1OAP — Objetos-alvo processados
Quantidade de alvos (d com dois traços) contidos no trecho que a pessoa efetivamente percorreu. É a medida de velocidade de trabalho.
O teste d2-R mede atenção concentrada sob pressão de tempo: a pessoa risca, em 14 linhas de 20 segundos cada, todas as letras d com dois traços entre distratores parecidos. A correção gera três medidas centrais (OAP, DC e E%), comparadas com normas brasileiras de 7 a 76 anos. Veja como corrigir e interpretar com a soma conferida.
O Teste d2 – Revisado (d2-R) é um teste de lápis e papel que avalia atenção concentrada e velocidade de processamento. O examinando percorre 14 linhas de símbolos, com 20 segundos por linha, e risca apenas os d com dois traços. A correção gera objetos-alvo processados (OAP), desempenho de concentração (DC) e percentual de erros (E%), comparados com normas brasileiras para 7 a 76 anos.
Quantidade de alvos (d com dois traços) contidos no trecho que a pessoa efetivamente percorreu. É a medida de velocidade de trabalho.
Alvos corretamente marcados menos os erros de comissão. Combina ritmo e precisão e é a medida mais usada para descrever a concentração.
Soma de erros de omissão e comissão dividida pelos objetos-alvo processados, multiplicada por 100. Indica o cuidado com que a tarefa foi feita.
EO são alvos que ficaram sem marcação; EC são distratores marcados como se fossem alvos. A proporção entre os dois ajuda na leitura qualitativa.
Transcreva os totais OAP, erros de omissão e de troca do d2-R, data, modalidade e referência normativa disponível. Revise os indicadores disponíveis antes de escrever a interpretação. OAP, DC e E% com percentis, escores padronizados e classificações disponíveis.
O PontoAzul calcula DC = OAP − omissões − trocas e E% = (omissões + trocas) ÷ OAP × 100, consultando a tabela selecionada e sua compatibilidade etária. O fluxo atual recebe totais, sem curva automática das 14 linhas.
Testar com d2-RCalcule a idade na data de aplicação do d2-R
Autor(es): Rolf Brickenkamp, Lothar Schmidt-Atzert e Detlev Liepmann; adaptação brasileira de Leandro F. Malloy-Diniz, Carlos G. F. M. Schlottfeldt e Alexandre L. O. Serpa · d2 original: 1962; d2-R: 2010 (Alemanha); edição brasileira: Hogrefe, 2018
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O teste d2 foi criado por Rolf Brickenkamp e publicado na Alemanha em 1962, inicialmente para seleção de motoristas. Em 2010, Brickenkamp, Lothar Schmidt-Atzert e Detlev Liepmann lançaram a revisão, o d2-R, que manteve a tarefa clássica e mudou o número de símbolos por linha, as instruções e a correção. A edição brasileira, publicada pela Hogrefe em 2018, foi adaptada por Leandro F. Malloy-Diniz, Carlos G. F. M. Schlottfeldt e Alexandre L. O. Serpa e traz normas para 7 a 76 anos.
A tarefa é simples de explicar e difícil de executar bem: em cada uma das 14 linhas, a pessoa risca todos os d com dois traços, ignorando os d com um, três ou quatro traços e todos os p. O aplicador troca de linha a cada 20 segundos. Essa pressão de tempo obriga o examinando a equilibrar velocidade e cuidado, e é justamente esse equilíbrio que o teste quantifica.
As três medidas centrais respondem a perguntas diferentes. O OAP diz quanto a pessoa conseguiu processar; o DC diz quanto desse trabalho foi bem feito; o E% mostra a proporção de erros. Estudos brasileiros, como a padronização de Araujo (2016) na USP, relataram consistência interna muito alta para essas medidas e correlações com outros testes de atenção concentrada.
O d2-R é indicado quando a pergunta envolve concentração sustentada em tarefa visual repetitiva: avaliação neuropsicológica de crianças a partir de 7 anos, adolescentes e adultos com queixa de desatenção; investigação de TDAH como parte de uma bateria; acompanhamento de lentificação após lesão, quimioterapia ou uso de medicação; e contextos de trânsito, porte de arma e seleção, em que a atenção concentrada é requisito. Por ser rápido, encaixa bem no início de uma sessão longa, antes da fadiga.
Quando o d2-R não é a melhor escolha
O d2-R pressupõe visão corrigida, discriminação visual de letras e coordenação motora suficiente para riscar rápido. Evite-o em pessoas com baixa visão não corrigida, tremor importante ou lesão na mão dominante, e não o use sozinho para concluir TDAH: ele mede desempenho em uma tarefa de concentração, não sintomas no cotidiano. Abaixo de 7 anos, escolha instrumentos com normas pré-escolares.
A folha de resposta do d2-R traz 14 linhas de estímulos. Cada estímulo é a letra d ou p acompanhada de um a quatro traços, acima e/ou abaixo. O alvo é sempre o d com exatamente dois traços; todo o resto é distrator. O aplicador cronometra 20 segundos e manda passar para a linha seguinte.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Instruções e exemplos | Treino | Apresentação do alvo e dos distratores, com uma linha de exercício para garantir que a regra foi entendida antes do cronômetro. |
| Linhas cronometradas | 1–14 | Cada linha dura 20 segundos. Ao comando “próxima”, a pessoa abandona a linha atual, mesmo incompleta, e começa a seguinte. |
| Registro no crivo | Por linha | A folha autocopiativa permite ver as marcações e contar, em cada linha, o último item processado, os alvos marcados, as omissões e as comissões. |
| Totais e escores normativos | OAP, DC, E% | Os totais das 14 linhas são convertidos em escores padronizados e percentis na tabela do grupo normativo adequado à idade e à escolaridade. |
Confira visão corrigida, mão dominante e ambiente sem ruído; em aplicação coletiva, garanta que todos enxerguem o aplicador.
Leia as instruções padronizadas e faça a linha de treino, corrigindo dúvidas sobre o que conta como alvo.
Inicie o cronômetro e anuncie a troca de linha exatamente a cada 20 segundos, sem pausas entre as linhas.
Ao fim das 14 linhas, recolha a folha e registre observações de comportamento: pressa, hesitação, fadiga, uso de estratégia.
Corrija com o crivo linha a linha, anotando para cada uma o último item processado, EO e EC antes de somar os totais.
A correção do d2-R exige contar, em cada uma das 14 linhas, o trecho processado, os alvos marcados, as omissões e as comissões. Com os totais, calcula-se o DC = OAP − EO − EC e o E% = (EO + EC) ÷ OAP × 100. Em seguida, os brutos são convertidos em escores padronizados e percentis na tabela do grupo normativo correto. O erro mais comum não está na fórmula, mas na delimitação do trecho processado e na escolha da tabela.
No PontoAzul: Transcreva os totais OAP, erros de omissão e de troca do d2-R, data, modalidade e referência normativa disponível. O PontoAzul calcula DC = OAP − omissões − trocas e E% = (omissões + trocas) ÷ OAP × 100, consultando a tabela selecionada e sua compatibilidade etária. O fluxo atual recebe totais, sem curva automática das 14 linhas.
Em cada linha, identifique o último símbolo marcado: ele define o trecho processado. Tudo o que vem depois não conta como omissão.
Conte, até esse ponto, os alvos existentes (base do OAP), os alvos marcados, as omissões (EO) e os distratores marcados (EC).
Some as 14 linhas: OAP = total de alvos no trecho processado; DC = alvos marcados corretamente − EC (equivale a OAP − EO − EC).
Calcule E% = (EO + EC) ÷ OAP × 100.
Converta OAP, DC e E% na tabela do manual para a idade e a escolaridade do examinando e registre percentil e classificação.
Observe a distribuição por linha: queda progressiva, oscilação ou erros concentrados no início mudam a leitura clínica.
Exemplo de correção
Caso fictício: estudante universitário de 22 anos, avaliado por queixa de distração em provas. Totais apurados nas 14 linhas:
Os totais ilustrativos produzem DC 150 e E% 10,7%, com 14 omissões e 4 erros de troca. A classificação de ritmo e precisão exige consulta à referência normativa adequada; não pode ser inferida desses brutos isoladamente.
O manual brasileiro do d2-R converte OAP, DC e E% em escores padronizados e percentis por grupo normativo, mas essas tabelas são material protegido e não têm pontos de corte públicos que possam ser reproduzidos aqui. Por isso, em vez de inventar faixas numéricas, a tabela abaixo mostra os padrões de resultado que orientam a leitura clínica depois que você converte os brutos no manual. A classificação (inferior, média, superior etc.) sempre vem da norma da idade e da escolaridade do examinando, nunca do bruto isolado.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| OAP e DC na média, E% baixo | Desempenho esperado | Ritmo e precisão compatíveis com o grupo normativo; não há sinal de dificuldade de concentração na tarefa. |
| OAP baixo, E% baixo | Lento e cuidadoso | Trabalha devagar, mas erra pouco. Pode refletir estilo conservador, lentificação ou ansiedade de desempenho; compare com outras medidas de velocidade. |
| OAP médio ou alto, E% elevado | Rápido e impreciso | Mantém o ritmo à custa da precisão. Omissões sugerem varredura superficial; comissões sugerem controle inibitório frágil. |
| OAP baixo e E% elevado | Prejuízo global na tarefa | Lentidão com muitos erros. Verifique compreensão da regra, fadiga, visão e condição clínica antes de atribuir o resultado à atenção. |
Informe no laudo o grupo normativo usado e não compare brutos entre idades. Um E% alto em uma única linha tem peso diferente de erros espalhados; olhe a distribuição linha a linha. Resultado isolado no d2-R não diagnostica TDAH nem outro transtorno.
Contar como omissão o que a pessoa nem alcançou
O trecho processado termina no último símbolo marcado de cada linha. Alvos depois desse ponto não são omissões; incluí-los derruba o DC e infla o E% artificialmente.
Somar erros de comissão duas vezes no DC
O DC é alvos corretos menos EC. Quem subtrai EO e EC dos alvos corretos (e não do OAP) desconta as omissões em dobro.
Calcular o E% sobre o total da folha
O denominador do percentual de erros é o OAP, não o número total de alvos impressos. Usar o total da folha reduz o E% de quem trabalha devagar.
Usar a tabela de outra faixa ou escolaridade
Escolha a tabela e a modalidade correspondentes ao protocolo. O PontoAzul confere a compatibilidade etária da referência selecionada e registra qual tabela foi utilizada.
No PontoAzul, a correção do d2-R segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Exemplo demonstrativo de d2-R, sem dados reais. O PontoAzul calcula DC = OAP − omissões − trocas e E% = (omissões + trocas) ÷ OAP × 100, consultando a tabela selecionada e sua compatibilidade etária. O fluxo atual recebe totais, sem curva automática das 14 linhas. A interpretação ilustrada incorpora a leitura profissional do protocolo e da entrevista.
No Teste d2 – Revisado (d2-R), aplicado em 14/09/2026, o examinando processou 168 objetos-alvo, com desempenho de concentração de 150 pontos e percentual de erros de 10,7%. O ritmo de trabalho situou-se na faixa esperada para o grupo normativo, enquanto a precisão ficou abaixo do esperado, com predomínio de erros de omissão distribuídos ao longo das linhas. O padrão sugere varredura visual pouco sistemática sob pressão de tempo e deve ser integrado aos dados de entrevista e às demais medidas atencionais.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
BPA-2: atenção concentrada, alternada, dividida e geral, de 6 a 94 anos.
Atenção concentrada em três períodos: desempenho, erros e constância no mesmo protocolo.
Três matrizes de cancelamento que exigem busca visual e alternância progressivas.
Stroop Victoria: tempos, erros e escores z por cartão na correção PontoAzul.
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