1Compensação
Descreve estratégias ativas usadas para lidar com dificuldades percebidas em comunicação e interação social.
O CAT-Q mede estratégias de camuflagem social em autorrelato de pessoas a partir de 16 anos. São 25 afirmações em escala de 1 a 7, reunidas em compensação, mascaramento e assimilação. O total vai de 25 a 175 pontos. Um resultado alto descreve mais estratégias relatadas, não confirma autismo. Veja como interpretar o perfil sem apagar o esforço que pode ficar invisível em uma conversa breve.
O CAT-Q, Camouflaging Autistic Traits Questionnaire, é um autorrelato desenvolvido por Hull e colaboradores para medir estratégias de camuflagem social. Reúne 25 itens em escala de 1 a 7: nove de compensação, oito de mascaramento e oito de assimilação. O total varia de 25 a 175. Um valor maior significa mais estratégias relatadas, não confirmação de autismo nem gravidade diagnóstica.
Descreve estratégias ativas usadas para lidar com dificuldades percebidas em comunicação e interação social.
Descreve formas de esconder características pessoais ou apresentar uma imagem social considerada mais esperada.
Descreve esforços para se encaixar em situações sociais e acompanhar comportamentos do grupo.
Registre no PontoAzul as 25 respostas do CAT-Q já aplicado e a versão utilizada. O laudo-base editável descreve escores e experiências relatadas, sem usar um corte diagnóstico inexistente.
O Cérebro PontoAzul organiza total e três subtotais, relacionando-os ao relato da própria pessoa para revisão.
Testar com CAT-QCalcule a idade na data de aplicação do CAT-Q
Autor(es): Laura Hull e colaboradores · 2019
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Camouflaging Autistic Traits Questionnaire (CAT-Q) foi desenvolvido por Laura Hull e colaboradores para estudar estratégias usadas por pessoas autistas e não autistas em situações sociais. O artigo de desenvolvimento apareceu no Journal of Autism and Developmental Disorders em 2019, com publicação eletrônica anterior. Os pesquisadores partiram de descrições de camuflagem social e organizaram uma medida de autorrelato que distingue três processos: compensação, mascaramento e assimilação.
A versão final possui 25 afirmações, respondidas em sete níveis. Nove itens formam compensação, oito mascaramento e oito assimilação. A soma total possível é de 25 a 175 pontos. O estudo incluiu adultos e participantes a partir de 16 anos, com idades entre 16 e 82 na amostra geral. A análise encontrou diferenças médias entre grupos, mas a função do questionário é descrever estratégias relatadas, não emitir uma conclusão diagnóstica individual.
Essa diferença importa porque uma pessoa pode parecer confortável em um encontro breve e, ao mesmo tempo, relatar esforço intenso para preparar conversas, ajustar expressões ou se adaptar ao grupo. O CAT-Q oferece linguagem para discutir esse trabalho invisível. Os três subtotais ajudam a identificar como as estratégias se distribuem; uma soma global semelhante pode reunir perfis muito diferentes. Na avaliação, o profissional relaciona os resultados à história, aos ambientes frequentados e ao impacto percebido pela própria pessoa.
Use o CAT-Q quando a pergunta clínica envolve esforço social, estratégias de adaptação e possível diferença entre o comportamento visto externamente e a experiência relatada. O autorrelato é especialmente útil para dar espaço à descrição de comportamentos que não aparecem numa sessão de observação. A versão original foi estudada a partir de 16 anos; registre idade e idioma do formulário efetivamente aplicado.
A entrevista pode explorar em quais ambientes a compensação, o mascaramento ou a assimilação se tornam mais frequentes e se essas estratégias têm benefícios e custos para a pessoa. Considere também ansiedade social, aprendizagem de regras de convivência e contexto cultural, pois camuflagem não é exclusiva do autismo. O CAT-Q complementa, mas não substitui, uma avaliação diagnóstica quando essa é a pergunta central.
Quando o CAT-Q não é a melhor escolha
Não use o CAT-Q para confirmar ou descartar autismo. Se a pessoa não pode fornecer autorrelato compreensível sobre as afirmações, a aplicação perde a propriedade investigada. Evite comparar versões traduzidas sem identificar sua origem. A escala também não substitui investigação de ansiedade social, contexto cultural e razões pessoais para ajustar comportamento em diferentes ambientes.
O CAT-Q reúne 25 itens respondidos de 1 a 7. Cinco itens exigem inversão. A soma dos três fatores compõe o total de 25 a 175.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Compensação | 9 itens | Estratégias deliberadas para lidar com dificuldades percebidas na interação; subtotal de 9 a 63. |
| Mascaramento | 8 itens | Tentativas de ocultar características ou apresentar expressão social esperada; subtotal de 8 a 56. |
| Assimilação | 8 itens | Esforços para se encaixar em situações sociais; subtotal de 8 a 56. |
Confirme que a pessoa tem idade compatível e que responderá por si mesma à versão escolhida.
Explique que o questionário descreve estratégias usadas em situações sociais, sem respostas certas ou erradas.
Registre as 25 escolhas em escala de um a sete pontos, preservando a ordem do protocolo.
Revise omissões e aplique a direção correta dos itens que exigem inversão.
Some os nove itens de compensação, oito de mascaramento e oito de assimilação.
Discuta o perfil com exemplos da vida da pessoa antes de levar a síntese ao laudo.
Cada uma das 25 afirmações do CAT-Q recebe pontuação de 1 a 7. Cinco itens são formulados em sentido inverso e precisam ser recodificados antes da soma. Depois disso, os nove itens de compensação formam subtotal de 9 a 63, os oito de mascaramento formam 8 a 56, e os oito de assimilação formam 8 a 56. A soma dos três subtotais vai de 25 a 175.
Pontuações maiores representam mais estratégias de camuflagem social relatadas. Elas não indicam que uma pessoa é mais autista, tampouco definem uma classe de gravidade. Hull e colaboradores observaram diferenças entre médias de grupos autistas e não autistas, mas as distribuições se sobrepõem; essa estatística de grupo não se converte em corte clínico universal. O perfil das três dimensões frequentemente é mais útil para a conversa clínica do que o total isolado.
No PontoAzul, o profissional registra as respostas do protocolo já aplicado e confere inversões, subtotais e total. O Cérebro PontoAzul situa esses resultados junto às informações do caso para criar um texto-base editável. A revisão humana permite descrever o esforço relatado com precisão, sem transformar a escala em diagnóstico automático.
Confirme a versão e a idade da pessoa que realizou o autorrelato.
Verifique se as 25 respostas estão marcadas em escala de 1 a 7.
Recodifique os cinco itens de direção inversa conforme a chave utilizada.
Some nove itens de compensação, oito de mascaramento e oito de assimilação.
Confira subtotais de 9–63, 8–56 e 8–56, e total de 25–175.
Interprete as diferenças entre fatores com exemplos de situações reais da pessoa.
Exemplo de correção
Pessoa fictícia de 27 anos responde aos 25 itens. O profissional aplica a chave, incluindo inversões, e confere os três fatores.
O total fictício de 118/175 descreve estratégias relatadas; assimilação é o maior subtotal, sem implicar um diagnóstico.
O CAT-Q descreve frequência de comportamentos de camuflagem, e não tem um corte diagnóstico universal. No estudo original, o grupo autista apresentou médias maiores que o não autista, mas o instrumento também foi aplicado a pessoas não autistas. O total é uma soma de 25 a 175; cada fator precisa ser lido na própria faixa possível. Em avaliação individual, compare o perfil a relatos sobre esforço, ambiente, bem-estar e motivos para camuflar. Uma pontuação menor não exclui autismo e uma maior não o confirma.
Não interprete o total como gravidade de autismo. Tradução e população de referência devem ser identificadas. As faixas dos fatores têm máximos diferentes, por isso compare proporções e contexto antes de inferir predominância.
Esquecer itens invertidos
Cinco afirmações exigem recodificação. Somá-las diretamente desloca fatores e total.
Tratar escore como diagnóstico
O CAT-Q mede estratégias relatadas por pessoas autistas e não autistas, sem corte clínico universal.
Comparar subtotais brutos
Compensação tem nove itens; os outros fatores têm oito. Totais brutos não possuem máximos iguais.
Ignorar experiência da pessoa
O autorrelato ganha sentido com exemplos de onde, como e por que a camuflagem acontece.
No PontoAzul, a correção do CAT-Q segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, os 25 registros e três fatores ficam vinculados ao relato da própria pessoa; o laudo-base é revisado pelo profissional.
Em 12/03/2026, uma pessoa fictícia de 27 anos respondeu ao Camouflaging Autistic Traits Questionnaire (CAT-Q). Após a correção dos 25 itens, incluindo os de direção inversa, obteve 40 pontos em Compensação, 35 em Mascaramento e 43 em Assimilação, totalizando 118 de 175. O perfil indica uso relatado de estratégias de adaptação social, especialmente na dimensão de assimilação. Esses dados serão discutidos com situações concretas e história de desenvolvimento; o CAT-Q não estabelece diagnóstico isoladamente.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Materiais municipais de repertório e módulo digital PontoAzul: recursos distintos com o mesmo nome.
M-CHAT-R/F: 20 perguntas para pais, 16 a 30 meses, risco baixo (0–2), médio (3–7) ou alto (8–20).
77 itens, quatro áreas e total de 0 a 179 para acompanhar mudanças entre avaliações.
Observação direta de 16 comportamentos dos 12 aos 36 meses, com total de 0 a 32 pontos.
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