1Interação social
Investiga sinais percebidos pelo responsável nas trocas sociais da criança, incluindo reciprocidade e compreensão do contexto.
O AQ-10 Criança resume em dez perguntas a observação de um responsável sobre características autistas de crianças de 4 a 11 anos. A correção transforma cada resposta em zero ou um ponto, com total de 0 a 10. O estudo de Allison, Auyeung e Baron-Cohen destacou 6 pontos como referência para encaminhar a uma avaliação mais ampla. Entenda como usar esse número sem confundir triagem com diagnóstico.
O AQ-10 Criança é um rastreio de dez itens respondido por responsável sobre crianças de 4 a 11 anos. Foi desenvolvido por Allison, Auyeung e Baron-Cohen em 2012 a partir do AQ infantil longo. Cada resposta pontua zero ou um; o total vai de 0 a 10. Seis pontos foi o corte escolhido no estudo original para orientar investigação adicional. O resultado não é diagnóstico.
Investiga sinais percebidos pelo responsável nas trocas sociais da criança, incluindo reciprocidade e compreensão do contexto.
Reúne observações sobre conversas e sinais sociais em situações que a família conhece no cotidiano.
Considera mudanças de foco e resposta da criança a variações de atividade, rotina e ambiente.
Registra interesses e atenção a detalhes que podem compor o perfil de características investigado.
Registre no PontoAzul as dez respostas do AQ-10 Criança já aplicado e identifique o responsável. O resultado entra no laudo-base editável com o contexto do encaminhamento e pode ser revisado junto à avaliação mais ampla.
O Cérebro PontoAzul organiza o total de triagem e o conecta às informações do caso, deixando a interpretação para revisão profissional.
Testar com AQ-10 CriançaCalcule a idade na data de aplicação do AQ-10 Criança
Autor(es): Carrie Allison, Bonnie Auyeung e Simon Baron-Cohen · 2012
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Autism Spectrum Quotient – 10 items, versão infantil (AQ-10 Criança) é um rastreio breve de características autistas para crianças de 4 a 11 anos. Foi desenvolvido por Carrie Allison, Bonnie Auyeung e Simon Baron-Cohen e publicado em 2012 a partir dos dados das formas longas do AQ. O objetivo era identificar um conjunto pequeno de sinais que ajudasse profissionais da linha de frente a decidir quando encaminhar alguém para investigação especializada. Essa finalidade explica o tamanho curto e a leitura por corte: o AQ-10 não pretende descrever todo o desenvolvimento da criança.
A versão infantil é respondida por pai, mãe ou cuidador, em contraste com o autorrelato usado na forma adulta. O trabalho original derivou dez perguntas da forma infantil de cinquenta itens e analisou como a soma distinguia grupos já definidos. A pontuação de cada resposta é binária, apesar das quatro alternativas de concordância no questionário. O total possível, portanto, é de zero a dez pontos.
A pesquisa destacou seis pontos como valor que equilibrava sensibilidade e especificidade na amostra estudada. Esse dado orienta a triagem, mas não responde sozinho se uma criança é autista. O relato familiar precisa ser conectado à história do desenvolvimento, à observação da criança, ao funcionamento em casa e na escola e à hipótese que motivou a avaliação. Uma pontuação abaixo do corte também não anula sinais clínicos consistentes.
Use o AQ-10 Criança quando você precisa de um rastreio breve, baseado no relato de responsável, para uma criança entre 4 e 11 anos com dúvida sobre características do espectro autista. Ele pode abrir a conversa sobre situações concretas de interação, comunicação, flexibilidade e interesses, além de organizar o encaminhamento para uma avaliação abrangente. Informe ao respondente que as respostas devem descrever a criança como ela costuma agir, e registre situações em que ele tem oportunidade real de observá-la.
Em um processo clínico mais amplo, a utilidade do AQ-10 é indicar o que investigar a seguir. O profissional pode comparar o relato com observações e informações escolares, selecionar instrumentos de maior profundidade e documentar as diferenças entre contextos. A interpretação continua individual, especialmente quando coexistem dificuldades de linguagem, atenção, ansiedade ou outras condições do desenvolvimento que alteram o modo como alguns comportamentos aparecem.
Quando o AQ-10 Criança não é a melhor escolha
Não use o AQ-10 Criança fora da faixa de 4 a 11 anos nem como substituto de observação e história de desenvolvimento. A versão de 50 itens e os formulários adolescente e adulto possuem outras características. Se o responsável convive pouco com a criança ou não conhece situações perguntadas, registre essa limitação e busque informações adicionais. Para crianças menores, considere instrumentos destinados à primeira infância conforme a pergunta clínica.
São dez perguntas selecionadas da forma infantil longa. A versão curta oferece um total de triagem, não uma devolutiva por cinco domínios equivalentes aos cinquenta itens.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Formulário infantil | 10 itens | Respostas de responsável sobre características percebidas em uma criança de 4 a 11 anos. |
| Alternativas | 4 opções | Graus de concordância registrados no questionário antes da conversão pela chave. |
| Correção | 0 ou 1 | Cada item recebe pontuação binária na direção própria, inclusive quando há inversão. |
| Total | 0 a 10 | Soma dos dez valores utilizada para orientar rastreio e encaminhamento. |
Confirme a idade de 4 a 11 anos, a finalidade de rastreio e a identificação do responsável que responderá.
Explique que o formulário descreve comportamentos habituais da criança, e peça ao informante que considere situações que conhece diretamente.
Aplique os dez itens na versão infantil autorizada, mantendo as alternativas e instruções do formulário utilizado.
Revise respostas ausentes, marcações duplas e dúvidas de compreensão antes de encerrar o registro.
Calcule o total com a chave correspondente à versão infantil e documente o idioma do formulário.
Discuta o resultado com a história de desenvolvimento, observação e informações de outros ambientes antes de decidir os próximos passos.
A correção do AQ-10 Criança transforma cada uma das dez respostas em zero ou um ponto. As quatro alternativas de concordância servem para registrar a posição do responsável, mas não representam uma escala de intensidade de zero a três. Para cada pergunta, a chave indica qual lado da concordância soma um ponto; em alguns itens a direção é invertida. Depois de conferir a presença das dez respostas, some apenas os valores binários. O total vai de 0 a 10.
O estudo de desenvolvimento comparou resultados de grupos e identificou o valor de 6 como referência para rastreio nas três versões curtas do AQ. É essencial identificar que o número vem desse estudo e daquela população, não de uma classificação universal de gravidade. O trabalho também explicita que versões infantis e adolescentes são respondidas pelos pais, ao passo que a adulta é autorrelato. Trocar esses informantes muda o significado da medida.
No PontoAzul, a correção fica vinculada ao caso e ao responsável identificado. O profissional revisa o total antes de transportá-lo ao laudo-base e pode ver, ao lado do número, o motivo do encaminhamento e dados de outros instrumentos. Essa continuidade reduz a chance de um escore isolado circular como diagnóstico.
Confirme que o formulário é o AQ-10 Criança e que foi respondido por responsável de criança de 4 a 11 anos.
Verifique se há uma resposta válida em cada uma das dez perguntas; resolva ausências antes da soma.
Converta cada alternativa em zero ou um ponto conforme a chave da versão infantil, observando itens invertidos.
Some os dez valores e confira que o resultado permaneça entre 0 e 10 pontos.
Identifique o corte de seis pontos como referência do estudo original e registre a fonte do relato.
Integre o achado a entrevista, observação, escola e demais informações da avaliação.
Exemplo de correção
Caso fictício de criança de oito anos. O pai responde à versão infantil e o profissional confere as dez entradas com a chave binária.
O total fictício de 7/10 alcança o corte de seis pontos do estudo original e indica aprofundar a investigação; não estabelece diagnóstico.
Allison, Auyeung e Baron-Cohen selecionaram dez itens da versão infantil do AQ e compararam grupos clínicos e controles. No estudo publicado em 2012, seis pontos foi o corte que melhor equilibrava sensibilidade e especificidade nas versões curtas. Para o AQ-10 Criança, a tabela suplementar informa sensibilidade de 0,95 e especificidade de 0,97 no ponto seis naquela amostra. Isso descreve o desempenho observado no estudo, não a probabilidade diagnóstica de uma criança brasileira. A finalidade é sinalizar necessidade de avaliação adicional.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–5 | Abaixo do corte | Fica abaixo do limiar do estudo original; queixas e observações ainda podem justificar investigação. |
| 6–10 | Alcança corte | Atinge a referência de triagem do estudo original e indica aprofundar história, observação e funcionamento. |
A amostra de desenvolvimento usou grupos definidos e não estabelece normas brasileiras. Um resultado positivo não confirma TEA; um resultado abaixo do corte não exclui a hipótese quando há sinais consistentes. Identifique sempre versão, idioma, idade e informante.
Somar alternativas como níveis
As quatro respostas do formulário se transformam em zero ou um ponto pela chave. Somar 0 a 3 por pergunta produz uma escala inexistente.
Misturar versões do AQ
A criança, o adolescente e o adulto têm formulários e informantes próprios. Uma chave de outra versão pode inverter pontuações.
Omitir o responsável
O AQ-10 Criança depende do relato de alguém que observa a criança. Sem essa identificação, o escore perde contexto.
Tratar corte como diagnóstico
Seis pontos sinaliza necessidade de aprofundar avaliação na lógica do estudo original, mas não define uma condição clínica individual.
No PontoAzul, a correção do AQ-10 Criança segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, o total calculado, a identificação do responsável e a hipótese de investigação ficam no mesmo caso para compor um laudo-base revisável.
Em 12/03/2026, o pai de uma criança fictícia de oito anos respondeu ao Autism Spectrum Quotient – 10 items, versão infantil (AQ-10 Criança). A correção das dez respostas pela chave binária resultou em 7 pontos de 10 possíveis. O valor alcança o corte de seis pontos usado como referência de triagem por Allison, Auyeung e Baron-Cohen (2012) na amostra original. Esse resultado recomenda aprofundar a investigação com história de desenvolvimento, observação da criança e informações escolares; não representa confirmação diagnóstica.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Materiais municipais de repertório e módulo digital PontoAzul: recursos distintos com o mesmo nome.
M-CHAT-R/F: 20 perguntas para pais, 16 a 30 meses, risco baixo (0–2), médio (3–7) ou alto (8–20).
77 itens, quatro áreas e total de 0 a 179 para acompanhar mudanças entre avaliações.
Observação direta de 16 comportamentos dos 12 aos 36 meses, com total de 0 a 32 pontos.
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