1Interação social
Reúne dificuldades percebidas na convivência com pares, na reciprocidade e na participação em atividades coletivas.
O ASSQ ajuda a organizar sinais de autismo percebidos por pais e professores em crianças e adolescentes de idade escolar. São 27 afirmações, cada uma pontuada de 0 a 2, com total de 0 a 54. No estudo clínico original, 19 pontos para pais e 22 para professores foram sugeridos como limiares equilibrados. Veja por que o informante muda a interpretação e como reunir os dois contextos.
O ASSQ é um questionário de triagem do espectro autista desenvolvido por Ehlers, Gillberg e Wing e publicado em 1999. Pais ou professores avaliam 27 afirmações em 0, 1 ou 2 pontos, com total de 0 a 54. No estudo clínico original, 19 pontos para pais e 22 para professores foram sugeridos como referências equilibradas. Identifique o informante e o contexto antes de interpretar.
Reúne dificuldades percebidas na convivência com pares, na reciprocidade e na participação em atividades coletivas.
Descreve diferenças no uso da linguagem, na adaptação da conversa e na compreensão de sentidos sociais.
Considera padrões de interesse, insistência em temas e reações a mudanças observadas no cotidiano.
Inclui outras características observáveis que podem ajudar a compor o perfil, sem criar diagnóstico por domínio.
Registre as 27 respostas de cada protocolo ASSQ separadamente, identificando informante, data e critério de referência. O laudo-base editável preserva quem respondeu, o total de cada formulário e os próximos pontos de investigação.
A correção programada do PontoAzul calcula o total do protocolo e sua relação com o critério selecionado, preservando o informante para a comparação clínica.
Testar com ASSQCalcule a idade na data de aplicação do ASSQ
Autor(es): Ehlers, S., Gillberg, C., & Wing, L. · 1999
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Autism Spectrum Screening Questionnaire (ASSQ) foi elaborado por Stephan Ehlers, Christopher Gillberg e Lorna Wing para rastrear características associadas ao espectro autista em crianças de idade escolar. O artigo principal foi publicado em 1999 no Journal of Autism and Developmental Disorders. O estudo clínico original incluiu crianças de 6 a 17 anos encaminhadas por diferentes dificuldades, além de uma amostra de validação com síndrome de Asperger, termo diagnóstico usado na época.
O questionário reúne 27 afirmações respondidas por pais ou professores. Cada afirmação recebe 0, 1 ou 2 pontos, produzindo total entre 0 e 54. A Universidade de Gotemburgo, ligada à equipe que desenvolveu o instrumento, mantém página oficial com o método de pontuação e explica que os pontos de corte dependem do país, do informante e do objetivo da triagem. Essa observação importa especialmente em serviços que coletam informações da família e da escola no mesmo caso.
O estudo de 1999 sugeriu 19 pontos para pais e 22 para professores como equilíbrio razoável no ambiente clínico investigado. Esses valores não são uma régua universal para toda escola ou população. A escala ajuda a reconhecer quem precisa de avaliação aprofundada, mas não distingue sozinha autismo de outras condições que afetam relações sociais, atenção ou comunicação. Seu melhor uso conecta o escore ao relato concreto de cada informante e ao restante da avaliação.
O ASSQ serve para triagem de crianças e adolescentes em idade escolar quando surgem dúvidas sobre comunicação social, convivência com pares e padrões de interesse ou comportamento. Pais e professores podem preencher formulários separados. A comparação é útil porque os ambientes oferecem demandas diferentes: na escola há grupos e tarefas coletivas; em casa há rotina familiar e interações conhecidas. Essas diferenças não devem ser apagadas por uma média.
A pesquisa original avaliou crianças de 6 a 17 anos em serviços clínicos e uma amostra de validação de 6 a 16 anos. Ao aplicar em outro contexto, registre idade, idioma, função do informante e motivo da triagem. O resultado pode apoiar a decisão de entrevistar a família, solicitar dados escolares, observar a criança e selecionar procedimentos diagnósticos adequados. Não presuma que pontuação abaixo de um corte escolhido elimina a necessidade de investigação se existem preocupações persistentes.
Quando o ASSQ não é a melhor escolha
Não transforme o ASSQ em teste diagnóstico individual nem use o mesmo ponto de corte para pais e professores. O questionário foi estudado em grupos e finalidades específicas. Se o respondente conhece pouco a criança, registre a limitação e procure outra fonte. Fora da idade escolar, prefira ferramentas desenhadas para a faixa etária. O ASSQ-REV é uma versão estendida e não deve ser interpretado com a chave do ASSQ clássico.
O ASSQ clássico contém 27 afirmações. Os temas abaixo ajudam a ler o conteúdo observado; o resultado formal é a soma geral de cada informante.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Convivência social | Entre 27 | Relações com pares e participação em interações do cotidiano. |
| Uso da linguagem | Entre 27 | Modo de conversar e adequação da comunicação ao contexto social. |
| Interesses e comportamento | Entre 27 | Padrões de interesse, atividades e respostas a mudanças. |
| Resposta e total | 0, 1 ou 2 | Cada afirmação recebe uma nota; os 27 valores formam escore de 0 a 54. |
Confirme idade escolar, finalidade de triagem e a versão do ASSQ utilizada no caso.
Entregue formulários separados para pais e professores que conheçam bem a criança em seus ambientes.
Oriente cada informante a responder os 27 itens com base em comportamentos observados, sem negociar respostas entre si.
Revise ausências e respostas ambíguas antes de calcular os totais de cada formulário.
Some zero, um ou dois pontos por item e identifique o respectivo informante no resultado.
Compare os escores com referências do estudo e investigue convergências e divergências entre casa e escola.
Os 27 itens do ASSQ recebem 0 para característica não verdadeira, 1 para parcialmente verdadeira e 2 para certamente verdadeira, segundo o questionário original apresentado pela Universidade de Gotemburgo. Some os pontos de cada informante separadamente; cada formulário pode totalizar de 0 a 54. A escala não transforma uma resposta do pai e uma do professor em um item conjunto, tampouco exige que haja concordância para aceitar uma observação.
Ehlers, Gillberg e Wing examinaram diferentes pontos de corte no estudo clínico de 1999. A recomendação de 19 pontos para os pais identificou 62% dos casos de espectro no grupo principal com 10% de falsos positivos. Para os professores, 22 pontos identificaram 70% com 9% de falsos positivos naquele cenário. Cortes menores aumentam a sensibilidade, ao custo de mais encaminhamentos; a página oficial da universidade observa ainda diferenças entre países e contextos. Essas estatísticas pertencem à amostra do artigo, não à criança avaliada individualmente.
No PontoAzul, a correção mantém os formulários dos informantes diferenciados. O profissional pode revisar o total parental e o escolar junto aos comportamentos relatados, selecionar exemplos para o laudo-base e decidir que dados adicionais faltam. O benefício não está em produzir uma etiqueta automática, mas em conservar a relação entre resposta, ambiente e encaminhamento.
Confirme que o formulário é o ASSQ clássico de 27 itens e identifique pai, mãe ou professor que respondeu.
Verifique se todas as afirmações foram avaliadas com 0, 1 ou 2 pontos.
Some os 27 valores sem combinar respostas de informantes diferentes.
Confira que cada total esteja entre 0 e 54 e mantenha os formulários separados.
Compare o valor com o corte apropriado ao informante e à finalidade descrita no estudo escolhido.
Integre a informação com entrevista, observação e relatos dos ambientes da criança.
Exemplo de correção
Criança fictícia de dez anos tem formulários independentes preenchidos pela mãe e pela professora. Os valores abaixo resumem a auditoria das somas, sem criar subescalas oficiais.
A mãe totaliza 21/54, acima da referência parental de 19; a professora totaliza 20/54, abaixo da referência docente de 22. A divergência pede investigação contextual.
A interpretação do ASSQ depende de quem respondeu e de onde a triagem ocorreu. Ehlers, Gillberg e Wing sugeriram 19 pontos para pais e 22 para professores como equilíbrio no serviço clínico do estudo de 1999. A Universidade de Gotemburgo observa que outros países e objetivos empregam outros limiares, incluindo valores menores em populações não clínicas. Por isso, a escala abaixo apresenta as referências do artigo original separadas por informante, sem chamar uma faixa de gravidade. Ao comparar formulários, descreva tanto os totais quanto os exemplos relatados em casa e na escola.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–18 | Abaixo de ambos | Não alcança as referências clínicas originais de 19 pontos para pais ou 22 para professores. |
| 19–21 | Corte parental | Alcança a referência de pais no artigo original, mas ainda não a de professores. |
| 22–54 | Corte docente | Alcança as referências originais de pais e professores; interprete conforme o informante real. |
As faixas são alternativas por informante, não uma escala progressiva única. O mesmo total pode ter leitura distinta entre pais e professores. Cortes refletem grupos e decisões metodológicas específicos; não equivalem a diagnóstico.
Usar um corte para todos
O artigo original sugeriu 19 para pais e 22 para professores no cenário clínico. Confundir informantes altera a classificação.
Somar dois formulários
Pais e escola avaliam em contextos diferentes. Somar ou tirar média apaga informação útil.
Tratar três respostas como quatro
A escala é de 0, 1 ou 2 por item, totalizando no máximo 54 pontos.
Confundir ASSQ com ASSQ-REV
A versão estendida tem outra finalidade e deve ser identificada antes de qualquer comparação de escores.
No PontoAzul, a correção do ASSQ segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, cada formulário ASSQ fica identificado pelo informante; o laudo-base pode comparar contextos sem fundir os totais.
Em 12/03/2026, o Autism Spectrum Screening Questionnaire (ASSQ) foi preenchido pela mãe e pela professora de uma criança fictícia de dez anos. As 27 respostas maternas somaram 21 de 54 pontos, acima da referência parental de 19 no estudo clínico de Ehlers, Gillberg e Wing (1999). O formulário docente somou 20 pontos, abaixo da referência de 22 para professores. A diferença entre casa e escola será explorada com exemplos concretos de comunicação, interação e funcionamento; os escores são dados de triagem e não concluem diagnóstico.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Materiais municipais de repertório e módulo digital PontoAzul: recursos distintos com o mesmo nome.
M-CHAT-R/F: 20 perguntas para pais, 16 a 30 meses, risco baixo (0–2), médio (3–7) ou alto (8–20).
77 itens, quatro áreas e total de 0 a 179 para acompanhar mudanças entre avaliações.
Observação direta de 16 comportamentos dos 12 aos 36 meses, com total de 0 a 32 pontos.
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