Ir para o conteúdo
Caso fictício · gerado pelo PontoAzul

Modelo de laudo de TDAH infantil com SNAP-IV, BPA-2 e WISC-IV

Laudo integrado de um menino de 9 anos encaminhado pela escola por desatenção e queda em matemática. A hipótese de TDAH infantil é discutida com o SNAP-IV respondido pelos pais e pela professora, a BPA-2 e o WISC-IV, e o mesmo caso aparece em três versões: profissional, família e escola.

Idade
9 anos
Informantes
Pais e professora
Atenção Geral (BPA-2)
Percentil 1
Versões
3 públicos

Este exemplo em resumo

Este é um modelo de laudo de TDAH infantil gerado pelo PontoAzul para um caso fictício: Rafael, 9 anos, no 4º ano, encaminhado pela escola. Pais e professora marcam 9 itens de desatenção em Bastante ou Demais no SNAP-IV, a BPA-2 tem Atenção Geral no percentil 1 e o WISC-IV tem QI Total 98. A conclusão: dados compatíveis com TDAH, apresentação a definir em entrevista clínica e transtorno de aprendizagem em matemática como hipótese a investigar.

Caso fictício. Rafael não existe: as respostas dos pais e da professora e os resultados dos testes foram criados para demonstração, e o texto foi gerado pelo motor de laudos do PontoAzul. O profissional e o registro exibidos também são fictícios.

Laudo gerado pelo PontoAzul e revisado pelo profissional: 34 ajustesVer ajustes
  1. Corrigida a descrição dos procedimentos na versão para a família: Rafael não respondeu a questionários (não houve autorrelato); os questionários foram respondidos pelos pais e pela professora.
  2. Alinhado com a versão profissional: o SNAP-IV da professora tem 0 itens de oposição/desafio em Bastante ou Demais, e não "poucos itens".
  3. Recomendação de avaliar visão e audição substituída: a audiometria e o exame oftalmológico de 2026 já constam como normais na história clínica.
  4. Justificativa corrigida: dizia que visão e audição não foram registradas, o que contradiz os exames normais de 2026 descritos na versão profissional.
  5. Retirada a indicação de visão e audição como avaliações complementares pendentes, pois esses exames já foram feitos em 2026, com resultado normal.
  6. Moderada a afirmação sobre agitação e reescrita em termos funcionais: a versão para a escola não atribui relatos a informantes nem cita instrumentos ou escores.
  7. Corrigida a atribuição temporal: a mãe situa o início aos 5 anos e a professora relata as dificuldades desde o 1º ano; o texto atribuía "desde os 5 anos" às duas.
  8. Correção de português na seção de limites: "isolada" substituído por "isoladamente".
  9. Retirado o "corte publicado 11,5" do total do SNAP-IV da professora, valor sem fonte. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  10. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  11. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  12. Uniformizada a referência à professora e explicitado que o relato dela é descritivo.
  13. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  14. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  15. Uniformizada a referência à professora.
  16. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  17. Título do domínio ajustado: no relato da professora a desatenção é descritiva (sem corte publicado), não "fora do esperado".
  18. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  19. Linguagem de certeza diagnóstica moderada: os achados são compatíveis com os critérios avaliáveis; a confirmação é clínica.
  20. Linguagem de certeza diagnóstica moderada na conclusão: "preenchem os critérios" substituído por compatibilidade com os critérios avaliáveis.
  21. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  22. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  23. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  24. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  25. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  26. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  27. O SNAP-IV da professora não tem ponto de corte publicado: a referência brasileira adotada (Costa et al., 2019) foi estabelecida com o relato de pais/responsáveis. As escalas da professora passam a ser lidas de forma descritiva.
  28. A versão para a escola não atribui relatos a informantes nem cita instrumentos ou escores; a justificativa foi reescrita em termos funcionais.
  29. Versão para a escola em termos funcionais, sem atribuir o relato a um informante.
  30. A versão para a escola não cita instrumentos.
  31. Versão para a escola em termos funcionais, sem atribuir a leitura a um informante.
  32. Uniformizado o informante escolar como "a professora", como na história escolar registrada.
  33. Uniformizado o informante escolar como "a professora".
  34. Uniformizado o informante escolar como "a professora" nas tabelas.

Revisão ilustrativa sobre o texto gerado para este caso fictício. Na plataforma, cada ajuste é comparado palavra por palavra e aprovado antes de entrar no laudo.

Versão profissional

PontoAzul

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Laudo Psicológico — Avaliação Neuropsicológica Integrada

Documento para o profissional

Paciente
Rafael (caso fictício)
Idade na avaliação
9 anos e 6 meses
Período da avaliação
10/09/2026 a 15/09/2026 (4 instrumentos)
Data do documento
09/10/2026
Solicitante
Responsáveis, por indicação da escola
Autora
Psicóloga responsável (exemplo) · CRP 00/000000 · registro fictício
Finalidade
Investigação diagnóstica de TDAH e orientação de condutas clínicas e escolares.
Motivo da avaliação
Encaminhado pela escola por desatenção persistente em sala e queda de rendimento em matemática.
Perguntas da avaliação
  1. 1.A desatenção relatada em casa e na escola, com início antes dos 7 anos, é compatível com TDAH?

1. Identificação e demanda

Rafael, 9 anos nas aplicações de setembro de 2026 (9 anos e 6 meses na aplicação do WISC-IV), sexo masculino, cursando o 4º ano do ensino fundamental. A avaliação foi motivada por encaminhamento da escola por desatenção persistente em sala e queda de rendimento em matemática. A pergunta clínica é se a desatenção relatada em casa e na escola, com início antes dos 7 anos, é compatível com TDAH.

2. Procedimentos

A integração foi feita a partir de quatro fontes instrumentais, além das histórias clínica e escolar registradas. Foram considerados relato de terceiro e desempenho em tarefa padronizada. A história clínica registrada tem a mãe como informante; a história escolar registrada tem a professora como informante. As aplicações ocorreram entre 10/09/2026 e 15/09/2026, com intervalo de 5 dias, aos 9 anos. Cada fonte foi ponderada pela pergunta clínica: os relatos de pais/responsáveis e professora informam o comportamento cotidiano em casa e na escola; a BPA-2 informa a capacidade atencional em tarefa visual estruturada; o WISC-IV informa a capacidade cognitiva em situação breve e padronizada; as histórias registradas situam início, duração e prejuízo. Relatos do mesmo informante não foram tratados como confirmação independente. Não foram administrados autorrelato formal nem instrumentos de ansiedade ou humor nesta avaliação.

Instrumentos integrados

InstrumentoAplicaçãoIdadeMétodoInformante
SNAP-IV10/09/20269 anosRelato de terceiropais/responsáveis
SNAP-IV12/09/20269 anosRelato de terceiroprofessora
BPA-215/09/20269 anosdesempenho—
WISC-IV15/09/20269 anos e 6 mesesdesempenho—

3. Resultados integrados por domínio

Atenção

Desatenção elevada em casa, na escola e em tarefa estruturada

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SNAP-IVInformante: pais/responsáveisDesatençãosoma 21 de 27; 9 itens em Bastante ou Demais—Fora do esperado
Hiperatividade/impulsividadesoma 11 de 27; 2 itens em Bastante ou Demais—Fora do esperado
Total de 18 itenssoma 32—Descritivo
SNAP-IVInformante: professoraDesatençãosoma 22 de 27; 9 itens em Bastante ou Demais—Descritivo
Hiperatividade/impulsividadesoma 9 de 27; 1 item em Bastante ou Demais—Descritivo
Total de 18 itenssoma 31—Descritivo
BPA-2Atenção Concentrada14 pontos, P1, Muito inferiorMuito inferiorFora do esperado (acentuado)
Atenção Dividida10 pontos, P10, InferiorInferiorFora do esperado
Atenção Alternada8 pontos, P1, Muito inferiorMuito inferiorFora do esperado (acentuado)
Atenção Geral32 pontos, P1, Muito inferiorMuito inferiorFora do esperado (acentuado)

O SNAP-IV respondido pelos pais/responsáveis registra desatenção com soma 21 de 27 e 9 itens em Bastante ou Demais, fora do esperado pela referência do instrumento; hiperatividade/impulsividade com soma 11 de 27 e 2 itens em Bastante ou Demais também fica fora do esperado; o total de 18 itens, com soma 32, permanece como medida descritiva do instrumento. O SNAP-IV respondido pela professora registra desatenção com soma 22 de 27 e 9 itens em Bastante ou Demais; hiperatividade/impulsividade com soma 9 de 27 e 1 item em Bastante ou Demais; e total de 18 itens com soma 31. Como os pontos de corte brasileiros adotados (Costa et al., 2019) foram estabelecidos com o relato de pais/responsáveis, as escalas respondidas pela professora são lidas de forma descritiva, sem classificação frente a corte; ainda assim, os 9 itens de desatenção em Bastante ou Demais descrevem sintomas frequentes no contexto escolar.

Na BPA-2, a Atenção Geral obteve 32 pontos, percentil 1, faixa Muito inferior; a Atenção Concentrada, 14 pontos, percentil 1, faixa Muito inferior; a Atenção Alternada, 8 pontos, percentil 1, faixa Muito inferior; e a Atenção Dividida, 10 pontos, percentil 10, faixa Inferior. As três primeiras estão acentuadamente fora do esperado e a última está fora do esperado pelo instrumento.

As fontes independentes convergem: o relato dos pais/responsáveis, o relato da professora e o desempenho na BPA-2 indicam, por métodos diferentes, prejuízo atencional. A convergência entre casa, escola e tarefa estruturada fortalece a leitura de que a desatenção não é restrita a um contexto.

A discrepância entre a BPA-2 e o WISC-IV em velocidade de processamento, que está dentro do esperado, é informativa: a BPA-2 exige atenção visual sustentada, dividida e alternada em séries longas e cronometradas, enquanto o Índice de Velocidade de Processamento do WISC-IV envolve tarefas curtas e grafomotoras. A dissociação sugere que o baixo desempenho atencional não é explicado por lentidão geral de processamento, embora fadiga, motivação e ansiedade de desempenho não possam ser excluídas pelos dados disponíveis. Os dados favorecem predomínio atencional, mas a definição de apresentação exigirá entrevista clínica.

Comportamento externalizante

Oposição e desafio sem indícios clinicamente significativos

InstrumentoMedidaResultadoFaixaSituação
SNAP-IVInformante: pais/responsáveisOposição/desafiosoma 2 de 24; 0 itens em Bastante ou Demais—Dentro do esperado
SNAP-IVInformante: professoraOposição/desafiosoma 2 de 24; 0 itens em Bastante ou Demais—Descritivo

No SNAP-IV respondido pelos pais/responsáveis, a escala de Oposição/desafio registra soma 2 de 24 e 0 itens em Bastante ou Demais, dentro do esperado pela referência do instrumento. No SNAP-IV respondido pela professora, a mesma escala registra soma 2 de 24 e 0 itens em Bastante ou Demais, permanecendo como medida descritiva, pois não há corte publicado para o relato de professor.

Os dois informantes descrevem o mesmo padrão de raros comportamentos de oposição e desafio. A ausência de classificação no relato da professora limita a comparação padronizada, mas o dado descritivo é compatível com o relato dos pais e não sugere comportamento opositivo como núcleo do quadro.

Linguagem: Compreensão verbal dentro do esperado

No WISC-IV, a Compreensão Verbal (ICV) obteve 104, percentil 61, faixa Médio, dentro do esperado pela referência do instrumento. Os subtestes que a compõem apresentam ponderações descritivas: Semelhanças 11, Vocabulário 11 e Compreensão 10.

Trata-se de fonte única de desempenho, sem relato de terceiro sobre a linguagem cotidiana. O achado indica capacidade verbal compatível com o esperado na tarefa estruturada, sem evidência de rebaixamento de linguagem.

Raciocínio: Raciocínio não verbal dentro do esperado

No WISC-IV, a Organização Perceptual (IOP) obteve 100, percentil 50, faixa Médio, dentro do esperado pela referência do instrumento. Os subtestes não verbais apresentam ponderações descritivas: Cubos 10, Conceitos Figurativos 10 e Raciocínio Matricial 10.

Fonte única de desempenho. O raciocínio não verbal médio contribui para afastar deficiência intelectual e reforça a desproporção entre capacidade cognitiva geral e desempenho atencional em tarefa.

Memória: Memória operacional média, próxima da passagem de faixa

No WISC-IV, a Memória Operacional (IMO) obteve 91, percentil 27, faixa Médio, perto do corte ou da passagem de faixa do instrumento. Os subtestes Dígitos e Sequência de Números e Letras apresentam ponderações descritivas de 8 e 9, respectivamente.

Fonte única de desempenho. O índice está dentro do esperado, mas próximo da passagem para faixa inferior, o que indica a memória operacional como possível ponto de variabilidade. A anamnese registra, pela mãe, perda de objetos e necessidade de lembretes constantes; a história escolar registra, pela professora, esquecimento de material. Esses são relatos cotidianos de memória, sem medida padronizada de memória cotidiana, e se distinguem da memória operacional medida pelo WISC-IV.

Velocidade de processamento: Velocidade de processamento dentro do esperado

No WISC-IV, a Velocidade de Processamento (IVP) obteve 95, percentil 37, faixa Médio, dentro do esperado pela referência do instrumento. Os subtestes Código e Procurar Símbolos apresentam ponderação descritiva 9 em ambos.

Fonte única de desempenho. O resultado dentro do esperado em velocidade grafomotora contrasta com o desempenho muito inferior na BPA-2, como discutido no bloco de Atenção, apoiando a leitura de que a dificuldade atencional não é explicada por lentidão de processamento geral.

Cognição geral: Capacidade intelectual geral dentro do esperado

No WISC-IV, o QI Total (QIT) obteve 98, percentil 45, faixa Médio, dentro do esperado pela referência do instrumento.

Fonte única de desempenho. O resultado geral médio, com Compreensão Verbal e Organização Perceptual dentro do esperado, torna pouco provável deficiência intelectual e ajuda a interpretar a desatenção como desproporcional ao nível de capacidade cognitiva geral.

Gráficos por domínio

Perfil cognitivo (WISC-IV)

Pontos compostos sobre as faixas descritivas do manual, com intervalo de confiança de 95%.

ICV Compreensão Verbal
104 Médio
IOP Organização Perceptual
100 Médio
IMO Memória Operacional
91 Médio
IVP Velocidade de Processamento
95 Médio
QIT QI Total
98 Médio
  • Extremamente Baixo
  • Limítrofe
  • Médio Inferior
  • Médio
  • Médio Superior
  • Superior
  • Muito Superior
EscalaPonto compostoPercentilClassificação
Compreensão Verbal (ICV)10461Médio
Organização Perceptual (IOP)10050Médio
Memória Operacional (IMO)9127Médio
Velocidade de Processamento (IVP)9537Médio
QI Total (QIT)9845Médio

4. Integração clínica

O padrão central deste protocolo é a convergência entre relatos independentes de desatenção em casa e na escola e um desempenho atencional muito inferior em tarefa estruturada, na presença de capacidade cognitiva geral média. Não se trata de achado isolado de um informante: o SNAP-IV respondido pelos pais/responsáveis indica desatenção fora do esperado e o SNAP-IV respondido pela professora, lido de forma descritiva, registra de forma independente 9 itens de desatenção em Bastante ou Demais; a BPA-2 acrescenta evidência de desempenho com Atenção Geral, Atenção Concentrada e Atenção Alternada na faixa Muito inferior, além de Atenção Dividida na faixa Inferior. O WISC-IV, por sua vez, apresenta QI Total, compreensão verbal, organização perceptual e velocidade de processamento dentro do esperado, o que confere desproporção entre a capacidade cognitiva geral e o funcionamento atencional, em vez de rebaixamento intelectual.

Hierarquia da evidência por pergunta

Para comportamento atencional cotidiano em casa e na escola, os relatos independentes dos pais/responsáveis e da professora no SNAP-IV são as fontes mais diretas, pois descrevem o comportamento típico em contexto ao longo do tempo. Para a capacidade atencional em tarefa estruturada e breve, a BPA-2 é a evidência por desempenho, com as limitações de medir atenção visual cronometrada em situação controlada. Para afastar deficiência intelectual, o WISC-IV QI Total é a fonte de capacidade cognitiva geral. Para início, duração e prejuízo, a história clínica registrada com informante mãe e a história escolar registrada com informante professora situam o percurso desde a educação infantil; esses dados respondem a requisitos que instrumentos de rastreio e testes pontuais não cobrem.

Para a hipótese de transtorno específico da aprendizagem em matemática, a história escolar é indício, mas não substitui medida padronizada; para ansiedade e humor, não foram administrados instrumentos nesta avaliação.

Divergências e seu significado clínico

A principal divergência entre fontes de desempenho ocorre entre a BPA-2 e o WISC-IV no domínio da velocidade de processamento. A BPA-2 exige atenção visual sustentada, dividida e alternada em séries longas e cronometradas; o Índice de Velocidade de Processamento do WISC-IV exige velocidade grafomotora e de exploração em tarefas curtas e estruturadas. A diferença não indica contradição: os instrumentos medem construtos distintos. O desempenho médio no WISC-IV torna menos plausível que a lentidão geral de processamento explique os resultados da BPA-2, favorecendo a leitura de déficit atencional primário. Fadiga, motivação e ansiedade de desempenho permanecem hipóteses não excluídas e são o limite dessa inferência.

Também merece leitura integrada o padrão do SNAP-IV de hiperatividade/impulsividade: o relato dos pais/responsáveis fica fora do esperado pelo instrumento e o da professora, lido de forma descritiva, é mais discreto, ambos com poucos itens em Bastante ou Demais. Isso não contradiz a hipótese de TDAH; sugere que a dimensão desatenta domina, enquanto a dimensão hiperativa/impulsiva tem expressão mais discreta. A definição de apresentação, sobretudo para afastar apresentação combinada, depende de entrevista clínica e não pode ser feita apenas com os escores de rastreio.

A oposição/desafio não gera divergência relevante: o relato dos pais/responsáveis fica dentro do esperado e o da professora, sem corte publicado, permanece descritivo; os dois descrevem zero itens em Bastante ou Demais. O achado não sustenta transtorno desafiador opositivo e não muda o padrão central.

Explicações alternativas

Deficiência intelectual

  • A favor: Sem achado registrado a favor.
  • Contra: QI Total 98, percentil 45, faixa Médio; ICV 104 e IOP 100, ambos faixa Médio.
  • Próximo passo: Se houver suspeita funcional, avaliação do comportamento adaptativo.

Transtorno específico da aprendizagem com prejuízo em matemática

  • A favor: História escolar registrada: desde o 1º ano não conclui cópias, perde etapas de instruções longas, esquece material e notas abaixo da média em matemática por erros de distração.
  • Contra: Não há medida padronizada de matemática; os erros de distração são compatíveis com o quadro atencional.
  • Próximo passo: Aplicar medida padronizada de matemática e levantar histórico de intervenção dirigida à habilidade.

Ansiedade

  • A favor: Sem achado registrado a favor.
  • Contra: Início registrado aos 5 anos, sono regular, boa relação com colegas e ausência de queixa de preocupação registrada; contudo, o quadro não foi avaliado diretamente.
  • Próximo passo: Escalas ou entrevista estruturada de ansiedade e humor.

Episódio depressivo

  • A favor: Sem achado registrado a favor.
  • Contra: Não há registro de humor deprimido, anedonia ou mudança em relação ao funcionamento anterior; a desatenção é descrita desde a educação infantil.
  • Próximo passo: Investigação clínica de sintomas depressivos se houver alteração do humor no exame.

Transtorno do espectro autista

  • A favor: Sem achado registrado a favor.
  • Contra: Apenas a boa relação com colegas registrada reduz a plausibilidade de TEA como explicação da desatenção; comunicação social e interesses restritos não foram avaliados diretamente.
  • Próximo passo: Triagem padronizada de comunicação social apenas se houver suspeita clínica nova.

Transtorno desafiador opositivo

  • A favor: Sem achado registrado a favor.
  • Contra: SNAP-IV dos pais/responsáveis com oposição/desafio soma 2 de 24 e 0 itens em Bastante ou Demais, dentro do esperado; SNAP-IV da professora também descreve 0 itens em Bastante ou Demais.
  • Próximo passo: Entrevista para confirmar se há oposição situacional, sem evidência atual.

Déficit sensorial ou efeito medicamentoso

  • A favor: Sem achado registrado a favor.
  • Contra: História registrada indica audiometria e exame oftalmológico normais em 2026, sono regular e ausência de medicação.
  • Próximo passo: Atualizar avaliação sensorial se houver novas queixas.

5. Formulação diagnóstica

Os achados disponíveis são compatíveis com os critérios avaliáveis de TDAH, com desatenção como dimensão predominante em relatos independentes de casa e escola e em desempenho atencional; a confirmação diagnóstica e a definição de apresentação permanecem clínicas. O transtorno específico da aprendizagem, com prejuízo na matemática, é hipótese a investigar, uma vez que o histórico escolar é sugestivo, mas a habilidade matemática não foi medida de forma padronizada.

Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH)Compatível com os critérios avaliáveis
Critérios cobertos
Os dados cobrem os sintomas de desatenção em dois contextos: SNAP-IV dos pais/responsáveis com 9 itens em Bastante ou Demais e SNAP-IV da professora com 9 itens em Bastante ou Demais; o desempenho atencional em tarefa estruturada: BPA-2 com Atenção Geral e Atenção Concentrada na faixa Muito inferior, Atenção Alternada na faixa Muito inferior e Atenção Dividida na faixa Inferior; o início no período do desenvolvimento e a persistência pelo relato da mãe (desde os 5 anos) e da professora (desde o 1º ano); o prejuízo escolar por notas abaixo da média em matemática; e a ausência de deficiência intelectual ou déficit sensorial, com WISC-IV QI Total 98, ICV 104 e IOP 100 dentro do esperado, audiometria e exame oftalmológico normais.
A favor
SNAP-IV dos pais/responsáveis: desatenção fora do esperado, 9 itens em Bastante ou Demais; SNAP-IV da professora: 9 itens de desatenção em Bastante ou Demais (leitura descritiva, sem corte publicado para esse informante); BPA-2: Atenção Geral 32 pontos, percentil 1, Muito inferior; Atenção Concentrada percentil 1, Muito inferior; Atenção Alternada percentil 1, Muito inferior; Atenção Dividida percentil 10, Inferior; história registrada: início aos 5 anos, supervisão contínua para lição, distração com ruído, relato da professora desde o 1º ano e notas abaixo da média em matemática; WISC-IV QIT 98, ICV 104, IOP 100 e IVP 95 dentro do esperado.
Contra
O SNAP-IV é instrumento de rastreio e não confirma diagnóstico nem apresentação clínica; não foram administrados instrumentos de ansiedade e humor, de modo que o diferencial internalizante não está completamente excluído; a dimensão de hiperatividade/impulsividade fica fora do esperado no relato dos pais/responsáveis, porém com poucos itens em Bastante ou Demais nos dois informantes, o que exige entrevista clínica para definir apresentação.
Diferenciais
Transtornos de ansiedade, episódio depressivo, TEA, transtorno desafiador opositivo, deficiência intelectual e transtorno específico da aprendizagem em matemática. Deficiência intelectual é pouco provável pelo QIT 98; TOD é pouco provável pela oposição/desafio dentro do esperado; TEA é menos provável apenas pela boa relação com colegas registrada, e não foi avaliado de forma padronizada; comunicação social e interesses restritos não foram avaliados diretamente; o transtorno específico da aprendizagem em matemática pode ser comórbido ou explicar parte do prejuízo.
O que falta
Entrevista diagnóstica complementar com responsáveis e, se possível, com a criança; escalas de ansiedade e humor; observação estruturada em sala de aula; medida padronizada de matemática para testar comorbidade com transtorno específico da aprendizagem.
Transtorno específico da aprendizagem, com prejuízo na matemáticaHipótese a investigar
Critérios cobertos
Os dados cobrem a dificuldade persistente desde o 1º ano, o início nos anos escolares e a interferência no desempenho escolar em matemática. O núcleo de habilidade matemática não está coberto por medida padronizada.
A favor
História escolar registrada com informante professora: desde o 1º ano não conclui cópias, perde etapas de instruções longas, esquece material e apresenta notas abaixo da média em matemática por erros de distração; WISC-IV QIT 98, ICV 104 e IOP 100 dentro do esperado; história clínica registrada com informante mãe: audiometria e exame oftalmológico normais, ausência de medicação.
Contra
Não há medida padronizada de matemática; erros de distração são compatíveis com TDAH e podem explicar o rendimento sem transtorno específico; não há registro de intervenção dirigida à matemática que permita avaliar persistência apesar de intervenção.
Diferenciais
TDAH, que pode reduzir a produção por desatenção em tarefas matemáticas sem prejuízo primário da habilidade; a distinção exige medida padronizada de matemática com análise de erros e de resposta à intervenção.
O que falta
Aplicar medida padronizada de matemática, como TDE-II, NEUPSILIN-Inf ou instrumento equivalente; levantar histórico de intervenções dirigidas à matemática; considerar avaliação de leitura e escrita para identificar comorbidades.

6. Conclusão

Resposta à demanda

Em resposta à pergunta clínica, os dados são compatíveis com TDAH, considerando os critérios avaliáveis por estes instrumentos: desatenção clinicamente significativa em casa e na escola, início antes dos 12 anos, persistência prolongada, prejuízo escolar e desempenho atencional muito inferior em tarefa, sem indícios de deficiência intelectual. A decisão relevante para os próximos passos é diferenciar o peso da desatenção e de um possível transtorno específico da aprendizagem em matemática, além de completar a investigação de ansiedade e humor. A principal limitação é a ausência de medida padronizada de matemática e de instrumentos de ansiedade e humor, somada ao caráter de rastreio do SNAP-IV.

7. Recomendações por área

Clínica

AltaEncaminhar para entrevista diagnóstica complementar com profissional habilitado, para confirmar TDAH, definir apresentação e comorbidades e planejar intervenção.Por quê: Convergência entre o SNAP-IV dos pais/responsáveis e o da professora, BPA-2 com Atenção Geral Muito inferior e prejuízo escolar registrado.

Encaminhamentos

AltaAplicar medida padronizada de matemática e escalas de ansiedade e humor, com observação estruturada em sala de aula se possível.Por quê: Hipótese de transtorno específico da aprendizagem em matemática e diferenciais internalizantes em aberto.

Escola

AltaImplementar em sala instruções curtas, apoio para cópia, verificação de entendimento, conferência de material e suporte específico em matemática.Por quê: SNAP-IV da professora com 9 itens de desatenção em Bastante ou Demais e história escolar de não concluir cópias, perder etapas de instruções longas, esquecer material e notas abaixo da média em matemática.

Família

MédiaManter rotina de lição supervisionada com intervalos, ambiente com baixa interferência sonora, uso de checklists e comunicação regular com a escola.Por quê: SNAP-IV dos pais/responsáveis com desatenção fora do esperado e história clínica de lição com supervisão contínua e distração com ruído.

8. Limites

O que sustenta esta integração é a convergência entre relatos independentes em dois contextos, desempenho atencional direto e medida de capacidade cognitiva geral, com história registrada por informantes identificados. O que limita: SNAP-IV é instrumento de rastreio; BPA-2 descreve tarefas visuais cronometradas e não estabelece diagnóstico isoladamente; WISC-IV reflete desempenho em momento único e está sujeito a motivação, fadiga e fatores contextuais; não foram administrados autorrelato formal, instrumentos de ansiedade e humor, medida padronizada de matemática, medida de funcionamento executivo cotidiano ou observação estruturada em sala; relatos de terceiros carregam a perspectiva e o limiar de quem respondeu; as aplicações em intervalo de 5 dias não permitem leitura de mudança temporal.

9. Referências normativas

  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 — elaboração de documentos escritos produzidos pela psicóloga e pelo psicólogo.
  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 31/2022 — diretrizes para a realização de avaliação psicológica.
  • Mattos, P., Serra-Pinheiro, M. A., Rohde, L. A., & Pinto, D. (2006). Apresentação de uma versão em português para uso no Brasil do instrumento MTA-SNAP-IV de avaliação de sintomas de transtorno do déficit de atenção/hiperatividade e sintomas de transtorno desafiador e de oposição. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 28(3), 290–297.
  • Costa, D. S., de Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F., Romano-Silva, M. A., & Miranda, D. M. (2019). Parent SNAP-IV rating of attention-deficit/hyperactivity disorder: accuracy in a clinical sample of ADHD, validity, and reliability in a Brazilian sample. Jornal de Pediatria, 95(6), 736–743.
  • Rueda, F. J. M. BPA-2: Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção – 2. São Paulo: Vetor Editora. Manual técnico da edição utilizada.
  • Wechsler, D. (2013). Escala Wechsler de Inteligência para Crianças – 4ª edição (WISC-IV): manual técnico. Adaptação e padronização brasileira: F. J. M. Rueda, A. P. P. Noronha, F. F. Sisto, A. A. A. Santos & N. R. Castro. São Paulo: Casa do Psicólogo.

outubro de 2026.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

Testar grátis por 7 dias

Versão para a família

PontoAzul

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Relatório de Avaliação Integrada

Avaliação Neuropsicológica Integrada · documento para a família

Paciente
Rafael (caso fictício)
Idade na avaliação
9 anos e 6 meses
Período da avaliação
10/09/2026 a 15/09/2026 (4 instrumentos)
Data do documento
09/10/2026

1. O que a avaliação mostrou

Este relatório foi elaborado para a família de Rafael, de 9 anos, para organizar os resultados da avaliação psicológica pedida por causa de desatenção persistente em sala e queda de rendimento em matemática. Rafael participou de tarefas padronizadas; os pais/responsáveis e a professora responderam a questionários sobre o comportamento dele em casa e na escola.

Atenção no dia a dia

No SNAP-IV, os pais/responsáveis relataram desatenção fora do esperado pela referência do instrumento, e a professora também marcou com frequência os itens de desatenção (para o relato da professora, o questionário não tem ponto de corte publicado, então esse resultado é lido de forma descritiva). As duas fontes apontam na mesma direção, mesmo sendo de contextos diferentes. Os relatos indicam que Rafael tem dificuldade para manter a atenção, organizar tarefas e acompanhar instruções mais longas. Também apareceram alguns comportamentos de agitação e impulsividade, em poucos itens: no relato dos pais, essa parte do questionário ficou fora do esperado; no relato da professora, foi mais discreta.

Atenção em tarefa

Na BPA-2, Rafael realizou tarefas visuais cronometradas que exigem sustentar, dividir e alternar a atenção. A atenção concentrada, a atenção dividida, a atenção alternada e a atenção geral ficaram nas faixas Inferior ou Muito inferior do instrumento, com a atenção geral em Muito inferior. Isso mostra que, mesmo em uma situação estruturada e com apoio do examinador, a dificuldade de atenção aparece de forma acentuada.

Comportamento opositor

No SNAP-IV respondido pelos pais/responsáveis, a oposição/desafio ficou dentro do esperado pelo instrumento. No relato da professora, nenhum item desse domínio foi marcado como Bastante ou Demais; essa medida não tem classificação padronizada para esse informante. Portanto, comportamentos desafiadores não aparecem como um padrão relevante.

Linguagem e raciocínio

No WISC-IV, a Compreensão Verbal e a Organização Perceptual ficaram na faixa Médio do instrumento. Isso indica que a capacidade de entender a linguagem, usar vocabulário, organizar informações visuais e resolver problemas está dentro do esperado para a idade.

Memória e velocidade

A Memória Operacional no WISC-IV ficou na faixa Médio, porém perto da passagem para a faixa Médio inferior do instrumento. A Velocidade de Processamento ficou na faixa Médio. Como não há outras fontes, ainda não é possível afirmar como a memória aparece no dia a dia.

Cognição geral

O QI Total no WISC-IV ficou na faixa Médio. Assim, a dificuldade de atenção não parece ser explicada por uma dificuldade intelectual geral.

2. Forças

Os resultados mostram pontos importantes de base. No WISC-IV, a Compreensão Verbal e a Organização Perceptual ficaram na faixa Médio, indicando que Rafael entende bem instruções verbais, tem vocabulário adequado e consegue raciocinar com informações visuais. A Velocidade de Processamento também ficou na faixa Médio, o que sugere que ele não tem lentidão geral para tarefas simples. A oposição/desafio não apareceu como dificuldade nos relatos dos pais/responsáveis. Esses recursos ajudam a entender que a principal barreira no momento é a atenção, e não a capacidade geral de compreender ou raciocinar.

3. Dificuldades no dia a dia

As dificuldades centrais estão na atenção. No SNAP-IV, pais/responsáveis e professora marcaram nove itens de desatenção como Bastante ou Demais; no relato dos pais, o resultado ficou fora do esperado pela referência do instrumento, e no da professora, que não tem ponto de corte publicado, foi lido de forma descritiva. Na BPA-2, a atenção geral ficou na faixa Muito inferior e as demais medidas de atenção ficaram entre Inferior e Muito inferior. Também houve relato de agitação e impulsividade, menos frequente; só no relato dos pais essa parte ficou fora do esperado. A memória operacional ficou perto da mudança de faixa dentro do esperado, sem outra fonte para confirmar impacto diário. O rendimento em matemática, registrado no encaminhamento da escola, pode estar relacionado às dificuldades de atenção e ainda precisa ser investigado em avaliação pedagógica direta.

Em casa, essa dificuldade pode aparecer como pedidos que se perdem no meio de outras distrações, tarefas escolares que demoram muito, esquecimentos frequentes e necessidade de repetir instruções. Na escola, pode se manifestar como perda de detalhes da explicação, erros por distração, dificuldade para terminar atividades no tempo e piora em matemática, especialmente em exercícios com várias etapas. A agitação pode aparecer quando há espera ou muito estímulo. A família pode ajudar criando uma rotina previsível, com tarefas curtas, instruções simples e pausas planejadas, além de reduzir distrações durante o estudo. Também é importante acolher a frustração e lembrar que a desatenção não é falta de esforço nem preguiça.

4. Próximos passos

Agora, o próximo passo é conversar com o profissional responsável pela avaliação, que vai explicar a conclusão diagnóstica na devolutiva, esclarecer dúvidas e combinar os encaminhamentos. A família não precisa tomar decisões sozinha. O profissional poderá indicar como levar as informações à escola e quais avaliações complementares são mais importantes no momento, como aspectos emocionais, sono e avaliação pedagógica; visão e audição já foram examinadas em 2026, com resultados normais.

Família

AltaConversar com o profissional responsável na devolutiva para entender a conclusão diagnóstica e os próximos passos.Por quê: A dificuldade de atenção apareceu em casa, na escola e em tarefa; a conclusão precisa ser conversada com o profissional.
AltaOrganizar a rotina de casa com tarefas curtas, instruções simples, menos distrações e pausas planejadas.Por quê: Os relatos dos pais/responsáveis e da professora no SNAP-IV e o desempenho muito inferior na BPA-2 indicam desatenção consistente.

Escola

AltaAdotar estratégias de apoio à atenção em sala, como assento próximo, instruções divididas, checagem de entendimento e redução de distrações.Por quê: A professora marcou nove itens de desatenção como Bastante ou Demais no SNAP-IV e a BPA-2 mostrou atenção geral muito inferior.
AltaAcompanhar a aprendizagem, especialmente em matemática, com suporte pedagógico e comunicação frequente com a família.Por quê: Há queda de rendimento em matemática registrada e desatenção frequente no relato da professora.

Encaminhamentos

MédiaNão é necessário repetir agora os exames de visão e audição; reavaliar apenas se surgirem novas queixas.Por quê: A história clínica registra audiometria e exame oftalmológico normais em 2026, o que torna improvável que a dificuldade de atenção seja explicada por problema de visão ou audição.
MédiaAvaliar fatores emocionais e sono.Por quê: Não há medidas diretas de ansiedade, humor ou sono nesta avaliação.
AltaRealizar avaliação pedagógica de leitura, escrita e matemática.Por quê: Queda em matemática e atenção fora do esperado podem impactar a aprendizagem.

5. Referências normativas

  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 — elaboração de documentos escritos produzidos pela psicóloga e pelo psicólogo.
  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 31/2022 — diretrizes para a realização de avaliação psicológica.
  • Manuais técnicos e referências normativas correspondentes às versões dos instrumentos utilizados.

outubro de 2026.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

Testar grátis por 7 dias

Versão para a escola

PontoAzul

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Relatório de Avaliação Integrada

Avaliação Neuropsicológica Integrada · documento para a escola

Paciente
Rafael (caso fictício)
Idade na avaliação
9 anos e 6 meses
Período da avaliação
10/09/2026 a 15/09/2026 (4 instrumentos)
Data do documento
09/10/2026

1. Necessidades educacionais

Rafael, 9 anos, cursando o 4º ano do ensino fundamental, foi avaliado para identificar suas necessidades educacionais e orientar as adaptações necessárias em sala. O foco é compreender como a desatenção interfere na aprendizagem, na participação e na autonomia, considerando o desempenho do estudante e as informações de pais e professora.

Os dados convergem para uma leitura escolar clara: Rafael tem capacidade de compreensão e raciocínio preservadas, mas a atenção aparece abaixo do esperado e explica a maior parte das barreiras atuais. A dificuldade não se restringe a um contexto: é relatada em casa e na escola e aparece também em tarefas padronizadas de atenção visual. Ao mesmo tempo, a atenção em tarefa contínua e com alternância está muito abaixo, enquanto a velocidade de processamento simples e a memória operacional em tarefas breves estão na média; isso sugere que a barreira é a gestão da atenção em atividades longas, e que fadiga, motivação e ansiedade de desempenho precisariam ser observadas e reavaliadas.

Instruções e atividade em sala

Rafael tende a perder etapas quando as instruções são longas e a não concluir cópias do quadro. Em sala, isso exige comandos curtos, confirmação de que entendeu e recursos de retomada, para que a aprendizagem não fique comprometida pela perda de passos.

Matemática e resolução de problemas

As notas abaixo da média em matemática parecem ligadas sobretudo a erros de distração; não foi aplicada medida de raciocínio matemático específico, de modo que uma dificuldade de cálculo deve ser acompanhada como hipótese alternativa. O suporte deve organizar a atenção nas etapas do problema, com conferência parcial e retomada dirigida.

Organização e registro

O esquecimento de material e a interrupção da cópia são comportamentos já registrados no percurso escolar. Rafael se beneficia de rotinas visuais e de uma parceria discreta para conferir registros e materiais.

Participação e autonomia

Atividades longas, com atenção dividida ou alternada, tendem a sobrecarregá-lo. Fracionar as tarefas e oferecer marcos de retomada preservam o engajamento sem reduzir a exigência quanto ao conteúdo.

Relação com os colegas

Rafael mantém boa relação com os colegas. A participação em grupos pode ser mantida com estratégias que não exponham a dificuldade e com papéis de curta duração.

2. Forças

Rafael apresenta base cognitiva preservada. Compreensão verbal, raciocínio perceptual, velocidade de processamento e capacidade intelectual geral estão dentro do esperado para a idade; a memória operacional também se mantém na faixa esperada, ainda que próxima ao limite inferior. Esses recursos favorecem a compreensão dos conteúdos quando a atenção é apoiada. Ele também fala fluentemente, tem boa relação com os colegas e pode participar de atividades colaborativas com apoio adequado.

3. Estratégias em sala

Instruções e cópia

Apresente comandos em passos curtos, registre a sequência no quadro ou em roteiro e confirme a compreensão antes de iniciar a atividade. Reduza a extensão da cópia ou permita que parte seja concluída por meio de roteiro ou consulta, sem abrir mão do registro essencial.

Tarefas e pausas

Divida tarefas longas e combinadas em blocos com pausas curtas ou marcos de retomada. Em atividades que exigem atenção dividida ou alternada, priorize uma demanda por vez e ofereça lembretes discretos.

Organização e matemática

Use um sistema simples de conferência de material no início e no fim do período, com pistas visuais. Em matemática, peça a conferência por etapas e devolva o erro separando distração de compreensão do conceito.

Participação

Mantenha Rafael em atividades de grupo, preferencialmente com colegas com quem já tem vínculo, e combine papéis curtos e apoiados. Evite expor publicamente a dificuldade e ofereça lembretes discretos para retomada.

Escola

AltaApresentar instruções em passos curtos, com checagem de compreensão e retomada por escrito quando necessário.Por quê: A desatenção é frequente em sala, e a atenção concentrada e a alternada ficaram muito abaixo do esperado em tarefas estruturadas.
AltaFracionar atividades longas e oferecer pausas ou marcos de retomada para preservar o engajamento.Por quê: Desempenho geral em atenção visual muito abaixo do esperado e relato de desatenção em casa e escola.
MédiaConferir a cópia do quadro e combinar um sistema de organização do material e do registro de tarefas.Por quê: Cópias inacabadas e esquecimento de material aparecem de forma recorrente no percurso escolar, e a dificuldade de atenção também se manifesta em casa e em tarefas estruturadas.
MédiaEm matemática, permitir conferência por etapas e dar devolutiva separando erros de distração de erros de conceito.Por quê: Notas abaixo da média em matemática associadas a erros de distração; atenção dividida e alternada fora do esperado.
BaixaPreservar a participação em grupo e a boa relação com colegas, evitando exposição das dificuldades atencionais.Por quê: Perfil registrado indica boa relação com os colegas; a participação pode ser mantida com adaptações discretas.

Articulação com o profissional

AltaAlinhar com a família e com o profissional responsável as estratégias de apoio e monitorar a resposta em sala; comunicar à família e ao profissional mudanças de comportamento preocupantes.Por quê: A desatenção aparece de forma consistente em casa e na escola, enquanto a agitação é mais discreta. O acompanhamento conjunto ajuda a avaliar a efetividade das adaptações.

4. Articulação com o profissional

O acompanhamento em sala deve ser feito em articulação com a família e com o profissional responsável pelo acompanhamento. A escola registra e compartilha observações objetivas sobre atenção, autonomia, organização e resposta às adaptações escolares, e comunica à família e ao profissional sempre que houver mudanças que afetem a participação ou o rendimento. Os ajustes devem ser revisados a partir dessas observações, sem que a escola interprete isoladamente os dados clínicos.

5. Referências normativas

  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 06/2019 — elaboração de documentos escritos produzidos pela psicóloga e pelo psicólogo.
  • Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 31/2022 — diretrizes para a realização de avaliação psicológica.
  • Manuais técnicos e referências normativas correspondentes às versões dos instrumentos utilizados.

outubro de 2026.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

Testar grátis por 7 dias
Revisão humana

Como o profissional revisa este laudo

No PontoAzul, o texto gerado é um rascunho. O profissional pode editar à mão ou pedir um ajuste ao Motor PontoAzul e comparar cada mudança, palavra por palavra, antes de aplicar. Nada muda no laudo sem a aprovação de quem assina.

Sugestão para Conclusão

8 palavras removidas19 palavras novas

Pedido do profissional

“Deixar explícito que a confirmação do diagnóstico e da apresentação é do profissional.”

Alterações

Em resposta à pergunta clínica, os dados são compatíveis com [removido: TDAH, considerando os critérios avaliáveis por estes instrumentos: ][novo: TDAH: há ] desatenção clinicamente significativa em casa e na escola, início antes dos 12 anos, persistência prolongada, prejuízo escolar e desempenho atencional muito inferior em tarefa, sem indícios de deficiência intelectual.[novo: A confirmação diagnóstica e a definição da apresentação cabem ao profissional responsável, após a entrevista clínica complementar. ]

  • Gráficos e tabelas continuam com o resultado do teste; o ajuste muda só a redação.
  • Números que não estavam no laudo aparecem como “pontos para conferir”.
  • Cada salvamento vira uma versão no histórico, que pode ser restaurada.

O trecho original é o texto gerado pelo PontoAzul para este caso fictício; o ajuste é ilustrativo.

O que observar neste modelo de laudo

Dois informantes valem como duas fontes

O SNAP-IV dos pais e o da professora são lidos como relatos independentes de contextos diferentes, e ambos marcam 9 itens de desatenção em Bastante ou Demais. O laudo também avisa que relatos do mesmo informante não contam como confirmação independente.

A divergência entre testes vira argumento

A BPA-2 ficou no percentil 1, enquanto a velocidade de processamento do WISC-IV ficou em 95. Em vez de esconder a diferença, o laudo usa a dissociação para mostrar que a desatenção não se explica por lentidão geral, e registra que fadiga e ansiedade de desempenho não foram excluídas.

Diferenciais com a favor, contra e próximo passo

Deficiência intelectual, transtorno de aprendizagem em matemática, ansiedade, depressão, TEA, TOD e déficit sensorial são discutidos um a um. Quando não há dado, o laudo diz isso com todas as letras, como em ansiedade e humor, que não foram medidos nesta avaliação.

A apresentação não é decidida pelo rastreio

Hiperatividade e impulsividade ficaram fora do esperado, mas com poucos itens altos (2 nos pais, 1 na professora). O laudo lê isso como predomínio desatento e deixa a definição da apresentação para a entrevista clínica, em vez de cravar apresentação combinada pelos escores.

A escola recebe estratégia, não diagnóstico

A versão para a escola não menciona TDAH: traduz o perfil em comandos curtos, cópia reduzida, tarefas fracionadas e conferência por etapas em matemática. Cada recomendação traz o motivo, ligado ao relato da professora ou ao desempenho na BPA-2.

Do protocolo ao laudo

Como este laudo foi produzido no PontoAzul

  1. 1

    O profissional registra quatro aplicações e dois informantes

    O SNAP-IV foi respondido pelos pais e, dois dias depois, pela professora; a BPA-2 e o WISC-IV foram aplicados a Rafael no mesmo dia. A anamnese com a mãe e a história escolar com a professora entram como fontes identificadas. O PontoAzul não aplica testes: recebe os protocolos já aplicados, com data, idade e informante.

  2. 2

    A correção segue as regras de cada instrumento

    Somas, contagem de itens em Bastante ou Demais, percentis, faixas e pontos de corte são calculados por regras programadas para cada instrumento. As tabelas e os gráficos do laudo vêm desse cálculo, não do texto.

  3. 3

    O Motor PontoAzul integra as fontes por domínio

    Os resultados são agrupados em atenção, comportamento, linguagem, raciocínio, memória e cognição geral, e cada fonte é ponderada pela pergunta clínica. Hipóteses aparecem com critérios cobertos, o que pesa a favor, o que pesa contra e o que ainda falta.

  4. 4

    O profissional revisa, ajusta e assina

    O texto é um rascunho. O profissional edita, pede ajustes, compara cada mudança palavra por palavra e só então salva. Cada versão fica no histórico, e o documento final é assinado por quem fez a avaliação.

Perguntas frequentes sobre este laudo

Como fazer um laudo de TDAH infantil?
Um laudo de TDAH infantil parte da pergunta de quem encaminhou, reúne relatos de pelo menos dois contextos, como pais e professor, soma medidas de atenção em tarefa e de capacidade cognitiva, discute explicações alternativas e responde à demanda na conclusão. Este exemplo segue exatamente essa ordem.
Quais instrumentos usar na avaliação de TDAH infantil?
Nenhum teste diagnostica TDAH sozinho. Neste exemplo, o SNAP-IV levanta sintomas em casa e na escola, a BPA-2 mede atenção em tarefa cronometrada e o WISC-IV afasta deficiência intelectual. O laudo ainda aponta o que falta: entrevista clínica, escalas de ansiedade e humor e medida padronizada de matemática.
O SNAP-IV sozinho fecha diagnóstico de TDAH?
Não. O SNAP-IV é instrumento de rastreio, e o próprio laudo registra essa limitação. Ele mostra quantos sintomas pais e professor marcam como frequentes, mas início, prejuízo, apresentação e diagnóstico diferencial dependem de entrevista clínica e de outras fontes de evidência.
O que deve conter um laudo de TDAH para a escola?
A versão para a escola descreve necessidades educacionais, forças e estratégias de sala justificadas pelos dados, sem hipóteses diagnósticas nem escores clínicos. Aqui ela orienta comandos curtos, cópia reduzida, tarefas fracionadas e conferência por etapas em matemática, e pede articulação com a família e o profissional.
Como explicar o resultado da avaliação de TDAH para os pais?
A versão para a família usa a linguagem do dia a dia: mostra que pais e professora concordam sobre a desatenção, que compreensão e raciocínio estão na média e que desatenção não é preguiça. Ela orienta a rotina em casa e remete a conclusão diagnóstica à devolutiva com o profissional.
Este laudo é de um paciente real?
Não. Rafael é um caso fictício criado para demonstração. O texto foi produzido pelo mesmo motor que o PontoAzul usa nos laudos dos profissionais, a partir de dados inventados, e por isso pode ser publicado sem expor ninguém.
Posso gerar um laudo de TDAH assim no PontoAzul?
Sim. Você registra as respostas do SNAP-IV de cada informante e os resultados da BPA-2 e do WISC-IV já aplicados; o PontoAzul corrige, integra as fontes e gera o laudo-base nas versões que você escolher. Você revisa antes de assinar. Dá para testar grátis por 7 dias.

Outros laudos de exemplo

Laudo neuropsicológico integrado de TEA

Avaliação de 7 anos com SRS-2, ADI-R, ATA, Vineland-3 e SDQ: resultados por domínio, divergência casa × escola, formulação diagnóstica e recomendações por área.

Laudo WISC-IV com perfil heterogêneo

Criança de 9 anos com queixa de lentidão e esquecimento de instruções: QI Total, quatro índices, gráficos e as versões para profissional, família e escola.

Laudo de TDAH adulto com DIVA-5

Adulto de 34 anos encaminhado pela psiquiatria: critérios na infância e na vida adulta, prejuízo funcional, riscos de segurança e diferenciais.

Laudo de humor e risco na adolescência

Adolescente de 16 anos com humor deprimido: YSR, BDI-II e PHQ-9 integrados, com seção de segurança e versões para profissional, família e escola.

Laudo WAIS-III com QI verbal maior que execução

Adulto de 25 anos com lentidão em provas: QI Verbal 114 × QI de Execução 84, índices, subtestes e as versões para profissional, família e escola.

Reavaliação com WAIS-III: análise de progressão

Duas aplicações do WAIS-III com 62 dias de intervalo: comparabilidade, efeito de prática e índice de mudança confiável por índice.

Acompanhamento de TDAH com SNAP-IV

Duas aplicações do SNAP-IV com seis meses de intervalo: sintomas estáveis e leitura da trajetória para as adaptações escolares.

Declínio cognitivo no MMSE-2: devolutiva para a família

Duas aplicações anuais do MMSE-2 em idosa de 72 anos: piora confiável explicada para a família, com próximos passos.

Guias técnicos para ler este laudo

Modelos de documento

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul. Atualizado em .

Gere um laudo como este com os seus testes

Corrija o protocolo aplicado, veja os gráficos e revise o laudo-base para profissional, família e escola.

Testar grátis por 7 dias