1Habilidades sociais
Dez afirmações descrevem convivência, aproximação e conforto do adolescente em interações com outras pessoas.
O AQ-Adolescente organiza a percepção de um responsável sobre traços autistas de jovens entre 12 e 15 anos. São 50 afirmações em cinco domínios, corrigidas em escala de 0 a 50 pontos. O estudo original destacou 30 pontos como referência de rastreio. A versão deve ser identificada com cuidado: ela é respondida sobre o adolescente, diferentemente do AQ adulto, que usa autorrelato.
O Quociente do Espectro do Autismo para Adolescentes (AQ-Adolescente) é uma adaptação de 2006 do AQ para jovens de 12 a 15 anos, respondida por pai, mãe ou cuidador. Reúne 50 afirmações em cinco domínios de dez itens e transforma cada resposta em 0 ou 1 ponto, produzindo total de 0 a 50. Baron-Cohen e colaboradores observaram que 30 pontos ou mais separavam grupos no estudo original. O número orienta investigação, sem concluir diagnóstico.
Dez afirmações descrevem convivência, aproximação e conforto do adolescente em interações com outras pessoas.
Dez afirmações investigam a mudança de foco entre atividades e a adaptação a interrupções da rotina.
Dez afirmações registram preferência por padrões, informações específicas e pequenos aspectos do ambiente.
Dez afirmações abordam conversa recíproca, interpretação de pistas sociais e participação comunicativa.
Dez afirmações tratam da representação de histórias, situações hipotéticas e perspectivas de outras pessoas.
Registre as 50 respostas do responsável, sua identificação e a data do AQ-Adolescente. Integre o resultado ao caso e ao laudo-base editável. Total, referência de 30 pontos, idade e informante identificados.
O PontoAzul aplica a chave binária, soma o total de 0 a 50 e apresenta a referência original de 30 pontos. O fluxo atual calcula o total, sem cinco subtotais automáticos.
Testar com AQ-AdolescenteCalcule a idade na data de aplicação do AQ-Adolescente
Autor(es): Simon Baron-Cohen, Rosa A. Hoekstra, Rebecca Knickmeyer e Sally Wheelwright; tradução brasileira disponibilizada por Waldir Toledo · 2006 (tradução brasileira: 2020)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Quociente do Espectro do Autismo para Adolescentes (AQ-Adolescente) foi publicado em 2006 por Simon Baron-Cohen, Rosa A. Hoekstra, Rebecca Knickmeyer e Sally Wheelwright. Os autores adaptaram o AQ de adultos para que pais ou cuidadores descrevessem adolescentes entre doze e quinze anos. O formato preserva cinquenta afirmações e cinco domínios de dez itens, mas altera o ponto de vista da resposta: o informante relata o comportamento do jovem, em vez de pedir autorrelato do próprio adolescente.
Os cinco domínios são habilidades sociais, alternância de atenção, atenção aos detalhes, comunicação e imaginação. Em cada afirmação, o responsável escolhe um dos quatro graus de concordância. A chave clássica transforma essa escolha em zero ou um ponto, conforme a direção do item. Os cinco subtotais de zero a dez compõem o total de zero a cinquenta. O estudo original comparou grupos clínicos e controles e destacou trinta pontos como referência.
O Autism Research Centre disponibiliza o artigo original, o protocolo e uma tradução para português brasileiro identificada com Waldir Toledo em 2020. Esses materiais permitem reconhecer corretamente a versão e o idioma usados no caso. A tradução, por si, não deve ser apresentada como uma validação normativa brasileira. No trabalho clínico, o AQ-Adolescente é uma das fontes de informação sobre o jovem e ganha valor quando confrontado com sua própria experiência, dados escolares e trajetória de desenvolvimento.
A versão adolescente é indicada quando a pergunta clínica envolve traços do espectro autista em jovens de doze a quinze anos e há responsável que conhece sua rotina. Ela permite estruturar um relato familiar sobre cinco áreas, facilitando perguntas posteriores na entrevista. É particularmente útil quando o adolescente demonstra comportamentos diferentes em casa, na escola e com colegas, pois esses contrastes podem orientar observação complementar. A avaliação deve considerar linguagem, desenvolvimento, possíveis comorbidades e contexto cultural. Se a única fonte disponível conhece pouco o adolescente, o profissional pode priorizar outros instrumentos e observação direta.
Quando o AQ-Adolescente não é a melhor escolha
Não use a versão adolescente para crianças abaixo de 12 anos nem troque suas respostas pelas do AQ adulto de autorrelato. Se o cuidador observa pouco o jovem, o escore pode refletir informação incompleta. Para outro olhar sobre responsividade social, considere SRS-2; quando a pergunta exige observação estruturada, avalie ADOS-2 conforme contexto.
O responsável responde 50 afirmações sobre o adolescente. Os cinco domínios originais têm dez afirmações cada; a correção clássica converte cada resposta em 0 ou 1 ponto.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Habilidades sociais | 10 itens | Preferência, participação e facilidade percebida em interações sociais. |
| Alternância de atenção | 10 itens | Mudança de foco, flexibilidade e adaptação a diferentes tarefas. |
| Atenção aos detalhes | 10 itens | Percepção de pormenores e interesse por padrões. |
| Comunicação | 10 itens | Trocas de conversa e compreensão social da comunicação. |
| Imaginação | 10 itens | Representação de situações e perspectivas em experiências sociais. |
Confirme que o adolescente tem de 12 a 15 anos e identifique responsável, vínculo e tempo de convivência.
Apresente as cinquenta afirmações na versão adolescente, explicando as quatro alternativas de concordância sem sugerir respostas.
Solicite que o informante pense no comportamento usual do jovem e conclua todo o protocolo.
Revise omissões e marcações múltiplas antes de lançar as respostas para a correção.
Explore na entrevista diferenças entre o relato familiar e o que escola ou adolescente descrevem.
A chave do AQ-Adolescente considera a direção de cada afirmação. Concordância pode representar o traço em um item e discordância em outro. Apesar das quatro alternativas apresentadas ao responsável, o escore clássico por item é binário: zero ou um. A soma das cinquenta respostas resulta em escore de zero a cinquenta. Os dez itens de cada domínio formam subtotais de zero a dez, e a soma dos cinco domínios precisa conferir com o global. A referência original de trinta pontos não é intercambiável com cortes publicados para o AQ adulto.
No PontoAzul: Registre as 50 respostas do responsável, sua identificação e a data do AQ-Adolescente. O PontoAzul aplica a chave binária, soma o total de 0 a 50 e apresenta a referência original de 30 pontos. O fluxo atual calcula o total, sem cinco subtotais automáticos.
Confirme idade de 12 a 15 anos e registre quem respondeu ao protocolo adolescente.
Verifique se as 50 afirmações receberam uma entre as quatro alternativas de concordância.
Aplique a chave da versão adolescente: parte dos itens pontua na concordância e parte na discordância, sempre com 0 ou 1 ponto.
Some dez itens por domínio e confira que os cinco subtotais reproduzem o total entre 0 e 50.
Compare o total com 30 pontos apenas identificando o estudo de Baron-Cohen et al. (2006); não importe o corte de 26 do AQ adulto.
Confronte o relato do responsável com entrevista com o adolescente, observação, escola e dados de desenvolvimento.
Exemplo de correção
Adolescente fictício de 14 anos é encaminhado por dificuldades de convivência. A mãe responde aos 50 itens e o profissional confere a chave e os cinco subtotais.
O total fictício de 31/50 alcança a referência de 30 pontos do estudo original do AQ-Adolescente. A informação do responsável deve ser integrada à avaliação do jovem.
No estudo de Baron-Cohen, Hoekstra, Knickmeyer e Wheelwright (2006), adolescentes com diagnóstico de autismo ou Asperger obtiveram escores superiores aos controles. Os autores destacaram o valor de 30 ou mais como ponto de separação naquele desenho de pesquisa: cerca de 80% a 90% dos grupos clínicos alcançaram esse patamar, enquanto os controles da amostra não o alcançaram. Esse achado não cria categorias graduadas de gravidade e não fornece uma probabilidade individual para todo adolescente brasileiro. A versão de responsável, o idioma e a população de referência precisam acompanhar a interpretação.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–29 | Abaixo do corte | Fica abaixo dos 30 pontos destacados no estudo original; histórico e queixas ainda podem justificar investigação. |
| 30–50 | Acima do corte | Alcança o limiar do estudo original e merece análise integrada de desenvolvimento e funcionamento. |
O corte decorre de grupos específicos e deve ser contextualizado. Divergências entre relato do responsável, escola e adolescente podem revelar diferenças reais entre ambientes. A tradução brasileira disponibilizada pelo Autism Research Centre não equivale, por si, a novas normas brasileiras.
Usar o corte do AQ adulto
O AQ-Adolescente tem referência original de 30 pontos; importar 26 ou 32 do formulário adulto muda a leitura de uma população distinta.
Tratar resposta como intensidade
Quatro opções de concordância viram 0 ou 1 por item na chave clássica. Somá-las como quatro níveis produz outro total.
Omitir quem respondeu
A versão é preenchida por responsável sobre o jovem. Sem identificar o informante, a diferença entre autorrelato e heterorrelato desaparece.
Errar direção de item
Algumas afirmações pontuam no acordo e outras no desacordo. A inversão incorreta desloca total e domínios.
No PontoAzul, a correção do AQ-Adolescente segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Exemplo demonstrativo de AQ-Adolescente, sem dados reais. O PontoAzul aplica a chave binária, soma o total de 0 a 50 e apresenta a referência original de 30 pontos. O fluxo atual calcula o total, sem cinco subtotais automáticos. A interpretação ilustrada incorpora a leitura profissional do protocolo e da entrevista.
Em 12/03/2026, a mãe de um adolescente fictício de 14 anos respondeu ao Quociente do Espectro do Autismo, Versão Adolescente (AQ-Adolescente). O total corrigido foi de 31 pontos em 50 possíveis, alcançando a referência de 30 pontos destacada por Baron-Cohen et al. (2006) na amostra original. Os maiores subtotais ocorreram em habilidades sociais e comunicação. Trata-se de percepção do responsável, a ser comparada com entrevista do adolescente, informações escolares e história de desenvolvimento. O resultado orienta aprofundamento da investigação e não define diagnóstico isoladamente.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Autorrelato com 50 itens, cinco domínios e escore de 0 a 50 para rastreio de traços autistas.
Dez respostas de responsável, pontuação de 0 a 10 e leitura do corte de 6 no estudo original.
27 itens de 0 a 2, total de 0 a 54 e referências distintas para pais e professores.
SRS-2: 65 itens, formas de 2,5 anos à vida adulta, escore T e níveis leve, moderado e grave.
Ver todos os instrumentos de Autismo e responsividade social
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
Testar grátis por 7 dias