1Comunicação
Subdomínios Receptiva, Expressiva e Escrita: o que a pessoa compreende, como se expressa e como usa leitura e escrita.
A Escala Vineland-3 mede o comportamento adaptativo — o que a pessoa faz no dia a dia para se comunicar, cuidar de si e conviver — do nascimento aos 90 anos. Gera o Composto de Comportamento Adaptativo (ABC), três domínios principais e nove subdomínios. É peça central no diagnóstico de deficiência intelectual e no planejamento de intervenção em TEA.
A Vineland-3 (Escalas de Comportamento Adaptativo Vineland, 3ª edição), de Sparrow, Cicchetti e Saulnier (2016), avalia o desempenho habitual em atividades do cotidiano do nascimento aos 90 anos. As respostas vêm de entrevista semiestruturada com um informante ou de formulários para pais e professores. Os domínios Comunicação, Habilidades de Vida Diária e Socialização formam o Composto de Comportamento Adaptativo (média 100, DP 15); Motor e Comportamento Mal-adaptativo são opcionais.
Subdomínios Receptiva, Expressiva e Escrita: o que a pessoa compreende, como se expressa e como usa leitura e escrita.
Subdomínios Pessoal, Doméstica e Comunitária: autocuidado, tarefas da casa e uso de recursos da comunidade.
Subdomínios Relacionamentos Interpessoais, Brincar e Lazer e Habilidades de Enfrentamento.
Subdomínios Motora Fina e Motora Grossa, voltados à primeira infância; não entram no ABC.
Índices Internalizante e Externalizante e itens críticos; triagem de comportamentos-problema.
Você informa o formulário, o informante, as datas e os brutos de cada subdomínio da Vineland-3. Um laudo-base descreve o funcionamento adaptativo e as prioridades de apoio, pronto para sua revisão.
O PontoAzul calcula a idade, converte brutos em escores v e padrão, soma o ABC e compara domínios e subdomínios com a média do avaliado.
Testar com Vineland-3Calcule a idade na data de aplicação do Vineland-3
Autor(es): Sara S. Sparrow, Domenic V. Cicchetti e Celine A. Saulnier; adaptação brasileira de Andrea Lane Edde e Camila Zugman · 2016 (original); edição brasileira pela Pearson Clinical Brasil
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
As Escalas de Comportamento Adaptativo Vineland existem desde a Vineland Social Maturity Scale, de Edgar Doll. A terceira edição, Vineland-3, foi publicada em 2016 por Sara S. Sparrow, Domenic V. Cicchetti e Celine A. Saulnier, pela Pearson. No Brasil, a adaptação foi conduzida por Andrea Lane Edde e Camila Zugman e publicada pela Pearson Clinical Brasil.
Comportamento adaptativo é o conjunto de habilidades que a pessoa usa de fato no dia a dia para se comunicar, cuidar de si, conviver e agir com independência. Por isso a Vineland-3 não é aplicada diretamente ao avaliado: as respostas vêm de alguém que o conhece bem, por entrevista semiestruturada ou por formulários de pais/cuidadores e de professores. Cada formulário tem versão completa e versão por domínio, mais curta.
Os três domínios principais — Comunicação, Habilidades de Vida Diária e Socialização — têm três subdomínios cada e formam o Composto de Comportamento Adaptativo (ABC). Os domínios Habilidades Motoras e Comportamento Mal-adaptativo são opcionais. Os escores seguem duas métricas: escore padrão (média 100, DP 15) para ABC e domínios, e escore v (média 15, DP 3) para subdomínios.
A Vineland-3 é indicada para avaliar deficiência intelectual (o DSM-5 exige prejuízo adaptativo), transtorno do espectro autista, atrasos do desenvolvimento, TDAH, lesão cerebral adquirida, deficiências sensoriais e declínio funcional em demências. Também é usada para planejar intervenção, definir metas de autonomia, documentar necessidade de apoio para escola, benefícios e perícias, e medir ganhos ao longo do tratamento. Abrange do nascimento aos 90 anos, o que permite acompanhar a mesma pessoa por muitos anos.
Quando o Vineland-3 não é a melhor escolha
A Vineland-3 não mede inteligência nem capacidade potencial: descreve o que a pessoa efetivamente faz. Não use sem um informante que conviva de fato com o avaliado, pois estimativas vagas reduzem a validade. Também não é uma escala diagnóstica de autismo; para isso, combine com instrumentos específicos como ADOS-2 ou ADI-R. Na versão brasileira, verifique a situação atual no SATEPSI antes de usar em documentos.
Cada domínio reúne subdomínios com itens ordenados por idade típica de aquisição. Regras de início, base e teto evitam perguntar itens muito fáceis ou muito difíceis para o avaliado.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Comunicação | Receptiva · Expressiva · Escrita | Entra no ABC. |
| Habilidades de Vida Diária | Pessoal · Doméstica · Comunitária | Entra no ABC. |
| Socialização | Interpessoal · Brincar e Lazer · Enfrentamento | Entra no ABC. |
| Habilidades Motoras | Fina · Grossa | Opcional; informação complementar para a primeira infância. |
| Comportamento Mal-adaptativo | Internalizante · Externalizante · Críticos | Opcional; não compõe o ABC. |
| Composto de Comportamento Adaptativo (ABC) | Média 100, DP 15 | Síntese do funcionamento adaptativo global. |
Escolha o formulário (entrevista, pais/cuidadores ou professor) e a versão (completa ou por domínio) conforme a pergunta clínica.
Identifique um informante que conviva com o avaliado e registre o vínculo e o tempo de convivência.
Na entrevista, comece pelo ponto de início da idade e use perguntas abertas, sem ler os itens literalmente.
Estabeleça base e teto em cada subdomínio e marque quando a resposta for estimada pelo informante.
Aplique os domínios opcionais (Motor, Mal-adaptativo) apenas quando forem relevantes para o caso.
A correção da Vineland-3 tem várias camadas. Os itens pontuados 2, 1 ou 0 somam brutos por subdomínio, respeitando base e teto. Os brutos viram escores v pela idade. As somas de escores v viram escores padrão de domínio, e a soma dos três domínios vira o ABC. Depois vêm equivalentes de idade, forças e fraquezas em relação à média do próprio avaliado e a análise do Comportamento Mal-adaptativo.
No PontoAzul, você registra os brutos ou as respostas dos subdomínios. A plataforma calcula a idade, converte em escores v e padrão, monta o ABC, identifica forças e fraquezas e gera o gráfico do perfil. O resultado entra no laudo-base para você revisar.
Calcule a idade exata na data da entrevista ou do preenchimento do formulário.
Aplique as regras de início, base e teto de cada subdomínio e pontue os itens: 2 geralmente, 1 às vezes, 0 nunca; itens abaixo da base recebem 2.
Some os pontos brutos de cada subdomínio e converta-os em escore v (média 15, DP 3) pela tabela da idade.
Some os escores v de cada domínio e converta em escore padrão do domínio (média 100, DP 15).
Some os três domínios principais e converta no ABC; calcule percentis, intervalos de confiança, equivalentes de idade e forças e fraquezas.
Exemplo de correção
Caso fictício: menino de 6 anos com TEA, entrevista com a mãe (forma completa). Escores padrão ilustrativos:
ABC moderadamente baixo, com Socialização como fraqueza e Vida Diária como relativa força. O perfil orienta metas de intervenção em interação social e comunicação.
O manual da Vineland-3 descreve os resultados por níveis adaptativos. Os escores padrão (ABC e domínios) e os escores v dos subdomínios têm faixas correspondentes, apresentadas abaixo.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 130–140 (v 21–24) | Alto | Comportamento adaptativo muito acima do esperado para a idade. |
| 115–129 (v 18–20) | Moderadamente alto | Acima da média dos pares. |
| 86–114 (v 13–17) | Adequado | Funcionamento adaptativo compatível com a idade. |
| 71–85 (v 10–12) | Moderadamente baixo | Abaixo do esperado; indica áreas de apoio. |
| 20–70 (v 1–9) | Baixo | Prejuízo adaptativo importante; critério relevante na avaliação de deficiência intelectual. |
Um ABC baixo sozinho não diagnostica deficiência intelectual: o critério exige também avaliação intelectual e início no período do desenvolvimento. Muitas respostas estimadas pelo informante reduzem a confiança; registre o número de itens estimados e quem foi o informante.
Não pontuar como 2 os itens abaixo da base
Quem começa no ponto de início da idade precisa creditar os itens anteriores à base. Deixá-los em branco derruba o bruto e o escore v do subdomínio.
Somar Motor ou Mal-adaptativo no ABC
O ABC usa apenas Comunicação, Habilidades de Vida Diária e Socialização. Incluir os domínios opcionais gera um composto sem tabela.
Confundir escore v com escore padrão
Subdomínios usam média 15; domínios e ABC usam média 100. Um 12 em escore v é moderadamente baixo, não um valor extremo. O PontoAzul separa as duas métricas no relatório.
Pontuar capacidade em vez de desempenho habitual
A pergunta é se a pessoa faz a atividade sem ajuda quando necessário, não se seria capaz. Pontuar o potencial infla todos os domínios.
No PontoAzul, a correção do Vineland-3 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, ABC, domínios, subdomínios e forças e fraquezas vão para o laudo-base com o formulário e o informante identificados. Você revisa e integra à avaliação intelectual.
O comportamento adaptativo foi avaliado pelas Escalas de Comportamento Adaptativo Vineland-3, forma de entrevista completa, respondida pela mãe em 09/07/2026. A criança, de 6 anos, obteve Composto de Comportamento Adaptativo de 72, nível moderadamente baixo. O domínio Socialização (66) situou-se no nível baixo e constituiu fraqueza significativa, com maior prejuízo em Relacionamentos Interpessoais. Comunicação (72) e Habilidades de Vida Diária (84) ficaram no nível moderadamente baixo. O perfil indica necessidade de apoio prioritário em interação social e comunicação funcional.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Comportamento adaptativo organizado em três domínios e composto geral.
WISC-IV: 15 subtestes, 4 índices fatoriais e QI Total para 6 a 16 anos.
Protocolo VB-MAPP e coleta por programas: escopos distintos; conheça o módulo PontoAzul.
ADOS-2: observação padronizada do TEA em 5 módulos, com algoritmo e escore de comparação de 1 a 10.
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