Ir para o conteúdo
Autismo e responsividade social · Rastreio

PROTEA-R: observação infantil estruturada

O PROTEA-R organiza a observação de crianças pequenas com suspeita de TEA, especialmente quando a linguagem verbal é limitada.

Itens NV
17
Idade
2 a 5 anos
Eixos
3
Tempo
Sem tempo fixo

PROTEA-R em resumo

O Sistema PROTEA-R de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista, publicado por Bosa e Salles em 2018, estrutura entrevistas e observação lúdica de crianças de aproximadamente 2 a 5 anos. O componente PROTEA-R-NV reúne 17 itens observacionais e destaca itens críticos para compor uma estimativa de risco. A aplicação individual não tem tempo fixo; o resultado integra quantidade e qualidade dos comportamentos, sem fornecer diagnóstico por si só.

Itens NV
17
Idade
2 a 5 anos
Eixos
3
Tempo
Sem tempo fixo
Formato
Observação
Editora
Vetor
Publicação
2018

O que o PROTEA-R avalia?

1Sociocomunicação

Observa iniciativa, resposta social, atenção compartilhada e outras habilidades de interação durante situações de brincadeira.

2Brincadeira

Registra exploração de objetos, variedade de ações e qualidade da brincadeira funcional ou simbólica.

3Padrões repetitivos

Descreve movimentos ou uso repetitivo de objetos, considerando frequência e contexto em que aparecem.

Dados que viram resultado

Do PROTEA-R ao gráfico e ao laudo

Registre as codificações do PROTEA-R-NV feitas após a observação lúdica. Em seguida, confira a anamnese e revise o laudo-base com os exemplos relevantes.

  • Itens críticos organizados por sessão
  • Qualidade da brincadeira preservada
  • Anamnese ligada à observação

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O PontoAzul converte os códigos observacionais, organiza itens críticos e apresenta a faixa de risco quando os dados permitem o cálculo.

Testar com PROTEA-R

Calculadora de idade cronológica

Sistema PROTEA-R de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista

Autor(es): Cleonice Alves Bosa e Jerusa Fumagalli de Salles · 2018

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o PROTEA-R?

O Sistema PROTEA-R de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista foi publicado pela Vetor em 2018, sob autoria de Cleonice Alves Bosa e Jerusa Fumagalli de Salles. Ele foi concebido para sistematizar a observação clínica do desenvolvimento infantil, principalmente em crianças pequenas não verbais ou com atraso de comunicação. O sistema tem três eixos: entrevista de anamnese, Protocolo de Avaliação Comportamental para Crianças com Suspeita de TEA – Versão Revisada – Não Verbal (PROTEA-R-NV) e entrevista devolutiva.

A observação ocorre em brincadeira semiestruturada. O profissional registra como a criança inicia e responde a interações, compartilha atenção, imita, explora materiais, brinca simbolicamente e apresenta padrões repetitivos. O valor do protocolo está em tornar o encontro comparável e documentável sem retirar o significado do contexto: a mesma ação observada precisa ser entendida em relação à oportunidade criada, ao desenvolvimento e ao relato familiar.

A Vetor destaca pontuação dos itens críticos e análise qualitativa. Pesquisas vinculadas à UFRGS encontraram evidências de discriminação entre grupos em comportamentos sociocomunicativos e correlação com medidas de rastreio. O PROTEA-R auxilia a avaliação da suspeita, mas a interpretação final integra a história e não equivale a um diagnóstico automático.

Indicação e população

O PROTEA-R é voltado a crianças de aproximadamente 2 a 5 anos, sobretudo aquelas não verbais ou com comunicação limitada. Pode ser útil quando responsáveis ou profissionais relatam diferenças na interação, na atenção compartilhada, na brincadeira ou em padrões repetitivos. Sua aplicação é individual e requer conhecimento do desenvolvimento sociocomunicativo e das regras de observação. Em clínica e em equipe multiprofissional, o sistema ajuda a organizar exemplos concretos para encaminhamento e intervenção precoce. O resultado deve dialogar com medidas de desenvolvimento, relato de cuidadores e observações em outros ambientes.

Quando o PROTEA-R não é a melhor escolha

O PROTEA-R não é o melhor primeiro passo para todo bebê; no rastreio inicial por relato dos responsáveis, M-CHAT-R/F pode ser mais indicado. Também não substitui avaliação global do desenvolvimento, como IDADI, nem é apropriado extrapolar seu resultado para adultos. Crianças com outros perfis exigem protocolos adaptados à pergunta clínica.

Estrutura do PROTEA-R

O sistema completo inclui anamnese, PROTEA-R-NV e devolutiva. No componente não verbal, a observação lúdica é codificada pelo profissional, com ênfase em comportamentos críticos.

DimensãoItensO que avalia
Anamnese1 etapaHistória de desenvolvimento e queixa obtidas com cuidadores.
Observação NV17 itensComportamentos vistos em brincadeira semiestruturada.
Itens críticosSubconjuntoMarcadores usados na síntese quantitativa de risco.
Devolutiva1 etapaIntegração do perfil observado com relatos e encaminhamentos.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Entrevista os cuidadores sobre desenvolvimento, comunicação, brincadeiras e situações em que a preocupação aparece.

  2. 2

    Planeje a observação lúdica individual conforme o manual e assegure oportunidades para interação espontânea e dirigida.

  3. 3

    Registre os comportamentos do PROTEA-R-NV, distinguindo observação direta, relato dos cuidadores e ausência de oportunidade.

  4. 4

    Codifique qualidade e frequência dos itens pertinentes somente após rever anotações e, quando disponível, registros da sessão.

  5. 5

    Realize a devolutiva integrando itens críticos, perfil qualitativo, história da criança e próximos encaminhamentos.

Como corrigir o PROTEA-R

A correção não consiste em apenas marcar presença ou ausência de um sinal. O profissional codifica qualidade e, quando previsto, frequência dos comportamentos observados no PROTEA-R-NV. Um subconjunto de itens críticos é convertido e somado segundo o manual, produzindo informação quantitativa de risco. Os demais registros descrevem forças, dificuldades e condições de observação. Essa distinção protege contra o erro de transformar todos os itens em uma única soma.

No PontoAzul, o profissional informa as codificações já apuradas na aplicação do PROTEA-R-NV. A plataforma organiza o total dos itens críticos e a síntese observacional junto ao caso, mantendo espaço para a revisão dos exemplos qualitativos antes de elaborar o laudo-base.

  1. Registre a idade da criança na data da observação e a finalidade da investigação.

  2. Conduza anamnese e sessões lúdicas conforme o manual, guardando exemplos observáveis para cada codificação.

  3. Atribua os códigos de qualidade e frequência apenas após revisar cada comportamento do PROTEA-R-NV.

  4. Identifique os itens críticos e converta os códigos conforme as regras do manual, sem somar categorias incompatíveis.

  5. Some os valores dos itens críticos já convertidos e confira a síntese de risco na referência publicada.

  6. Integre escore, perfil qualitativo e relato dos cuidadores antes da devolutiva.

Exemplo de correção

Criança fictícia de 3 anos participa de observação lúdica. O profissional codifica os comportamentos e obtém os valores já convertidos de cinco itens críticos para conferência aritmética.

Atenção iniciada
2 pontos
Atenção respondida
1 ponto
Imitação
2 pontos
Brincadeira simbólica
2 pontos
Movimentos repetitivos
1 ponto
Soma crítica
2+1+2+2+1 = 8

A soma ilustrativa dos cinco valores convertidos é 8. A faixa de risco deve ser determinada pela tabela e pelas regras do manual, após análise do comportamento observado.

Interpretação dos resultados

No PROTEA-R-NV, a leitura combina um conjunto de itens críticos com observações qualitativas da sessão. A Vetor descreve a pontuação quantitativa de comportamentos-chave e a integração com informações dos cuidadores; pesquisas da UFRGS apontaram atenção compartilhada, imitação e brincadeira simbólica entre os indicadores com boa discriminação nos estudos examinados. Não se deve transformar uma soma avulsa em rótulo de risco sem aplicar as regras e tabelas do manual. Frequência, qualidade, oportunidade de emissão do comportamento e contexto da interação modificam a interpretação. A escala colorida fica ausente porque os limites completos de classificação não são reproduzidos aqui. Para o profissional, a pergunta central é quais comportamentos foram ou não observados e em que condições, além do número apurado.

Uma sessão pode não oferecer oportunidade suficiente para todos os comportamentos. Ausência de registro não equivale automaticamente a ausência de habilidade; observação, anamnese e desenvolvimento global precisam ser integrados.

Erros comuns na correção manual

Confundir frequência e qualidade

As duas codificações descrevem aspectos distintos da observação e não podem ser somadas como se tivessem a mesma função.

Pontuar sem oportunidade observada

Um comportamento não visto pode refletir a situação da sessão; registre as condições antes de inferir ausência.

Somar todos como críticos

O escore de risco usa o subconjunto previsto no manual, não a soma indiscriminada dos 17 itens.

Esquecer a análise qualitativa

Brincadeira e interação trazem informações clínicas que o total dos itens críticos não resume.

No PontoAzul, a correção do PROTEA-R segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o PROTEA-R aparece no laudo

No PontoAzul, códigos já definidos pelo profissional são organizados com a observação e a história da criança. O laudo-base permanece editável para preservar nuances do encontro.

Em 12/03/2026, uma criança fictícia de 3 anos participou de observação lúdica estruturada com o PROTEA-R-NV. Os cinco itens críticos exemplificados somaram 8 pontos após codificação pelo profissional; a classificação formal depende das regras do manual e não foi atribuída a partir dessa soma isolada. A sessão mostrou diferenças entre oportunidades de atenção compartilhada, imitação e brincadeira simbólica, que devem ser descritas com exemplos do encontro. A conclusão considerará anamnese dos cuidadores, evolução da linguagem e funcionamento em outros ambientes, com encaminhamento para avaliação especializada caso o conjunto sustente preocupação clínica.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

PROTEA-R e instrumentos parecidos

  • M-CHAT-R/F: O M-CHAT-R/F é um questionário de rastreio respondido por cuidadores; PROTEA-R inclui observação lúdica estruturada.
  • ADOS-2: O ADOS-2 tem módulos e algoritmo próprios; PROTEA-R é um sistema brasileiro de avaliação da suspeita em crianças pequenas.
  • ADEC: O ADEC também observa sinais precoces, mas usa formato, regras de pontuação e faixa etária próprios.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (2)
  1. Bosa, C. A., & Salles, J. F. (2018). Sistema PROTEA-R de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista. Vetor.
  2. Steigleder, B. G. (2019). Protocolo de avaliação comportamental para crianças com suspeita de TEA (PROTEA-R-NV): evidências de validade. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Perguntas frequentes sobre o PROTEA-R

O que é o PROTEA-R?
É um sistema brasileiro de avaliação da suspeita de TEA em crianças pequenas. Combina anamnese, observação de brincadeira no PROTEA-R-NV e devolutiva, permitindo registrar comportamentos sociocomunicativos, brincadeira e padrões repetitivos com análise quantitativa e qualitativa.
Para qual idade serve o PROTEA-R?
A Vetor descreve uso em crianças de aproximadamente 2 a 5 anos, especialmente não verbais ou com comunicação limitada. A adequação ao caso considera desenvolvimento e capacidade de participar da observação, além da idade cronológica.
Quantos itens tem o PROTEA-R-NV?
O componente observacional PROTEA-R-NV reúne 17 itens. Eles não funcionam como um questionário de autorrelato: são codificados pelo profissional após situações lúdicas. Parte deles compõe o conjunto crítico usado na síntese quantitativa do risco.
Como corrigir o PROTEA-R?
Codifique qualidade e frequência dos comportamentos conforme o manual, identifique o subconjunto de itens críticos e aplique as regras de conversão e soma. Depois integre o resultado com a descrição do que ocorreu na sessão e com a anamnese.
O PROTEA-R tem tempo fixo?
Não. A editora informa que a aplicação individual não possui tempo fixo. O encontro deve permitir oportunidades adequadas de observação e registro, sem apressar a criança para caber em um intervalo numérico arbitrário.
PROTEA-R e M-CHAT são iguais?
Não. O M-CHAT-R/F parte de respostas dos cuidadores em rastreio inicial, enquanto o PROTEA-R inclui observação estruturada de brincadeira e entrevistas. Eles podem informar etapas diferentes da investigação, com idades e regras próprias.
O PROTEA-R fecha diagnóstico?
Não. O sistema organiza sinais de suspeita e apoia a decisão de aprofundar a avaliação. A conclusão depende de história do desenvolvimento, observação em contexto, investigação diferencial e julgamento profissional integrado.
Como o PontoAzul ajuda no PROTEA-R?
O PontoAzul recebe as codificações feitas pelo profissional, organiza os itens críticos e preserva a descrição qualitativa junto ao caso. Isso facilita conferir a síntese antes de revisar o laudo-base e planejar a devolutiva.

Ver todos os instrumentos de Autismo e responsividade social

Comece sua próxima avaliação com o PROTEA-R

Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.

Testar grátis por 7 dias