1Parte 1
A criança cancela ocorrências de um alvo único em meio a figuras que competem pela atenção.
O TAC investiga atenção seletiva com três matrizes de figuras geométricas. A criança marca alvos simples, depois pares e, por fim, alterna o alvo a cada linha; cada parte dura um minuto. Entenda o que muda entre as etapas, como separar acertos, erros e omissões e quando as normas escolares brasileiras são adequadas. O PontoAzul reúne o perfil e prepara um laudo-base editável.
O Teste de Atenção por Cancelamento (TAC), de Montiel e Seabra, usa três matrizes de 300 figuras geométricas. Em um minuto por parte, a pessoa marca alvos simples, pares ordenados e alvos que mudam entre linhas. Acertos, erros e omissões precisam ser separados por matriz. Um estudo brasileiro com 524 estudantes de sete a 16 anos apresentou normas locais e encontrou influência da escolaridade e do tipo de escola.
A criança cancela ocorrências de um alvo único em meio a figuras que competem pela atenção.
O alvo vira um par ordenado, exigindo conferir duas figuras antes de assinalar a resposta.
O alvo muda a cada linha, acrescentando alternância de regra à busca seletiva.
Acertos, respostas incorretas e alvos omitidos mostram diferenças entre velocidade e cuidado.
Transcreva os escores brutos de acertos das três partes do TAC e a data da aplicação. Com essas diferenças, prepara um laudo-base editável para sua revisão.
O PontoAzul converte cada parte e o total pela referência etária incorporada, preservando as medidas separadas.
Testar com TACCalcule a idade na data de aplicação do TAC
Autor(es): José Maria Montiel e Alessandra Gotuzo Seabra · 2012
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O TAC — Teste de Atenção por Cancelamento, desenvolvido por José Maria Montiel e Alessandra Gotuzo Seabra, utiliza a busca de figuras geométricas entre muitos distratores para examinar atenção seletiva. O conjunto descrito em pesquisas brasileiras reúne três matrizes, cada uma com 300 estímulos, e duração fixa de um minuto por parte. Na primeira, o alvo é uma figura única. Na segunda, passa a ser um par ordenado. Na terceira, a regra muda entre linhas. Essa progressão acrescenta exigências de comparação e alternância visual.
A resposta é marcar os alvos corretos. A pontuação pode registrar acertos, erros por marcação de não alvos e omissões de alvos. O padrão entre partes traz informação além de um total: uma queda na terceira pode indicar que mudar o foco a cada linha foi mais difícil do que manter um critério único, mas não há interpretação automática. É preciso considerar quantidade de marcas, precisão e condições da aplicação.
Hazin e colaboradores publicaram normas de 524 estudantes de sete a 16 anos de Natal, no Rio Grande do Norte. Encontraram diferenças relevantes por escolaridade e tipo de escola. Outro estudo brasileiro com crianças e adolescentes descreveu o TAC em pesquisa de funções executivas e confirmou três matrizes de um minuto. Essas fontes mostram por que o laudo deve explicitar população de referência e não classificar uma criança por uma média nacional imaginada. No PontoAzul, você transcreve três escores de acertos já apurados. A plataforma calcula a conversão de cada parte e do total pela referência etária incorporada. Erros, omissões e velocidade não aparecem como medidas independentes calculadas nesse módulo; registre as observações pertinentes no contexto da avaliação e revise o laudo-base.
O TAC é útil quando a pergunta da avaliação envolve seleção de estímulos visuais e capacidade de seguir uma regra de busca sob tempo. Em crianças e adolescentes, as três partes ajudam a comparar uma demanda simples com outra que exige par ordenado e uma terceira de alternância. A tarefa pode integrar investigação neuropsicológica, escolar ou de dificuldades atencionais, respeitando instruções, limites temporais e referência adequada. Verifique idade, série escolar, tipo de escola e condições visuais antes de usar uma norma publicada. O resultado deve se juntar a relatos, observação e outras tarefas, especialmente quando a queixa ocorre no cotidiano fora do teste.
Quando o TAC não é a melhor escolha
O TAC não é a melhor escolha quando a pessoa não consegue perceber as figuras ou marcar alvos conforme a padronização. Também não substitui avaliação ampla de TDAH. Se o caso está fora da faixa etária, escolaridade ou população das normas escolhidas, descreva o desempenho bruto e evite atribuir percentil por comparação imprópria.
Três matrizes de figuras geométricas acrescentam exigência progressiva de seleção e alternância. Cada parte dura um minuto e mantém acertos, erros e omissões próprios.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Parte 1 | 300 estímulos | Cancelamento de figura-alvo única entre distratores. |
| Parte 2 | 300 estímulos | Busca de par de figuras na ordem definida. |
| Parte 3 | 300 estímulos | Alvo muda a cada linha, exigindo alternância de regra. |
| Pontuação | Por parte | Contagem separada de acertos, erros e omissões. |
Selecione o material do TAC de Montiel e Seabra e confira as três matrizes e o crivo correspondente.
Explique a regra da primeira parte e confirme compreensão dos exemplos antes de iniciar o minuto cronometrado.
Administre a segunda matriz com a instrução de par ordenado e registre marcas no tempo padronizado.
Apresente a regra variável da terceira parte e observe se a criança acompanha a mudança a cada linha.
Guarde as folhas separadas e anote interrupções, dúvidas e estratégias antes de contar acertos, erros e omissões.
A apuração do TAC deve ocorrer por matriz. Em cada parte, conte alvos corretamente marcados, estímulos errados cancelados e alvos omitidos conforme o crivo. O trabalho de pesquisa pode usar total de acertos como escore principal, mas a clínica ganha informação ao preservar precisão e omissões. Não some simplesmente todas as marcas como se fossem acertos. Cada parte tem alvo e dificuldade próprios, e a terceira exige que a regra mude no percurso.
Após a conferência, selecione normas compatíveis com faixa etária e escolaridade. O estudo de Hazin e colaboradores analisou estudantes de sete a 16 anos de Natal e encontrou diferenças por série e tipo de escola. Isso limita a extrapolação direta para outras populações. Uma criança com muitos acertos e muitos erros não deve receber a mesma descrição que outra com igual total de acertos e poucos erros. No PontoAzul, você transcreve três escores de acertos já apurados. A plataforma calcula a conversão de cada parte e do total pela referência etária incorporada. Erros, omissões e velocidade não aparecem como medidas independentes calculadas nesse módulo; registre as observações pertinentes no contexto da avaliação e revise o laudo-base.
Confirme que as três matrizes receberam um minuto cada e registre qualquer interrupção.
Na parte 1, confira marcas corretas, não alvos marcados e alvos omitidos.
Repita a contagem na parte 2, respeitando a ordem do par que define o alvo.
Na parte 3, confira a mudança de alvo em cada linha antes de classificar as marcas.
Apure resultados por parte e o total previsto pelo protocolo, sem perder as contagens parciais.
Compare com a norma compatível com idade e escolaridade e descreva velocidade junto à precisão.
Exemplo de correção
Caso fictício: estudante de 10 anos completou as três partes cronometradas do TAC. Contagens revisadas:
Foram 77 acertos brutos. A classificação exige norma adequada e análise das omissões e diferenças entre partes.
O TAC não dispõe de um corte bruto único para toda criança. O estudo normativo de Natal incluiu 524 estudantes de sete a 16 anos e encontrou efeito de escolaridade e tipo de escola. Por isso, a comparação precisa corresponder à população e à etapa escolar, sem assumir que uma média local vale para todo o Brasil. Os três blocos também têm exigências diferentes; menos acertos na terceira parte pode acompanhar a necessidade de alternar alvo e não indica automaticamente um problema clínico. A leitura deve observar erros e omissões, pois duas pessoas com o mesmo total de acertos podem ter estratégias de precisão distintas. Tempo diferente de um minuto, instrução incompleta ou dificuldade visual alteram a validade da comparação. Sem referência adequada, registre resultados brutos por matriz e contexto de aplicação.
A norma citada é de estudantes de Natal, não um corte nacional universal. Visão, idade escolar, compreensão e tempo de aplicação influenciam o resultado.
Trocar alvo entre matrizes
A regra muda em cada parte; usar crivo da primeira na terceira produz erro de correção.
Contar marcas como acertos
Não alvos cancelados são erros e devem ficar separados dos acertos.
Apagar omissões do perfil
Alvos não encontrados ajudam a entender a relação entre velocidade e precisão.
Generalizar norma escolar local
Os dados de Natal não representam automaticamente toda criança brasileira.
No PontoAzul, a correção do TAC segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, você transcreve três escores de acertos já apurados. A plataforma calcula a conversão de cada parte e do total pela referência etária incorporada. Erros, omissões e velocidade não aparecem como medidas independentes calculadas nesse módulo; registre as observações pertinentes no contexto da avaliação e revise o laudo-base.
Em 26/06/2026, estudante fictício de dez anos realizou as três matrizes do TAC com um minuto para cada uma. Após conferência das folhas, foram registrados 32 acertos e dois erros na primeira parte, 25 acertos e três erros na segunda e 20 acertos e quatro erros na terceira. O total de acertos brutos foi 77; as omissões permanecem em campos separados para revisão. A redução de acertos ao longo das partes será examinada à luz da mudança de demanda, que passa de alvo simples a par ordenado e depois a alvo variável por linha. Qualquer classificação deverá utilizar norma adequada à idade, escolaridade e população do estudante. Esses dados serão combinados às observações de aplicação, aos relatos escolares e a outras medidas antes da interpretação clínica final.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Flexibilidade e perseveração; o módulo PontoAzul registra protocolos de até 128 ensaios.
Atenção concentrada em três períodos: desempenho, erros e constância no mesmo protocolo.
d2-R: atenção concentrada em 14 linhas cronometradas, com OAP, DC e E%.
Stroop Victoria: tempos, erros e escores z por cartão na correção PontoAzul.
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