Ir para o conteúdo
Caso fictício · gerado pelo PontoAzul

Modelo de laudo psicológico de depressão na adolescência com YSR, BDI-II e PHQ-9

Laudo integrado de uma adolescente de 16 anos encaminhada pela pediatra por humor deprimido e queda no rendimento escolar após mudança de escola. A hipótese de depressão na adolescência é discutida com YSR, BDI-II e PHQ-9, com uma seção própria de Segurança, e o mesmo caso aparece em versões para o profissional, a família e a escola.

Idade
16 anos
BDI-II
24 · Moderada
PHQ-9
11 · Moderada
Itens de segurança
Nos 3 instrumentos

Este exemplo em resumo

Este é um modelo de laudo psicológico de depressão gerado pelo PontoAzul para um caso fictício: Júlia, 16 anos, encaminhada pela pediatra por humor deprimido e queda escolar após mudança de escola. O autorrelato mostra YSR Ansiedade/depressão T 70 (faixa clínica), BDI-II 24 e PHQ-9 11, ambos na faixa Moderada, e itens de pensamento de morte nos três instrumentos. A conclusão trata a depressão como hipótese provável e prioriza avaliação de risco direta, exames de tireoide e entrevista clínica.

Caso fictício. Júlia não existe: as respostas aos questionários e a história foram criadas para demonstração, e o texto foi gerado pelo motor de laudos do PontoAzul. O profissional e o registro exibidos também são fictícios. Em um caso real com itens de risco, a avaliação direta pelo profissional vem antes de qualquer documento.

Laudo gerado pelo PontoAzul e revisado pelo profissional: 9 ajustesVer ajustes
  1. Hipótese "Estilo de resposta" corrigida: o campo "A favor" trazia um argumento contrário; passou a registrar o que de fato sustenta a dúvida (informante único e ausência de escala de validade).
  2. O argumento de que nenhum dado sugere distorção do autorrelato foi movido para o campo "Contra", onde é coerente.
  3. Explicitado que o ponto de corte do BDI-II mencionado é de adultos e que sua leitura em uma adolescente de 16 anos exige cautela.
  4. Ajustada a leitura do desempenho escolar em "Forças": chamá-lo de "positivo" ignorava a queixa de queda das notas e as faltas registradas.
  5. Escala do YSR renomeada para "Retraimento/depressão", nomenclatura usual do ASEBA em português (Withdrawn/Depressed).
  6. Mesma correção de nomenclatura do YSR aplicada ao texto da versão para a família.
  7. Correção de terminologia na conclusão: "autorrefletida" substituído por "de autorrelato".
  8. Corrigido termo invertido: escalas de problemas se elevam, não se rebaixam; o texto passou a falar em ausência de elevação global.
  9. Seção de Segurança da versão para a família passou a trazer os recursos concretos de ajuda: SAMU 192, CVV 188 (gratuito, 24h), UPA/pronto-socorro e CAPS.

Revisão ilustrativa sobre o texto gerado para este caso fictício. Na plataforma, cada ajuste é comparado palavra por palavra e aprovado antes de entrar no laudo.

Versão profissional

PontoAzul

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Laudo Psicológico — Avaliação Neuropsicológica Integrada

Documento para o profissional

Paciente
Júlia (caso fictício)
Idade na avaliação
16 anos
Período da avaliação
29/09/2026 a 30/09/2026 (3 instrumentos)
Data do documento
09/10/2026
Solicitante
Responsáveis, por encaminhamento da pediatra
Autora
Psicóloga responsável (exemplo) · CRP 00/000000 · registro fictício
Finalidade
Investigação de sintomas depressivos e de sinais de risco, para orientar conduta imediata e encaminhamentos.
Motivo da avaliação
Encaminhada pela pediatra por humor deprimido e queda no rendimento escolar após mudança de escola.
Perguntas da avaliação
  1. 1.Há sintomas depressivos clinicamente relevantes e algum sinal de risco que exija conduta imediata?

1. Identificação e demanda

Júlia, 16 anos nas aplicações, foi avaliada por encaminhamento da pediatra em razão de humor deprimido e queda do rendimento escolar após mudança de escola. A pergunta clínica busca saber se há sintomas depressivos clinicamente relevantes e algum sinal de risco que exija conduta imediata.

2. Procedimentos

A integração foi realizada a partir de três protocolos padronizados, todos respondidos pela própria adolescente, e da história registrada como contexto do quadro. O YSR/11–18 ofereceu um autorrelato de amplo espectro sindrômico e de competências; o BDI-II e o PHQ-9 contribuíram como rastreios autorreferidos de intensidade de sintomas depressivos nas últimas duas semanas. A história registrada foi utilizada para situar início, contexto e prejuízo acadêmico, mas sem informante registrado para que pudesse funcionar como confirmação independente. As aplicações ocorreram em 29 e 30/09/2026, aos 16 anos. A ponderação considerou que as três medidas de sintomas provêm do mesmo informante e do mesmo método; portanto, foram tratadas como complementares entre si, e não como fontes independentes convergentes. Cada instrumento foi interpretado apenas frente à sua própria referência e às suas faixas, sem comparação numérica entre escores.

Instrumentos integrados

InstrumentoAplicaçãoIdadeMétodoInformante
YSR/11–1829/09/202616 anosAutorrelatoautorrelato
BDI-II30/09/202616 anosAutorrelatoautorrelato
PHQ-930/09/202616 anosAutorrelatoautorrelato

3. Resultados integrados por domínio

Humor e ansiedade

Sintomas internalizantes e depressivos moderados em autorrelato único

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
YSR/11–18Informante: autorrelatoProblemas internalizantessoma 23 de 62, T 63, faixa limítrofelimítrofePerto do corte
Ansiedade/depressãosoma 15 de 26, T 70, faixa clínicaclínicaFora do esperado
Retraimento/depressãosoma 6 de 16, T 61, faixa normalnormalDentro do esperado
Queixas somáticassoma 2 de 20, T 51, faixa normalnormalDentro do esperado
Problemas de pensamentosoma 4 de 24, T 54, faixa normalnormalDentro do esperado
BDI-IIInformante: autorrelatoEscore totalTotal 24 (0 a 63), faixa Moderada (20 a 28)ModeradaFora do esperado
PHQ-9Informante: autorrelatoEscore totalTotal 11 (0 a 27), faixa Moderada (10 a 14)ModeradaFora do esperado

YSR/11–18 — Inventário de Autoavaliação para Adolescentes, respondido pela adolescente, apresenta Ansiedade/depressão: soma 15 de 26, T 70, faixa clínica, fora do esperado pela referência do instrumento, exatamente no primeiro valor da faixa clínica, e Problemas internalizantes: soma 23 de 62, T 63, faixa limítrofe, perto do corte ou da passagem de faixa do instrumento. No mesmo inventário, Retraimento/depressão: soma 6 de 16, T 61, faixa normal, Queixas somáticas: soma 2 de 20, T 51, faixa normal e Problemas de pensamento: soma 4 de 24, T 54, faixa normal ficam dentro do esperado.

BDI-II — Inventário de Depressão de Beck, respondido pela adolescente, totaliza 24 (0 a 63), faixa Moderada (20 a 28), fora do esperado pela referência do instrumento e acima do ponto de corte de rastreio citado para adultos da comunidade brasileira (referência de adultos, cuja aplicação a uma adolescente de 16 anos deve ser lida com cautela); dos seis itens com marcação 2 ou 3, quatro são de conteúdo predominantemente somático, o que não é uma subescala, mas um sinal clínico para investigar condições médicas.

PHQ-9 — Questionário sobre a Saúde do Paciente-9, respondido pela adolescente, totaliza 11 (0 a 27), faixa Moderada (10 a 14), fora do esperado pela referência do instrumento e atingindo o corte de rastreio; os itens de interesse ou prazer e humor deprimido são marcados em mais da metade dos dias, e a funcionalidade é referida como "Muita dificuldade".

Os três protocolos se complementam para descrever a experiência interna, mas não constituem confirmação independente, pois têm o mesmo informante e o mesmo método. A divergência interna entre YSR Ansiedade/depressão em faixa clínica e YSR Retraimento/depressão em faixa normal é clinicamente explicável: construtos distintos, um conjunto afetivo-ansioso e outro de retraimento social; o quadro pode se expressar mais por humor deprimido, choro e ansiedade do que por isolamento percebido. A leitura clínica é de sofrimento emocional moderado no eixo internalizante, sem confirmação diagnóstica por esta via isolada.

Ajustamento emocional e comportamental geral

Problemas totais normais com elevação restrita ao eixo internalizante

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
YSR/11–18Informante: autorrelatoProblemas totaissoma 41 de 210, T 53, faixa normalnormalDentro do esperado

YSR/11–18 — Inventário de Autoavaliação para Adolescentes, respondido pela adolescente, apresenta Problemas totais: soma 41 de 210, T 53, faixa normal, dentro do esperado pela referência do instrumento.

O contraste com o YSR Ansiedade/depressão em faixa clínica, o BDI-II em faixa Moderada e o PHQ-9 em faixa Moderada não indica erro de medida: a escala de problemas totais do YSR pode permanecer normal quando o sofrimento é predominantemente internalizante e não há elevação externalizante. Trata-se de fonte única de autorrelato, e a leitura clínica é de que a dificuldade atual está concentrada no eixo emocional, e não em uma elevação global de problemas comportamentais.

Comportamento externalizante

Comportamento externalizante sem achados clínicos

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
YSR/11–18Informante: autorrelatoProblemas externalizantessoma 4 de 64, T 42, faixa normalnormalDentro do esperado
Comportamento de quebra de regrassoma 1 de 30, T 50, faixa normalnormalDentro do esperado
Comportamento agressivosoma 3 de 34, T 50, faixa normalnormalDentro do esperado

YSR/11–18 — Inventário de Autoavaliação para Adolescentes, respondido pela adolescente, apresenta Problemas externalizantes: soma 4 de 64, T 42, faixa normal, Comportamento de quebra de regras: soma 1 de 30, T 50, faixa normal e Comportamento agressivo: soma 3 de 34, T 50, faixa normal, todos dentro do esperado pela referência do instrumento.

Não há elevação externalizante no autorrelato. Esse achado é de fonte única e, portanto, limita-se à percepção da adolescente; ainda assim, afasta a ideia de que o sofrimento atual esteja se expressando por agitação, oposição ou quebra de regras no relato.

Comunicação e interação social

Interação social sem problemas relatados, apesar do retraimento

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
YSR/11–18Informante: autorrelatoProblemas sociaissoma 2 de 22, T 51, faixa normalnormalDentro do esperado

YSR/11–18 — Inventário de Autoavaliação para Adolescentes, respondido pela adolescente, apresenta Problemas sociais: soma 2 de 22, T 51, faixa normal, dentro do esperado pela referência do instrumento.

Este dado indica que não há percepção de conflitos interpessoais ou inadequação social, mas não afasta redução de participação; a competência social rebaixada é tratada em comportamento adaptativo. Fonte única de autorrelato, sem confirmação por informante independente.

Atenção

Problemas de atenção dentro do esperado

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
YSR/11–18Informante: autorrelatoProblemas de atençãosoma 6 de 18, T 54, faixa normalnormalDentro do esperado

YSR/11–18 — Inventário de Autoavaliação para Adolescentes, respondido pela adolescente, apresenta Problemas de atenção: soma 6 de 18, T 54, faixa normal, dentro do esperado pela referência do instrumento.

Não há relato de desatenção como síndrome proeminente. Como se trata de fonte única, a ausência de queixa autorrelatada não substitui a avaliação clínica se houver suspeita de prejuízo atencional em outros contextos.

Comportamento adaptativo

Competências social e total rebaixadas com atividades preservadas

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
YSR/11–18Informante: autorrelatoAtividadesT 41, faixa normal (faixa para baixo: limítrofe T 31 a 35, clínica T 30 ou menos)normalDentro do esperado
SocialT 35, faixa limítrofe (faixa para baixo: limítrofe T 31 a 35, clínica T 30 ou menos)limítrofePerto do corte
Total de competênciasT 36, faixa clínica (faixa para baixo: limítrofe T 37 a 40, clínica T 36 ou menos)clínicaFora do esperado

YSR/11–18 — Inventário de Autoavaliação para Adolescentes, respondido pela adolescente, apresenta Atividades: T 41, faixa normal, Social: T 35, faixa limítrofe e Total de competências: T 36, faixa clínica; nas competências, valores baixos indicam menor participação ou recursos relatados.

Há divergência interna no mesmo protocolo: YSR Problemas sociais em faixa normal e YSR Social e Total de competências rebaixadas. As escalas de competências medem participação e recursos, enquanto problemas sociais medem conflitos ou dificuldade de relacionamento. O afastamento depressivo pode reduzir a participação social e as competências totais sem produzir conflitos sociais percebidos. A leitura é de retraimento e redução de recursos adaptativos relatados, em fonte única de autorrelato.

Aprendizagem acadêmica: Desempenho escolar autorrelatado e declínio acadêmico contextual

YSR/11–18 — Inventário de Autoavaliação para Adolescentes, respondido pela adolescente, traz Desempenho escolar: 2,5, média das notas relatadas em escala de 0 a 3, medida descritiva sem classificação padronizada pelo instrumento.

A história registrada situa o declínio: mudança de escola em junho, notas em queda e faltas às segundas-feiras desde agosto. O informante dessa história não está registrado; por isso, o dado funciona como contexto clínico, não como confirmação independente do autorrelato. A leitura integra o desempenho autorrelatado e o sinal contextual de prejuízo acadêmico, a ser confirmado por registros escolares objetivos.

4. Integração clínica

Padrão central do quadro

O conjunto é consistente com um quadro internalizante predominantemente depressivo-ansioso, de intensidade moderada no autorrelato, acompanhado de retraimento das competências sociais e totais e de queda funcional escolar. A formulação não deve ser lida como episódio depressivo confirmado: os três instrumentos de sintomas vêm do mesmo informante e método, e os rastreios não aplicam algoritmo diagnóstico.

Hierarquia da evidência

Para a experiência emocional interna, o autorrelato da adolescente é a fonte mais direta e, portanto, pesa mais para a presença de humor deprimido, anedonia e sofrimento; entretanto, a repetição do mesmo informante não aumenta a validade diagnóstica. Para funcionamento escolar e adaptativo, o autorrelato único é insuficiente para extrapolar contexto; informantes adultos independentes e registros escolares teriam maior peso. Para segurança, os itens marcados de pensamento de morte/suicídio têm prioridade absoluta e obrigam avaliação direta, que pesa mais que qualquer escore.

Divergências e sua interpretação

  • YSR Problemas totais normal versus YSR Ansiedade/depressão clínica, BDI-II moderado e PHQ-9 moderado: o YSR Problemas totais pode permanecer normal diante de sofrimento internalizante, e os períodos dos rastreios são as duas últimas semanas, enquanto o YSR cobre os últimos seis meses. Uma entrevista clínica com informantes independentes resolveria a extensão do quadro.
  • YSR Ansiedade/depressão clínica versus YSR Retraimento/depressão normal: construtos distintos, um mais afetivo-ansioso e outro de isolamento social; o sofrimento atual parece não se manifestar como retraimento social percebido. A observação clínica e o relato de terceiros ajudariam a diferenciar.
  • YSR Competências social e total rebaixadas versus YSR Problemas sociais normal: as competências medem participação e recursos, e os problemas sociais medem conflitos; o afastamento depressivo pode reduzir a participação sem gerar conflitos. Relato de pais/professores e entrevista sobre rotina social são necessários.

Explicações alternativas

Hipotireoidismo descompensado ou condição médica contribuindo para humor, energia e sono

  • A favor: história registrada de hipotireoidismo em tratamento com levotiroxina; no BDI-II, quatro dos seis itens com marcação 2 ou 3 são de conteúdo predominantemente somático; no PHQ-9, item de sono marcado em mais da metade dos dias. Esses achados somáticos divergem do YSR Queixas somáticas T 51, faixa normal, no mesmo autorrelato; como o YSR cobre os últimos seis meses e o BDI-II e o PHQ-9 cobrem as últimas duas semanas, a diferença pode refletir período de referência, e não inconsistência entre os instrumentos.
  • Contra: não há TSH ou T4 livre registrado; os sintomas centrais de humor deprimido e anedonia estão presentes no autorrelato; o quadro internalizante é sindrômico e não apenas somático.
  • Próximo passo: TSH/T4 livre e revisão endocrinológica da adesão e do controle do hipotireoidismo.

Transtorno de ansiedade com sintomas depressivos secundários

  • A favor: a única escala sindrômica clínica do YSR é Ansiedade/depressão, em faixa clínica no autorrelato.
  • Contra: BDI-II e PHQ-9 apontam sintomas depressivos de intensidade moderada, incluindo perda de interesse/prazer e humor deprimido.
  • Próximo passo: entrevista clínica para verificar primazia da ansiedade e, se necessário, aplicação de medida específica de ansiedade.

Transtorno de ajustamento com humor deprimido/ansioso após mudança de escola

  • A favor: mudança de escola em junho; história de choro à noite, afastamento das amigas, sono interrompido, notas em queda e faltas às segundas-feiras desde agosto; sofrimento internalizante moderado no autorrelato.
  • Contra: a intensidade moderada dos sintomas e a presença de anedonia e de queda funcional podem ultrapassar a leitura de ajustamento; a duração e a generalização não estão confirmadas.
  • Próximo passo: entrevista clínica com cronologia fina entre o evento e os sintomas, e avaliação da interferência funcional.

Estilo de resposta do autorrelato, sem escala de validade

  • A favor: todas as medidas de sintomas vêm da própria adolescente e nenhum dos três instrumentos tem escala de validade, o que impede verificar exagero ou minimização nas respostas.
  • Contra: nenhum dado registrado sugere distorção específica do autorrelato; os três protocolos descrevem sofrimento internalizante consistente, e há contexto de perda funcional escolar e social.
  • Próximo passo: informantes independentes, entrevista clínica e observação direta para calibrar o estilo de resposta.

Transtorno bipolar subjacente

  • A favor: humor deprimido moderado autorrelatado e prejuízo funcional, que podem ocorrer em fase depressiva do transtorno bipolar.
  • Contra: nenhum dado registrado de mania, hipomania, expansividade, aumento de energia ou grandiosidade; ausência de triagem não é evidência a favor.
  • Próximo passo: história de mania/hipomania com informante independente e instrumento de rastreio específico.

5. Formulação diagnóstica

A hipótese principal é de episódio depressivo / transtorno depressivo, em nível de hipótese provável. Os dados cobrem sintomas do núcleo depressivo e prejuízo, mas não cobrem de forma conclusiva duração, contextos e exclusões médicas; por isso, a confirmação depende de entrevista clínica e de informantes independentes.

Episódio depressivo / transtorno depressivoHipótese provável
Critérios cobertos
Os dados cobrem sintomas de humor deprimido e perda de interesse/prazer no autorrelato: YSR/11–18 Ansiedade/depressão T 70 faixa clínica, BDI-II total 24 faixa Moderada e PHQ-9 total 11 faixa Moderada; sofrimento e prejuízo funcional indicados por PHQ-9 funcionalidade "Muita dificuldade", YSR Social T 35 faixa limítrofe, YSR Total de competências T 36 faixa clínica e história registrada de notas em queda e faltas às segundas-feiras. Não cobrem de forma confirmatória duração, exclusão de condição médica ou substância, ausência de mania/hipomania nem prejuízo em mais de um contexto por informante independente.
A favor
YSR/11–18 Ansiedade/depressão T 70 faixa clínica e Problemas internalizantes T 63 faixa limítrofe; BDI-II total 24 faixa Moderada, com quatro dos seis itens mais marcados de conteúdo somático; PHQ-9 total 11 faixa Moderada, com itens de interesse/prazer e humor deprimido em mais da metade dos dias; YSR Social T 35 faixa limítrofe e Total de competências T 36 faixa clínica; história de choro à noite, afastamento das amigas, sono interrompido, notas em queda e faltas às segundas-feiras.
Contra
Todas as medidas de sintomas são do mesmo informante e método, sem escala de validade e sem confirmação independente; BDI-II e PHQ-9 são rastreios de intensidade e não confirmam episódio; YSR Retraimento/depressão, Queixas somáticas, Problemas de pensamento, Problemas totais e escalas externalizantes ficaram na faixa normal; hipotireoidismo em tratamento com levotiroxina pode contribuir para sintomas somáticos e de sono; não há entrevista clínica, observação ou informante independente para confirmar duração, curso e prejuízo.
Diferenciais
Transtorno depressivo devido a condição médica (hipotireoidismo) ou substância/medicamento; transtorno de ansiedade com sintomas depressivos secundários; transtorno de ajustamento com humor deprimido/ansioso após mudança de escola em junho; transtorno bipolar; luto ou reação de perda.
O que falta
Avaliação de risco direta e imediata; entrevista clínica estruturada para episódio depressivo, duração, curso e prejuízo; TSH/T4 livre e revisão do tratamento do hipotireoidismo; história de mania/hipomania, sintomas psicóticos, luto e uso de substâncias; CBCL/TRF ou outro informante adulto da casa e da escola; dados escolares objetivos.

6. Segurança

Foram registrados três itens de segurança em instrumentos de autorrelato. No YSR/11–18, item 91 (pensamentos de suicídio), resposta 1. No BDI-II, item 9 (pensamentos ou desejos suicidas), resposta 1. No PHQ-9, item 9 (pensamentos de morte ou de se ferir), resposta 1 — vários dias.

Esses registros exigem conduta imediata: o profissional responsável deve realizar avaliação direta de risco, investigando ideação atual, plano, método, intenção e acesso a meios; acionar a rede de proteção e emergência psiquiátrica se houver risco imediato; e não decidir a conduta apenas pelos escores.

Recomenda-se prioridade Alta para avaliação clínica imediata e supervisão familiar de segurança.

7. Conclusão

Resposta à demanda

Há sintomas depressivos clinicamente relevantes no autorrelato e sinal de risco que exige conduta imediata, mas a resposta diagnóstica permanece em aberto. A hipótese de episódio depressivo / transtorno depressivo é provável, sustentada por YSR Ansiedade/depressão em faixa clínica, BDI-II em faixa Moderada, PHQ-9 em faixa Moderada e prejuízo adaptativo relatado. O que decide os próximos passos é a avaliação de risco direta, a exclusão de causa médica por TSH/T4 livre e a confirmação por entrevista clínica e informantes independentes. Os limites de uma base exclusivamente de autorrelato reforçam que os rastreios não fecham diagnóstico.

8. Recomendações por área

Clínica

AltaRealizar avaliação de risco direta e imediata e entrevista clínica estruturada para confirmar episódio depressivo, curso, prejuízo e exclusões, incluindo mania, psicose, substâncias e condições médicas.Por quê: Itens de segurança em YSR/11–18, BDI-II e PHQ-9; YSR Ansiedade/depressão em faixa clínica; BDI-II e PHQ-9 em faixa Moderada.

Família

AltaSupervisionar a segurança em casa, afastar meios de risco, buscar atendimento de urgência se houver risco imediato e manter acolhimento do choro noturno e da rotina de sono.Por quê: Itens de segurança nos três instrumentos; história de choro à noite e sono interrompido de madrugada.

Encaminhamentos

MédiaEncaminhar para revisão endocrinológica do hipotireoidismo, com solicitação de TSH e T4 livre e verificação da adesão ou necessidade de ajuste da levotiroxina.Por quê: Hipotireoidismo em tratamento com levotiroxina; itens somáticos elevados no BDI-II e sono alterado no PHQ-9.

Escola

MédiaManter comunicação com o profissional responsável, monitorar faltas às segundas-feiras e queda de rendimento e instituir plano de retomada acadêmica.Por quê: História de notas em queda e faltas às segundas-feiras; YSR Desempenho escolar 2,5 descritivo; PHQ-9 funcionalidade "Muita dificuldade".

9. Limites

A integração sustenta-se em três instrumentos padronizados de autorrelato e na história registrada, mas é limitada por não haver informante independente, observação clínica ou entrevista diagnóstica. As três medidas de sintomas vêm do mesmo informante e método; por isso, concordam como descrição da experiência interna, mas não comprovam o quadro em outros contextos. O YSR cobre os últimos seis meses, enquanto BDI-II e PHQ-9 cobrem as últimas duas semanas. Nenhum instrumento possui escala de validade. A história registrada não identifica o informante e não conta como confirmação independente. Não há testes não integrados a interpretar.

10. Referências normativas

  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 — elaboração de documentos escritos produzidos pela psicóloga e pelo psicólogo.
  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 31/2022 — diretrizes para a realização de avaliação psicológica.
  • Achenbach, T. M., & Rescorla, L. A. (2001). Manual for the ASEBA School-Age Forms & Profiles. Burlington, VT: University of Vermont, Research Center for Children, Youth, & Families.
  • Beck, A. T., Steer, R. A., & Brown, G. K. (1996). Manual for the Beck Depression Inventory-II. San Antonio, TX: Psychological Corporation.
  • Gorenstein, C., Wang, Y.-P., Argimon, I. L., & Werlang, B. S. G. (2011). Manual do Inventário de Depressão de Beck – BDI-II (adaptação brasileira). São Paulo: Casa do Psicólogo.
  • Kroenke, K., Spitzer, R. L., & Williams, J. B. W. (2001). The PHQ-9: validity of a brief depression severity measure. Journal of General Internal Medicine, 16(9), 606–613.
  • Santos, I. S., Tavares, B. F., Munhoz, T. N., Almeida, L. S. P., Silva, N. T. B., Tams, B. D., Patella, A. M., & Matijasevich, A. (2013). Sensibilidade e especificidade do Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) entre adultos da população geral. Cadernos de Saúde Pública, 29(8), 1533–1543.

outubro de 2026.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

Testar grátis por 7 dias

Versão para a família

PontoAzul

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Relatório de Avaliação Integrada

Avaliação Neuropsicológica Integrada · documento para a família

Paciente
Júlia (caso fictício)
Idade na avaliação
16 anos
Período da avaliação
29/09/2026 a 30/09/2026 (3 instrumentos)
Data do documento
09/10/2026

1. O que a avaliação mostrou

Este relatório foi escrito para a família de Júlia, uma adolescente de 16 anos. A avaliação foi feita para compreender o sofrimento emocional e a queda no rendimento escolar depois da mudança de escola. Júlia respondeu a três questionários de autorrelato em dois dias: um sobre emoções e comportamento dos últimos seis meses e dois sobre humor e sintomas das últimas duas semanas; os instrumentos utilizados estão listados a seguir.

Um ponto importante aparece logo de início: nos três questionários, Júlia registrou pensamentos de morte ou de se machucar. Esse dado será retomado em uma seção própria, mas indica que uma conversa com o profissional responsável é necessária o quanto antes.

Humor e ansiedade

As respostas de Júlia sobre humor e ansiedade ficaram mais intensas do que o esperado. No YSR/11–18, a área de ansiedade/depressão ficou na faixa clínica e a área de problemas internalizantes ficou na faixa limítrofe. Nos questionários específicos de humor das últimas duas semanas, o BDI-II e o PHQ-9 ficaram na faixa Moderada. As áreas de retraimento/depressão, queixas somáticas e problemas de pensamento do YSR/11–18 ficaram na faixa normal.

O que as diferenças entre os questionários ajudam a entender

O YSR/11–18 mostrou o total de dificuldades na faixa normal, mas os dois questionários de humor ficaram na faixa Moderada e a área de ansiedade/depressão do YSR/11–18 ficou na faixa clínica. Esses instrumentos olham para recortes diferentes: o YSR/11–18 cobre os últimos seis meses e reúne várias áreas; o BDI-II e o PHQ-9 concentram-se nas últimas duas semanas e em sintomas específicos de humor. Por isso, um total geral normal não contradiz um sofrimento atual mais concentrado nas emoções.

Outra diferença: no YSR/11–18, as queixas somáticas ficaram na faixa normal, mas no BDI-II quatro itens de conteúdo físico foram marcados com intensidade e no PHQ-9 o sono foi marcado em mais da metade dos dias. Como os períodos avaliados são diferentes, esses sinais físicos e de sono podem estar presentes nas últimas semanas e merecem investigação de saúde.

Participação e competências

Na percepção de Júlia, houve redução de participação e de competências no dia a dia. No YSR/11–18, o total de competências ficou na faixa clínica e a área social ficou na faixa limítrofe. A área de atividades ficou na faixa normal. Isso sugere menos participação social e menos recursos, mesmo sem que ela relate problemas de relacionamento.

Atenção e comportamento

Júlia não relatou dificuldades marcantes de atenção, problemas sociais, quebra de regras ou comportamento agressivo; essas áreas ficaram na faixa normal no YSR/11–18. Vale lembrar que o questionário descreve o relato dela no dia a dia, e não mede a capacidade de atenção em uma tarefa padronizada.

Vida escolar

Júlia relatou notas com média de 2,5 em uma escala de 0 a 3 no YSR/11–18. Esse dado é descritivo e não tem classificação, mas é compatível com um aproveitamento escolar percebido como razoável. A queda de rendimento após a mudança de escola aparece na queixa inicial e merece acompanhamento com informações da escola.

2. Forças

Júlia conseguiu responder aos questionários e reconhecer um sofrimento emocional que nem todos os adolescentes conseguem nomear. Ela não relatou dificuldades importantes de comportamento, como quebra de regras ou agressividade, e as respostas sobre atenção e problemas sociais ficaram na faixa normal. A área de atividades ficou na faixa normal, mostrando que ela mantém algum envolvimento em atividades do seu interesse. Ela ainda relata notas com média de 2,5 em 3, uma base que pode apoiar a recuperação, embora a queda recente do rendimento precise de atenção.

3. Dificuldades no dia a dia

Os dados indicam que Júlia está vivendo um período de sofrimento emocional. A área de ansiedade/depressão do YSR/11–18 ficou na faixa clínica, e os questionários de humor das últimas duas semanas ficaram na faixa Moderada. Também chamam atenção as respostas sobre pensamentos de morte nos três questionários. Na percepção de Júlia, a participação social e o total de competências estão reduzidos, ficando nas faixas limítrofe e clínica do YSR/11–18. Não há, nesta avaliação, confirmação por outras pessoas, pois os três instrumentos foram respondidos apenas por ela.

Em casa, Júlia pode estar mais quieta, chorosa, ansiosa ou sem energia para atividades de que antes gostava. Pode haver mudanças de sono e sintomas físicos, como cansaço, porque alguns itens dos questionários foram marcados com intensidade nas últimas duas semanas. Nas relações, ela pode estar se afastando de amigos e evitando compromissos sociais, mesmo sem descrever brigas ou problemas de relacionamento. Na escola, a mudança recente e a queda de rendimento podem ter aumentado a pressão, e ela pode estar se sentindo menos participante. A família pode ajudar mantendo uma escuta acolhedora, sem julgamentos, acompanhando a rotina e apoiando a retomada gradual de atividades prazerosas, sempre em contato com o profissional responsável.

4. Segurança

Os três questionários registraram respostas sobre pensamentos de morte ou de se machucar. Isso precisa ser conversado com o profissional responsável o quanto antes. Enquanto isso, é importante que Júlia permaneça acompanhada por um adulto de confiança, que meios de risco fiquem afastados e que, se houver risco imediato, a família procure um serviço de urgência ou emergência. Registrar esses pensamentos não é motivo de culpa; é um sinal de que ela precisa de apoio neste momento. Em situação de risco imediato, ligue para o SAMU (192) ou procure a UPA ou o pronto-socorro mais próximo. O CVV atende pelo telefone 188, de forma gratuita e 24 horas por dia, e o CAPS da região pode ser procurado para acolhimento e acompanhamento.

5. Próximos passos

O próximo passo é conversar com o profissional responsável sobre os resultados e, especialmente, sobre as respostas de pensamentos de morte. A conclusão diagnóstica será conversada na devolutiva; este relatório descreve o funcionamento e as necessidades de Júlia, sem dar um nome a uma condição. Também pode ser útil complementar a avaliação com informações de pessoas que convivem com ela em casa e na escola, dados escolares e uma revisão de saúde sobre sono e sintomas físicos. Essas próximas informações ajudam a entender melhor o momento atual e a planejar o acompanhamento.

Família

AltaConversar o quanto antes com o profissional responsável sobre as respostas de pensamentos de morte e os próximos passos.Por quê: Os itens de segurança foram registrados no YSR/11–18, no BDI-II e no PHQ-9.
AltaManter supervisão e escuta acolhedora em casa, afastar meios de risco e buscar atendimento de urgência se houver risco imediato.Por quê: Essas respostas pedem proteção imediata até a avaliação de risco pelo profissional responsável.
MédiaApoiar a retomada gradual de atividades prazerosas e sociais, respeitando o ritmo de Júlia.Por quê: No YSR/11–18, a área social ficou na faixa limítrofe e o total de competências ficou na faixa clínica.

Encaminhamentos

AltaBuscar uma avaliação de saúde mental para compreender o sofrimento emocional atual e definir o acompanhamento.Por quê: A área de ansiedade/depressão do YSR/11–18 ficou na faixa clínica, e o BDI-II e o PHQ-9 ficaram na faixa Moderada.
MédiaRevisar com a pediatra o sono, sintomas físicos, medicamentos e uso de substâncias que possam interferir no humor.Por quê: O BDI-II registrou itens de conteúdo físico com intensidade, e o PHQ-9 registrou sono em mais da metade dos dias.

Escola

MédiaAcolher Júlia na adaptação à nova escola, acompanhar frequência e rendimento e comunicar à família e ao profissional responsável mudanças preocupantes de comportamento.Por quê: O total de competências ficou na faixa clínica, a área social na faixa limítrofe e o desempenho escolar relatado foi 2,5.

6. Referências normativas

  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 — elaboração de documentos escritos produzidos pela psicóloga e pelo psicólogo.
  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 31/2022 — diretrizes para a realização de avaliação psicológica.
  • Manuais técnicos e referências normativas correspondentes às versões dos instrumentos utilizados.

outubro de 2026.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

Testar grátis por 7 dias

Versão para a escola

PontoAzul

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Relatório de Avaliação Integrada

Avaliação Neuropsicológica Integrada · documento para a escola

Paciente
Júlia (caso fictício)
Idade na avaliação
16 anos
Período da avaliação
29/09/2026 a 30/09/2026 (3 instrumentos)
Data do documento
09/10/2026

1. Necessidades educacionais

Este relatório apresenta as necessidades educacionais de Júlia, de 16 anos, no 1º ano do ensino médio, a partir de autorrelato da própria adolescente e do histórico escolar registrado. O objetivo é oferecer à escola orientações para apoiar a frequência, a participação e a retomada da aprendizagem após a mudança de escola.

A leitura geral dos dados indica que o impacto mais relevante ocorre no engajamento escolar: há registro de mudança de escola em junho e, desde agosto, notas em queda e faltas às segundas-feiras. A adolescente também descreve baixa participação em atividades e recursos adaptativos limitados, o que pede uma reaproximação gradual da rotina escolar.

Frequência e rendimento escolar

O histórico escolar registrado aponta mudança de escola em junho e, desde agosto, notas em queda e faltas às segundas-feiras. No autorrelato, a média das notas relatadas foi de 2,5 em uma escala de 0 a 3, uma medida descritiva sem classificação. Para a sala de aula, isso indica a necessidade de um plano de recuperação de conteúdo e de acompanhamento próximo da assiduidade, especialmente no início da semana.

Participação social e vínculo

Em uma medida de autoavaliação, a estudante relata pouca participação em atividades coletivas e um conjunto de competências adaptativas abaixo do esperado para sua faixa de referência. Como as dificuldades de interação social relatadas não aparecem elevadas, a barreira parece estar no engajamento e no conforto para se expor, não em uma falta básica de habilidades sociais. A escola pode ajudar com convites graduais e papéis definidos em atividades.

Organização e autonomia

A combinação de faltas e queda de notas sugere a necessidade de metas curtas e combinadas, além de apoio para organizar tarefas e conteúdos atrasados. A estudante não relata desatenção fora do esperado, portanto o foco deve estar na retomada da rotina e no monitoramento de prazos, e não em atribuir as dificuldades a um problema de atenção.

Adulto de referência

Como o relato é da própria estudante e o histórico não identifica informante externo, a escola precisa de um adulto de referência que observe mudanças de comportamento, absenteísmo e rendimento, e que funcione como canal estável para ela e para a família.

2. Forças

  • A adolescente não relata problemas de interação social fora do esperado, o que mantém as relações sociais como um recurso possível para a reaproximação escolar.
  • Não há relato relevante de agitação, oposição, quebra de regras ou desatenção; essas áreas podem sustentar a retomada das tarefas.
  • A média de notas relatada, 2,5 em uma escala de 0 a 3, indica uma base de desempenho que permite recuperação com apoio.
  • O autorrelato mostra disposição para descrever o próprio funcionamento, o que pode ser usado para estabelecer combinados com a estudante.

3. Estratégias em sala

As ações abaixo ligam as necessidades às rotinas possíveis em sala e no acompanhamento escolar.

  • Acompanhar a frequência diariamente e, diante de faltas, fazer contato com a família; no retorno, organizar acolhimento breve e sem exposição, priorizando a reposição combinada de conteúdo.
  • Construir com a estudante e a família um plano de recuperação com metas curtas, por disciplina ou por semana, com prazos revistos conforme a assiduidade.
  • Convidá-la para atividades coletivas com papéis previsíveis, como apresentar um tema já preparado, auxiliar na organização de um grupo ou registrar anotações, respeitando a possibilidade de não se expor.
  • Indicar um professor ou coordenador de referência para encontros breves e regulares, a fim de acompanhar presença, entregas e sinais de afastamento.

Escola

AltaMonitorar a frequência, em especial as faltas às segundas-feiras, e construir um plano de recuperação das notas com metas curtas e definidas com a família.Por quê: História escolar registrada de notas em queda e faltas às segundas-feiras desde agosto; autorrelato de desempenho escolar de 2,5 em escala de 0 a 3.
MédiaOferecer participação gradual em atividades coletivas, sem exposição forçada, para apoiar o engajamento social.Por quê: Autorrelato de participação social e competências adaptativas abaixo do esperado, com dificuldades de interação social sem elevação.

Articulação com o profissional

AltaManter canal de articulação com o profissional responsável pelo acompanhamento e com a família, comunicando mudanças de comportamento, ausências ou queda de rendimento.Por quê: Necessidade de acompanhamento do impacto escolar e de orientação profissional para o bem-estar da estudante.

4. Articulação com o profissional

A escola deve manter canal de articulação com o profissional responsável pelo acompanhamento de Júlia, comunicando de forma prática mudanças de comportamento, aumento de ausências ou queda de rendimento. A escola pode compartilhar os registros de frequência e avaliação para apoiar a condução do profissional e deve seguir o protocolo de proteção da escola diante de preocupações com o bem-estar da estudante. O conteúdo clínico específico fica reservado ao profissional e à família.

5. Referências normativas

  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 — elaboração de documentos escritos produzidos pela psicóloga e pelo psicólogo.
  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 31/2022 — diretrizes para a realização de avaliação psicológica.
  • Manuais técnicos e referências normativas correspondentes às versões dos instrumentos utilizados.

outubro de 2026.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

Testar grátis por 7 dias
Revisão humana

Como o profissional revisa este laudo

No PontoAzul, o texto gerado é um rascunho. O profissional pode editar à mão ou pedir um ajuste ao Motor PontoAzul e comparar cada mudança, palavra por palavra, antes de aplicar. Nada muda no laudo sem a aprovação de quem assina.

Sugestão para Conclusão

36 palavras removidas40 palavras novas

Pedido do profissional

“Mais conciso, com a conduta de segurança em primeiro lugar.”

Alterações

Há [removido: sintomas depressivos clinicamente relevantes no autorrelato e ]sinal de risco que exige conduta [removido: imediata, mas a resposta diagnóstica permanece em aberto. A hipótese de episódio depressivo / transtorno depressivo é provável, sustentada por YSR ][novo: imediata: a avaliação direta de risco vem antes de qualquer outra etapa. No autorrelato, há sintomas depressivos clinicamente relevantes (YSR ]Ansiedade/depressão em faixa clínica, BDI-II [novo: e PHQ-9 ]em faixa Moderada, [removido: PHQ-9 em faixa Moderada e prejuízo adaptativo relatado. ][novo: prejuízo adaptativo relatado), e a hipótese de episódio depressivo é provável, mas a resposta diagnóstica permanece em aberto. ]

  • Gráficos e tabelas continuam com o resultado do teste; o ajuste muda só a redação.
  • Números que não estavam no laudo aparecem como “pontos para conferir”.
  • Cada salvamento vira uma versão no histórico, que pode ser restaurada.

O trecho original é o texto gerado pelo PontoAzul para este caso fictício; o ajuste é ilustrativo.

O que observar neste modelo de laudo

A segurança vem antes do diagnóstico

Os itens de pensamento de morte marcados no YSR, no BDI-II e no PHQ-9 ganham seção própria, com conduta: avaliação direta de ideação atual, plano, método, intenção e acesso a meios. O laudo deixa claro que essa conduta não deve ser decidida apenas pelos escores.

Três questionários, um único informante

YSR, BDI-II e PHQ-9 concordam, mas foram todos respondidos por Júlia. O laudo trata essa concordância como descrição da experiência interna, não como confirmação independente, e pede informante adulto de casa e da escola e registros escolares objetivos.

A causa médica entra no diferencial

Com hipotireoidismo em tratamento e quatro dos seis itens mais marcados no BDI-II de conteúdo somático, o laudo pede TSH e T4 livre antes de fechar a leitura. É o tipo de cruzamento entre história e escore que um texto genérico costuma deixar passar.

Divergências explicadas, não escondidas

Problemas totais normais no YSR e humor moderado no BDI-II e no PHQ-9 não são tratados como erro de medida: o YSR cobre seis meses e os rastreios cobrem duas semanas. Cada divergência vem com a explicação e com o dado que a resolveria.

Cada público recebe o que precisa saber

A família lê sobre os pensamentos de morte em linguagem direta e acolhedora, com orientação de supervisão, afastamento de meios de risco e urgência. A escola recebe plano de frequência, recuperação e um adulto de referência, sem conteúdo clínico, que fica com o profissional e a família.

Do protocolo ao laudo

Como este laudo foi produzido no PontoAzul

  1. 1

    O profissional registra três autorrelatos e a história

    Júlia respondeu ao YSR/11–18 em um dia e ao BDI-II e ao PHQ-9 no dia seguinte. A história registrada (mudança de escola em junho, faltas às segundas-feiras, hipotireoidismo em tratamento) entra como contexto. O PontoAzul não aplica os questionários: recebe as respostas já coletadas, com data, idade e informante.

  2. 2

    A correção segue as regras de cada instrumento

    Somas, escores T, faixas e pontos de corte são calculados por regras programadas para cada instrumento. Os itens de segurança (item 91 do YSR, item 9 do BDI-II e item 9 do PHQ-9) são lidos um a um, independentemente do escore total.

  3. 3

    O Motor PontoAzul integra, prioriza e redige

    Os achados são organizados por domínio, com o aviso de que as três medidas vêm do mesmo informante. Hipotireoidismo, ansiedade, ajustamento e transtorno bipolar entram como explicações alternativas, cada uma com o que pesa a favor, o que pesa contra e o próximo passo.

  4. 4

    O profissional revisa, ajusta e assina

    O texto é um rascunho. O profissional edita, pede ajustes, compara cada mudança palavra por palavra e só então salva. Cada versão fica no histórico, e o documento final é assinado por quem fez a avaliação.

Perguntas frequentes sobre este laudo

Como fazer um laudo psicológico de depressão em adolescente?
Comece pela pergunta de quem encaminhou, descreva os instrumentos e quem respondeu, apresente os resultados por domínio, verifique os itens de risco, discuta diferenciais como causa médica, ansiedade e ajustamento, e termine com uma conclusão que responda à demanda. Este exemplo segue exatamente essa ordem.
BDI-II e PHQ-9 bastam para diagnosticar depressão?
Não. São rastreios de intensidade de sintomas nas últimas duas semanas, e o próprio laudo registra que eles não confirmam episódio depressivo. Aqui sustentam uma hipótese provável, que ainda depende de entrevista clínica, de informantes independentes e da exclusão de causa médica.
O que fazer quando o adolescente marca o item de suicídio no questionário?
Tratar como prioridade, qualquer que seja o escore total. O laudo recomenda avaliação direta de risco (ideação atual, plano, método, intenção e acesso a meios), supervisão familiar e acionamento da rede de urgência se houver risco imediato. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo telefone 188.
Laudo de depressão em adolescente pode ir para a escola?
O laudo completo, não. A escola recebe uma versão própria, com necessidades educacionais e estratégias de frequência, recuperação e participação, sem hipóteses diagnósticas nem itens de risco. O conteúdo clínico fica com o profissional e a família, e a escola segue o próprio protocolo de proteção.
Como explicar o resultado da avaliação para os pais de um adolescente?
A versão para a família descreve o sofrimento sem dar nome a uma condição, explica por que os questionários divergem e trata os pensamentos de morte com clareza: conversar logo com o profissional, manter supervisão, afastar meios de risco e buscar urgência se houver risco imediato.
Este laudo é de um paciente real?
Não. Júlia é um caso fictício criado para demonstração. O texto foi produzido pelo mesmo motor que o PontoAzul usa nos laudos dos profissionais, a partir de dados inventados, e por isso pode ser publicado sem expor ninguém.
Posso gerar um laudo assim no PontoAzul?
Sim. Você registra as respostas do YSR, do BDI-II e do PHQ-9 já aplicados; o PontoAzul corrige, destaca os itens de segurança e gera o laudo-base nas versões que você escolher. A avaliação de risco e a decisão clínica continuam com você, que revisa e assina o documento.

Outros laudos de exemplo

Laudo de TDAH infantil integrado

Criança de 9 anos com desatenção em casa e na escola: SNAP-IV de pais e professora, BPA-2 e WISC-IV integrados, com versões para profissional, família e escola.

Laudo neuropsicológico integrado de TEA

Avaliação de 7 anos com SRS-2, ADI-R, ATA, Vineland-3 e SDQ: resultados por domínio, divergência casa × escola, formulação diagnóstica e recomendações por área.

Laudo WISC-IV com perfil heterogêneo

Criança de 9 anos com queixa de lentidão e esquecimento de instruções: QI Total, quatro índices, gráficos e as versões para profissional, família e escola.

Laudo de TDAH adulto com DIVA-5

Adulto de 34 anos encaminhado pela psiquiatria: critérios na infância e na vida adulta, prejuízo funcional, riscos de segurança e diferenciais.

Laudo WAIS-III com QI verbal maior que execução

Adulto de 25 anos com lentidão em provas: QI Verbal 114 × QI de Execução 84, índices, subtestes e as versões para profissional, família e escola.

Reavaliação com WAIS-III: análise de progressão

Duas aplicações do WAIS-III com 62 dias de intervalo: comparabilidade, efeito de prática e índice de mudança confiável por índice.

Acompanhamento de TDAH com SNAP-IV

Duas aplicações do SNAP-IV com seis meses de intervalo: sintomas estáveis e leitura da trajetória para as adaptações escolares.

Declínio cognitivo no MMSE-2: devolutiva para a família

Duas aplicações anuais do MMSE-2 em idosa de 72 anos: piora confiável explicada para a família, com próximos passos.

Guias técnicos para ler este laudo

Modelos de documento

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul. Atualizado em .

Gere um laudo como este com os seus testes

Corrija o protocolo aplicado, veja os gráficos e revise o laudo-base para profissional, família e escola.

Testar grátis por 7 dias