1Relações pessoais
Descreve a qualidade das interações da criança com outras pessoas.
A CARS clássica transforma a observação clínica em um perfil de 15 áreas pontuadas de 1 a 4, com valores intermediários de meio ponto. O total vai de 15 a 60. A leitura tradicional distingue resultados abaixo de 30, de 30 a 36,5 e a partir de 37 pontos. Veja como conferir a soma, registrar a gravidade observada e diferenciar este protocolo da CARS-2.
A Escala de Avaliação do Autismo na Infância (CARS) é uma medida observacional publicada por Schopler e colaboradores em 1980 e validada em português brasileiro por Pereira, Riesgo e Wagner em 2008. O profissional pontua 15 áreas de 1 a 4, admitindo meio ponto, para total entre 15 e 60. Na classificação clássica, valores abaixo de 30 ficam fora da faixa de autismo, 30 a 36,5 indicam sintomas leves a moderados e 37 ou mais indicam sintomas intensos. O resultado apoia avaliação clínica.
Descreve a qualidade das interações da criança com outras pessoas.
Abrange comunicação verbal e não verbal observada nos contextos avaliados.
Considera respostas visual, auditiva e a estímulos de paladar, olfato e tato.
Registra padrões de movimento, capacidade de imitação e maneiras de explorar ou usar objetos nos contextos observados.
Inclui adaptação a alterações de rotina e nível de atividade.
Considera resposta intelectual, consistência do desempenho e impressão clínica geral.
Registre as 15 notas da CARS clássica já atribuídas pelo profissional durante a avaliação. O resultado segue para um laudo-base editável com indicação da versão e espaço para a descrição clínica.
A correção programada do PontoAzul soma notas de 1 a 4, preserva meios pontos e localiza o total entre 15 e 60.
Testar com CARSCalcule a idade na data de aplicação do CARS
Autor(es): Eric Schopler, Robert J. Reichler, Robert F. DeVellis e Kenneth Daly; tradução brasileira de Alessandra Pereira, Rudimar S. Riesgo e Mario B. Wagner · 1980 (validação brasileira: 2008)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A Childhood Autism Rating Scale (CARS) foi publicada por Eric Schopler, Robert J. Reichler, Robert F. DeVellis e Kenneth Daly em 1980 para tornar mais consistente a classificação de comportamentos associados ao autismo na infância. O profissional reúne observação e informações clínicas e atribui uma nota a cada uma de quinze áreas. O resultado final permite descrever intensidade observada e comparar padrões, desde que se use a mesma versão e condições de avaliação.
A escala clássica abrange relações pessoais, imitação, resposta emocional, corpo, objetos, adaptação a mudanças, respostas sensoriais, comunicação, atividade, resposta intelectual e impressão geral. As notas variam de um a quatro, com valores intermediários de meio ponto, de modo que o total vai de quinze a sessenta. O corte clássico de trinta pontos separa a faixa inferior das faixas relacionadas a sintomas de autismo.
Alessandra Pereira, Rudimar S. Riesgo e Mario B. Wagner publicaram em 2008 a tradução e validação inicial da CARS para o português brasileiro, denominada CARS-BR. O estudo examinou sessenta participantes e encontrou correlação com a ATA. A existência da CARS-2, lançada depois, exige cuidado: a versão clássica e a segunda edição possuem materiais e formas distintas. Identificar corretamente o protocolo é parte da correção, assim como guardar a origem das observações que sustentaram cada nota.
A CARS clássica pode apoiar a avaliação de crianças com suspeita de TEA quando o profissional dispõe de observação suficiente para julgar quinze áreas comportamentais. É útil para transformar notas clínicas dispersas em um perfil e documentar a intensidade global observada. Também pode contribuir para comparação longitudinal, desde que a versão e as condições permaneçam estáveis. Na investigação neuropsicológica, o total deve conversar com entrevista de desenvolvimento, funcionamento adaptativo, informações familiares e dados escolares. Se a criança apresenta perfil verbal e cognitivo que demande outra forma, a escolha entre CARS clássica e CARS-2 deve seguir o manual apropriado.
Quando o CARS não é a melhor escolha
A CARS não deve substituir entrevista de desenvolvimento nem definir sozinha a etiologia de um comportamento. Se o paciente tem perfil verbal fluente e alto funcionamento, avalie a forma apropriada da CARS-2 conforme manual. Para observar situações estruturadas em módulos, considere ADOS-2; para triagem rápida em crianças pequenas, M-CHAT-R/F atende outra etapa do fluxo.
A escala clássica contém 15 áreas avaliadas pelo profissional. Cada área recebe 1, 1,5, 2, 2,5, 3, 3,5 ou 4 pontos; a soma compõe o escore total.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Relações e imitação | 1–2 | Relações pessoais e capacidade de imitar comportamentos. |
| Emoção e corpo | 3–4 | Resposta emocional e padrões de uso do corpo. |
| Objetos e mudanças | 5–6 | Uso de objetos e resposta a alterações do ambiente. |
| Respostas sensoriais | 7–10 | Respostas visual, auditiva e a estímulos de tato, paladar e olfato. |
| Comunicação | 11–12 | Comunicação verbal e não verbal. |
| Atividade e desempenho | 13–15 | Nível de atividade, funcionamento intelectual e impressão geral. |
Confirme a versão clássica da CARS e registre idade, data, objetivo e fontes de informação antes da pontuação.
Observe a criança e obtenha dados de responsáveis ou profissionais que acompanham seu comportamento cotidiano.
Percorra as quinze áreas, atribuindo nota de 1 a 4 e meio ponto quando necessário, conforme os descritores do protocolo.
Revise as áreas cuja informação seja insuficiente antes de calcular o total; evite preencher uma nota apenas para completar a tabela.
Documente exemplos que sustentam as áreas mais alteradas e mantenha as anotações junto ao resultado.
Cada uma das quinze áreas da CARS clássica recebe nota de um a quatro. A escala aceita meio ponto para observações entre âncoras; portanto, a soma também pode terminar em ,5. O total mínimo é quinze, pois nenhuma área vale zero, e o máximo é sessenta. Depois de somar, a leitura clássica usa três faixas: abaixo de trinta, de trinta a trinta e seis vírgula cinco, e de trinta e sete a sessenta. Não substitua os limites pelos de um formulário diferente da CARS-2.
No PontoAzul, o profissional registra as 15 notas do protocolo já aplicado. A plataforma calcula o total entre 15 e 60 e apresenta a faixa clássica para conferência. O laudo-base mantém o nome da versão, o escore e a observação das áreas relevantes para que a redação clínica seja revisada antes do uso.
Reúna observação direta, entrevista e registros pertinentes à criança antes de fechar qualquer uma das 15 áreas.
Atribua a cada área uma nota entre 1 e 4 conforme o protocolo; use incrementos de 0,5 quando a observação se situar entre duas âncoras.
Confira se as 15 áreas foram pontuadas e se nenhuma foi duplicada ou transferida da CARS-2 por engano.
Some as 15 notas; o mínimo possível é 15 e o máximo é 60, sempre em passos de meio ponto.
Use as faixas clássicas: abaixo de 30, 30 a 36,5 e 37 a 60, identificando a versão CARS ou CARS-BR no laudo.
Relacione o resultado às observações concretas, ao desenvolvimento e a outros instrumentos antes de concluir a avaliação.
Exemplo de correção
Criança fictícia de 8 anos foi observada em avaliação neuropsicológica; o profissional pontuou as 15 áreas da CARS clássica.
O total fictício de 32,5/60 cai na faixa clássica de 30 a 36,5, associada a sintomas leves a moderados na CARS. A descrição clínica precisa mostrar quais áreas sustentaram o resultado.
As faixas apresentadas correspondem à CARS clássica descrita na literatura e utilizada na validação brasileira CARS-BR de Pereira, Riesgo e Wagner (2008). Elas se referem ao total de 15 áreas pontuadas entre 1 e 4, com possibilidade de meio ponto. A faixa não é um nível atual de suporte do DSM-5 e não deve ser transferida para o formulário de alto funcionamento da CARS-2. Dentro de uma mesma faixa, os perfis podem diferir muito; descreva as áreas que produziram a soma.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 15–29,5 | Abaixo do corte | Total abaixo do limiar clássico de 30; outras informações podem sustentar avaliação adicional. |
| 30–36,5 | Leve a moderada | Faixa clássica de sintomas relacionados ao autismo de intensidade leve a moderada. |
| 37–60 | Intensa | Faixa clássica de sintomas relacionados ao autismo de maior intensidade na escala. |
A classificação resume comportamentos observados, não determina sozinha diagnóstico ou necessidade de suporte. Idade, linguagem, contexto da observação e diferenças entre CARS clássica e CARS-2 influenciam a interpretação. Identifique a edição e a versão brasileira quando aplicável.
Esquecer os meios pontos
Cada área pode receber 1,5, 2,5 ou 3,5. Arredondar antes da soma desloca o total e pode atravessar uma faixa.
Misturar CARS com CARS-2
A segunda edição inclui formas e referências próprias. Copiar um corte entre protocolos sem identificar a forma compromete a leitura.
Omitir uma das quinze áreas
Como o mínimo de cada área é 1, uma lacuna reduz artificialmente o total. A soma completa nunca fica abaixo de 15.
Tratar faixa como nível de suporte
A classificação de intensidade da CARS não equivale diretamente aos níveis de suporte usados em classificações diagnósticas atuais.
No PontoAzul, a correção do CARS segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, as 15 notas da CARS clássica geram total e faixa; o laudo-base inclui a versão e permite revisão antes da assinatura.
Em 12/03/2026, a criança avaliada recebeu pontuação total de 32,5 na Escala de Avaliação do Autismo na Infância (CARS), versão clássica. O valor situa-se na faixa de 30 a 36,5, descrita como sintomas de intensidade leve a moderada no referencial utilizado por Pereira, Riesgo e Wagner (2008) na validação brasileira. Os achados envolveram principalmente respostas a mudanças, interação e comunicação. O resultado foi confrontado com a entrevista de desenvolvimento e as observações de outros contextos, sendo indicado aprofundar a análise funcional antes de formular a conclusão clínica.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
CARS-2: 15 itens de 1 a 4, total de 15 a 60, formas ST e HF com cortes próprios de gravidade.
Rastreio observacional com 23 subescalas, escore de 0 a 46 e duas referências brasileiras de corte.
ADOS-2: observação padronizada do TEA em 5 módulos, com algoritmo e escore de comparação de 1 a 10.
SRS-2: 65 itens, formas de 2,5 anos à vida adulta, escore T e níveis leve, moderado e grave.
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