1Interação social
Observa iniciativas, reciprocidade, contato e formas de relação da criança com outras pessoas.
A Escala de Avaliação de Traços Autísticos (ATA) reúne observações de comportamentos associados ao TEA em crianças a partir de 2 anos. São 23 subescalas pontuadas de 0 a 2, com total de 0 a 46. A adaptação brasileira de 1999 indicou 15 pontos como corte; outro estudo de 2008 encontrou 23. Entenda de onde vêm esses valores e como registrar um rastreio consistente.
A Escala de Avaliação de Traços Autísticos (ATA) é um instrumento observacional criado por Ballabriga e colaboradores em 1994 e adaptado no Brasil por Assumpção Jr. e equipe em 1999. Profissionais familiarizados com a criança registram 23 subescalas de comportamentos, cada uma de 0 a 2 pontos, para total de 0 a 46. O estudo brasileiro original encontrou corte 15; um segundo estudo apontou 23. A escala orienta o rastreio e o acompanhamento, sem substituir avaliação diagnóstica.
Observa iniciativas, reciprocidade, contato e formas de relação da criança com outras pessoas.
Agrupa alterações percebidas na linguagem, expressão e uso social da comunicação.
Descreve resistência a mudanças, padrões repetitivos e interesses circunscritos observados em diferentes momentos da rotina.
Inclui movimentos estereotipados, exploração de objetos e respostas a estímulos do ambiente.
Considera alimentação, sono, controle de esfíncteres e reações à frustração.
Registre os 23 valores da ATA já atribuídos pelo profissional e anote quem forneceu as observações. O resultado alimenta o laudo-base editável com espaço para descrever contexto, informantes e sinais observados.
A correção programada do PontoAzul soma as 23 subescalas, confere a faixa total e organiza os estudos brasileiros de referência.
Testar com ATACalcule a idade na data de aplicação do ATA
Autor(es): Ballabriga, Escudé e Llaberia; adaptação brasileira de Francisco B. Assumpção Jr., Evelyn Kuczynski, Marcia Rego Gabriel e Cristiane Castanho Rocca · 1994 (adaptação brasileira: 1999)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A Escala de Avaliação de Traços Autísticos (ATA) foi elaborada por Ballabriga, Escudé e Llaberia em Barcelona, em 1994. Seu objetivo era reunir observações comportamentais relevantes para o rastreio de crianças com características do espectro autista. A estrutura considera diferentes sistemas classificatórios usados à época, inclusive DSM-III, DSM-III-R e CID-10. Ao contrário de um questionário único preenchido sem mediação, o instrumento organiza a codificação de sinais em vinte e três subescalas por um profissional familiarizado com a criança.
Francisco B. Assumpção Jr., Evelyn Kuczynski, Marcia Rego Gabriel e Cristiane Castanho Rocca publicaram a tradução, adaptação e investigação brasileira em 1999. O estudo incluiu trinta crianças com autismo e trinta e uma com deficiência intelectual, de aproximadamente dois a dezoito anos. Cada subescala recebe de zero a dois pontos e o total alcança no máximo quarenta e seis. O estudo encontrou quinze pontos como corte na amostra pesquisada.
A escala abrange interação, comunicação, rotinas, exploração de objetos, atividade, reações e outros aspectos cotidianos. Ela pode ajudar a acompanhar mudanças ao longo do tempo quando o método de observação permanece comparável. Um segundo estudo brasileiro de 2008 encontrou valor de corte diferente, vinte e três pontos, em outra população. Por isso, uma página de correção responsável identifica a referência antes de transformar o número final em interpretação clínica.
A ATA é indicada para rastrear e descrever comportamentos observáveis em crianças a partir de dois anos quando existe suspeita de alterações no desenvolvimento social e comunicativo. O profissional pode integrar informações da família, da escola e da observação direta antes de pontuar cada subescala. A estrutura permite registrar um perfil que apoia conversas clínicas e planejamento de avaliação mais ampla. Ela também pode ser reaplicada em acompanhamento longitudinal, desde que se mantenham condições e fontes de informação comparáveis. Na bateria, o resultado faz mais sentido junto de entrevista de desenvolvimento, avaliação cognitiva quando indicada e observação estruturada.
Quando o ATA não é a melhor escolha
A ATA não deve substituir entrevista de desenvolvimento, observação abrangente e avaliação funcional. Ela é pouco adequada quando faltam informações consistentes sobre o comportamento da criança. Para rastreio em bebês menores, considere M-CHAT-R/F; para observação estruturada de crianças mais velhas, compare com CARS-2 ou ADOS-2 conforme indicação e formação do profissional.
As 23 subescalas incluem conjuntos de comportamentos observáveis. O avaliador atribui 0, 1 ou 2 a cada conjunto e soma os valores para compor o total.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Relações sociais | I–III | Interação, relação com o ambiente e uso das pessoas ao redor. |
| Flexibilidade e contato | IV–VII | Mudanças de rotina, ordenação, olhar e expressão facial. |
| Rotinas corporais | VIII–X | Sono, alimentação e controle de esfíncteres. |
| Objetos e aprendizagem | XI–XVI | Exploração, uso de objetos, atenção, aprendizagem, iniciativa e habilidades. |
| Reações e atividade | XVII–XX | Frustração, responsabilidades e padrão de atividade. |
| Movimento e segurança | XXI–XXIII | Movimentos repetitivos, percepção de perigo e história de início. |
Registre idade, data, motivo do encaminhamento e informações evolutivas antes de iniciar a codificação das 23 subescalas.
Observe a criança em contexto clínico e reúna relatos de pessoas que a conhecem em ambientes diferentes.
Leia cada subescala do protocolo e identifique os comportamentos observados sem transformar relatos vagos em marcações positivas.
Atribua de 0 a 2 a cada subescala de acordo com o instrumento e confira as 23 codificações antes da soma.
Documente quem forneceu cada informação e qual estudo será usado para contextualizar o total.
Na ATA, o avaliador examina os comportamentos previstos em cada uma das vinte e três subescalas. O valor atribuído à subescala varia de zero a dois; o total é a soma dos valores das subescalas, não uma soma irrestrita de todos os exemplos internos. Isso produz amplitude teórica de zero a quarenta e seis. A regra de positividade e a descrição dos comportamentos devem seguir o protocolo utilizado. Depois da soma, é necessário informar se a leitura usa o estudo brasileiro de 1999, com corte de quinze, ou a pesquisa posterior de 2008, que encontrou vinte e três em outra amostra.
No PontoAzul, você registra os 23 valores já apurados no protocolo. A plataforma soma o total de 0 a 46 e apresenta a referência incorporada para revisão. O resultado permanece junto dos outros instrumentos e dos relatos de família e escola, o que ajuda a redigir um laudo-base contextualizado.
Colete informações clínicas e evolutivas antes de pontuar; a ATA foi concebida para codificação de observações, não para simples autodeclaração sem contexto.
Examine as 23 subescalas e marque os comportamentos pertinentes em cada uma, respeitando a descrição e o período observado.
Atribua 0, 1 ou 2 a cada subescala conforme a regra do protocolo; não some diretamente todos os comportamentos internos como se fossem itens independentes.
Some os 23 valores positivos. O total teórico fica entre 0 e 46, pois nenhuma subescala pode contribuir com mais de 2 pontos.
Escolha e documente a referência: 15 pontos no estudo brasileiro de 1999; um segundo estudo, de 2008, reportou 23 em outra amostra.
Compare o total com a referência selecionada, mas descreva também os comportamentos e o contexto observacional que sustentaram a pontuação.
Exemplo de correção
Criança fictícia de 7 anos, em avaliação após relatos escolares sobre comunicação e flexibilidade. O profissional conclui a observação e agrupa as 23 pontuações por blocos para conferir a soma.
O total fictício de 17/46 alcança o corte 15 descrito por Assumpção Jr. et al. (1999), mas não o corte 23 referido no segundo estudo brasileiro. A referência precisa acompanhar a leitura.
Os cortes publicados para a ATA não são idênticos. Assumpção Jr. e colaboradores (1999) traduziram e adaptaram o instrumento com 61 participantes, encontrando 15 pontos como limiar. Uma revisão sistemática de estudos brasileiros registra outro trabalho da equipe, de 2008, com 93 participantes de 4 a 12 anos, que encontrou 23 pontos. Portanto, os valores de 15 e 23 representam estudos e amostras diferentes; o intervalo entre eles não corresponde a uma gradação oficial de gravidade. A leitura útil identifica o estudo empregado, o tipo de respondente e os comportamentos observados.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–14 | Abaixo de 15 | Não alcança o corte do estudo brasileiro de 1999; sinais clínicos podem justificar investigação. |
| 15–22 | Entre referências | Alcança 15 no estudo de 1999 e fica abaixo de 23 no segundo estudo brasileiro. |
| 23–46 | Acima de 23 | Alcança os dois limiares publicados; a interpretação exige análise clínica da criança. |
As amostras de 1999 e 2008 diferiram em idade e composição. A ATA reúne observações, e o resultado depende de quem observou e da qualidade do histórico. Nenhum corte isolado confirma TEA, estabelece gravidade ou substitui avaliação multidisciplinar.
Somar comportamentos dentro da subescala
A pontuação máxima de cada uma das 23 subescalas é 2. Contar cada observação interna como ponto independente pode fazer o total superar 46.
Usar um corte sem referência
Os estudos brasileiros citam 15 e 23 pontos. O texto do laudo precisa indicar qual estudo sustenta a interpretação.
Trocar observação por resposta isolada
A escala foi construída para codificação por profissional que conhece o quadro e reúne informações clínicas; preenchimento sem contexto enfraquece o resultado.
Ignorar a faixa etária da amostra
O estudo de 2008 examinou crianças de 4 a 12 anos. Aplicar seu limiar a outra idade exige considerar essa diferença.
No PontoAzul, a correção do ATA segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, as 23 subescalas já apuradas são registradas no caso; o sistema soma o total e prepara um trecho de laudo-base para revisão.
Em 12/03/2026, a criança de 7 anos foi avaliada com a Escala de Avaliação de Traços Autísticos (ATA), a partir de observações e informações clínicas disponíveis. As 23 subescalas somaram 17 pontos de 46 possíveis. Esse resultado alcança o limiar de 15 pontos descrito por Assumpção Jr. et al. (1999), mas fica abaixo do valor de 23 apontado em um segundo estudo brasileiro de 2008. Foram observadas particularidades na interação e na adaptação a mudanças. Recomenda-se integrar o achado à entrevista de desenvolvimento, à observação em diferentes ambientes e aos demais instrumentos da bateria.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
CARS-2: 15 itens de 1 a 4, total de 15 a 60, formas ST e HF com cortes próprios de gravidade.
M-CHAT-R/F: 20 perguntas para pais, 16 a 30 meses, risco baixo (0–2), médio (3–7) ou alto (8–20).
ADOS-2: observação padronizada do TEA em 5 módulos, com algoritmo e escore de comparação de 1 a 10.
Inventário de 57 comportamentos em cinco áreas, com pesos por item e corte brasileiro de 49.
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