1Módulo Toddler (T)
Crianças de 12 a 30 meses que ainda não usam frases de forma consistente. Gera níveis de preocupação, não classificação diagnóstica.
O ADOS-2 é a avaliação observacional semiestruturada mais usada no mundo para investigar o transtorno do espectro autista (TEA). Em 40 a 60 minutos, o examinador cria situações sociais padronizadas, codifica o que observa e aplica um algoritmo por módulo. Veja como funcionam os cinco módulos, a classificação e o escore de comparação de 1 a 10.
O ADOS-2 é um protocolo de observação da comunicação, interação social, brincar e comportamentos restritos e repetitivos usado na investigação do TEA. Seus cinco módulos são escolhidos conforme idade e linguagem. Os códigos alimentam algoritmos de classificação. No PontoAzul, o profissional registra os escores do protocolo; o módulo atual não calcula o escore de comparação de 1 a 10, que precisa ser conferido na referência correspondente.
Crianças de 12 a 30 meses que ainda não usam frases de forma consistente. Gera níveis de preocupação, não classificação diagnóstica.
A partir de 31 meses, para quem usa pouca ou nenhuma fala em frases. Atividades centradas em brincadeira e rotinas sociais.
Qualquer idade, com fala em frases, mas sem fluência verbal. Mistura brincadeira e conversa.
Crianças e adolescentes jovens com linguagem fluente, que ainda se engajam em brincadeiras com brinquedos.
Adolescentes mais velhos e adultos com linguagem fluente. Atividades baseadas em conversa e entrevista.
Domínio do algoritmo que soma itens de comunicação e de interação social recíproca.
Domínio do algoritmo que reúne maneirismos, interesses sensoriais incomuns, uso repetitivo de objetos e interesses restritos observados na sessão.
Informe módulo, data e códigos do protocolo ADOS-2 já aplicado; o algoritmo considera idade e linguagem conforme a rota. Organize o cálculo junto ao caso e complete a interpretação com seu manual. Domínios, total e classificação do algoritmo; pontuação comparativa identificada como indisponível.
O PontoAzul converte os códigos, soma os domínios previstos para o algoritmo e apresenta a classificação. A pontuação comparativa está indisponível no fluxo atual e precisa ser consultada no manual quando pertinente.
Testar com ADOS-2Calcule a idade na data de aplicação do ADOS-2
Autor(es): Catherine Lord, Michael Rutter, Pamela C. DiLavore, Susan Risi, Katherine Gotham e Somer L. Bishop · 2012 (2ª edição; 1ª edição em 2000)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Autism Diagnostic Observation Schedule, 2ª edição (ADOS-2) foi publicado em 2012 pela Western Psychological Services, com autoria de Catherine Lord, Michael Rutter, Pamela DiLavore, Susan Risi, Katherine Gotham e Somer Bishop. É a revisão do ADOS de 2000 e acrescentou dois elementos centrais: o módulo Toddler, para crianças de 12 a 30 meses, e algoritmos revisados com o escore de comparação, desenvolvido a partir do trabalho de Gotham, Pickles e Lord (2009).
Na prática, o ADOS-2 é uma sessão de observação em que o examinador conduz atividades padronizadas, como brincadeiras, momentos de lanche, pedidos de ajuda ou trechos de conversa, conforme o módulo. Cada atividade funciona como uma pressão social planejada para que comportamentos relevantes apareçam ou deixem de aparecer. O foco é o que a pessoa faz ali, no presente, e não o que a família relata sobre o passado.
Para o português brasileiro, Pacífico et al. (2019) estudaram a tradução e a equivalência semântica da primeira edição do ADOS. Em Portugal, a Hogrefe lançou a adaptação portuguesa da segunda edição em 2023. Esses materiais pertencem a versões e populações diferentes: identifique no registro qual edição, manual e referência normativa foram usados. A consulta oficial ao SATEPSI deve considerar essa mesma edição.
O ADOS-2 é indicado quando há suspeita de TEA e é preciso observar diretamente a comunicação social e os comportamentos repetitivos, desde bebês de 12 meses até adultos. Costuma entrar depois de uma triagem positiva (por exemplo, M-CHAT-R/F ou SRS-2) ou quando a família, a escola ou outro profissional levanta preocupações. Também é usado em pesquisa, em reavaliações para acompanhar mudança de intensidade dos sinais e em casos complexos, como diagnóstico diferencial com deficiência intelectual, transtornos de linguagem, TDAH ou ansiedade social. O módulo escolhido depende do nível de linguagem expressiva, e não só da idade.
Quando o ADOS-2 não é a melhor escolha
O ADOS-2 não é triagem nem questionário: exige examinador treinado, kit completo e sala preparada. Não deve ser usado sozinho para fechar diagnóstico, sem entrevista de desenvolvimento e história clínica. Em crianças com idade mental não verbal abaixo de 12 meses, em pessoas com deficiência visual ou auditiva graves e em quem não consegue se deslocar pela sala, os procedimentos padronizados perdem validade. Para rastreio populacional, prefira M-CHAT-R/F ou questionários como a SRS-2.
Cada módulo reúne atividades padronizadas, as chamadas pressões sociais, que criam oportunidades para comportamentos de comunicação e interação aparecerem. Depois da sessão, o examinador codifica itens de observação agrupados em cinco áreas. Não reproduzimos atividades nem descritores do manual, que são protegidos por direitos autorais.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Linguagem e comunicação | Seção A | Quantidade e qualidade da fala, ecolalia, uso de gestos, apontar e comunicação não verbal. |
| Interação social recíproca | Seção B | Contato visual, expressões faciais dirigidas, atenção compartilhada, qualidade das aberturas sociais e das respostas. |
| Brincadeira e imaginação | Seção C | Brincadeira funcional e simbólica nos módulos iniciais; criatividade e imaginação nos módulos verbais. |
| Comportamentos estereotipados e interesses restritos | Seção D | Interesse sensorial incomum, maneirismos de mãos e dedos, comportamentos repetitivos e interesses excessivos. |
| Outros comportamentos anormais | Seção E | Hiperatividade, birras, ansiedade e outros comportamentos registrados, mas que não entram no algoritmo. |
| Algoritmo | Subconjunto dos itens | Somente parte dos itens codificados entra no cálculo de AS e CRR, com seleção diferente para cada módulo e, em alguns módulos, para cada faixa de linguagem ou idade. |
Levante a história e o nível de linguagem expressiva antes da sessão para escolher o módulo: Toddler, 1, 2, 3 ou 4.
Prepare a sala e os materiais do kit na ordem do protocolo, com a família orientada sobre o papel dela durante a sessão, quando presente.
Conduza as atividades padronizadas do módulo, fazendo anotações objetivas do que ocorre em cada pressão social.
Codifique todos os itens logo depois da sessão, enquanto a memória da observação está fresca, com base apenas no comportamento observado.
Aplique o algoritmo do módulo e do subgrupo correto, registre AS, CRR, total, classificação e, quando houver, o escore de comparação.
Integre o resultado à entrevista de desenvolvimento, à avaliação cognitiva e às informações de outros contextos antes de concluir.
A correção do ADOS-2 tem três camadas. Primeiro, a codificação dos itens de 0 a 3, com códigos especiais 7 (comportamento anormal não descrito nos níveis), 8 (não se aplica) e 9 (omitido). Segundo, a conversão para o algoritmo, em que 3 vira 2 e 7, 8 e 9 viram 0, seguida da soma apenas dos itens selecionados para cada módulo e subgrupo, separando Afeto Social e Comportamento Restrito e Repetitivo. Terceiro, a comparação do total com os pontos de corte do módulo e a consulta do escore de comparação por idade.
No PontoAzul: Informe módulo, data e códigos do protocolo ADOS-2 já aplicado; o algoritmo considera idade e linguagem conforme a rota. O PontoAzul converte os códigos, soma os domínios previstos para o algoritmo e apresenta a classificação. A pontuação comparativa está indisponível no fluxo atual e precisa ser consultada no manual quando pertinente.
Codifique todos os itens do protocolo logo após a sessão, com base no que foi observado, usando os códigos 0 a 3 e os códigos especiais 7, 8 e 9 quando se aplicarem.
Escolha o algoritmo correto: módulo aplicado e, nos módulos T, 1 e 2, o subgrupo definido por idade ou pela presença de palavras e frases.
Converta os códigos para o algoritmo: 3 passa a valer 2 e os códigos 7, 8 e 9 passam a valer 0.
Some os itens de Afeto Social (AS) e de Comportamento Restrito e Repetitivo (CRR) e depois o total geral (AS + CRR).
Compare o total com os pontos de corte do módulo para obter a classificação: Autismo, Espectro do Autismo ou Não Espectro; no módulo T, o nível de preocupação.
Nos módulos 1 a 3, localize na tabela do manual o escore de comparação (1 a 10) pela idade cronológica e pelo total bruto.
Exemplo de correção
Menino de 7 anos, fala em frases sem fluência, avaliado com o módulo 2. Valores fictícios, já convertidos pelas regras do algoritmo:
O total ilustrativo 15, formado por AS 11 e CRR 4, deve ser interpretado pelo algoritmo do módulo 2 e do subgrupo aplicado. A pontuação comparativa exige consulta específica ao manual e não é calculada no fluxo atual PontoAzul.
O ADOS-2 entrega três informações diferentes. A classificação do algoritmo diz se o total alcançou o corte de Espectro do Autismo ou de Autismo naquele módulo. O escore de comparação coloca o resultado em uma métrica de 1 a 10 que permite comparar pessoas de idades e níveis de linguagem diferentes. A leitura clínica integra os dois ao histórico, à entrevista com a família e às demais avaliações. As faixas do escore de comparação são as descritas no manual da 2ª edição:
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 1 – 2 | Evidência mínima ou ausente | Poucos ou nenhum sinal de TEA observado na sessão, comparado a crianças autistas de mesma idade e nível de linguagem. |
| 3 – 4 | Nível baixo | Alguns sinais observados, abaixo do padrão típico dos grupos com autismo; pedem integração cuidadosa com a história. |
| 5 – 7 | Nível moderado | Sinais claros de TEA na sessão, em intensidade intermediária. |
| 8 – 10 | Nível alto | Sinais intensos e abrangentes nos dois domínios observados. |
O escore de comparação não é um nível de suporte do DSM-5-TR e não mede inteligência nem funcionalidade adaptativa. Um resultado abaixo do corte não exclui TEA quando a história é consistente, sobretudo em meninas, adolescentes e adultos que compensam dificuldades sociais em situações estruturadas. No módulo T, os níveis de preocupação servem para orientar acompanhamento e encaminhamento, não para fechar diagnóstico. A pontuação comparativa não está calculada no fluxo atual PontoAzul; consulte a tabela do manual para obtê-la quando pertinente.
Usar o algoritmo do subgrupo errado
Nos módulos T, 1 e 2, o algoritmo muda conforme idade ou presença de palavras e frases. Aplicar a coluna errada altera os itens somados e pode mudar a classificação.
Somar códigos 3 e 7 sem converter
No cálculo, 3 vale 2 e os códigos 7, 8 e 9 valem 0. Quem soma o código bruto infla o total e superestima a gravidade.
Incluir itens fora do algoritmo
A seção E e vários itens das outras seções são codificados, mas não entram na soma. Incluí-los por engano é um dos erros mais comuns em planilhas próprias.
Ler o escore de comparação na linha de idade errada
A tabela é organizada por módulo, idade cronológica e total bruto. Um ano de diferença na linha consultada pode mudar o escore em um ou dois pontos. No PontoAzul, módulo, subgrupo e idade ficam registrados junto do cálculo, o que facilita a conferência.
No PontoAzul, a correção do ADOS-2 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Exemplo demonstrativo de ADOS-2, sem dados reais. O PontoAzul converte os códigos, soma os domínios previstos para o algoritmo e apresenta a classificação. A pontuação comparativa está indisponível no fluxo atual e precisa ser consultada no manual quando pertinente. A interpretação ilustrada incorpora a leitura profissional do protocolo e da entrevista.
Foi aplicado o ADOS-2 (Escala de Observação para o Diagnóstico do Autismo, 2ª edição), módulo 2, em 18/08/2026, com duração de 50 minutos. No algoritmo, o examinando obteve 11 pontos em Afeto Social e 4 pontos em Comportamento Restrito e Repetitivo, totalizando 15 pontos, resultado compatível com a classificação Autismo para o módulo. A pontuação comparativa deve ser complementada a partir da tabela apropriada do manual. Destacaram-se a baixa frequência de iniciativas de atenção compartilhada e o uso restrito de gestos descritivos. Os achados devem ser integrados à entrevista de desenvolvimento e às demais medidas da avaliação.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
ADI-R: entrevista de 93 itens com cuidadores, algoritmo em 4 domínios e pontos de corte para TEA.
SRS-2: 65 itens, formas de 2,5 anos à vida adulta, escore T e níveis leve, moderado e grave.
CARS-2: 15 itens de 1 a 4, total de 15 a 60, formas ST e HF com cortes próprios de gravidade.
M-CHAT-R/F: 20 perguntas para pais, 16 a 30 meses, risco baixo (0–2), médio (3–7) ou alto (8–20).
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