • A favor: A ATA respondida pela mãe pontua a subescala 16 (Alteração de linguagem e comunicação); o domínio B da ADI-R, porém, fica abaixo do corte, o que limita o apoio a essa hipótese.
  • Contra: A SRS-2 mostra escores descritivos elevados em comunicação social, e o ADI-R A atinge o corte para interação social recíproca, o que sugere prejuízo social além do linguístico.
  • Próximo passo: Avaliação fonoaudiológica da linguagem e da pragmática, com prova formal de linguagem e observação de comunicação funcional.

Ansiedade social

  • A favor: A criança é descrita como quieta e com dificuldades de enfrentamento adaptativo na Vineland-3; esses achados são inespecíficos e podem ser compatíveis com ansiedade social, mas não a confirmam.
  • Contra: O SDQ respondido pela professora registra sintomas emocionais Normal; não há autorrelato ou entrevista de ansiedade. Os dados maternos apontam reciprocidade social e comportamentos repetitivos, mais compatíveis com TEA.
  • Próximo passo: Entrevista clínica com a criança adaptada à idade e inventários específicos de ansiedade para explorar medo de avaliação e evitação social.

TDAH

  • A favor: A ATA pontua falta de atenção e hiperatividade/hipoatividade em subescalas.
  • Contra: O SDQ respondido pela professora apresenta Hiperatividade/desatenção 3 de 10, faixa Normal; não há relato escolar de desatenção ou impulsividade como queixa central.
  • Próximo passo: Se persistirem queixas de atenção em casa, aplicar escalas específicas e tarefa de desempenho atencional, além de observar a interação social para distinguir impulsividade de reciprocidade preservada.

As Habilidades Motoras fora do esperado na Vineland-3 levantaram também a hipótese de transtorno do desenvolvimento da coordenação, mas sem avaliação motora padronizada nem registro de marcos motores, permanece como hipótese a investigar.

5. Formulação diagnóstica

A hipótese principal é de Transtorno do espectro autista como hipótese diagnóstica provável: os dados maternos cobrem sintomas de interação social, comportamentos repetitivos, indicador de início precoce e prejuízo adaptativo em casa. A confirmação não é possível com os dados atuais, principalmente pela ausência de medida cognitiva/desenvolvimental para o diferencial com deficiência intelectual/atraso global e pela ausência de observação direta. A hipótese de transtorno do desenvolvimento da coordenação permanece como hipótese a investigar.

Transtorno do espectro autista (TEA)Hipótese provável
Critérios cobertos
Os dados cobrem, no relato materno, déficits de comunicação e interação social por ADI-R A, ATA e SRS-2 total; a Vineland-3 Socialização (62, percentil 1, faixa Baixo) indica prejuízo funcional social adaptativo. Cobrem ainda comportamentos restritos e repetitivos pela ADI-R C (4 de 12, corte 3, fora do esperado); início precoce pela ADI-R D (1 de 5, corte 1, fora do esperado) e pela história clínica registrada de preocupação com contato visual desde os 2 anos; e prejuízo funcional pela Vineland-3 respondida pela mãe, com Composto de Comportamento Adaptativo 64, percentil 1, e domínios Comunicação, Atividades de Vida Diária, Socialização e Habilidades Motoras em faixa Baixo.
A favor
Há consistência no relato materno em ATA, SRS-2 e ADI-R para dificuldades de reciprocidade social e comportamento repetitivo. A ADI-R atinge o corte nos domínios A, C e D; o algoritmo fica com 3 de 4 domínios no corte, não completo. A Vineland-3 mostra prejuízo adaptativo amplo em casa, com Socialização e Comunicação rebaixadas. A história registrada de isolamento e crises em mudanças de rotina em casa também apoia sensibilidade a quebra de rotina.
Contra
O SDQ respondido pela professora não mostra dificuldades de relacionamento com pares, impacto ou prejuízo global na escola. O domínio B da ADI-R fica abaixo do corte. A ATA registra início de sinais só após os 3 anos. A divergência entre casa e escola impede generalização do quadro para todos os contextos, e a ausência de medida cognitiva mantém em aberto a explicação por deficiência intelectual/atraso global.
Diferenciais
Deficiência intelectual / atraso global do desenvolvimento; transtorno do desenvolvimento da linguagem/comunicação social; ansiedade social; TDAH; privação ambiental/apego. Na deficiência intelectual sem TEA, a comunicação social tende a ser compatível com o nível geral; no transtorno da linguagem social, não se esperam padrões restritos; na ansiedade social, a habilidade existe e é inibida pelo medo de avaliação; no TDAH, a reciprocidade costuma estar preservada.
O que falta
Avaliar nível intelectual/desenvolvimento para testar deficiência intelectual/atraso global; obter observação direta da interação social e dos comportamentos repetitivos em contexto escolar e clínico; confirmar a história de início e de funcionamento adaptativo com anamnese detalhada; verificar os itens de código especial do domínio B da ADI-R; e obter avaliação fonoaudiológica da pragmática.
Transtorno do desenvolvimento da coordenaçãoHipótese a investigar
Critérios cobertos
Os dados cobrem interferência adaptativa em habilidades motoras e de vida diária pela Vineland-3: Habilidades Motoras 65, percentil 1, faixa Baixo; Atividades de Vida Diária 62, percentil 1, faixa Baixo; Coordenação Motora Grossa e Fina v-escala 8, ambas faixa Baixo.
A favor
O relato materno na Vineland-3 indica rebaixamento motor e prejuízo em atividades cotidianas. A queixa de seletividade alimentar não é específica, mas pode se somar a um quadro de dificuldades adaptativas.
Contra
Não há tarefa padronizada de coordenação motora, registro de marcos motores, nem exame neurológico ou visual. A Vineland-3 é relato de terceiro, não medida de desempenho motor. Os achados adaptativos podem ser explicados por um rebaixamento global do desenvolvimento, não por transtorno específico da coordenação.
Diferenciais
Deficiência intelectual; TDAH; condição neurológica ou musculoesquelética; falta de oportunidade ambiental.
O que falta
Aplicar o DCDQ e encaminhar para avaliação motora padronizada; registrar marcos motores, visão e avaliação neurológica; estimar o funcionamento intelectual para julgar se a dificuldade motora é proporcional ao nível global.

6. Conclusão

Resposta à demanda

Os dados disponíveis sustentam a hipótese diagnóstica provável de Transtorno do espectro autista, com expressão mais evidente em casa e menos percebida na escola. O perfil não está plenamente confirmado porque o algoritmo do ADI-R não se completa, o início precoce depende de um único indicador, e a avaliação não dispõe de medida cognitiva/direta ou observação estruturada. A prioridade é avaliar o nível intelectual/do desenvolvimento para o diferencial com deficiência intelectual, observar a interação social e os comportamentos repetitivos em contexto escolar e obter avaliação fonoaudiológica. A hipótese de transtorno do desenvolvimento da coordenação permanece a investigar, sustentada pelo rebaixamento motor na Vineland-3.

7. Recomendações por área

Clínica

AltaRealizar avaliação cognitiva/do desenvolvimento com instrumento padronizado, conforme idade e viabilidade, para diferenciar TEA de deficiência intelectual/atraso global.Por quê: Vineland-3 respondida pela mãe apresenta Composto de Comportamento Adaptativo 64, percentil 1, e domínios adaptativos rebaixados em casa, sem medida direta de desempenho cognitivo.
AltaObservar diretamente a interação social, a comunicação não verbal e a resposta a mudanças de rotina em consulta, com foco nos critérios clínicos de TEA.Por quê: Relato materno em ATA/SRS-2/ADI-R diverge da triagem escolar SDQ, e não há observação estruturada registrada.

Encaminhamentos

MédiaEncaminhar para avaliação fonoaudiológica da linguagem e da pragmática social.Por quê: Domínio B do ADI-R fica abaixo do corte (6 de 26), enquanto SRS-2 Comunicação social T 77 é descritivo e ATA pontua subescala de linguagem e comunicação.
MédiaEncaminhar para avaliação motora padronizada e triagem com DCDQ.Por quê: Vineland-3 Habilidades Motoras 65, percentil 1, e Coordenação Motora Grossa e Fina v-escala 8, faixa Baixo, levantam hipótese de transtorno do desenvolvimento da coordenação.

Escola

MédiaSolicitar observação nos momentos de recreio e transições, com registro de reciprocidade, rigidez e reação a mudanças.Por quê: SDQ respondido pela professora fica dentro do esperado, divergindo do relato materno; a observação em situações menos estruturadas ajudaria a resolver a divergência.
BaixaManter rotina previsível e comunicar à família mudanças na programação escolar.Por quê: A família relata crises em mudanças de rotina em casa; a previsibilidade pode reduzir o impacto de transições.

Família

MédiaOrientar a família sobre manejo de crises em mudanças de rotina e apoiar, de forma gradual, habilidades de vida diária.Por quê: História registrada de crises em mudanças de rotina e Vineland-3 Atividades de Vida Diária 62, percentil 1, faixa Baixo.
MédiaIncluir anamnese detalhada de marcos motores, desenvolvimento e contexto de cuidado.Por quê: Início precoce registrado de forma frágil e hipótese motora a investigar dependem de marcos de desenvolvimento não registrados.

8. Limites

Os principais limites desta integração são: ausência de medida direta de desempenho cognitivo, linguístico, motor e de observação clínica estruturada; sintomas centrais de TEA vindos do relato da mãe em vários instrumentos, sem confirmação independente de outro informante para comportamentos repetitivos; único dado escolar proveniente de questionário breve de triagem, sem observação; ATA como instrumento de rastreio, com ponto de corte de validação brasileira (Assumpção Jr. et al., 1999) e sem normas por idade; SDQ com faixas britânicas provisórias sem norma brasileira; ADI-R dependente da memória do informante e sem escala de validade; Vineland-3 com normas norte-americanas e descrição de comportamento adaptativo relatado, não potencial cognitivo. Não houve aplicação do domínio mal-adaptativo opcional da Vineland-3.

9. Referências normativas

  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 — elaboração de documentos escritos produzidos pela psicóloga e pelo psicólogo.
  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 31/2022 — diretrizes para a realização de avaliação psicológica.
  • Goodman, R. (1997). The Strengths and Difficulties Questionnaire: a research note. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 38(5), 581–586.
  • Fleitlich, B., Cortázar, P. G., & Goodman, R. (2000). Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ). Infanto: Revista de Neuropsiquiatria da Infância e Adolescência, 8(1), 44–50.
  • Assumpção Jr., F. B., Kuczynski, E., Gabriel, M. R., & Rocca, C. C. (1999). Escala de Avaliação de Traços Autísticos (ATA): validade e confiabilidade de uma escala para a detecção de condutas autísticas. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 57(1), 23–29.
  • Constantino, J. N., & Gruber, C. P. (2012). Social Responsiveness Scale, Second Edition (SRS-2). Torrance, CA: Western Psychological Services. Manual técnico e normas da edição brasileira utilizada.
  • Rutter, M., Le Couteur, A., & Lord, C. (2003). ADI-R: Autism Diagnostic Interview–Revised. Los Angeles, CA: Western Psychological Services.
  • Sparrow, S. S., Cicchetti, D. V., & Saulnier, C. A. (2016). Vineland Adaptive Behavior Scales, Third Edition (Vineland-3). Bloomington, MN: Pearson. Manual técnico e normas da edição brasileira utilizada.

9 de outubro de 2026.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

Testar grátis por 7 dias
Revisão humana

Como o profissional revisa este laudo

No PontoAzul, o texto gerado é um rascunho. O profissional pode editar à mão ou pedir um ajuste ao Motor PontoAzul e comparar cada mudança, palavra por palavra, antes de aplicar. Nada muda no laudo sem a aprovação de quem assina.

Sugestão para Conclusão

37 palavras removidas31 palavras novas

Pedido do profissional

“Mais claro para quem vai ler o laudo, sem mudar a hipótese.”

Alterações

Os dados disponíveis sustentam [removido: a hipótese diagnóstica provável de Transtorno do espectro autista, com expressão mais evidente em casa e menos percebida na escola. O perfil não está plenamente confirmado porque ][novo: o TEA como hipótese diagnóstica provável, com sinais mais evidentes em casa do que na escola. A hipótese ainda não pode ser confirmada: ] o algoritmo do ADI-R não se completa, o início precoce depende de um único [removido: indicador, e a avaliação não dispõe de medida cognitiva/direta ou ][novo: indicador e não houve medida cognitiva direta nem ]observação estruturada.

  • Gráficos e tabelas continuam com o resultado do teste; o ajuste muda só a redação.
  • Números que não estavam no laudo aparecem como “pontos para conferir”.
  • Cada salvamento vira uma versão no histórico, que pode ser restaurada.

O trecho original é o texto gerado pelo PontoAzul para este caso fictício; o ajuste é ilustrativo.

O que observar neste modelo de laudo

Resultados agrupados por domínio, não por teste

Comunicação social, comportamentos repetitivos, adaptação, desenvolvimento, atenção e humor aparecem como domínios, cada um com a tabela das medidas que o informam e a situação de cada resultado frente à própria referência.

A divergência casa × escola é analisada

O relato materno é elevado e a triagem escolar fica dentro do esperado. O laudo não ignora nenhum dos dois: lê a concordância entre instrumentos da mesma informante como consistência do relato, não como confirmação independente.

Formulação com a favor, contra e o que falta

A hipótese de TEA aparece como provável, com critérios cobertos, evidências contrárias, diferenciais (como deficiência intelectual) e o que ainda falta. É a estrutura de formulação diagnóstica do laudo consolidado do PontoAzul.

Recomendações por área, com o porquê

Clínica, encaminhamentos, escola e família recebem recomendações com prioridade e justificativa ligada aos dados. A avaliação cognitiva, por exemplo, tem prioridade alta porque a Vineland-3 tem composto 64 e não há medida direta de desempenho, o que deixa aberto o diferencial com deficiência intelectual.

Do protocolo ao laudo

Como este laudo foi produzido no PontoAzul

  1. 1

    O profissional aplica o protocolo e registra os dados

    A mãe respondeu a ATA, a SRS-2, a entrevista ADI-R e a Vineland-3; a professora respondeu ao SDQ. Cada protocolo foi registrado com data, idade e informante. O PontoAzul não aplica o teste ao paciente: ele recebe as respostas do protocolo já aplicado, com data, idade e informante.

  2. 2

    A correção segue as regras do instrumento

    Escores, somas, faixas e pontos de corte são calculados por regras programadas para cada instrumento. As tabelas e os gráficos do laudo vêm desse cálculo, não do texto.

  3. 3

    O Motor PontoAzul redige o laudo-base

    Com os resultados organizados, o texto é escrito seção por seção, no tom do público escolhido. Hipóteses aparecem com o que as sustenta, o que as contraria e qual é a próxima evidência necessária.

  4. 4

    O profissional revisa, ajusta e assina

    O texto é um rascunho. O profissional edita, pede ajustes, compara cada mudança palavra por palavra e só então salva. Cada versão fica no histórico, e o documento final é assinado por quem fez a avaliação.

Perguntas frequentes sobre este laudo

O que deve ter um laudo neuropsicológico de autismo?
Identificação e demanda, procedimentos com os instrumentos e informantes, resultados por domínio, integração clínica, formulação diagnóstica com evidências a favor e contra, conclusão que responde à demanda, recomendações e limites. Este modelo segue essa estrutura do laudo consolidado do PontoAzul.
Um laudo de TEA pode se basear só em escalas respondidas pelos pais?
Pode descrever o relato familiar, mas não confirma o diagnóstico sozinho. Neste exemplo, as escalas da mãe convergem, e o laudo explica que isso mostra consistência do relato, não confirmação independente, e recomenda observação direta e avaliação cognitiva.
Como tratar a diferença entre o relato de casa e o da escola?
O laudo descreve as duas fontes, compara cada resultado com a referência do próprio instrumento e discute explicações para a divergência, como diferença de demandas entre os contextos. A divergência vira um ponto da formulação, não um dado descartado.
A Vineland-3 baixa indica deficiência intelectual?
Não sozinha. Ela mede o comportamento adaptativo relatado. Com o composto em 64 e sem medida cognitiva direta, o laudo trata a deficiência intelectual como diferencial a investigar e recomenda avaliação cognitiva ou do desenvolvimento.
Este laudo é de uma criança real?
Não. Davi é um caso fictício criado para demonstração. O texto, as tabelas e os gráficos foram gerados pelo motor do PontoAzul a partir de dados inventados, para mostrar o formato real do laudo integrado sem expor ninguém.
Consigo gerar um laudo integrado assim no PontoAzul?
Sim. Você corrige cada instrumento aplicado ao mesmo paciente e gera o laudo consolidado, que organiza os resultados por domínio, formula hipóteses e propõe recomendações. Você revisa e assina. Dá para testar grátis por 7 dias.

Outros laudos de exemplo

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