1Aspectos sensoriais
Registra respostas incomuns a estímulos e particularidades percebidas pelos observadores.
O ABC/ICA reúne 57 comportamentos observados por quem acompanha a criança em cinco áreas. Cada item marcado tem um peso próprio de 1 a 4 pontos, o que torna a correção manual mais trabalhosa que uma soma simples. O estudo brasileiro de Marteleto e Pedromônico encontrou melhor desempenho de triagem com corte de 49 pontos, diferente dos 68 usados no referencial original. Veja como interpretar a diferença.
O Inventário de Comportamentos Autísticos (ABC/ICA) é a versão brasileira estudada do Autism Behavior Checklist, publicado por Krug, Arick e Almond em 1980. Reúne 57 comportamentos em cinco áreas e é preenchido a partir de observações de professores, cuidadores ou entrevista com responsáveis. Cada comportamento presente recebe peso específico de 1 a 4 pontos; ausências valem zero. Marteleto e Pedromônico encontraram 49 pontos como corte em amostra brasileira, enquanto 68 pertence ao referencial original. O inventário orienta rastreio, sem definir diagnóstico sozinho.
Registra respostas incomuns a estímulos e particularidades percebidas pelos observadores.
Descreve iniciativas e respostas da criança em situações de convivência.
Reúne padrões de uso do corpo e formas de manipular objetos.
Abrange particularidades de expressão, compreensão e uso comunicativo percebidas no cotidiano por familiares e outros informantes.
Considera a participação da criança em situações sociais e comportamentos ligados à autonomia e ao cuidado cotidiano.
Registre os 57 comportamentos do ABC/ICA já investigados e identifique o informante. O resultado alimenta um laudo-base editável com o referencial de corte, pronto para revisão do profissional.
A correção programada do PontoAzul aplica os pesos de 1 a 4 aos comportamentos presentes e soma as cinco áreas e o total.
Testar com ABC/ICACalcule a idade na data de aplicação do ABC/ICA
Autor(es): David A. Krug, Joel Arick e Patricia Almond; estudo brasileiro de Márcia R. F. Marteleto e Márcia R. M. Pedromônico · 1980 (estudo brasileiro: 2005)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Autism Behavior Checklist (ABC) foi apresentado por David A. Krug, Joel Arick e Patricia Almond em 1980 para identificar padrões de comportamento associados ao autismo em crianças. Ele reúne cinquenta e sete comportamentos em cinco áreas. A lógica de correção atribui a cada comportamento um peso específico, de um a quatro pontos, relacionado ao poder discriminativo considerado na construção do inventário. Assim, dois comportamentos marcados não contribuem necessariamente de forma igual para a soma.
No Brasil, o ABC foi traduzido e estudado como Inventário de Comportamentos Autísticos (ICA) por Márcia Regina Fumagalli Marteleto e Márcia Regina Marcondes Pedromônico. O artigo de 2005 investigou mães de crianças com autismo, de crianças com transtorno de linguagem e de escolares sem queixas. O preenchimento ocorreu por entrevista, estratégia adotada para reduzir o efeito da escolaridade materna. A proposta brasileira manteve a leitura por comportamentos e examinou qual escore melhor separava os grupos observados.
O resultado global deve ser acompanhado dos subtotais sensorial, relacionamento, corpo e objetos, linguagem, social e autocuidado. Na prática clínica, esses conjuntos ajudam a identificar onde pedir exemplos concretos ao cuidador e à escola. Como os estudos empregam cortes diferentes, a página distingue o limiar de 68 pontos associado ao referencial original e o de 49 pontos sugerido pela amostra brasileira. O inventário amplia o quadro de informação, mas não substitui entrevista, observação e análise do desenvolvimento.
O ABC/ICA ajuda no rastreio de crianças com suspeita de dificuldades persistentes de comunicação, interação e comportamentos repetitivos. Pode ser preenchido por observadores que conhecem a criança, como responsáveis ou professores, ou conduzido em entrevista com cuidadores. O profissional deve saber de qual ambiente veio cada marcação e investigar divergências antes da interpretação. Em uma bateria, o inventário funciona como mapa de comportamentos a explorar em observação e entrevista de desenvolvimento. A faixa etária e as condições de aplicação devem seguir a versão utilizada e a pergunta clínica; o resultado não deve ser transferido automaticamente para populações diferentes das pesquisas consultadas.
Quando o ABC/ICA não é a melhor escolha
O ABC/ICA não é uma entrevista diagnóstica e não deve ser tratado como confirmação de TEA. Evite aplicá-lo quando o informante conhece pouco a criança ou quando faltam observações consistentes. Em crianças pequenas para rastreio inicial, considere M-CHAT-R/F; para observação estruturada, compare com CARS-2 e ADOS-2 conforme indicação.
Os 57 comportamentos têm pesos diferentes. A marcação de presença vale o peso de cada item, e a ausência vale zero. As cinco áreas ajudam a localizar a origem da soma.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Sensorial | Parte dos 57 | Respostas sensoriais atípicas observadas nos ambientes da criança. |
| Relacionamento | Parte dos 57 | Formas de interação e reciprocidade com outras pessoas. |
| Corpo e objetos | Parte dos 57 | Padrões motores e maneiras de explorar ou usar objetos. |
| Linguagem | Parte dos 57 | Características da linguagem e da comunicação cotidiana. |
| Social e autocuidado | Parte dos 57 | Participação social, adaptação e condutas de cuidado pessoal. |
Defina quem poderá relatar os comportamentos e registre o vínculo, o ambiente e o período que a pessoa conhece.
Apresente os 57 comportamentos do protocolo sem sugerir respostas e peça exemplos concretos quando houver dúvidas.
Confira marcações ausentes ou contraditórias antes de aplicar os pesos previstos para cada item.
Registre o formulário já preenchido e separe os itens nas cinco áreas de origem para auditar a soma.
Explore em entrevista os comportamentos mais relevantes e compare relatos de ambientes distintos.
A presença de cada comportamento do ABC/ICA vale seu peso próprio de um a quatro pontos; a ausência vale zero. Some as marcações ponderadas de cada área e depois os cinco subtotais. Isso difere tanto de contar quantos itens foram marcados quanto de atribuir uma mesma escala de intensidade a todos. A referência original utilizava 68 pontos como limiar. O estudo de Marteleto e Pedromônico em 2005 encontrou 49 pontos na amostra brasileira, com melhora da sensibilidade mantendo especificidade elevada. Ao apresentar qualquer faixa, cite o estudo escolhido e evite chamar o intervalo de uma classe formal de gravidade.
No PontoAzul, você registra os 57 comportamentos do protocolo já aplicado. A plataforma aplica os pesos, soma as cinco áreas e apresenta o total para revisão. O laudo-base recebe a referência de leitura e o perfil de áreas, permitindo que o profissional acrescente exemplos do paciente sem refazer contas à mão.
Identifique a versão ABC/ICA, o informante e o período de observação antes de registrar os 57 comportamentos.
Para cada comportamento ausente, registre zero; quando presente, use o peso próprio do item, que varia de 1 a 4 pontos.
Some primeiro os pesos dos comportamentos presentes em cada uma das cinco áreas, preservando a origem do resultado.
Some as cinco áreas para obter o total e confira omissões ou marcações incompatíveis; uma simples contagem de itens presentes não equivale ao escore.
Escolha o referencial de leitura: 49 pontos no estudo brasileiro de 2005 ou 68 pontos no corte originalmente empregado.
Relacione o resultado ao desenvolvimento, aos exemplos observáveis e às informações de outros contextos antes da redação clínica.
Exemplo de correção
Criança fictícia de 6 anos é encaminhada após relatos de escola e família. O profissional registra os 57 comportamentos já investigados e soma os pesos previstos.
O total ilustrativo de 54 alcança o corte brasileiro de 49 pontos de Marteleto e Pedromônico (2005), mas fica abaixo dos 68 do referencial original. O laudo deve indicar a referência usada.
O corte clássico do ABC, de 68 pontos, foi desenvolvido no referencial original. Marteleto e Pedromônico (2005) avaliaram o ICA em mães de crianças com autismo, transtorno de linguagem e desenvolvimento típico. Com 68 pontos, observaram sensibilidade de 57,89% e especificidade de 94,73%. A curva ROC indicou 49 pontos para a amostra brasileira, com sensibilidade de 92,1% e especificidade de 92,6%. O intervalo entre 49 e 67 não representa grau moderado de TEA; mostra que a escolha da referência muda o enquadramento do mesmo total.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–48 | Abaixo de 49 | Não alcança o corte de 49 do estudo brasileiro; outros dados podem sustentar investigação. |
| 49–67 | Entre cortes | Alcança o limiar brasileiro, mas não os 68 pontos do referencial original. |
| 68 ou mais | Acima de 68 | Alcança ambos os limiares; o resultado pede integração com entrevista e observação. |
A amostra brasileira avaliou grupos específicos e não fornece probabilidade diagnóstica individual. Os pesos não medem gravidade de modo linear, e o informante pode observar contextos limitados. Registre a referência usada e mantenha o diagnóstico diferencial.
Contar marcações sem aplicar pesos
Os 57 comportamentos presentes não valem todos um ponto. Cada item possui peso de 1 a 4, e uma simples contagem altera o total.
Trocar corte original pelo brasileiro
Os limiares 68 e 49 vieram de referências diferentes. Usar um na classificação e citar outro no laudo produz incoerência.
Somar duas vezes uma área
Os pesos entram em uma das cinco áreas antes da soma global. Duplicar uma área ou deixar uma de fora muda o resultado.
Não identificar o informante
Observações da escola e da família podem divergir; registrar a fonte permite interpretar por que certos comportamentos aparecem apenas em um ambiente.
No PontoAzul, a correção do ABC/ICA segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, o profissional registra os comportamentos do ABC/ICA já investigados; a soma ponderada e as cinco áreas entram no laudo-base para revisão.
Em 12/03/2026, o Inventário de Comportamentos Autísticos (ABC/ICA) foi preenchido com informações de responsáveis e da escola para uma criança fictícia de 6 anos. A correção ponderada dos 57 comportamentos gerou total de 54 pontos. O valor supera os 49 pontos propostos por Marteleto e Pedromônico (2005) em estudo brasileiro, mas fica abaixo dos 68 do referencial original. Os maiores subtotais apareceram em relacionamento e aspectos sensoriais. Recomenda-se confrontar os comportamentos marcados com entrevista de desenvolvimento e observação direta, mantendo a identificação dos informantes em cada contexto.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Rastreio observacional com 23 subescalas, escore de 0 a 46 e duas referências brasileiras de corte.
CARS-2: 15 itens de 1 a 4, total de 15 a 60, formas ST e HF com cortes próprios de gravidade.
M-CHAT-R/F: 20 perguntas para pais, 16 a 30 meses, risco baixo (0–2), médio (3–7) ou alto (8–20).
SRS-2: 65 itens, formas de 2,5 anos à vida adulta, escore T e níveis leve, moderado e grave.
Ver todos os instrumentos de Autismo e responsividade social
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
Testar grátis por 7 dias