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Caso fictício · gerado pelo PontoAzul

Modelo de laudo WAIS-III com diferença entre QI Verbal e de Execução

Laudo completo de um adulto de 25 anos avaliado com o WAIS-III por lentidão em provas cronometradas no curso de Engenharia. O QI Total fica na média, mas o QI Verbal supera o de Execução em 30 pontos. O mesmo caso aparece em três versões: profissional, família e escola, com o perfil de índices e os pontos ponderados por subteste.

Instrumento
WAIS-III
Idade
25 anos
QIV × QIE
114 × 84 (30 pontos)
Versões
3 públicos

Este exemplo em resumo

Este é um modelo de laudo WAIS-III gerado pelo PontoAzul para um caso fictício: Bruno, 25 anos, com QI Total 102 (Médio), QI Verbal 114 e QI de Execução 84. A diferença de 30 pontos supera o valor crítico de 7,78 e ocorre em 0,2% da amostra normativa. O laudo mostra que ela vem do contraste entre compreensão verbal (120) e velocidade de processamento (77), e não do raciocínio perceptual.

Caso fictício. Bruno não existe: os dados foram criados para demonstração e o texto foi gerado pelo motor de laudos do PontoAzul. O profissional e o registro exibidos também são fictícios.

Laudo gerado pelo PontoAzul e revisado pelo profissional: 5 ajustesVer ajustes
  1. Versão escola: Semelhanças e Compreensão (13) estão exatamente em +1 desvio-padrão, não acima; a redação foi corrigida para separar esses subtestes de Vocabulário e Informação (14).
  2. Versão escola: removida a afirmação de que não havia registro sobre medicamentos, que contradizia o histórico do protocolo; por regra do relatório escolar, o dado de medicação não é exposto, em vez de ser negado.
  3. Versão escola: o item “Contra” da hipótese de fadiga trazia um argumento a favor dela; foi substituído por contra-argumentos reais do protocolo (queixa prévia e memória operacional na média), como na versão profissional.
  4. Versão família: “muito abaixo das demais áreas” contradizia o próprio texto, que mostra a diferença IOP–IVP abaixo do valor crítico; a frase passou a atribuir a discrepância ao contraste ICV–IVP, como na versão profissional.
  5. Versão família: o protocolo não informa por que o metilfenidato foi usado; a inferência foi moderada para “pode sinalizar”, coerente com a ressalva da versão profissional.

Revisão ilustrativa sobre o texto gerado para este caso fictício. Na plataforma, cada ajuste é comparado palavra por palavra e aprovado antes de entrar no laudo.

Versão profissional

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Laudo Psicológico — WAIS-III

Paciente
Bruno (caso fictício)
Nascimento / idade na avaliação
15/09/2001 (25 anos)
Escolaridade
Superior incompleto
Solicitante
O próprio avaliado
Autora
Psicóloga responsável (exemplo) · CRP 00/000000 · registro fictício
Finalidade
Avaliação do funcionamento intelectual para compreender a lentidão em provas e a dificuldade de concluir tarefas no prazo.
Público-Alvo
Profissional

Introdução

Este relatório apresenta a avaliação neuropsicológica de Bruno, 25 anos, cursando Engenharia, encaminhado por queixa de lentidão em provas e dificuldade para concluir tarefas no prazo. A pergunta clínica foi se existe diferença entre o raciocínio verbal e a velocidade de execução capaz de explicar essas dificuldades.

O instrumento utilizado foi a Escala de Inteligência Wechsler para Adultos — Terceira Edição (WAIS-III), corrigida pelas normas brasileiras revisadas de 2020 para a faixa de 20 a 29 anos. A escala descreve o desempenho em tarefas cognitivas e fornece QI Total, QIs Verbal e de Execução e índices fatoriais, mas não estabelece diagnóstico isoladamente: deficiência intelectual exige comprometimento adaptativo e início no período do desenvolvimento; altas habilidades não se definem apenas por QI; e o perfil de índices ou subtestes não identifica TDAH, TEA, transtorno de aprendizagem ou lesão.

Procedimento, Fonte e Qualidade do Protocolo

A aplicação ocorreu em 15 de setembro de 2026 e incluiu os 14 subtestes da escala, com os índices calculados pela revisão brasileira de 2020. Foram analisados QI Total, QI Verbal, QI de Execução, índices ICV, IOP, IMO e IVP, pontos ponderados dos subtestes, intervalos de confiança de 95%, valores críticos da Tabela B.1 e frequências da Tabela B.2. Não foram estimados escores ausentes.

Entre os dados contextuais, o histórico registrado informa superior incompleto, reprovações em disciplinas com provas cronometradas, traumatismo craniano leve aos 22 anos sem sequela documentada e uso de metilfenidato no passado. O protocolo não contém registro formal de condições ambientais, mas inclui duas observações: pausa solicitada após Aritmética com relato de cansaço e ritmo cuidadoso de trabalho, com verificação das respostas antes de concluir.

Os escores representam um único momento e podem variar com fadiga, sono, humor, motivação, condições sensoriais e motoras, escolaridade e contexto cultural. O IVP tem a menor fidedignidade entre os índices, com intervalo de confiança mais largo; portanto, sua leitura exige cautela adicional.

Resultados, Análise do Perfil e Leitura do Caso

O QI Total foi 102 (percentil 55, IC 95% 98–106, Médio). Esse resultado, porém, resume habilidades muito desiguais e deve ser lido junto com os índices. O QI Verbal foi 114 (percentil 82, IC 95% 109–119, Médio Superior); o QI de Execução foi 84 (percentil 14, IC 95% 79–91, Médio Inferior). A diferença QIV–QIE de 30 pontos é maior que o valor crítico de 7,78 e rara na amostra normativa (0,2%). Essa diferença é compósita: o QIV inclui compreensão verbal e memória operacional, e o QIE inclui organização perceptual e velocidade. No caso de Bruno, a vantagem do QIV parece concentrar-se no ICV, enquanto a desvantagem do QIE se concentra na velocidade, não no raciocínio perceptual.

Desigualdade entre domínios

O ICV foi 120 (percentil 91, IC 95% 114–125, Superior) e o IOP foi 90 (percentil 25, IC 95% 84–97, Médio), com diferença ICV–IOP de 30 pontos, maior que o valor crítico de 8,31 e rara (0,3%). O IMO foi 102 (percentil 55, IC 95% 94–110, Médio), sem discrepância expressiva em relação ao IOP. O IVP foi 77 (percentil 6, IC 95% 71–91, Limítrofe); essa classificação deve ser tratada como aproximada porque o intervalo alcança a faixa Médio. As diferenças ICV–IVP (43 pontos) e IMO–IVP (25 pontos) foram maiores que seus valores críticos e raras (0,3% e 3,7%). A diferença IOP–IVP (13 pontos) não alcançou o valor crítico de 13,78, sendo comum na amostra normativa (25,2%).

Contribuição dos subtestes

Os subtestes verbais de maior peso conceitual ficaram consistentemente acima da média normativa: Vocabulário (14), Informação (14), Semelhanças (13) e Compreensão (13). A memória operacional verbal ficou na média: Aritmética (10), Dígitos (11) e Sequência de Números e Letras (10). Nos subtestes de execução, Códigos (5) e Procurar Símbolos (6) situaram-se cerca de um desvio-padrão e meio abaixo da média, enquanto Completar Figuras (8), Cubos (8), Arranjo de Figuras (8) e Raciocínio Matricial (9) permaneceram em torno da média. O rebaixamento do QIE parece, portanto, impulsionado sobretudo pela codificação grafomotora sob tempo, e não por falha generalizada do raciocínio perceptual.

Esses dados não avaliam funcionamento adaptativo, desempenho acadêmico real ou condições emocionais e sensoriais; a leitura deve permanecer circunscrita ao desempenho nas tarefas da sessão.

Perfil cognitivo (WAIS-III)

QI Verbal, QI de Execução, quatro índices e QI Total sobre as faixas descritivas do manual, com intervalo de confiança de 95%.

ICV Compreensão Verbal
120 SuperiorIC 114–125
IOP Organização Perceptual
90 MédioIC 84–97
IMO Memória Operacional
102 MédioIC 94–110
IVP Velocidade de Processamento
77 LimítrofeIC 71–91
QIV QI Verbal
114 Médio SuperiorIC 109–119
QIE QI de Execução
84 Médio InferiorIC 79–91
QIT QI Total
102 MédioIC 98–106
  • Extremamente Baixo
  • Limítrofe
  • Médio Inferior
  • Médio
  • Médio Superior
  • Superior
  • Muito Superior
EscalaPonto compostoPercentilIC 95%Classificação
Compreensão Verbal (ICV)12091114–125Superior
Organização Perceptual (IOP)902584–97Médio
Memória Operacional (IMO)1025594–110Médio
Velocidade de Processamento (IVP)77671–91Limítrofe
QI Verbal (QIV)11482109–119Médio Superior
QI de Execução (QIE)841479–91Médio Inferior
QI Total (QIT)1025598–106Médio

Pontos ponderados por subteste (WAIS-III)

Escala 1–19, média 10; faixa 7–13 destacada. Tracejados: subtestes que entram só nos QIs.

14
13
14
13
8
8
9
8
10
11
10
5
6
VCSMINCO*
ICV
CFCBRMAF*
IOP
ARDGSNL
IMO
CDPS
IVP
Pontos ponderados por subteste
VocabulárioICV14
SemelhançasICV13
InformaçãoICV14
Compreensão (suplementar)ICV13
Completar FigurasIOP8
CubosIOP8
Raciocínio MatricialIOP9
Arranjo de Figuras (suplementar)IOP8
AritméticaIMO10
DígitosIMO11
Sequência de Números e LetrasIMO10
CódigosIVP5
Procurar SímbolosIVP6

Análise Qualitativa do Perfil Cognitivo (WAIS-III)

Integração clínica

O desempenho geral não sustenta hipótese de deficiência intelectual: o QI Total está na média, e a compreensão verbal é um recurso consistente. Tampouco o QI Total caracteriza altas habilidades. O achado que melhor conversa com a queixa é a discrepância entre compreensão verbal superior e velocidade de processamento limítrofe. A memória operacional média, porém, indica que a lentidão não parece decorrer de dificuldade em reter e manipular informações sob demanda.

O histórico registrado traz duas informações que precisam ser qualificadas. O traumatismo craniano leve aos 22 anos não tem sequela documentada; o protocolo atual não permite atribuir a ele a baixa velocidade, nem excluir influência, mas a ausência de sequela registrada reduz essa hipótese. O uso passado de metilfenidato é relevante para a história, porém não há informação sobre indicação, dose, duração, resposta ou sintomas atuais; não é possível derivar disso um diagnóstico.

Hipóteses em discussão

Velocidade de processamento genuinamente rebaixada

  • A favor: IVP no percentil 6, com dois subtestes igualmente baixos; contrastes ICV–IVP e IMO–IVP raros; queixa compatível.
  • Contra: índice com fidedignidade menor e intervalo amplo; não há medida independente de velocidade; nenhuma condição neurológica atual documentada.
  • Próximo passo: reavaliar com medidas específicas de velocidade e atenção em outro momento, com registro de esforço e observações.

Efeito de cansaço e estilo cauteloso na sessão

  • A favor: pausa solicitada após Aritmética, relato de cansaço e ritmo cuidadoso com verificação das respostas, comportamentos que reduzem o ritmo em tarefas cronometradas.
  • Contra: cansaço global tenderia a atingir também a memória operacional; os subtestes verbais permaneceram altos e os perceptivos não colapsaram.
  • Próximo passo: aplicar tarefas de velocidade em diferentes posições e comparar com tarefas de memória; incluir observação comportamental sistemática.

Ansiedade de desempenho ou dificuldade atencional não tratada

  • A favor: histórico de provas cronometradas, uso passado de metilfenidato e preocupação com desempenho podem reduzir a velocidade de execução.
  • Contra: não há queixa atual de ansiedade, nem dados de instrumentos específicos; os escores do WAIS-III não identificam TDAH ou transtorno de ansiedade.
  • Próximo passo: investigar sintomas atuais de ansiedade, humor e funções executivas no dia a dia com instrumentos apropriados e entrevista dirigida.

Fatores sensoriais ou motores finos

  • A favor: Códigos e Procurar Símbolos dependem de acuidade visual, varredura e escrita rápida; o protocolo não registra triagem sensorial ou motora.
  • Contra: Cubos e Raciocínio Matricial também exigem visão e permaneceram na média; não há indício específico de alteração visual.
  • Próximo passo: triagem visual e motora fina somente se a baixa velocidade se mantiver após avaliação complementar.

O que permanece em aberto

Não há dados de funcionamento adaptativo, estratégias acadêmicas, desempenho real em provas, sono, humor atual ou uso atual de medicação. Por isso, a leitura mais defensável é de que existe uma fraqueza relativa de velocidade de processamento no WAIS-III, com possível impacto em provas cronometradas, mas sem estabelecer se essa fraqueza é estável, situacional ou associada a um transtorno.

Conclusão e Síntese do Perfil Cognitivo

Em resposta à pergunta clínica, sim: os resultados mostram diferença entre o raciocínio verbal e a velocidade de execução no WAIS-III, com ICV 120 e IVP 77, uma distância rara na amostra normativa. Essa diferença pode contribuir para a queixa de provas cronometradas, mas o IVP deve ser interpretado com cautela: seu intervalo de confiança é largo, o índice tem menor precisão, e o protocolo registra cansaço e estilo de trabalho cuidadoso.

O QI Total de 102 indica que o funcionamento intelectual geral está na média e não é compatível com deficiência intelectual. A memória operacional média e a organização perceptual média sugerem que a lentidão não se estende a todos os domínios. A principal incerteza é se a baixa velocidade representa característica estável ou foi acentuada pelas condições da sessão; a melhor próxima evidência seria uma avaliação independente de velocidade, atenção e impacto funcional.

Recomendações

Complementar a avaliação com medidas independentes de velocidade de processamento e atenção, como Trilhas, Stroop, d2-R ou BPA-2, em sessão planejada para variar a ordem das tarefas e registrar esforço e observações.

Alta

O IVP de 77 é o achado mais rebaixado, mas tem precisão menor e foi obtido sob registro de cansaço e ritmo cauteloso; a reavaliação com outro instrumento é necessária para diferenciar desempenho estável de artefato.

Investigar sintomas atuais de desatenção, ansiedade e regulação executiva por meio de entrevista clínica e instrumentos apropriados, como ASRS, BDEFS, BAI e BDI-II.

Alta

O histórico de metilfenidato no passado e a queixa de provas cronometradas levantam a hipótese de componente atencional ou emocional; os escores do WAIS-III não identificam TDAH, ansiedade ou transtorno de aprendizagem.

Documentar o impacto funcional e acadêmico atual, incluindo desempenho em atividades com tempo controlado, recursos já utilizados e expectativas do curso.

Média

O QI Total de 102 está na média, e a diferença ICV–IVP só se torna clinicamente relevante se interferir no desempenho real; o histórico registra reprovações, mas faltam detalhes sobre o impacto atual.

Se a lentidão persistir em medidas complementares, recomendar à equipe educacional que analise possíveis adaptações de tempo ou formato de provas, sem fixar percentual neste relatório.

Média

O IVP no percentil 6 e as reprovações em disciplinas cronometradas justificam analisar apoios acadêmicos; a dosagem de adaptações deve ser definida pela equipe educacional com base em impacto funcional e normativas institucionais.

Considerar triagem de acuidade visual e motricidade fina se a velocidade grafomotora continuar rebaixada após avaliação complementar.

Baixa

Códigos e Procurar Símbolos dependem de varredura visual e escrita rápida, e o protocolo não traz registro de triagem sensorial ou motora.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

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Versão para a família

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Relatório de Avaliação — WAIS-III

Paciente
Bruno (caso fictício)
Nascimento / idade na avaliação
15/09/2001 (25 anos)
Escolaridade
Superior incompleto
Público-Alvo
Família

Introdução

Este relatório descreve a avaliação de Bruno, de 25 anos, com a Escala de Inteligência Wechsler para Adultos – 3ª edição (WAIS-III). A avaliação foi motivada pela queixa de lentidão em provas e dificuldade para concluir tarefas no prazo, sobretudo em disciplinas com provas cronometradas no curso de Engenharia. A pergunta principal foi verificar se existe diferença entre o raciocínio verbal e a velocidade de execução que ajude a compreender essa dificuldade. Os resultados descrevem o desempenho de Bruno nas tarefas da escala, em comparação com pessoas da mesma idade, e discutem o que esse desempenho pode e não pode explicar.

Procedimento, Fonte e Qualidade do Protocolo

Foi aplicado o WAIS-III, corrigido pelas normas brasileiras revisadas em 2020 para a faixa de 20 a 29 anos. A escala avalia diferentes áreas do funcionamento cognitivo por meio de tarefas individuais. Foram calculados o QI Total, o QI Verbal, o QI de Execução e quatro índices: Compreensão Verbal, Organização Perceptual, Memória Operacional e Velocidade de Processamento. Os escores são apresentados com percentis e intervalos de confiança.

Durante a aplicação, Bruno solicitou uma pausa após a tarefa de Aritmética e relatou cansaço. O profissional registrou também que ele trabalhou em ritmo cuidadoso e verificava as respostas antes de concluir. Essas observações são relevantes porque cansaço, estilo cauteloso e ansiedade podem influenciar o desempenho, especialmente em tarefas com limite de tempo. Os resultados refletem um único momento de avaliação e não devem ser lidos como uma medida fixa ou definitiva.

Resultados, Análise do Perfil e Leitura do Caso

O QI Total de Bruno foi 102, o que corresponde à faixa Médio e ao percentil 55: isso significa que ele se saiu igual ou melhor que 55% das pessoas da sua idade. No entanto, esse número geral esconde diferenças muito grandes entre as áreas avaliadas. O QI Verbal foi 114 (Médio Superior, percentil 82) e o QI de Execução foi 84 (Médio Inferior, percentil 14). A diferença de 30 pontos entre esses dois QIs é maior que o valor crítico para a faixa etária e é rara na amostra normativa (0,2%). Por isso, o QI Total deve ser lido em conjunto com os índices, pois resume habilidades bastante desiguais.

Os índices mostram esse contraste com mais clareza. A Compreensão Verbal (ICV) foi 120, faixa Superior, percentil 91, um desempenho muito acima da média. A Organização Perceptual (IOP) foi 90, faixa Médio, percentil 25. A Memória Operacional (IMO) foi 102, faixa Médio, percentil 55. A Velocidade de Processamento (IVP) foi 77, faixa Limítrofe, percentil 6; o intervalo de confiança desse índice vai de 71 a 91 e cruza as faixas Limítrofe e Médio, então essa classificação deve ser vista como aproximada.

A distância entre a Compreensão Verbal e a Velocidade de Processamento é de 43 pontos, rara na amostra (0,3%) e maior que o valor crítico. A diferença entre a Memória Operacional e a Velocidade de Processamento também é grande (25 pontos) e rara (3,7%). Já a diferença entre a Organização Perceptual e a Velocidade de Processamento (13 pontos) não atingiu o valor crítico e é relativamente comum; portanto, não devemos interpretar essa diferença como certa.

Nos subtestes, dois da velocidade de processamento ficaram abaixo da média esperada: Códigos (5) e Procurar Símbolos (6), ambos mais de um desvio-padrão abaixo da média de 10. Vários subtestes verbais ficaram acima da média: Vocabulário (14), Semelhanças (13), Informação (14) e Compreensão (13). Os subtestes de organização perceptual ficaram próximos da média: Completar Figuras (8), Cubos (8), Raciocínio Matricial (9) e Arranjo de Figuras (8). Os subtestes de memória operacional também ficaram na média: Aritmética (10), Dígitos (11) e Sequência de Números e Letras (10).

Assim, a grande diferença entre o QI Verbal e o QI de Execução vem principalmente do contraste entre a compreensão verbal, a área mais alta, e a velocidade de processamento, a mais baixa do perfil; em relação à organização perceptual, a diferença da velocidade não chegou a ser confiável. A organização perceptual, embora abaixo da compreensão verbal, permanece na faixa média, e a memória operacional está preservada. A lentidão aparece de forma consistente nos dois subtestes que exigem rapidez visual e motora sob tempo, não sendo um evento isolado.

Perfil cognitivo (WAIS-III)

QI Verbal, QI de Execução, quatro índices e QI Total sobre as faixas descritivas do manual, com intervalo de confiança de 95%.

ICV Compreensão Verbal
120 SuperiorIC 114–125
IOP Organização Perceptual
90 MédioIC 84–97
IMO Memória Operacional
102 MédioIC 94–110
IVP Velocidade de Processamento
77 LimítrofeIC 71–91
QIV QI Verbal
114 Médio SuperiorIC 109–119
QIE QI de Execução
84 Médio InferiorIC 79–91
QIT QI Total
102 MédioIC 98–106
  • Extremamente Baixo
  • Limítrofe
  • Médio Inferior
  • Médio
  • Médio Superior
  • Superior
  • Muito Superior
EscalaPonto compostoPercentilIC 95%Classificação
Compreensão Verbal (ICV)12091114–125Superior
Organização Perceptual (IOP)902584–97Médio
Memória Operacional (IMO)1025594–110Médio
Velocidade de Processamento (IVP)77671–91Limítrofe
QI Verbal (QIV)11482109–119Médio Superior
QI de Execução (QIE)841479–91Médio Inferior
QI Total (QIT)1025598–106Médio

Pontos ponderados por subteste (WAIS-III)

Escala 1–19, média 10; faixa 7–13 destacada. Tracejados: subtestes que entram só nos QIs.

14
13
14
13
8
8
9
8
10
11
10
5
6
VCSMINCO*
ICV
CFCBRMAF*
IOP
ARDGSNL
IMO
CDPS
IVP
Pontos ponderados por subteste
VocabulárioICV14
SemelhançasICV13
InformaçãoICV14
Compreensão (suplementar)ICV13
Completar FigurasIOP8
CubosIOP8
Raciocínio MatricialIOP9
Arranjo de Figuras (suplementar)IOP8
AritméticaIMO10
DígitosIMO11
Sequência de Números e LetrasIMO10
CódigosIVP5
Procurar SímbolosIVP6

Análise Qualitativa do Perfil Cognitivo (WAIS-III)

O ponto central deste protocolo é a convergência entre a queixa de lentidão, o histórico de reprovações em provas cronometradas e o desempenho muito baixo na velocidade de processamento. Bruno demonstra raciocínio verbal superior, boa memória operacional e organização perceptual adequada, mas sua velocidade para executar tarefas simples, visuais e motoras sob tempo está muito abaixo do esperado. Isso não é um diagnóstico, mas ajuda a entender por que provas que dependem de rapidez podem representar um obstáculo, mesmo quando o conhecimento e o raciocínio estão preservados.

Hipóteses em discussão

Fadiga e estilo cauteloso durante a aplicação

  • A favor: Bruno solicitou pausa após Aritmética, relatou cansaço e o profissional observou ritmo cuidadoso com verificação de respostas.
  • Contra: A queixa de lentidão em provas já existia antes da aplicação, e os dois subtestes de velocidade estão baixos de forma consistente, o que reduz a chance de ser apenas um efeito momentâneo.
  • Próximo passo: Reavaliar a velocidade em um dia com menor fadiga ou após intervenção para comparar o desempenho.

Ansiedade de desempenho em situações cronometradas

  • A favor: Histórico de reprovações em provas cronometradas pode gerar apreensão; o cansaço relatado pode ter componente emocional.
  • Contra: Não foram aplicados instrumentos de ansiedade ou humor; a velocidade baixa apareceu mesmo em tarefas sem consequência escolar.
  • Próximo passo: Avaliar sintomas de ansiedade e humor com instrumentos específicos.

Dificuldade atencional ou executiva subjacente

  • A favor: O uso passado de metilfenidato, cuja indicação não está registrada, pode sinalizar uma queixa de atenção anterior; há também a queixa de dificuldade para concluir tarefas no prazo.
  • Contra: Não há diagnóstico documentado; a memória operacional está na média, o que indica capacidade de manter e manipular informações.
  • Próximo passo: Avaliação neuropsicológica de atenção e funções executivas.

Dificuldade visomotora ou de coordenação motora fina

  • A favor: Códigos e Procurar Símbolos dependem de visão e rapidez motora fina.
  • Contra: Não há queixa sensorial ou motora registrada; a organização perceptual está na média, o que sugere que a análise visual não está comprometida de forma geral.
  • Próximo passo: Exame de acuidade visual e avaliação da coordenação motora fina, se houver indicação clínica.

Nenhum dos resultados deste protocolo estabelece diagnóstico de TDAH, transtorno de aprendizagem, lesão cerebral ou outra condição. O histórico de traumatismo craniano leve aos 22 anos, sem sequela registrada, não permite atribuir o desempenho atual a essa ocorrência. O QI Total na faixa média e o funcionamento verbal superior afastam a ideia de deficiência intelectual; no entanto, altas habilidades também não se definem apenas pelo QI.

O fato de Bruno estar no ensino superior em Engenharia indica que ele tem acesso a oportunidades educacionais que podem favorecer o desempenho verbal e de informação. A escolaridade precisa ser considerada, pois o conteúdo verbal é sensível a experiências educacionais. Mas isso não diminui a importância do achado de velocidade baixa, que contrasta com a escolarização.

Conclusão e Síntese do Perfil Cognitivo

Em resumo, Bruno apresenta uma inteligência geral na média, com um contraste marcante entre habilidades verbais altas e velocidade de processamento limítrofe. A diferença entre essas áreas é grande, rara e ajuda a explicar por que provas com tempo representam um desafio apesar de um bom raciocínio. As limitações da aplicação, como cansaço e cautela, e a ausência de dados sobre humor, ansiedade, atenção e visomotricidade impedem uma conclusão fechada. Nenhum diagnóstico pode ser afirmado com este protocolo. O próximo passo mais útil é a avaliação complementar das áreas em aberto e a discussão de adaptações acadêmicas para que o desempenho reflita o conhecimento e o raciocínio de Bruno, e não apenas a velocidade.

Recomendações

Encaminhar Bruno para avaliação neuropsicológica complementar de atenção, funções executivas e velocidade de processamento, com instrumentos específicos para diferenciar se a lentidão é restrita à velocidade ou se há dificuldades atencionais ou executivas associadas.

Alta

A velocidade de processamento ficou na faixa limítrofe (IVP 77, percentil 6) e os subtestes de velocidade (Códigos 5 e Procurar Símbolos 6) foram os mais baixos do protocolo, enquanto a memória operacional e a organização perceptual estão na média. É preciso investigar se existe um quadro atencional ou executivo que contribua para a lentidão.

Orientar a instituição de ensino a considerar adaptações em provas cronometradas, como tempo adicional ou fracionamento da avaliação, com base no desempenho de velocidade e no histórico de reprovações em disciplinas com provas cronometradas.

Alta

A diferença entre a Compreensão Verbal e a Velocidade de Processamento (43 pontos, rara na amostra) e o histórico de reprovações em provas cronometradas indicam que o tempo é um fator crítico para o desempenho de Bruno, independentemente do seu raciocínio.

Avaliar sintomas de ansiedade e humor com instrumentos específicos, dada a possível influência de apreensão em situações avaliadas com tempo e a pausa por cansaço durante a aplicação.

Média

O relato de cansaço e a pausa após Aritmética, somados ao histórico de reprovações, levantam a hipótese de que ansiedade de desempenho ou estado de humor podem amplificar a lentidão; essa possibilidade precisa ser medida, não presumida.

Investigar acuidade visual e coordenação motora fina, se houver indicação clínica, para verificar se alguma dificuldade sensorial ou motora contribui para os escores baixos em Códigos e Procurar Símbolos.

Média

Os subtestes de velocidade dependem de visão e rapidez motora fina, e não há dados registrados sobre essas funções; essa verificação ajudaria a excluir fatores periféricos antes de atribuir a lentidão apenas a processamento cognitivo.

Manter acompanhamento dos resultados acadêmicos e, se as dificuldades persistirem, reavaliar a velocidade de processamento após intervenções ou em condições de menor fadiga.

Baixa

A aplicação foi feita em um momento com cansaço e estilo cauteloso, o que pode ter influenciado o IVP; uma reavaliação futura ajudaria a confirmar se o padrão de velocidade é estável.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

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Versão para a escola

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Relatório de Avaliação — WAIS-III

Paciente
Bruno (caso fictício)
Nascimento / idade na avaliação
15/09/2001 (25 anos)
Escolaridade
Superior incompleto
Público-Alvo
Escola

Introdução

Este relatório descreve a avaliação cognitiva de Bruno, 25 anos, estudante de Engenharia, realizada em 15 de setembro de 2026. O motivo registrado para a avaliação foi a queixa de lentidão em provas e dificuldade para concluir tarefas dentro do prazo. A questão prática era verificar se existiria diferença entre o raciocínio verbal e a velocidade de execução que ajudasse a compreender essas dificuldades nas provas.

A leitura dos resultados considera o WAIS-III como uma medida de desempenho cognitivo em tarefas aplicadas individualmente, obtido em uma única sessão e comparado com pessoas da mesma faixa etária na amostra normativa brasileira. A escala descreve o funcionamento intelectual e os domínios medidos, sem estabelecer, isoladamente, diagnóstico clínico.

Procedimento, Fonte e Qualidade do Protocolo

A sessão utilizou a WAIS-III — Escala de Inteligência Wechsler para Adultos, 3ª edição, com correção pela revisão brasileira de 2020 para a faixa de 20 a 29 anos. Foram considerados o QI Total, o QI Verbal, o QI de Execução e os índices de Compreensão Verbal, Organização Perceptual, Memória Operacional e Velocidade de Processamento, com intervalos de confiança de 95%, além das comparações entre compostos e da posição normativa dos subtestes.

Os registros da aplicação incluíram uma observação profissional de que Bruno solicitou pausa após a subprova de Aritmética e relatou cansaço. Não havia registros adicionais sobre condições sensoriais, motoras, sono ou estado emocional. O histórico escolar disponível refere reprovações em disciplinas com provas cronometradas.

Como limitações, os escores descrevem o desempenho daquela sessão; fadiga, ansiedade, motivação e condições de aplicação podem influenciar os resultados. O Índice de Velocidade de Processamento tem menor precisão do que os demais, com intervalo de confiança mais largo, e por isso sua classificação deve ser lida como aproximada.

Resultados, Análise do Perfil e Leitura do Caso

O QI Total foi 102, classificado como Médio, com percentil 55 e intervalo de confiança de 98 a 106. Como os índices se mostraram bastante desiguais, o QI Total deve ser lido junto com os índices: ele sintetiza um desempenho médio formado por habilidades elevadas e habilidades reduzidas, não um funcionamento uniforme.

Organização dos domínios

O Índice de Compreensão Verbal (ICV) foi 120, classificado como Superior, percentil 91, com intervalo de 114 a 125. O QI Verbal foi 114, Médio Superior, percentil 82. Já o QI de Execução foi 84, Médio Inferior, percentil 14.

O Índice de Velocidade de Processamento (IVP) foi 77, Limítrofe, percentil 6, com intervalo de confiança de 71 a 91. Como esse intervalo atravessa as faixas Limítrofe e Médio, a classificação deve ser considerada aproximada. Os subtestes que compõem esse índice — Códigos, com ponderado 5, e Procurar Símbolos, com ponderado 6 — ficaram mais de um desvio-padrão abaixo da média normativa de 10, indicando produção lenta e reduzida em tarefas visuais simples sob demanda de tempo.

A Organização Perceptual (IOP) foi 90, Médio, percentil 25, e a Memória Operacional (IMO) foi 102, Médio, percentil 55. Os subtestes de execução não verbais situaram-se próximos da média, com Raciocínio Matricial em 9, Cubos e Arranjo de Figuras em 8 e Completar Figuras em 8. Isso não indica comprometimento generalizado do raciocínio não verbal.

No domínio verbal, Vocabulário e Informação (14) situaram-se acima de um desvio-padrão da média normativa, e Semelhanças e Compreensão (13) exatamente um desvio-padrão acima dela; Aritmética, Dígitos e Sequência de Números e Letras ficaram próximos da média. Portanto, o destaque verbal está na conceituação, no conhecimento e no julgamento verbal, não na memória operacional aritmética.

Comparações entre compostos

A diferença entre QI Verbal e QI de Execução foi de 30 pontos, igual ou maior que o valor crítico de 7,78 e observada em apenas 0,2% da amostra normativa, sendo rara. Essa diferença não deve ser lida como localização de comprometimento: ela é melhor explicada pela comparação entre índices.

A diferença entre ICV e IVP foi de 43 pontos, igual ou maior que o valor crítico de 13,14 e observada em 0,3% da amostra normativa, também rara. A comparação ICV–IOP foi de 30 pontos, com valor crítico de 8,31 e frequência de 0,3%, rara; ICV–IMO foi de 18 pontos, com valor crítico de 9,3 e frequência de 9,2%, pouco comum. Já IOP–IVP foi de 13 pontos, não atingindo o valor crítico de 13,78, e ocorreu em 25,2% da amostra, portanto comum.

Perfil cognitivo (WAIS-III)

QI Verbal, QI de Execução, quatro índices e QI Total sobre as faixas descritivas do manual, com intervalo de confiança de 95%.

ICV Compreensão Verbal
120 SuperiorIC 114–125
IOP Organização Perceptual
90 MédioIC 84–97
IMO Memória Operacional
102 MédioIC 94–110
IVP Velocidade de Processamento
77 LimítrofeIC 71–91
QIV QI Verbal
114 Médio SuperiorIC 109–119
QIE QI de Execução
84 Médio InferiorIC 79–91
QIT QI Total
102 MédioIC 98–106
  • Extremamente Baixo
  • Limítrofe
  • Médio Inferior
  • Médio
  • Médio Superior
  • Superior
  • Muito Superior
EscalaPonto compostoPercentilIC 95%Classificação
Compreensão Verbal (ICV)12091114–125Superior
Organização Perceptual (IOP)902584–97Médio
Memória Operacional (IMO)1025594–110Médio
Velocidade de Processamento (IVP)77671–91Limítrofe
QI Verbal (QIV)11482109–119Médio Superior
QI de Execução (QIE)841479–91Médio Inferior
QI Total (QIT)1025598–106Médio

Pontos ponderados por subteste (WAIS-III)

Escala 1–19, média 10; faixa 7–13 destacada. Tracejados: subtestes que entram só nos QIs.

14
13
14
13
8
8
9
8
10
11
10
5
6
VCSMINCO*
ICV
CFCBRMAF*
IOP
ARDGSNL
IMO
CDPS
IVP
Pontos ponderados por subteste
VocabulárioICV14
SemelhançasICV13
InformaçãoICV14
Compreensão (suplementar)ICV13
Completar FigurasIOP8
CubosIOP8
Raciocínio MatricialIOP9
Arranjo de Figuras (suplementar)IOP8
AritméticaIMO10
DígitosIMO11
Sequência de Números e LetrasIMO10
CódigosIVP5
Procurar SímbolosIVP6

Análise Qualitativa do Perfil Cognitivo (WAIS-III)

O que o perfil mostra

O padrão que organiza os resultados é a desproporção entre compreensão verbal e velocidade de processamento. Bruno mostrou raciocínio verbal superior, com capacidade de definir conceitos, usar conhecimento formal e relacionar ideias. Em contraste, mostrou velocidade de produção visual-motora limítrofe, com pouca fluência para copiar ou localizar símbolos sob tempo.

Esse contraste é compatível com a queixa escolar de lentidão em provas e dificuldade para concluir tarefas no prazo. Não se trata, pelos dados disponíveis, de uma dificuldade primária de raciocínio não verbal ou de memória operacional, que permaneceram na média. O desempenho reduzido em Códigos e Procurar Símbolos sugere que o custo está nas operações rápidas, visuomotoras e de varredura visual, e não na compreensão do conteúdo.

Fatores que limitam a leitura

O protocolo registrou que Bruno pediu pausa após Aritmética e relatou cansaço. Como a velocidade de processamento é sensível à fadiga, parte do rebaixamento do IVP pode refletir o estado da sessão. Além disso, o IVP é o composto menos preciso da escala, e seu intervalo de confiança é amplo. Por isso, a interpretação de “limítrofe” deve ser tratada como aproximada.

Não há registros disponíveis sobre sono, humor, ansiedade, visão ou motricidade fina na ocasião. Essas ausências não invalidam os escores, mas recomendam cautela ao atribuir a lentidão exclusivamente a uma característica cognitiva estável.

Hipóteses em discussão

Lentidão primária de velocidade de processamento visual-motor

  • A favor: Códigos e Procurar Símbolos estão mais de um desvio-padrão abaixo da média; a diferença ICV–IVP é rara; a queixa refere exatamente provas cronometradas.
  • Contra: o IVP é menos preciso e o intervalo de confiança abrange a faixa Média; não há medidas adicionais de coordenação motora fina ou visão.
  • Próximo passo: avaliação complementar de destreza motora, acuidade visual e velocidade pura, além de registro do desempenho em atividades cotidianas que exijam rapidez.

Fadiga e cansaço situacional

  • A favor: Bruno solicitou pausa e relatou cansaço durante a sessão.
  • Contra: a queixa de lentidão em provas é anterior à avaliação, e os subtestes de memória operacional, também exigentes em esforço, ficaram na média; ainda assim, não há registro de sono, rotina ou estado físico que permita dimensionar o cansaço.
  • Próximo passo: repetir medidas de velocidade em outra sessão curta, com registro de sono, fadiga e estado geral, ou usar tarefas breves de velocidade em condições variadas.

Ansiedade de desempenho em tarefas cronometradas

  • A favor: histórico de reprovações em provas cronometradas pode gerar resposta de ansiedade e piorar a produção sob tempo.
  • Contra: não há medida autorrelatada de ansiedade na sessão; os demais índices ficaram preservados, o que poderia ou não acompanhar ansiedade.
  • Próximo passo: aplicar escalas de ansiedade e de autocontrole frente ao tempo, ou observar o desempenho em prova com tempo flexível.

Perfil educacional e de automatização de rotinas escritas

  • A favor: Bruno é estudante de Engenharia, curso com forte carga de cálculo e produção escrita; a escolarização pode ter valorizado o conhecimento verbal, enquanto a velocidade de transcrição foi menos exercitada.
  • Contra: o rebaixamento foi acentuado e específico, o que pede cautela para reduzi-lo apenas a falta de prática.
  • Próximo passo: analisar o tempo gasto em tarefas de cópia, cálculo e leitura em ambiente natural, com registros longitudinal e funcional.

Conclusão e Síntese do Perfil Cognitivo

O WAIS-III respondeu parcialmente à pergunta da avaliação: existe, sim, uma diferença confiável e rara entre raciocínio verbal e velocidade de execução, com o raciocínio verbal superior e a velocidade de processamento limítrofe. Essa desproporção é compatível com a queixa de lentidão em provas cronometradas e fornece uma base para planejar adaptações escolares, aproveitando as áreas verbais fortes.

A principal reserva é que o desempenho em velocidade foi obtido em uma sessão com registro de cansaço e em um composto de menor precisão. Não se pode afirmar, apenas com este protocolo, se a lentidão é uma característica estável ou uma resposta ao estado momentâneo. A instituição deve usar os achados como hipótese de trabalho e acompanhar a resposta às acomodações.

Recomendações

Encaminhar ao serviço de apoio educacional a análise de acomodações em provas cronometradas, como tempo adicional, prova dividida ou ambiente com menor pressão de tempo, deixando a dosagem para a equipe responsável.

Alta

Contraste entre ICV 120 e IVP 77, diferença ICV–IVP de 43 pontos, rara (0,3%) e registros de reprovações em provas cronometradas.

Revisar, nas disciplinas, o peso do tempo na avaliação, priorizando formatos que valorizem raciocínio e compreensão, com complemento prático em etapas.

Alta

QI Total e IOP médios e ICV Superior indicam que a compreensão do conteúdo não é o principal limitador; provas com tempo rígido penalizam a velocidade, não o conhecimento.

Desenvolver estratégias de estudo e de prova baseadas em mapas conceituais, resumos e protocolos passo a passo, usando as habilidades verbais como apoio.

Média

Vocabulário, Informação, Semelhanças e Compreensão elevados são recursos para compensar produção lenta; apoio educacional pode transformar raciocínio verbal em organização de aprendizagem.

Solicitar avaliação complementar com profissional habilitado para mapear atenção, ansiedade, fadiga, visão e coordenação motora fina antes de decisões educacionais de longo prazo.

Média

O protocolo registrou cansaço e o IVP é o composto com menor precisão; diferenciar fadiga, ansiedade e lentidão primária exige medidas adicionais.

Monitorar a resposta às acomodações com registros por disciplina: tempo utilizado, itens concluídos, nota e autorrelato de dificuldade.

Média

A efetividade das medidas depende de dados longitudinais; sem monitoramento, não se saberá se o fator crítico é velocidade, fadiga ou outro componente.

Planejar nova avaliação cognitiva apenas se houver mudança relevante ou necessidade institucional, com intervalo longo entre aplicações.

Baixa

Reaplicações próximas elevam artificialmente os escores por efeito de prática; o protocolo atual já descreve o perfil necessário para intervenções imediatas.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

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Como o profissional revisa este laudo

No PontoAzul, o texto gerado é um rascunho. O profissional pode editar à mão ou pedir um ajuste ao Motor PontoAzul e comparar cada mudança, palavra por palavra, antes de aplicar. Nada muda no laudo sem a aprovação de quem assina.

Sugestão para Conclusão e Síntese do Perfil Cognitivo

44 palavras removidas55 palavras novas

Pedido do profissional

“Incluir o QI Verbal e o QI de Execução na resposta e deixar a ressalva sobre o IVP mais direta.”

Alterações

Em resposta à pergunta clínica, sim: [removido: os resultados mostram ][novo: há ] diferença entre o raciocínio verbal e a velocidade de [removido: execução no WAIS-III, com ICV 120 e IVP 77, uma distância rara ][novo: execução, visível no QI Verbal 114 contra o QI de Execução 84 e, de forma mais nítida, no ICV 120 contra o IVP 77, distâncias raras ] na amostra normativa. Essa diferença pode contribuir para a [removido: queixa de provas cronometradas, mas o IVP deve ser interpretado com cautela: seu ][novo: dificuldade em provas cronometradas. O IVP, porém, pede cautela: é o índice de menor precisão, tem ]intervalo de confiança [removido: é largo, o índice tem menor precisão, e o protocolo registra cansaço e estilo de trabalho ][novo: largo e foi obtido numa sessão com registro de cansaço e ritmo ] cuidadoso.

  • Gráficos e tabelas continuam com o resultado do teste; o ajuste muda só a redação.
  • Números que não estavam no laudo aparecem como “pontos para conferir”.
  • Cada salvamento vira uma versão no histórico, que pode ser restaurada.

O trecho original é o texto gerado pelo PontoAzul para este caso fictício; o ajuste é ilustrativo.

O que observar neste modelo de laudo

A diferença QIV × QIE é testada, não só citada

Os 30 pontos entre QI Verbal e QI de Execução são comparados ao valor crítico de 7,78 e à frequência na amostra normativa (0,2%). Só então o laudo chama a diferença de rara, como faz com ICV–IVP (43 pontos) e IMO–IVP (25).

A discrepância é decomposta

QIV e QIE são compostos. O laudo mostra que a vantagem verbal vem do ICV 120 e que a queda do QIE vem de Códigos (5) e Procurar Símbolos (6), com Cubos e Raciocínio Matricial na média. Uma IA genérica tenderia a ler o QIE 84 como falha do raciocínio não verbal.

O que não passa no critério não é interpretado

A diferença IOP–IVP de 13 pontos não alcançou o valor crítico de 13,78 e é comum na amostra (25,2%). O laudo registra o fato e não constrói nenhuma hipótese em cima dessa diferença.

A precisão do índice entra na leitura

O IVP 77 tem intervalo de confiança de 71 a 91, que alcança a faixa Médio. Por isso o laudo chama a classificação Limítrofe de aproximada e considera o cansaço e o ritmo cuidadoso registrados na sessão antes de concluir.

Hipóteses com próximo passo, sem diagnóstico pelo perfil

Velocidade genuinamente rebaixada, cansaço, ansiedade ou desatenção e fatores sensoriais ou motores são discutidos com prós, contras e próximo passo. O texto deixa claro que o perfil de índices não identifica TDAH, transtorno de aprendizagem ou lesão.

Do protocolo ao laudo

Como este laudo foi produzido no PontoAzul

  1. 1

    O profissional aplica o protocolo e registra os dados

    Os pontos brutos dos 14 subtestes foram registrados com a data de aplicação, o histórico e as observações da sessão, como a pausa pedida após Aritmética. O PontoAzul não aplica o teste ao paciente: ele recebe as respostas do protocolo já aplicado, com data, idade e informante.

  2. 2

    A correção segue as regras do instrumento

    QIs, índices, percentis e intervalos de confiança seguem a revisão brasileira de 2020 para 20 a 29 anos, e cada diferença entre compostos é comparada ao valor crítico e à frequência na amostra normativa. As tabelas e os gráficos do laudo vêm desse cálculo, não do texto.

  3. 3

    O Motor PontoAzul redige o laudo-base

    Com os resultados organizados, o texto é escrito seção por seção, no tom do público escolhido. Hipóteses aparecem com o que as sustenta, o que as contraria e qual é a próxima evidência necessária.

  4. 4

    O profissional revisa, ajusta e assina

    O texto é um rascunho. O profissional edita, pede ajustes, compara cada mudança palavra por palavra e só então salva. Cada versão fica no histórico, e o documento final é assinado por quem fez a avaliação.

Perguntas frequentes sobre este laudo

Como interpretar a diferença entre QI Verbal e de Execução no WAIS-III?
Primeiro compare a diferença ao valor crítico da faixa etária e veja sua frequência na amostra normativa. Depois decomponha, porque QIV e QIE misturam índices diferentes. Neste exemplo, os 30 pontos se explicam pelo ICV alto e pelo IVP baixo, e não pelo raciocínio perceptual, que ficou na média.
Quando o QI Total do WAIS-III não deve ser lido sozinho?
Quando os índices são muito desiguais. Aqui o QI Total 102 está na faixa Médio, mas resume um ICV de 120 e um IVP de 77, com diferença rara de 43 pontos. Por isso o laudo orienta a leitura pelos índices e pelos subtestes, e não pelo QI Total isolado.
Velocidade de processamento baixa no WAIS-III indica TDAH?
Não isoladamente. Um IVP baixo é compatível com fadiga, estilo cauteloso, ansiedade de desempenho, dificuldade atencional ou fatores motores. O laudo discute cada hipótese e recomenda medidas complementares, como Trilhas, Stroop, d2-R ou BPA-2 para velocidade e atenção, e ASRS, BAI e BDI-II para sintomas atuais.
Quanto tempo esperar para reaplicar o WAIS-III?
Reaplicações próximas tendem a elevar os escores por efeito de prática, e a versão para a escola deste laudo recomenda intervalo longo entre aplicações. Na análise de progressão do WAIS-III desta biblioteca, a fonte descreve efeito de prática em retestes dentro de 70 dias, e o PontoAzul sinaliza essa ressalva.
O que muda no laudo para a família e para a escola?
A profundidade é a mesma; mudam a linguagem e o que é revelado. A família recebe a explicação dos resultados sem jargão. A escola recebe a análise de acomodações em provas cronometradas e estratégias de estudo apoiadas nas habilidades verbais, deixando a dosagem das adaptações para a equipe responsável.
Este laudo é de um paciente real?
Não. Bruno é um caso fictício criado para demonstração. O texto foi produzido pelo mesmo motor que o PontoAzul usa nos laudos dos profissionais, a partir de dados inventados, e por isso pode ser publicado sem expor ninguém.
Posso gerar um laudo do WAIS-III assim no PontoAzul?
Sim. Você registra os pontos brutos do WAIS-III aplicado, o PontoAzul corrige pelas normas brasileiras, calcula as discrepâncias com valor crítico e frequência, gera os gráficos e o laudo-base nas versões que você escolher, e você revisa antes de assinar. Dá para testar grátis por 7 dias.

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