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Atenção, memória e funções executivas · Avaliação

Figura de Rey B: cópia e memória visual

A Figura de Rey B é a forma destinada especialmente a crianças pequenas dentro da família de Figuras Complexas de Rey.

Fases
Cópia e memória
Idade
4 a 8 anos
Norma Portugal
5 a 8 anos
Estímulo
Figura B

Figura de Rey B em resumo

A Figura de Rey B é uma das formas do Teste de Cópia de Figuras Complexas de André Rey. A edição portuguesa a descreve para crianças de 4 a 8 anos, com fases de cópia e reprodução de memória. Sua tabela portuguesa informada cobre 80 crianças de 5 a 8 anos. A forma B difere da A e de figuras alternativas como Taylor; por isso estímulo, sistema de pontuação e referência normativa devem ser registrados juntos.

Fases
Cópia e memória
Idade
4 a 8 anos
Norma Portugal
5 a 8 anos
Estímulo
Figura B
Autor
André Rey
Duração
Cerca de 10 min

O que o Figura de Rey B avalia?

1Cópia

A criança reproduz o modelo visível, permitindo observar organização espacial, traçado e uso das partes.

2Evocação

A criança desenha a figura de memória segundo o intervalo e a instrução da edição aplicada.

3Estratégia

O profissional observa por onde a criança começa e como integra elementos locais e globais.

4Qualidade gráfica

A correção verifica presença, posição e precisão dos elementos de acordo com o sistema escolhido.

Dados que viram resultado

Do Figura de Rey B ao gráfico e ao laudo

Você identifica a Figura B e registra no PontoAzul os resultados de cópia e evocação. Com essas diferenças preservadas, prepara um laudo-base editável para sua revisão.

  • Figura A e B sem confusão
  • Cópia e memória em campos próprios
  • Norma e laudo no mesmo caso

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O PontoAzul mantém forma, fase e referência normativa associados a cada registro do caso.

Testar com Figura de Rey B

Calculadora de idade cronológica

Figura de Rey B — cópia, organização e memória visual

Autor(es): André Rey; adaptação portuguesa: Rocha e Coelho · 1941; edição portuguesa de 1998

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o Figura de Rey B?

A Figura de Rey B integra o Teste de Cópia de Figuras Complexas de André Rey, concebido para observar organização perceptomotora e memória visual. A edição descrita pela Hogrefe Portugal contém duas figuras, A e B. A A é a mais utilizada, enquanto a B foi pensada para crianças mais jovens, de 4 a 8 anos, e pode ser empregada em situações específicas com adultos que apresentem deterioração acentuada. São estímulos diferentes, não nomes intercambiáveis de uma mesma folha.

Na cópia, o modelo permanece disponível enquanto a criança o reproduz. O avaliador pode observar por onde ela inicia, como organiza partes e conjunto, além de presença e localização dos elementos. Na fase de memória, a pessoa desenha sem o modelo segundo o procedimento da edição. A comparação entre fases ajuda a distinguir dificuldade de construção inicial de dificuldade de retenção visual, mas não isola uma causa de modo automático.

A Hogrefe informa adaptação e dados normativos portugueses por António Menezes Rocha e Maria Helena Coelho; para a Figura B, a amostra indicada é de 80 crianças de 5 a 8 anos. Uma pesquisa mexicana de 1997 estudou 750 crianças de 4 a 8 anos e propôs seu sistema de calificação. São referências de países e sistemas que precisam ser identificados no laudo; resultados brutos não devem ser convertidos por tabela escolhida apenas porque a idade parece próxima. No PontoAzul, o registro da forma B acompanha cópia, memória e norma declarada.

Indicação e população

A Figura de Rey B pode ser escolhida quando a avaliação precisa examinar organização visuoespacial e recordação gráfica em crianças pequenas, respeitando a edição e sua faixa etária. Ela permite observar tanto o produto final quanto o percurso de construção. É útil como peça de uma bateria neuropsicológica, especialmente quando o profissional quer comparar cópia e evocação em vez de depender de uma resposta verbal. Antes de aplicar, considere visão, coordenação motora fina, experiência com lápis e papel, compreensão das instruções e normas apropriadas para idade e contexto. A forma B não substitui avaliação ampla de aprendizagem ou desenvolvimento.

Quando o Figura de Rey B não é a melhor escolha

A Figura B não é a escolha habitual quando o objetivo requer a forma A ou outro instrumento para adultos sem a condição específica prevista. Evite converter resultados de crianças fora da faixa efetiva das normas disponíveis. Limitações visuais ou motoras relevantes também podem impedir comparação padronizada; nesses casos, descreva as condições e escolha outra estratégia de avaliação.

Estrutura do Figura de Rey B

A forma B é apresentada para cópia e, depois, para reprodução de memória. Os desenhos, critérios de pontuação e referências normativas pertencem à edição usada, não à Figura A.

DimensãoItensO que avalia
Modelo B1 figuraEstímulo visual próprio desta forma, diferente da Figura A.
Cópia1 desenhoReprodução com o modelo presente e observação da organização gráfica.
Memória1 desenhoReprodução sem o modelo segundo intervalo do protocolo escolhido.
CorreçãoPor fasePresença, posição e precisão examinadas pelo sistema da edição.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Confirme que o cartão é da Figura B e separe manual, folhas e materiais da mesma edição.

  2. 2

    Registre idade, condições visuais e motoras e a referência normativa que poderá ser aplicada ao caso.

  3. 3

    Peça a cópia do modelo de acordo com a instrução oficial, observando ordem de construção e tempo quando previsto.

  4. 4

    Retire o modelo e conduza a evocação no intervalo estabelecido pelo protocolo utilizado.

  5. 5

    Identifique cada desenho por fase e anote estratégias, interrupções e dúvidas antes da correção.

Como corrigir o Figura de Rey B

A correção deve seguir o sistema da edição efetivamente aplicada. Em geral, avalia-se a reprodução das unidades gráficas, sua posição e precisão, mas os critérios exatos não são universais entre publicações. O estudo mexicano de Cortés e colaboradores, por exemplo, analisou nove unidades perceptuais em seu próprio sistema. Não é correto transportar automaticamente essa divisão para outro manual apenas porque ambos usam a Figura B. Cópia e memória geram resultados separados; o processo de construção também pode fornecer observações qualitativas relevantes.

Para converter o escore, escolha tabela do mesmo estímulo, faixa etária, país e sistema de pontuação. A amostra portuguesa informada para a Figura B compreende 80 crianças de 5 a 8 anos. A indicação ampla de uso a partir dos quatro anos não torna essa tabela adequada a uma criança de quatro. No PontoAzul, o registro da forma e da fase acompanha a pontuação, reduzindo a chance de usar norma da Figura A ou confundir o total de cópia com o de evocação no texto-base.

  1. Confirme material e sistema de correção da Figura B antes de examinar os desenhos.

  2. Separe folha de cópia e folha de memória e registre o intervalo realmente utilizado.

  3. Aplique os critérios de presença, localização e precisão dos elementos conforme o manual da edição.

  4. Anote estratégias de construção e dificuldades motoras ou de compreensão observadas.

  5. Calcule os escores de cópia e memória sem somá-los como uma medida única.

  6. Use somente a tabela normativa que corresponda a forma, sistema, país e idade do caso.

Exemplo de correção

Exemplo fictício: criança de 7 anos realizou cópia e evocação da Figura B. O profissional corrigiu as duas folhas com o sistema de sua edição:

Forma
Figura B
Cópia
12 pontos brutos
Memória
8 pontos brutos
Diferença bruta
12−8 = 4

Os valores são ilustrativos; percentis dependem da tabela da mesma edição e da idade exata da criança.

Interpretação dos resultados

A Figura de Rey B não possui um corte bruto universal válido em toda edição e população. A Hogrefe Portugal informa normas específicas de sua versão para crianças de 5 a 8 anos, enquanto a indicação geral da forma B abrange 4 a 8. Um estudo mexicano de 1997 examinou outra amostra e seu sistema de unidades perceptuais. Misturar os dois métodos pode produzir classificação aparentemente precisa e metodologicamente incorreta. Cópia e memória também exigem leituras distintas: uma evocação inferior à cópia pode refletir retenção, mas a qualidade da cópia inicial limita o que era possível recordar. Estratégia, coordenação motora, instruções, tempo e visão influenciam ambos os desenhos. Por isso esta página deixa faixas numéricas vazias e orienta escolher primeiro o sistema e a norma compatíveis com o protocolo real.

Amostras normativas citadas são de Portugal e México. Não atribua automaticamente seus percentis a crianças brasileiras sem analisar adequação da referência.

Erros comuns na correção manual

Corrigir B com critérios da A

As figuras são estímulos diferentes e podem ter sistemas e normas próprios.

Aplicar norma fora da idade

A amostra portuguesa de B informada cobre cinco a oito anos, embora o uso geral comece aos quatro.

Fundir cópia e evocação

Cada fase fornece informação distinta e precisa de pontuação identificada.

Ignorar estratégia de desenho

A ordem de construção ajuda a contextualizar o total obtido na folha.

No PontoAzul, a correção do Figura de Rey B segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o Figura de Rey B aparece no laudo

No PontoAzul, a Figura de Rey B mantém cópia e memória em resultados separados com a norma indicada para o caso.

Em 04/08/2026, criança fictícia de sete anos realizou cópia e reprodução de memória da Figura de Rey B, com materiais identificados da edição utilizada. Após correção dos dois desenhos pelo sistema do manual, o exemplo apresentou 12 pontos brutos na cópia e 8 na memória. A diferença de quatro pontos é descritiva e não representa, por si só, classificação clínica. O profissional registrou a estratégia de construção, o intervalo entre fases e as condições de compreensão da instrução. Qualquer percentil deverá usar uma tabela correspondente à Figura B, à idade, ao sistema de pontuação e ao país da amostra normativa. Os resultados serão integrados à observação, à história de desenvolvimento e a outras medidas visuoespaciais antes de concluir sobre o caso.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

Figura de Rey B e instrumentos parecidos

  • Figura de Rey A: É o modelo mais frequente, com material e normas distintos da Figura B.
  • Blocos de Corsi: Avalia sequências espaciais reproduzidas por toques, não um desenho complexo em cópia e memória.
  • Figura de Taylor: Outra figura alternativa; não corresponde à Figura B da edição de Rey.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (3)
  1. Rey, A. Teste de Cópia de Figuras Complexas. Edição e manual utilizados na avaliação.
  2. Hogrefe Portugal. Figura Complexa de Rey — Teste de Cópia de Figuras Complexas: ficha da edição portuguesa.
  3. Cortés, J. F., Galindo y Villa, G., & Salvador, J. (1997). La Figura Compleja de Rey para niños: propiedades psicométricas. Salud Mental, 20(2).

Perguntas frequentes sobre o Figura de Rey B

O que a Figura de Rey B avalia?
A Figura B ajuda a examinar organização visuoperceptiva, reprodução gráfica e memória visual em crianças pequenas. O profissional observa o desenho durante a cópia e sua reprodução de memória. As fases oferecem informações diferentes: a cópia exige planejamento e percepção, enquanto a evocação acrescenta retenção da configuração apresentada.
Figura de Rey A e B são iguais?
Não. A edição descrita pela Hogrefe Portugal traz duas figuras distintas. A Figura A é o modelo mais frequente, usado em crianças maiores e adultos; a B foi proposta para crianças de 4 a 8 anos e alguns adultos com grande deterioração. Materiais, regras e normas não devem ser trocados entre formas.
Qual a idade da Figura B?
A editora portuguesa descreve uso da Figura B em crianças de 4 a 8 anos. Seu conjunto normativo português informado na página cobre 5 a 8 anos, com 80 crianças. Essa diferença exige conferir a faixa efetiva da tabela antes de converter um escore de criança de quatro anos ou de pessoa de outro país.
Como pontuar a cópia e a memória?
Use o sistema de unidades e critérios do manual da edição administrada, pontuando cópia e evocação separadamente. Estudos diferentes podem propor sistemas alternativos. A nota de uma figura não autoriza usar automaticamente as tabelas da outra; registre elementos, precisão, posição e condições de reprodução conforme o protocolo adotado.
Existe norma brasileira da Figura B?
As fontes primárias consultadas nesta página apresentam uma edição com normas portuguesas e um estudo mexicano, não uma tabela brasileira da Figura B. Antes de atribuir percentil a uma criança no Brasil, confirme o manual brasileiro efetivamente usado e sua base normativa. Se não houver referência apropriada, descreva o desempenho sem classificação inventada.
A Figura B serve para diagnosticar dislexia?
Não isoladamente. Dificuldade na cópia ou na evocação pode refletir fatores visuais, motores, compreensão, experiência com desenho, atenção ou memória. Para investigar uma queixa específica de aprendizagem, integre entrevista, histórico escolar, observações e provas mais diretamente relacionadas à habilidade em questão.
A Figura B é a Figura de Taylor?
Não. Figura B é uma das duas formas da edição de Figuras Complexas de Rey descrita pela Hogrefe. A Figura de Taylor é outra figura alternativa usada em alguns desenhos de pesquisa e reavaliações. Sem identificar claramente o estímulo apresentado, não é possível escolher sistema de pontuação e norma com segurança.
Como o PontoAzul ajuda no laudo?
Você indica a forma B e registra resultados separados de cópia e memória do protocolo aplicado. O PontoAzul mantém edição, idade, observações e referência normativa ligadas ao caso e organiza esses dados em um laudo-base editável. Isso evita transcrever escores de fases diferentes como se fossem uma medida única.

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