1Parte A
Ligar os números de 1 a 25 em ordem crescente, o mais rápido possível, sem tirar o lápis do papel. Mede rastreio visual, sequenciamento simples e velocidade psicomotora.
O Teste de Trilhas (TMT) mede velocidade de processamento na parte A (ligar 25 números em ordem) e flexibilidade cognitiva na parte B (alternar números e letras, 1-A-2-B até 13). A correção usa o tempo de cada parte, os erros e os índices B−A e B/A, comparados com normas brasileiras por idade e escolaridade.
O Trail Making Test (TMT), ou Teste de Trilhas, é uma tarefa de lápis e papel com duas partes. Na parte A, a pessoa liga 25 círculos numerados em ordem crescente; na parte B, alterna números e letras (1-A-2-B…13). O tempo da parte A reflete rastreio visual e velocidade; o da parte B acrescenta flexibilidade cognitiva. Os índices B−A e B/A isolam o custo da alternância.
Ligar os números de 1 a 25 em ordem crescente, o mais rápido possível, sem tirar o lápis do papel. Mede rastreio visual, sequenciamento simples e velocidade psicomotora.
Alternar números e letras em ordem (1-A-2-B-3-C… até 13), com 25 círculos. Acrescenta a exigência de manter duas sequências e trocar de uma para outra.
Diferença em segundos entre as partes B e A. Estima o tempo gasto com a alternância, descontando a velocidade motora e visual.
Tempo da parte B dividido pelo da parte A. Mostra o custo relativo da alternância e é menos sensível à lentidão geral.
Você registra os tempos em segundos e os erros das partes A e B do Teste de Trilhas. O resultado vira um parágrafo do laudo-base sobre velocidade e flexibilidade cognitiva, para você revisar.
O PontoAzul calcula B−A e B/A, compara os tempos com a norma selecionada para idade e escolaridade e identifica o padrão de desempenho.
Testar com TMTCalcule a idade na data de aplicação do TMT
Autor(es): Army Individual Test Battery (1944); popularizado por Ralph M. Reitan (1958); normas brasileiras de Hamdan e Hamdan (2009) e Campanholo et al. (2014) · 1944 (origem); 1958 (Reitan)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Trail Making Test (TMT) nasceu como parte da Army Individual Test Battery, em 1944, e ganhou uso clínico com os estudos de Ralph Reitan (1958), que mostrou sua sensibilidade a lesões cerebrais. Hoje é um dos testes neuropsicológicos mais aplicados no mundo, pela rapidez e pela riqueza de informação em poucos minutos.
A parte A exige rastreio visual, reconhecimento de números e sequência simples. A parte B mantém essas demandas e acrescenta a alternância entre duas sequências (números e letras), o que envolve memória operacional e flexibilidade cognitiva. Como a parte B contém a parte A, a comparação entre elas, pelos índices B−A e B/A, permite separar lentidão geral de dificuldade de alternância.
No Brasil, não há manual comercial da versão adulta clássica. As referências normativas vêm de artigos: Hamdan e Hamdan (2009), com 318 adultos de 18 a 81 anos divididos por idade e escolaridade, e Campanholo et al. (2014), com 1.447 adultos saudáveis. Para crianças, existem versões publicadas pela Memnon com normas próprias.
O TMT é indicado em avaliações neuropsicológicas de adultos e idosos: rastreio de declínio cognitivo, traumatismo cranioencefálico, AVC, esclerose múltipla, TDAH do adulto, transtornos psiquiátricos e acompanhamento de reabilitação. Também é útil em avaliações de capacidade para dirigir e de retorno ao trabalho, sempre como parte de uma bateria e não como teste único. Por ser curto, também funciona bem em reavaliações seriadas, desde que se considere o efeito de prática.
Quando o TMT não é a melhor escolha
Evite o TMT quando a pessoa não domina a sequência do alfabeto ou os números até 25, tem baixa visão não corrigida ou tremor e paresia na mão dominante. Em baixa escolaridade, a parte B pode medir mais o letramento do que a flexibilidade; nesses casos, considere o Teste de Trilhas Coloridas. Para crianças, use versões com normas infantis.
Cada parte do TMT tem uma folha de treino curta e uma folha de teste com 25 círculos espalhados. O aplicador cronometra do comando “já” até o último círculo e aponta cada erro na hora, para que a pessoa volte ao último círculo correto; o cronômetro não para durante a correção.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Treino da parte A | Exemplo | Sequência numérica curta para garantir que a instrução foi entendida. |
| Parte A | 1 → 25 | Ligação dos números em ordem crescente, cronometrada. |
| Treino da parte B | Exemplo | Alternância curta entre números e letras. |
| Parte B | 1 → 13 e A → L | Alternância completa entre números e letras, cronometrada. |
Coloque a folha diante do examinando e faça o treino da parte A, corrigindo dúvidas.
Aplique a parte A com cronômetro, apontando cada erro na hora para que a pessoa volte ao último círculo correto.
Faça o treino da parte B e confirme que a alternância número-letra foi compreendida.
Aplique a parte B nas mesmas condições, sem parar o cronômetro durante as correções.
Registre tempos, número e tipo de erros e observações sobre estratégia e comportamento.
A correção do TMT parece trivial, mas o laudo depende de detalhes: tempos em segundos, erros por parte, B−A e B/A, e comparação com a norma adequada à idade e à escolaridade. A escolha do estudo normativo precisa aparecer no laudo, porque cada um define grupos diferentes.
No PontoAzul, você registra os tempos e os erros das partes A e B. A plataforma calcula B−A e B/A, compara com a referência normativa selecionada para a idade e a escolaridade do caso e classifica o padrão entre lentidão geral e custo de alternância. O cálculo fica visível e o resultado entra no laudo-base para revisão.
Registre o tempo em segundos de cada parte, do comando de início até o último círculo.
Anote o número de erros de cada parte (ligação fora de ordem, troca de sequência na B, perseveração).
Calcule B − A (em segundos) e B ÷ A (razão).
Converta os tempos em percentil ou escore z pela norma brasileira da idade e escolaridade do examinando.
Descreva o padrão: lentidão geral (A e B lentos, razão preservada) ou custo específico de alternância (A normal, B e razão elevados).
Exemplo de correção
Caso fictício: mulher de 45 anos, 16 anos de estudo, com queixa de dificuldade para alternar tarefas no trabalho.
Parte A dentro do esperado e parte B lenta, com razão B/A de 3,7 e dois erros de alternância: padrão compatível com custo específico de flexibilidade, não com lentidão geral. A posição exata nos percentis depende da tabela por idade e escolaridade usada. Números ilustrativos.
O TMT não tem pontos de corte oficiais: os tempos variam muito com idade e escolaridade, e cada estudo normativo brasileiro (Hamdan e Hamdan, 2009; Campanholo et al., 2014) organiza suas tabelas por grupos próprios. Por isso, a interpretação combina a posição normativa dos tempos com o padrão entre as partes. A tabela abaixo resume os padrões mais usados na leitura clínica, sem substituir a conversão normativa.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| A e B na média, B/A típica | Desempenho esperado | Velocidade e flexibilidade compatíveis com o grupo de idade e escolaridade. |
| A e B lentos, B/A típica | Lentidão geral | O problema está na velocidade de processamento ou motora, não na alternância. Verifique fatores motores, visuais e de humor. |
| A normal, B lenta, B/A elevada | Custo de alternância | Dificuldade específica de flexibilidade cognitiva e manutenção de duas sequências. |
| Erros frequentes não corrigidos | Falha de monitoramento | Sugere impulsividade ou dificuldade de automonitoramento; descreva tipo e momento dos erros. |
Informe no laudo a norma usada e a escolaridade considerada. Em pessoas com menos de 8 anos de estudo, a parte B pode ser prejudicada pelo pouco domínio do alfabeto. O TMT não consta na lista de testes psicológicos favoráveis do SATEPSI; use-o como tarefa neuropsicológica complementar.
Parar o cronômetro para corrigir o erro
O tempo corre enquanto o examinando volta ao último círculo correto. Parar o cronômetro subestima a parte B justamente de quem mais erra.
Interpretar a parte B sem olhar a parte A
Uma parte B lenta pode ser só lentidão geral. Sem B−A e B/A, o laudo atribui à flexibilidade o que é velocidade.
Usar norma sem ajuste de escolaridade
A escolaridade pesa tanto quanto a idade nos tempos da parte B. Comparar com a média geral gera falsos déficits em baixa escolaridade.
Calcular a razão invertida
A razão é B ÷ A. Registrar A ÷ B produz valores menores que 1 e confunde a comparação. No PontoAzul, os dois índices saem com a fórmula exposta para conferência.
No PontoAzul, a correção do TMT segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, você registra tempos e erros das duas partes; o laudo-base traz B−A, B/A e a posição normativa, para você revisar.
No Teste de Trilhas (Trail Making Test), aplicado em 22/09/2026, a avaliada completou a parte A em 32 segundos, sem erros, e a parte B em 118 segundos, com dois erros de alternância corrigidos após sinalização. A diferença entre as partes foi de 86 segundos e a razão B/A, de 3,7. O desempenho na parte A situou-se na faixa esperada para idade e escolaridade, enquanto a parte B indicou maior custo para alternar entre sequências, sugerindo fragilidade na flexibilidade cognitiva.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
TTC: tempo, erros e contraste entre duas trilhas coloridas no mesmo caso.
Sequências com figuras para observar alternância em crianças de 4 a 6 anos.
FDT: leitura, contagem, escolha e alternância, com índices de inibição e flexibilidade.
Stroop Victoria: tempos, erros e escores z por cartão na correção PontoAzul.
Ver todos os instrumentos de Atenção, memória e funções executivas
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
Testar grátis por 7 dias