1Cartão D — cores
Nomear a cor de 24 retângulos coloridos. Mede velocidade básica de nomeação de cores, sem conflito.
O teste de Stroop mede controle inibitório: dizer a cor da tinta quando a palavra escrita é o nome de outra cor exige frear a leitura automática. A versão Victoria usa três cartões de 24 estímulos (cores, palavras neutras e cor-palavra), cronometrados, com registro de erros. A interferência é o custo do terceiro cartão em relação ao primeiro. No PontoAzul, a correção apresenta tempos, erros e escores z dos cartões; diferenças e razões de interferência não são calculadas por esse módulo.
O Stroop Victoria é a versão breve do teste de Stroop, desenvolvida na Universidade de Victoria (Canadá), com três cartões de 24 estímulos: nomear a cor de retângulos (D), de palavras neutras (W) e de nomes de cores impressos em cor incongruente (C). O tempo e os erros do cartão C, comparados com o cartão D, medem o efeito de interferência e o controle inibitório. No PontoAzul, a correção apresenta tempos, erros e escores z dos cartões; diferenças e razões de interferência não são calculadas por esse módulo.
Nomear a cor de 24 retângulos coloridos. Mede velocidade básica de nomeação de cores, sem conflito.
Nomear a cor da tinta de palavras comuns que não são nomes de cores. Introduz leitura, com conflito leve.
Nomear a cor da tinta de nomes de cores escritos em cor diferente. Exige inibir a leitura automática: é a condição de interferência.
Custo do cartão C em relação ao cartão D, expresso como diferença de tempo (C − D) ou razão (C ÷ D), conforme a norma usada.
Informe os tempos e erros dos cartões A, B e C, a escolaridade e a data da aplicação do Stroop Victoria. Os resultados viram um parágrafo do laudo-base sobre controle inibitório, para você revisar e ajustar.
O PontoAzul relaciona os tempos às médias e desvios da faixa de idade e escolaridade e calcula o escore z de cada cartão.
Testar com Stroop VictoriaCalcule a idade na data de aplicação do Stroop Victoria
Autor(es): J. Ridley Stroop (paradigma, 1935); versão Victoria de Regard (1981); normas brasileiras de Campanholo et al. (2014) e Oliveira et al. (2016) · 1935 (paradigma); 1981 (versão Victoria)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O efeito Stroop foi descrito por J. Ridley Stroop em 1935: nomear a cor da tinta é mais lento quando a palavra escrita é o nome de outra cor, porque a leitura é automática e compete com a resposta pedida. Desde então, dezenas de versões clínicas foram criadas. A versão Victoria, desenvolvida por Regard (1981) na Universidade de Victoria e difundida pelo compêndio de Strauss, Sherman e Spreen, é das mais usadas por ser curta: três cartões de 24 estímulos cada.
A lógica da versão Victoria é gradual. O cartão D mede a velocidade de nomear cores sem conflito; o cartão W introduz palavras comuns impressas em cores, com conflito leve; o cartão C apresenta nomes de cores em tinta incongruente, a condição de máxima interferência. Comparar C com D isola o custo de inibir a leitura.
No Brasil, não existe manual comercial do Stroop Victoria com parecer do SATEPSI. O teste é usado como tarefa neuropsicológica, com dados normativos publicados em artigos, como Oliveira et al. (2016), com 390 crianças de 7 a 14 anos, e Campanholo et al. (2014), com 1.447 adultos.
O Stroop Victoria é indicado para avaliar controle inibitório e atenção seletiva em crianças a partir da alfabetização consolidada, adolescentes, adultos e idosos: investigação de TDAH, impulsividade, traumatismo cranioencefálico, demências e quadros frontais, além de transtornos psiquiátricos com componente de controle cognitivo. É rápido e combina bem com o TMT e o FDT em baterias de funções executivas, e a brevidade permite reaplicá-lo no acompanhamento de reabilitação cognitiva.
Quando o Stroop Victoria não é a melhor escolha
O Stroop exige visão de cores normal e leitura automatizada. Não aplique em pessoas com daltonismo, baixa visão não corrigida ou que ainda estão aprendendo a ler: sem leitura automática, não há interferência a medir. Em baixa escolaridade, interprete com cautela e use norma compatível. Afasia e disartria importantes também comprometem a nomeação oral.
Os três cartões têm o mesmo formato: 24 estímulos em 6 linhas de 4, em quatro cores (vermelho, verde, azul e amarelo). O examinando nomeia em voz alta, da esquerda para a direita, o mais rápido possível, e o aplicador cronometra e anota erros e autocorreções.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Cartão D | 24 | Retângulos coloridos: nomeação simples de cores. |
| Cartão W | 24 | Palavras neutras impressas em cores: nomear a cor da tinta. |
| Cartão C | 24 | Nomes de cores impressos em cor incongruente: nomear a cor da tinta, não a palavra. |
Confirme visão de cores e leitura fluente; em caso de dúvida, apresente primeiro o cartão D e observe a nomeação.
Explique que deve dizer em voz alta a cor da tinta, da esquerda para a direita, o mais rápido possível, sem pular itens.
Aplique os cartões na ordem D, W e C, cronometrando cada um separadamente.
Não corrija o examinando durante a execução; anote erros e autocorreções no protocolo.
Registre tempos, erros, autocorreções e observações (hesitações, leitura em voz baixa, estratégias).
A correção do Stroop Victoria reúne três tempos, erros e autocorreções por cartão e um índice de interferência. O ponto crítico é usar a mesma fórmula da norma de comparação: diferença (C − D) ou razão (C ÷ D). Depois, tempos e interferência são comparados com dados de idade e escolaridade.
No PontoAzul, registre tempos e erros dos cartões A, B e C, data e escolaridade. O resultado mostra cada tempo e erro, a média e o desvio de referência e o escore z por cartão. A correção atual não recebe autocorreções em campo específico nem calcula automaticamente diferença ou razão de interferência. Confira a referência da edição ao revisar a leitura e o laudo-base.
Cronometre cada cartão do comando de início até o último estímulo nomeado e registre o tempo em segundos.
Conte os erros não corrigidos e, separadamente, as autocorreções de cada cartão.
Calcule a interferência pela fórmula da norma que você vai usar: C − D (segundos) ou C ÷ D (razão).
Compare tempos, erros e interferência com a norma brasileira da faixa etária e escolaridade do examinando.
Descreva o padrão: lentidão geral de nomeação (D lento) ou custo específico de inibição (C desproporcional a D).
Exemplo de correção
Caso fictício: homem de 32 anos, 15 anos de estudo, avaliado por impulsividade no trabalho.
Nomeação básica rápida (D) e custo elevado no cartão C, com erros e autocorreções: o padrão sugere dificuldade de inibir a leitura automática, mais do que lentidão geral. A classificação depende da norma adotada para idade e escolaridade. Valores ilustrativos.
O Stroop Victoria não tem pontos de corte oficiais. As referências normativas brasileiras são poucas e distintas entre si: Oliveira et al. (2016) para crianças de 7 a 14 anos e Campanholo et al. (2014) para adultos, cada uma com seus grupos e medidas. A interpretação combina a posição normativa com o padrão entre os cartões, resumido abaixo; registre sempre no laudo qual norma e qual fórmula de interferência foram usadas.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| D, W e C dentro do esperado | Controle inibitório preservado | O cartão C é mais lento, como em todos, mas o custo está na faixa do grupo de comparação. |
| D lento, razão C ÷ D típica | Lentidão de nomeação | O problema é velocidade de processamento ou de nomeação, não inibição. |
| D normal, C desproporcional | Custo de interferência elevado | Dificuldade de inibir a resposta automática de leitura. |
| Muitos erros no cartão C | Falha de inibição com impulsividade | A pessoa lê a palavra em vez de nomear a cor e nem sempre percebe; descreva erros e autocorreções. |
Tempos e interferência variam com idade e escolaridade. Não misture a fórmula de uma norma (diferença) com a tabela de outra (razão). O Stroop não consta na lista de testes psicológicos favoráveis do SATEPSI e deve ser apresentado como tarefa neuropsicológica.
Ignorar as autocorreções
Autocorreções não são erros finais, mas mostram falha inicial de inibição. Deixá-las de fora apaga a informação qualitativa mais rica do cartão C.
Misturar fórmulas de interferência
Algumas normas usam C − D e outras C ÷ D. Calcular a diferença e consultar uma tabela de razão gera classificação errada.
Comparar o cartão C com o W em vez do D
Na versão Victoria, a linha de base para a interferência é o cartão de cores (D). Usar o W reduz artificialmente o efeito.
Aplicar em quem não lê fluentemente
Sem leitura automatizada, o cartão C não gera conflito e a interferência parece “ótima”. No PontoAzul, a escolaridade do caso fica registrada ao lado do resultado para evitar essa leitura.
No PontoAzul, a correção do Stroop Victoria segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, registre tempos e erros dos cartões A, B e C, data e escolaridade. O resultado mostra cada tempo e erro, a média e o desvio de referência e o escore z por cartão. A correção atual não recebe autocorreções em campo específico nem calcula automaticamente diferença ou razão de interferência. Confira a referência da edição ao revisar a leitura e o laudo-base.
Neste exemplo fictício de Stroop Victoria, os tempos dos cartões A, B e C foram de 13, 16 e 34 segundos. Os erros foram registrados separadamente e os tempos devem ser examinados com a média, o desvio e o escore z que correspondem à idade e à escolaridade. Sem especificar essa referência, o texto não atribui uma classificação ao desempenho. O módulo não calcula automaticamente diferença ou razão de interferência. A interpretação será integrada às observações da aplicação.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Teste Hayling: 15 + 15 sentenças, escore de erros de 0 a 45 e custo de inibição B − A.
FDT: leitura, contagem, escolha e alternância, com índices de inibição e flexibilidade.
TMT: parte A, parte B, erros, B−A e B/A com normas por escolaridade.
Flexibilidade e perseveração; o módulo PontoAzul registra protocolos de até 128 ensaios.
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