1Sintomas emocionais
Queixas somáticas, preocupações, tristeza, nervosismo em situações novas e medos (itens 3, 8, 13, 16 e 24).
O SDQ é um questionário breve de rastreio de saúde mental infantojuvenil: 25 itens, cinco escalas e um escore de dificuldades de 0 a 40. Tem versões para pais, professores e para o próprio adolescente, com faixas de corte próprias para cada informante. Veja como pontuar os itens invertidos, calcular o total e o impacto e descrever o resultado no laudo.
O Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ) é um instrumento de rastreio criado por Robert Goodman em 1997 para avaliar comportamento e saúde emocional de crianças e adolescentes. Tem 25 itens pontuados de 0 a 2, divididos em cinco escalas: sintomas emocionais, problemas de conduta, hiperatividade, problemas com colegas e comportamento pró-social. As quatro primeiras somam o total de dificuldades, de 0 a 40. A versão brasileira é de Fleitlich, Cortázar e Goodman (2000).
Queixas somáticas, preocupações, tristeza, nervosismo em situações novas e medos (itens 3, 8, 13, 16 e 24).
Acessos de raiva, obediência (invertido), brigas, mentiras e furtos (itens 5, 7, 12, 18 e 22).
Inquietação, agitação, distração, pensar antes de agir (invertido) e concluir tarefas (invertido) (itens 2, 10, 15, 21 e 25).
Isolamento, ter um bom amigo (invertido), ser querido (invertido), ser alvo de provocações e preferir adultos (itens 6, 11, 14, 19 e 23).
Consideração, partilha, ajuda, gentileza com os mais novos e voluntariedade (itens 1, 4, 9, 17 e 20). Escore alto é desejável e não entra no total.
Você registra as 25 respostas do SDQ e o suplemento de impacto, indicando se o informante é pai, professor ou o próprio adolescente. Um parágrafo do laudo-base descreve total, escalas alteradas e impacto, com a referência de corte, para sua revisão.
O PontoAzul inverte os itens 7, 11, 14, 21 e 25, soma as cinco escalas, o total, a internalização, a externalização e o impacto e aplica as faixas do informante.
Testar com SDQCalcule a idade na data de aplicação do SDQ
Autor(es): Robert Goodman; versão brasileira de Bacy Fleitlich, Pilar Cortázar e Robert Goodman · 1997 (versão brasileira: 2000)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) foi criado pelo psiquiatra infantil Robert Goodman, do Institute of Psychiatry de Londres, e publicado em 1997 como uma alternativa curta aos inventários longos de comportamento. A ideia central é equilibrar dificuldades e capacidades num mesmo formulário, o que aumenta a aceitação de pais e escolas e dá ao profissional uma visão do que a criança faz bem.
Os 25 itens formam cinco escalas de cinco itens: sintomas emocionais, problemas de conduta, hiperatividade/desatenção, problemas de relacionamento com colegas e comportamento pró-social. As quatro primeiras somam o total de dificuldades. Há versões para pais e professores de crianças de 4 a 17 anos, um autorrelato para 11 a 17 anos e uma versão adaptada para 2 a 4 anos, além do suplemento de impacto, que mede sofrimento e prejuízo.
No Brasil, Fleitlich, Cortázar e Goodman (2000) apresentaram a versão em português, e o instrumento foi usado em estudos populacionais de saúde mental infantil. O SDQ é protegido por direitos autorais, mas pode ser baixado gratuitamente para uso não comercial no site oficial, sem alterações no texto.
O SDQ é indicado para rastreio rápido de problemas emocionais e comportamentais em consultórios, escolas, serviços de saúde e pesquisas, e para comparar a visão de pais, professores e do próprio adolescente. Na avaliação psicológica e neuropsicológica, funciona como triagem inicial que orienta quais instrumentos específicos aplicar em seguida, e como medida simples de acompanhamento antes e depois de intervenções, especialmente com a versão de seguimento.
Quando o SDQ não é a melhor escolha
O SDQ não fecha diagnóstico e não tem profundidade para descrever quadros complexos: cada escala tem só cinco itens. Quando a avaliação exige perfil detalhado com escores T, prefira o CBCL/6–18. Também não deve ser usado para decidir sozinho encaminhamento de alto risco, como ideação suicida, que o questionário não investiga. Em crianças com deficiência intelectual, interprete as escalas com cautela e considere o nível de desenvolvimento.
Os 25 itens misturam dificuldades e capacidades, o que torna o SDQ mais aceitável para pais e professores. Dez itens descrevem capacidades, catorze descrevem dificuldades e um é neutro. O suplemento de impacto pergunta se há dificuldade e quanto ela perturba a criança e a rotina.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Sintomas emocionais | 3, 8, 13, 16, 24 | Internalização: ansiedade, tristeza e queixas físicas. |
| Problemas de conduta | 5, 7, 12, 18, 22 | Externalização: raiva, desobediência e comportamento antissocial. |
| Hiperatividade/desatenção | 2, 10, 15, 21, 25 | Externalização: agitação e dificuldade de atenção. |
| Relacionamento com colegas | 6, 11, 14, 19, 23 | Internalização: isolamento e dificuldade com pares. |
| Pró-social | 1, 4, 9, 17, 20 | Capacidades sociais; não entra no total de dificuldades. |
| Suplemento de impacto | Perguntas finais | Sofrimento e interferência em casa, amizades, aprendizagem e lazer. |
Escolha a versão correta: pais ou professores (4 a 17 anos), autorrelato (11 a 17 anos) ou a versão para 2 a 4 anos.
Oriente o informante a responder pensando nos últimos seis meses (ou no último mês, na versão de seguimento).
Peça que marque uma opção por item, mesmo quando estiver em dúvida, e que responda também ao suplemento de impacto.
Revise itens em branco: até dois faltantes por escala permitem proporcionalizar; mais que isso inviabiliza a escala.
Registre o informante, a versão e a data para aplicar a tabela de corte correta.
A correção do SDQ exige inverter cinco itens, somar cinco escalas, compor o total de dificuldades sem o pró-social, calcular o impacto com uma regra diferente dos itens e classificar tudo pela tabela do informante. São poucos itens, mas muitas regras, e o próprio site do instrumento recomenda que a pontuação seja feita por computador para evitar erros.
No PontoAzul, você registra as respostas e escolhe o informante. A plataforma aplica as inversões, soma escalas, total, internalização e externalização, calcula o impacto, classifica cada escore pela faixa correspondente e mostra os informantes lado a lado. O resultado entra no laudo-base para sua revisão.
Pontue cada item como 0 (falso), 1 (mais ou menos verdadeiro) e 2 (verdadeiro).
Inverta os itens 7, 11, 14, 21 e 25: falso vale 2, mais ou menos vale 1 e verdadeiro vale 0.
Some os cinco itens de cada escala (0 a 10). Se faltarem até dois itens numa escala, a pontuação pode ser proporcionalizada; com três ou mais faltando, a escala fica sem escore.
Some emocional, conduta, hiperatividade e colegas para o total de dificuldades (0 a 40). Opcionalmente, calcule externalização (conduta + hiperatividade) e internalização (emocional + colegas), de 0 a 20 cada.
No suplemento de impacto, pontue “nada” e “só um pouco” como 0, “bastante” como 1 e “muito” como 2, e some.
Classifique cada escore pela tabela do informante correspondente (pais, professor ou autorrelato).
Exemplo de correção
Exemplo demonstrativo: Menino de 9 anos, SDQ respondido pela mãe durante avaliação por agitação em sala:
Total 15, limítrofe para relato de pais, com hiperatividade na faixa anormal e impacto relevante na rotina. Indica investigar TDAH com instrumentos específicos, como SNAP-IV e entrevista.
As faixas originais do SDQ foram definidas numa amostra populacional do Reino Unido para que cerca de 80% das crianças ficassem na faixa normal, 10% na limítrofe e 10% na anormal. Os cortes mudam conforme o informante. A tabela abaixo traz o total de dificuldades; as escalas também têm cortes próprios, como hiperatividade anormal a partir de 7 em pais e autorrelato.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| Pais: 0–13 / 14–16 / 17–40 | Normal / limítrofe / anormal | Faixas do total de dificuldades no relato de pais. |
| Professores: 0–11 / 12–15 / 16–40 | Normal / limítrofe / anormal | Professores comparam com a turma e têm corte mais baixo. |
| Autorrelato: 0–15 / 16–19 / 20–40 | Normal / limítrofe / anormal | Adolescentes tendem a relatar mais sintomas, e o corte é mais alto. |
| Pró-social (pais): 6–10 / 5 / 0–4 | Normal / limítrofe / anormal | Na escala pró-social a lógica se inverte: escores baixos preocupam. |
Há uma classificação mais recente em quatro faixas (próximo da média, levemente elevado, alto e muito alto), com cortes diferentes em algumas escalas; indique no laudo qual das duas foi usada. As faixas são britânicas e servem como aproximação; combinar informantes e o escore de impacto melhora o rastreio.
Não inverter os cinco itens positivos
Obediência, ter um bom amigo, ser querido, pensar antes de agir e concluir tarefas são pontuados ao contrário. Esquecer a inversão derruba hiperatividade, conduta e colegas.
Somar a escala pró-social ao total
O total de dificuldades usa apenas as quatro escalas de problemas. Incluir o pró-social distorce o resultado para cima.
Usar o corte de pais para o professor
Cada informante tem tabela própria. O total 14 é limítrofe para pais e para professores, mas normal no autorrelato.
Pontuar o impacto como os itens
No suplemento, “só um pouco” vale 0. Somar 1 nesse nível superestima o prejuízo. O próprio site do SDQ recomenda correção por computador; no PontoAzul, inversões, impacto e faixas por informante são aplicados automaticamente.
No PontoAzul, a correção do SDQ segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, cada SDQ gera as cinco escalas, o total, a internalização, a externalização e o impacto com a faixa do informante. O trecho abaixo é o tipo de parágrafo que entra no laudo-base.
No Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ; Goodman, 1997; versão brasileira de Fleitlich, Cortázar e Goodman, 2000), respondido pela mãe em 22/07/2026, o total de dificuldades foi de 15 pontos, na faixa limítrofe para relato parental. A escala de hiperatividade/desatenção ficou na faixa anormal (8 pontos) e a de problemas de conduta, na limítrofe (3 pontos), enquanto sintomas emocionais, relacionamento com colegas e comportamento pró-social permaneceram na faixa normal. O escore de impacto (2) indica que as dificuldades interferem na rotina escolar e familiar.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
CBCL/6–18: relato dos pais, 118 itens, síndromes e escalas amplas em escore T.
SNAP-IV: 26 itens para pais e professores, critério de 6 itens e média por dimensão.
Vanderbilt: sintomas de TDAH, comorbidades e desempenho, com versões para pais e professores.
41 itens, cinco domínios e versões para criança e responsáveis com total de 0 a 82.
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