1Interação social
Observa como a criança responde ao profissional e compartilha a atenção durante situações breves de interação.
O ADEC é uma observação estruturada de 16 comportamentos em crianças de 12 a 36 meses. O profissional conduz situações breves de interação e registra respostas com notas de 0 a 2. A soma pode chegar a 32 pontos; o manual de 2007 e estudos posteriores examinam 11 pontos como referência de risco. Veja o que esse resultado acrescenta a uma avaliação precoce e como impedir que um número substitua a observação clínica.
O ADEC, Autism Detection in Early Childhood, é uma triagem observacional publicada por Robyn Young em 2007. O profissional observa 16 comportamentos de crianças entre 12 e 36 meses, atribuindo 0, 1 ou 2 pontos a cada item. O total vai de 0 a 32. Onze pontos aparecem como referência de risco no protocolo original; o resultado indica necessidade de aprofundar avaliação, não diagnóstico.
Observa como a criança responde ao profissional e compartilha a atenção durante situações breves de interação.
Registra gestos, sinais comunicativos e formas de participação em atividades adequadas ao desenvolvimento da criança.
Considera como a criança explora materiais, participa da brincadeira e reage às propostas apresentadas.
Examina respostas repetitivas ou incomuns que aparecem durante as oportunidades de observação estruturada.
Registre no PontoAzul os 16 escores do ADEC já aplicado e as observações da sessão. Leve a triagem ao laudo-base editável junto à história de desenvolvimento, para que o profissional revise a interpretação.
O Cérebro PontoAzul organiza a soma, preserva a idade em meses e situa o resultado entre os dados do caso para revisão.
Testar com ADECCalcule a idade na data de aplicação do ADEC
Autor(es): Young, R. L. · 2007
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Autism Detection in Early Childhood (ADEC) foi criado por Robyn L. Young, com manual publicado em 2007 pela ACER Press na Austrália. Sua finalidade é detectar sinais que justificam avaliação mais aprofundada em crianças pequenas. Ao contrário dos questionários respondidos exclusivamente por responsáveis, o ADEC usa uma interação estruturada entre profissional e criança. Essa característica faz dele uma ferramenta de triagem observacional, frequentemente descrita como nível 2, para situações em que já existem dúvidas sobre o desenvolvimento.
O instrumento possui 16 itens que registram comportamentos observados durante atividades planejadas. As pesquisas descrevem a faixa de 12 a 36 meses e um tempo aproximado de 10 a 15 minutos para a aplicação. A escala atribui 0, 1 ou 2 pontos a cada item, conforme a adequação da resposta aos critérios do manual. A soma possível vai de 0 a 32; valores maiores indicam maior número ou intensidade de sinais atípicos naquela sessão.
O ADEC não foi desenhado para transformar uma observação breve em diagnóstico. O contexto da criança, a familiaridade com a situação, a linguagem, as oportunidades de interação e outras condições de desenvolvimento podem alterar o que aparece no encontro. Por isso, a pontuação deve acompanhar descrição do comportamento observado, relato de responsáveis e demais informações clínicas. Estudos posteriores investigaram o desempenho do corte em cenários distintos e mostraram que sensibilidade e especificidade dependem da população avaliada.
O ADEC é útil quando uma criança de 12 a 36 meses foi encaminhada por dúvidas sobre desenvolvimento social, comunicação ou padrões de comportamento, e o profissional precisa de uma observação estruturada breve. A aplicação pode complementar uma entrevista com familiares e outros rastreios, especialmente ao oferecer oportunidade controlada para ver como a criança responde a propostas de interação. O resultado ajuda a decidir quais questões merecem avaliação aprofundada.
A sessão deve ser adequada ao estado e às condições da criança. Cansaço, doença, ambiente estranho ou falta de oportunidade para demonstrar uma habilidade podem limitar a leitura. O profissional registra o contexto, a realização das atividades e qualquer adaptação necessária. A idade em meses importa porque mudanças rápidas no desenvolvimento inicial alteram o significado de certas respostas. O ADEC favorece uma decisão documentada, mas não substitui exame de desenvolvimento mais amplo.
Quando o ADEC não é a melhor escolha
Não use o ADEC como questionário respondido apenas pelos pais: seus escores dependem de observação estruturada pelo profissional. Fora de 12 a 36 meses, selecione medida mais adequada ao desenvolvimento. Se a sessão não ofereceu oportunidades suficientes para observar respostas importantes, registre a limitação antes de somar. O protocolo não substitui investigação diagnóstica, avaliação da linguagem nem entrevista de desenvolvimento.
O protocolo reúne 16 observações feitas em interação breve. Os grupos abaixo organizam a leitura clínica; o resultado formal é o total dos itens, não subtotais inventados por essas categorias.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Interação | 16 itens no total | Respostas sociais e atenção à pessoa avaliadora durante oportunidades estruturadas. |
| Comunicação | No protocolo | Sinais comunicativos observados na interação e na participação nas tarefas. |
| Objetos e atividade | No protocolo | Formas de explorar objetos, brincar e reagir a propostas. |
| Registro final | 0 a 32 | Soma das categorias 0, 1 ou 2 atribuídas a cada um dos 16 itens. |
Confirme a idade de 12 a 36 meses e registre a razão do encaminhamento antes da sessão.
Prepare o material e o ambiente indicados no manual para oferecer oportunidades semelhantes de observação.
Conduza as atividades estruturadas e registre respostas diretamente observadas, separando-as do relato familiar.
Marque cada um dos 16 itens com a categoria prevista e documente oportunidades não concluídas.
Some os escores somente após conferir a integridade do protocolo e a direção da escala.
Discuta o resultado com responsáveis e integre-o a história, observação e outros dados do desenvolvimento.
O ADEC utiliza 16 registros de comportamento, cada um pontuado de 0 a 2. Zero representa a resposta adequada aos critérios, um indica inadequação parcial e dois indica resposta claramente atípica, de acordo com os exemplos e condições descritos no manual. A soma aritmética dos 16 itens produz um total de 0 a 32. Não há multiplicação por domínio nem conversão para percentil implícita nessa soma básica.
O limite de 11 pontos é uma referência de risco associada ao ADEC original, mas não deve aparecer desacompanhado do estudo, da população e da versão. Um artigo de 2014 examinou confiabilidade e validade como triagem de nível 2; pesquisas posteriores testaram o instrumento em outros cenários. Quando o ambiente de aplicação ou a composição do grupo muda, o desempenho de um corte pode mudar também. A interpretação deve registrar quem aplicou, idade da criança e comportamentos que determinaram o total.
No PontoAzul, o profissional lança os 16 escores após aplicar o protocolo, confere a soma e mantém as observações do encontro junto ao resultado. O laudo-base pode trazer total e contexto, mas o fechamento clínico exige revisão dos registros, relato familiar e evidências adicionais. Esse fluxo evita que uma classificação de triagem circule sem a descrição dos comportamentos observados.
Confirme que os 16 itens do ADEC foram observados sob as condições previstas no manual.
Registre para cada item 0, 1 ou 2 pontos de acordo com os critérios e exemplos do protocolo.
Revise anotações e oportunidades ausentes antes de aceitar uma pontuação como válida.
Some os 16 valores e confira que o total esteja entre 0 e 32.
Identifique a referência de 11 pontos como risco do ADEC original e descreva o contexto da criança.
Integre triagem, observações, história e informações familiares na decisão de encaminhamento.
Exemplo de correção
Criança fictícia de 25 meses participa de observação estruturada. Após os 16 registros, o profissional confere a soma por blocos apenas para auditar o total.
O total fictício de 10/32 fica abaixo da referência de 11 pontos; queixas persistentes ainda justificam investigação contextual.
A escala ADEC soma 16 itens observacionais pontuados de 0 a 2. O manual e pesquisas posteriores utilizaram 11 pontos como referência de risco; esse corte foi examinado em crianças já encaminhadas por preocupações de desenvolvimento. Em outras populações, sensibilidade e especificidade podem variar. A leitura mais útil combina total, idade em meses, comportamentos vistos e circunstâncias da sessão. A classificação de risco não descreve, por si só, intensidade de necessidade de suporte ou probabilidade individual de diagnóstico.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–10 | Abaixo do corte | Fica abaixo da referência de risco original; sinais observados em outros contextos ainda podem motivar avaliação. |
| 11–32 | Alcança corte | Atinge a referência de risco do protocolo original e sugere investigação diagnóstica mais ampla. |
O corte provém de estudos específicos, e sua precisão depende do cenário. Uma sessão interrompida ou com oportunidades de observação insuficientes reduz a segurança do escore. O ADEC não é equivalente ao M-CHAT-R/F nem ao ADOS-2.
Aplicar escala de zero a três
O ADEC usa 0, 1 ou 2 por item. A escala 0 a 3 e o máximo 48 presentes em descrições antigas geram soma incorreta.
Usar dez como corte
A referência relatada para o ADEC original é 11 pontos. Trocar o limiar muda o enquadramento de casos próximos.
Pontuar sem observação direta
Relato familiar é importante, mas não substitui a oportunidade padronizada de observar a criança durante a aplicação.
Ignorar contexto da sessão
Cansaço, doença e interrupções podem afetar respostas. Documentar essas condições dá sentido à leitura do total.
No PontoAzul, a correção do ADEC segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, as 16 notas e a idade em meses permanecem junto ao caso; o profissional confere a triagem e revisa o texto do laudo-base.
Em 12/03/2026, uma criança fictícia de 25 meses participou da observação Autism Detection in Early Childhood (ADEC). Os 16 comportamentos registrados e pontuados de 0 a 2 produziram 10 pontos de 32 possíveis, abaixo da referência de risco de 11 pontos utilizada no protocolo original. A observação mostrou características que serão comparadas com o relato familiar e a história do desenvolvimento. O resultado representa uma etapa de triagem e não encerra a investigação clínica.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Materiais municipais de repertório e módulo digital PontoAzul: recursos distintos com o mesmo nome.
M-CHAT-R/F: 20 perguntas para pais, 16 a 30 meses, risco baixo (0–2), médio (3–7) ou alto (8–20).
77 itens, quatro áreas e total de 0 a 179 para acompanhar mudanças entre avaliações.
27 itens de 0 a 2, total de 0 a 54 e referências distintas para pais e professores.
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