1Cópia
Reprodução com modelo visível, que permite observar precisão, planejamento e organização espacial.
A Figura Complexa de Rey A investiga como a pessoa organiza uma imagem complexa, copia seus elementos e os recupera sem o modelo. O sistema clássico de Osterrieth considera 18 elementos, até 36 pontos por etapa e análise separada de cópia e memória. Entenda o que observar na produção e leve os escores de um protocolo já aplicado ao laudo.
A Figura Complexa de Rey A é uma tarefa de cópia e evocação de um desenho complexo criada por André Rey e sistematizada por Paul-Alexandre Osterrieth. Ela investiga construção visuoespacial, organização perceptiva e memória visual. Na correção clássica, 18 elementos recebem pontuação conforme precisão e localização, produzindo de 0 a 36 pontos em cada etapa. O profissional compara cópia e reprodução de memória com normas adequadas à idade e escolaridade; um total isolado não explica a estratégia usada.
Reprodução com modelo visível, que permite observar precisão, planejamento e organização espacial.
Reprodução sem modelo após intervalo definido pelo protocolo, útil para examinar retenção inicial.
Nova evocação após atraso previsto pela versão, permitindo comparar retenção com a cópia.
Análise qualitativa da ordem e da estrutura usada para construir o desenho.
Registre a pontuação dos elementos de cópia e memória da Figura A, a data e os tempos quando disponíveis. Com etapas e normas identificadas, o PontoAzul prepara o trecho de laudo para sua revisão.
O PontoAzul soma os elementos por etapa e apresenta as referências da Figura A compatíveis com a idade.
Testar com Figura de Rey ACalcule a idade na data de aplicação do Figura de Rey A
Autor(es): André Rey; Paul-Alexandre Osterrieth; adaptação brasileira estudada por Oliveira, Rigoni, Andretta e Moraes · 1941–1944 (estudo brasileiro: 2004)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A Figura Complexa de Rey A surgiu da proposta de André Rey em 1941 de examinar percepção, construção e memória por meio de uma tarefa visual difícil de reduzir a um único detalhe. Paul-Alexandre Osterrieth sistematizou o método de correção em 1944. A pessoa copia uma figura geométrica complexa com o modelo à vista e a reproduz sem o estímulo após intervalo previsto pelo protocolo. A versão A é a configuração clássica mais conhecida; existem outras formas e sistemas de análise, o que torna essencial registrar exatamente qual foi usada.
A pontuação quantitativa tradicional considera 18 elementos e permite até 36 pontos em cada etapa. Precisão do desenho e posição espacial interferem no crédito atribuído. A observação qualitativa também importa: iniciar pela estrutura global, desenhar partes desconectadas, simplificar detalhes ou reorganizar a figura são comportamentos diferentes mesmo quando duas pessoas chegam a totais semelhantes. A relação entre cópia e memória ajuda a separar dificuldades iniciais de organização de problemas de recuperação posterior, mas exige prudência.
Pesquisas brasileiras, como a de Oliveira, Rigoni, Andretta e Moraes de 2004, investigaram evidências psicométricas em crianças e adolescentes. O desempenho varia com idade e escolaridade, e a edição adotada determina como transformar a soma bruta em referência comparável. Por isso, o valor clínico da Figura A está na leitura integrada das etapas e da estratégia utilizada durante a aplicação, em vez de uma etiqueta única de desempenho.
A Figura A é indicada quando a avaliação precisa observar construção visuoespacial, planejamento do desenho e memória visual não verbal. Pode compor baterias de investigação de queixas de aprendizagem, condições neurológicas ou dificuldades executivas, desde que a pessoa tenha condições visuais e motoras para executar a tarefa. Em crianças, a escolha da norma exige atenção à idade; em adultos, escolaridade e contexto clínico modificam a interpretação. Quando há evocação tardia, o examinador precisa manter o intervalo previsto e evitar atividades visuais que contaminem a memória. O resultado ganha sentido quando comparado com instrumentos verbais, atenção e observação funcional.
Quando o Figura de Rey A não é a melhor escolha
A Figura A não serve como medida única de memória quando a pessoa tem limitação motora importante, dificuldade visual sem correção adequada ou incapacidade de compreender a tarefa de cópia. Se a pergunta é aprendizagem verbal, prefira o RAVLT; para atenção dividida ou alternância, considere o TMT. Uma cópia muito prejudicada limita a inferência sobre evocação, porque a informação pode não ter sido codificada adequadamente.
O sistema de Osterrieth divide a figura em 18 unidades pontuáveis. A correção é repetida para cada etapa aplicada; a observação da estratégia complementa o total.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Cópia | 18 elementos | Precisão e localização dos componentes diante do modelo. |
| Memória imediata | 18 elementos | Elementos recuperados sem o modelo no primeiro intervalo. |
| Memória tardia | 18 elementos | Elementos mantidos após intervalo maior, se esta etapa for aplicada. |
| Organização | Registro qualitativo | Sequência de construção, uso da estrutura global e fragmentação. |
Selecione a Figura A, a edição e as normas adequadas antes da sessão, documentando o método que será usado.
Apresente o estímulo original e solicite a cópia conforme as instruções da edição, registrando a ordem de construção.
Retire o modelo e conduza a evocação imediata após o intervalo definido pelo protocolo adotado.
Se houver evocação tardia, preserve o intervalo previsto e evite tarefas que reapresentem conteúdo visual semelhante.
Guarde os desenhos de cada etapa separadamente, com data e observações sobre estratégias ou interrupções.
No método clássico de Osterrieth, cada reprodução é examinada em 18 componentes. O profissional atribui crédito segundo integridade e localização de cada componente, somando até 36 pontos na cópia, até 36 na evocação imediata e até 36 na tardia, quando estas etapas são aplicadas. Os critérios detalhados pertencem ao manual; a página descreve a lógica sem expor o estímulo ou a folha de resposta. A soma de uma etapa nunca deve incorporar elementos recuperados em outra.
Depois da soma, a leitura deve consultar a norma pertinente à edição e à população do avaliado. Também é útil anotar se a pessoa construiu primeiro a estrutura geral ou fragmentou o desenho, porque a estratégia afeta a codificação. No PontoAzul, você registra os escores atribuídos aos 18 elementos em cada etapa aplicada; a plataforma calcula a soma de 0 a 36 por etapa, organiza o perfil de cópia e memória e prepara um trecho de laudo editável para conferência.
Confirme qual versão da figura, quais etapas e qual sistema de correção foram usados no protocolo original.
Em cada etapa, identifique os 18 elementos previstos pelo sistema de Osterrieth, sem publicar ou redesenhar estímulos na documentação.
Atribua a pontuação de precisão e posição de cada elemento conforme o manual da edição utilizada; o máximo por etapa é 36.
Some os 18 elementos separadamente para cópia, memória imediata e memória tardia quando estas tiverem sido administradas.
Compare cada escore bruto às normas pertinentes à idade e escolaridade; registre também a qualidade da estratégia de construção.
Examine a diferença entre cópia e memória sem tratar queda no escore como perda mnésica automática quando a cópia já foi fraca.
Exemplo de correção
Caso fictício: pessoa de 32 anos em avaliação por dificuldades de memória visual. A correção do protocolo já aplicado produziu:
Cópia de 32 e evocação tardia de 19 pontos; a classificação normativa depende da tabela da edição utilizada e da história clínica.
A Figura de Rey A não possui uma faixa universal de gravidade derivada apenas do escore bruto. O máximo de 36 por etapa descreve a quantidade de elementos reproduzidos segundo regras de precisão e posição, mas não equivale a um ponto de corte clínico. A interpretação requer manual da edição aplicada e normas apropriadas à idade, escolaridade e população. Estudos brasileiros de Oliveira e colaboradores abordaram validade em crianças e adolescentes, enquanto outras amostras usam procedimentos distintos. A comparação entre cópia, evocação imediata e tardia depende do protocolo efetivamente seguido. Uma evocação baixa após cópia pouco organizada exige olhar tanto codificação quanto memória.
O intervalo de evocação, o material intermediário e o sistema de pontuação alteram a comparabilidade. Não associe uma pontuação isolada a lesão específica nem aplique percentis de outra população sem justificar a escolha.
Misturar cópia e evocação
Cada etapa recebe sua própria soma de até 36 pontos; juntar elementos de momentos diferentes mascara o padrão do paciente.
Ignorar posição do elemento
A presença de uma parte do desenho não basta para pontuação plena. Precisão e colocação precisam seguir o sistema adotado.
Usar norma de outra idade
Desenvolvimento, idade e escolaridade influenciam o desempenho; a mesma soma bruta pode ter leituras distintas.
Chamar toda queda de amnésia
Uma organização pobre na cópia pode limitar a codificação da figura antes da evocação.
No PontoAzul, a correção do Figura de Rey A segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, cada etapa corrigida mantém a soma, a referência normativa e as observações do protocolo no caso. O laudo-base organiza esses achados para revisão profissional.
Na avaliação de 12/03/2026, a participante fictícia de 32 anos realizou a Figura Complexa de Rey A conforme o protocolo da edição adotada. A cópia recebeu 32 de 36 pontos, a reprodução de memória imediata 21 de 36 e a tardia 19 de 36. A diferença de 13 pontos entre cópia e evocação tardia sugere investigar a eficiência da organização inicial e da retenção visual, sem atribuir diagnóstico ao escore bruto. A classificação percentual deverá ser calculada pelas normas da faixa etária e escolaridade correspondentes. Recomenda-se integrar o achado a outros instrumentos de memória, atenção e funções executivas, além da observação da estratégia de desenho.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Bender B-SPG: 9 figuras, 10 notas de distorção, total de 0 a 21 para 6 a 10 anos.
Flexibilidade e perseveração; o módulo PontoAzul registra protocolos de até 128 ensaios.
Atenção concentrada em três períodos: desempenho, erros e constância no mesmo protocolo.
Três matrizes de cancelamento que exigem busca visual e alternância progressivas.
Ver todos os instrumentos de Atenção, memória e funções executivas
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
Testar grátis por 7 dias