
Profissional responsável (exemplo)
Psicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício
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Relatório Psicológico
Avaliação neuropsicológica · documento para a família
- Criança
- Rafael (caso fictício)
- Idade
- 9 anos
- Solicitante
- Responsáveis legais
- Finalidade
- Explicar os resultados da avaliação à família e orientar os próximos passos
- Autora
- Profissional responsável (exemplo) · Neuropsicóloga · CRP 00/000000 (registro fictício)
- Período da avaliação
- 10/09/2026 a 15/09/2026 (entrevista com os responsáveis, questionário da professora e uma sessão com Rafael)
- Data do documento
- 09/10/2026
Por que e como a avaliação foi feita
A avaliação foi procurada porque a escola percebeu que Rafael tinha dificuldade para manter a atenção nas aulas e porque as notas de matemática caíram no último bimestre. A família também relatou que a lição de casa vinha demorando muito e que era preciso repetir os pedidos várias vezes. O objetivo foi entender como Rafael aprende e presta atenção, para orientar como ajudá-lo.
A avaliação foi feita entre 10 e 15 de setembro, em três etapas. Em 10/09, os responsáveis foram entrevistados e responderam a um questionário sobre o comportamento de Rafael em casa; em 12/09, a professora respondeu ao mesmo questionário sobre a escola; em 15/09, Rafael fez, em uma única sessão de cerca de duas horas e com pausas, atividades parecidas com jogos e exercícios. Ele colaborou bem durante toda a sessão.
| Instrumento | O que ele ajuda a entender |
|---|---|
| SNAP-IV (respondido pelos responsáveis e pela professora) | Com que frequência aparecem comportamentos de desatenção, agitação e oposição em casa e na escola. |
| BPA-2 (feito por Rafael) | Como ele mantém, divide e alterna a atenção em tarefas com tempo marcado. |
| WISC-IV (feito por Rafael) | Como ele compreende, raciocina, guarda informações por alguns segundos e trabalha com rapidez. |
O que a avaliação mostrou
Em uma frase
Rafael entende e raciocina como o esperado para a idade; o que está difícil para ele agora é manter a atenção em tarefas longas, e para isso existe ajuda que funciona.
Atenção
Esta é a área que mais precisa de apoio. Em casa e na escola, os responsáveis e a professora descreveram as mesmas situações: Rafael se distrai com facilidade, perde partes das instruções e tem dificuldade para terminar o que começa. Nas atividades feitas durante a avaliação, em que precisava manter o foco por vários minutos, ele também teve mais dificuldade do que a maioria das crianças da idade dele. Quando três fontes diferentes apontam a mesma coisa, há segurança de que a dificuldade é real e não depende de um ambiente específico.
Compreensão e raciocínio
Rafael entende bem o que ouve, tem bom vocabulário e consegue resolver problemas com figuras e formas como as outras crianças da idade dele. Nas notas mais baixas em matemática, a atenção que escapa no meio de contas e problemas com várias etapas pode pesar, mas ainda não se sabe se ela explica tudo ou se existe também uma dificuldade específica com a matemática. Por isso, uma avaliação específica de matemática está entre os próximos passos.
Memória e rapidez
A capacidade de guardar uma informação por alguns segundos enquanto faz outra coisa, como lembrar um número enquanto resolve a conta, está dentro do esperado, mas perto do limite. A rapidez para tarefas simples também está dentro do esperado. A memória será observada com atenção ao longo do acompanhamento.
Forças
Rafael tem pontos fortes que são a base de qualquer ajuda:
- Entende bem explicações faladas e se expressa com clareza: conversar e explicar em voz alta funciona com ele.
- Raciocina bem com imagens, esquemas e objetos concretos, o que pode ser usado para estudar matemática.
- Faz tarefas curtas e claras no ritmo esperado para a idade.
- Tem boa relação com os colegas e gosta de participar de atividades em grupo.
- Não apresentou comportamentos de desafio ou oposição como dificuldade: ele quer colaborar.
Dificuldades no dia a dia
A dificuldade de atenção não é preguiça nem falta de esforço, e também não é resultado de algo que a família fez ou deixou de fazer. É uma forma de funcionar que pede apoio de fora enquanto Rafael desenvolve recursos próprios. A tabela abaixo reúne as situações descritas pela família e o que costuma ajudar em cada uma.
| Situação do dia a dia | O que ajuda | O que evitar |
|---|---|---|
| Lição de casa que se arrasta | Dividir em blocos de 10 a 15 minutos com pausas curtas, mesa sem objetos extras e um adulto por perto no começo de cada bloco. | Sessões longas “até terminar tudo” e estudar com televisão ou celular por perto. |
| Pedidos que se perdem | Chegar perto, olhar nos olhos, dar um pedido por vez e pedir que ele repita o que vai fazer. | Dar várias ordens de uma vez ou de outro cômodo. |
| Rotina da manhã corrida | Quadro com figuras da sequência (acordar, vestir, café, mochila) e mochila arrumada na noite anterior. | Lembrar de tudo falando ao mesmo tempo, já com pressa. |
| Esquecimento de material e tarefas | Checklist curto na porta ou na agenda, conferido junto com ele por um minuto. | Sermões sobre responsabilidade ou resolver tudo por ele sem envolvê-lo. |
| Frustração com as notas de matemática | Valorizar o raciocínio que ele acertou e conferir as contas por etapas, separando erro de distração de erro de entendimento. | Comparar com irmãos ou colegas e dizer que ele “não presta atenção porque não quer”. |
| Agitação em momentos de espera | Antecipar quanto tempo vai durar a espera e levar uma atividade curta para as mãos. | Exigir que fique parado por muito tempo sem nada para fazer. |
Pequenas mudanças consistentes fazem mais diferença do que grandes mudanças que não se mantêm. Sugere-se escolher duas ou três situações para começar e ajustar conforme o que funcionar melhor para a família.
Próximos passos
A família não precisa decidir nada sozinha. Os passos abaixo estão em ordem de prioridade, e cada um deles será retomado com a psicóloga responsável na entrevista devolutiva.
Conversar com a psicóloga responsável sobre o laudo psicológico, entregue junto com este relatório, para entender a conclusão completa e esclarecer todas as dúvidas.
AltaA conclusão técnica, com o nome do quadro, está no laudo e precisa ser explicada pessoalmente.
Organizar a rotina de casa com tarefas em blocos curtos, pedidos um de cada vez e menos distrações na hora de estudar.
AltaA dificuldade de atenção apareceu em casa, na escola e nas atividades da avaliação.
Decidir, com calma, se a família autoriza o envio de um relatório próprio para a escola, com orientações para a professora e sem informações de saúde da família.
AltaA escola pediu a avaliação, e as adaptações em sala ajudam diretamente na matemática e na rotina de estudo.
Fazer uma avaliação específica de matemática e responder a escalas de ansiedade e humor, para completar a investigação.
AltaAinda não se sabe se a queda em matemática vem só da atenção ou também de uma dificuldade específica, e ansiedade e humor não foram medidos nesta avaliação. Visão e audição já foram examinadas em 2026, com resultados normais, e não precisam ser repetidas agora.
Observar o sono e o humor de Rafael nas próximas semanas e relatar o que perceberem à psicóloga responsável na próxima consulta.
MédiaSono e emoções influenciam a atenção; as observações da família complementam as escalas de ansiedade e humor indicadas acima.
Planejar uma reavaliação em cerca de 12 meses, ou antes se a escola ou a família notarem mudanças importantes.
BaixaO desenvolvimento muda com o tempo, e a reavaliação mostra o efeito das ajudas.
Para fechar
Rafael é um menino que entende, raciocina e quer participar. Com apoio para a atenção em casa e na escola, ele tem condições de acompanhar o que se espera para a idade. A psicóloga responsável permanece à disposição da família para esclarecer dúvidas sempre que necessário.
Este relatório foi escrito para a família, com a finalidade descrita na identificação, tem caráter sigiloso e não deve ser usado para outros fins nem entregue a terceiros sem orientação. O conteúdo tem validade de 12 meses ou até nova avaliação, considerando que o desenvolvimento infantil é dinâmico.