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Caso fictício · gerado pelo PontoAzul

Reavaliação com WAIS-III: o que mudou, e o que não mudou, em 62 dias

Análise de progressão de um adulto reavaliado com o WAIS-III dois meses após a primeira aplicação, a pedido do neurologista. Quase todos os índices subiram alguns pontos, mas nenhum passou no critério de mudança confiável, e o reteste caiu dentro da janela em que a fonte descreve efeito de prática.

Instrumento
WAIS-III
Intervalo
62 dias
Mudança confiável
0 de 7 medidas
Efeito de prática
Sinalizado

Este exemplo em resumo

Este é um modelo de análise de progressão com o WAIS-III gerado pelo PontoAzul para um caso fictício: Marcos, reavaliado após 62 dias. O QI Total foi de 96 para 98 e o IVP de 84 para 89, mas nenhum índice atingiu |RCI| ≥ 1,96 pelo método de Jacobson-Truax. O laudo conclui que não há mudança confiável e que os ganhos são compatíveis com o efeito de prática descrito para retestes em até 70 dias.

Caso fictício. Marcos não existe: os dados foram criados para demonstração e o texto foi gerado pelo motor de laudos do PontoAzul. Apesar do mesmo nome, não é o caso do laudo individual de WAIS-III desta biblioteca. O profissional e o registro exibidos também são fictícios.

Laudo gerado pelo PontoAzul e revisado pelo profissional: 4 ajustesVer ajustes
  1. A frase atribuía a todos os subtestes que variaram maior suscetibilidade à familiaridade, incluindo Semelhanças, que é verbal; a afirmação foi moderada e ligada à ausência de critério para subtestes.
  2. Precisão: “de perto do corte para esperado” foi trocado pela descrição do que de fato mudou, os intervalos de confiança de IOP e QIE em relação às faixas.
  3. Mesma correção na hipótese de mudança genuína, para manter a terminologia coerente ao longo do laudo.
  4. O WAIS-III é um teste de desempenho, sem forma alternativa nem informante; a recomendação foi ajustada às condições que de fato precisam ser mantidas.

Revisão ilustrativa sobre o texto gerado para este caso fictício. Na plataforma, cada ajuste é comparado palavra por palavra e aprovado antes de entrar no laudo.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

contato@exemplo.com.br · (00) 0000-0000

Análise de Progressão — WAIS-III

Paciente
Marcos (caso fictício)
Aplicações
15/07/2026 (28 anos e 4 meses) e 15/09/2026 (28 anos e 6 meses)
Intervalo
62 dias (2 meses)
Público-Alvo
Profissional

Introdução

Esta reavaliação foi solicitada pelo neurologista dois meses após a primeira avaliação, com a pergunta central: o desempenho intelectual mudou entre as duas aplicações? Foram comparadas duas aplicações do WAIS-III, realizadas em 15/07/2026, quando Marcos tinha 28 anos e 4 meses, e em 15/09/2026, aos 28 anos e 6 meses, com intervalo de 62 dias (2 meses). Com duas aplicações, é possível descrever direção e tamanho da diferença entre dois pontos; não é possível descrever forma de trajetória, como aceleração, platô ou desaceleração.

Procedimento, Fonte e Qualidade do Protocolo

O instrumento utilizado foi o WAIS-III, Escala de Inteligência Wechsler para Adultos, 3ª edição, com a mesma referência normativa da revisão brasileira de 2020, faixa de 20 a 29 anos. As aplicações são comparáveis com ressalva: o intervalo de 62 dias está dentro da janela de 70 dias em que a fonte descreve efeito de prática no reteste (WAIS-III, revisão brasileira de 2020, Tabela 5.8a). Essa ressalva significa que ganhos podem refletir familiaridade com o instrumento, e não somente mudança do paciente. Para os índices e QIs, a mudança foi julgada pelo índice de mudança confiável de Jacobson-Truax, com fidedignidade da Tabela 5.8a (estabilidade, N = 47, 4 a 10 semanas, r ajustado); mudança confiável exige |RCI| ≥ 1,96. Para os subtestes isolados, o instrumento não publica diferença mínima nem fidedignidade; essas variações foram tratadas descritivamente, sem afirmação de mudança real.

Comparável, com ressalvas

Intervalo curto entre 15/07/2026 e 15/09/2026 (62 dias (2 meses)), dentro da janela de 70 dias em que a fonte (WAIS-III, revisão brasileira de 2020, Tabela 5.8a) descreve efeito de prática no reteste; ganhos podem refletir familiaridade com o teste.

Resultados, Análise do Perfil e Leitura do Caso

Compreensão Verbal (ICV)

Primeira aplicação: ICV 104, percentil 61, IC 95% 98–109, faixa Médio. Segunda aplicação: ICV 106, percentil 66, IC 95% 100–111, faixa Médio. Diferença de +2 pontos. O índice de mudança confiável (Jacobson-Truax) é 0,24; mudança confiável exigiria cerca de 16,1 pontos (WAIS-III, revisão brasileira de 2020, Tabela 5.8a). A diferença fica dentro da variação esperada pelo critério e não é tratada como melhora nem piora. A faixa permaneceu Médio. A fonte descreve efeito médio de prática de +5,1 pontos no reteste; parte da diferença observada pode refletir familiaridade com o instrumento.

Organização Perceptual (IOP)

Primeira aplicação: IOP 96, percentil 39, IC 95% 89–103, faixa Médio, com limites que abrangem também a faixa Médio Inferior. Segunda aplicação: IOP 100, percentil 50, IC 95% 93–107, faixa Médio. Diferença de +4 pontos. O índice de mudança confiável é 0,63; mudança confiável exigiria cerca de 12,5 pontos. A diferença fica dentro da variação esperada pelo critério, não sendo tratada como melhora nem piora. A faixa permaneceu Médio. A fonte descreve efeito médio de prática de +4,8 pontos; parte da diferença observada pode refletir familiaridade com o teste.

Memória Operacional (IMO)

Primeira aplicação: IMO 94, percentil 34, IC 95% 87–103, faixa Médio, com limites que abrangem também a faixa Médio Inferior. Segunda aplicação: IMO 94, percentil 34, IC 95% 87–103, faixa Médio, com a mesma condição de limite. Não houve diferença entre as pontuações. Trata-se de estabilidade descritiva; a faixa permaneceu Médio. A fonte descreve efeito médio de prática de +3,7 pontos no reteste; a expectativa de ganho por familiaridade não se refletiu nesta medida.

Velocidade de Processamento (IVP)

Primeira aplicação: IVP 84, percentil 14, IC 95% 77–97, faixa Médio Inferior, com intervalo que abrange também a faixa Limítrofe. Segunda aplicação: IVP 89, percentil 23, IC 95% 81–101, faixa Médio Inferior. Diferença de +5 pontos. O índice de mudança confiável é 0,65; mudança confiável exigiria cerca de 15 pontos. A diferença fica dentro da variação esperada pelo critério, não sendo tratada como melhora nem piora. A faixa permaneceu Médio Inferior. A fonte descreve efeito médio de prática de +4,5 pontos; a diferença observada é compatível com familiaridade com o instrumento.

QI Verbal (QIV)

Primeira aplicação: QIV 100, percentil 50, IC 95% 95–105, faixa Médio. Segunda aplicação: QIV 101, percentil 53, IC 95% 96–106, faixa Médio. Diferença de +1 ponto. O índice de mudança confiável é 0,14; mudança confiável exigiria cerca de 13,8 pontos. A diferença permanece dentro da variação esperada pelo critério e não é tratada como melhora nem piora. A faixa permaneceu Médio. A fonte descreve efeito médio de prática de +3,2 pontos; a variação observada foi mínima.

QI de Execução (QIE)

Primeira aplicação: QIE 92, percentil 30, IC 95% 86–99, faixa Médio, com limites que abrangem também a faixa Médio Inferior. Segunda aplicação: QIE 96, percentil 39, IC 95% 90–102, faixa Médio. Diferença de +4 pontos. O índice de mudança confiável é 0,77; mudança confiável exigiria cerca de 10,2 pontos. A diferença fica dentro da variação esperada pelo critério, não sendo tratada como melhora nem piora. A faixa permaneceu Médio. A fonte descreve efeito médio de prática de +5,4 pontos; parte da diferença pode refletir familiaridade com o instrumento.

QI Total (QIT)

Primeira aplicação: QIT 96, percentil 39, IC 95% 92–100, faixa Médio. Segunda aplicação: QIT 98, percentil 45, IC 95% 94–102, faixa Médio. Diferença de +2 pontos. O índice de mudança confiável é 0,42; mudança confiável exigiria cerca de 9,3 pontos. A diferença fica dentro da variação esperada pelo critério, não sendo tratada como melhora nem piora. A faixa permaneceu Médio. A fonte descreve efeito médio de prática de +4,4 pontos; parte da diferença observada pode refletir familiaridade com o teste.

Vocabulário, Aritmética, Dígitos, Informação, Compreensão, Sequência de Números e Letras, Raciocínio Matricial, Arranjo de Figuras

Vocabulário (11 para 11), Aritmética (9 para 9), Dígitos (9 para 9), Informação (11 para 11), Compreensão (10 para 10), Sequência de Números e Letras (9 para 9), Raciocínio Matricial (10 para 10) e Arranjo de Figuras (9 para 9) apresentaram pontuações idênticas nas duas aplicações. Trata-se de estabilidade descritiva, sem transformá-la em progresso ou estagnação clínica na ausência de dados funcionais. Subtestes isolados não recebem faixa de classificação nesta versão.

Semelhanças, Completar Figuras, Códigos, Cubos, Procurar Símbolos

Semelhanças (10 para 11), Completar Figuras (9 para 10), Códigos (7 para 8), Cubos (9 para 10) e Procurar Símbolos (7 para 8) mostraram diferença de +1 ponto. O instrumento não publica diferença mínima nem fidedignidade para essas medidas isoladas; as variações são descritas como fato, com direção de aumento, sem afirmar que representam mudança real. Não se usa melhora, piora, ganho ou declínio para esses subtestes.

Gráficos da progressão

Evolução por medida — WAIS-III

Círculo vazado: 1ª aplicação. Círculo cheio: aplicação atual. A faixa clara marca a média esperada. Só é chamada de melhora ou piora a mudança que passa no critério de mudança confiável.

1ª aplicação · 15/07/2026Aplicação atual · 15/09/2026melhorapiorasem mudança
Compreensão Verbal (ICV)
104 → 106(+2)Dentro da variação esperada
Organização Perceptual (IOP)
96 → 100(+4)Dentro da variação esperada
Memória Operacional (IMO)
94 → 94(0)Estável
Velocidade de Processamento (IVP)
84 → 89(+5)Dentro da variação esperada
QI Verbal (QIV)
100 → 101(+1)Dentro da variação esperada
QI de Execução (QIE)
92 → 96(+4)Dentro da variação esperada
QI Total (QIT)
96 → 98(+2)Dentro da variação esperada
Comparação entre as aplicações
Medida15/07/202615/09/2026DiferençaLeitura
Compreensão Verbal (ICV)104106+2Dentro da variação esperada
Organização Perceptual (IOP)96100+4Dentro da variação esperada
Memória Operacional (IMO)94940Estável
Velocidade de Processamento (IVP)8489+5Dentro da variação esperada
QI Verbal (QIV)100101+1Dentro da variação esperada
QI de Execução (QIE)9296+4Dentro da variação esperada
QI Total (QIT)9698+2Dentro da variação esperada

Análise Qualitativa do Perfil Cognitivo (WAIS-III)

A trajetória não mostra nenhuma mudança confiável entre as duas aplicações. As diferenças em todos os índices e QIs ficaram dentro da variação esperada pelo critério de Jacobson-Truax; os subtestes com variação de um ponto não possuem critério publicado; e todas as faixas dos índices permaneceram as mesmas. O padrão é de estabilidade geral do desempenho intelectual, com flutuações que os dados não permitem classificar como mudança real.

Padrão das diferenças

O ICV passou de 104 para 106 (+2) e o QIT de 96 para 98 (+2); o IOP passou de 96 para 100 (+4); o QIE de 92 para 96 (+4); e o IVP de 84 para 89 (+5). Nenhum desses aumentos alcança o limiar de mudança confiável. O QIV variou apenas +1 ponto. A IMO manteve 94. Entre os subtestes, Semelhanças, Completar Figuras, Códigos, Cubos e Procurar Símbolos variaram +1 ponto, enquanto os demais permaneceram idênticos. Quatro deles são de execução e velocidade, em geral mais sensíveis ao reteste, mas Semelhanças é verbal; e variações de um ponto em subtestes isolados, sem critério publicado, não permitem atribuir causa.

Não houve mudança de faixa em nenhum índice. Em duas medidas, a posição frente às faixas mudou descritivamente: na primeira aplicação, os intervalos de confiança de IOP e QIE alcançavam a faixa Médio Inferior; na segunda, ficaram inteiramente na faixa Médio. Essa alteração não possui peso probatório de mudança real, porque as faixas permaneceram Médio e as diferenças não atingiram o critério de mudança confiável. O IVP continuou perto do corte, na faixa Médio Inferior, nas duas aplicações.

Na primeira aplicação, a amplitude entre os índices ia de IVP 84 a ICV 104, com diferença ICV–IVP de 20 pontos, classificada como pouco comum na amostra normativa. Na segunda, a distância foi de 17 pontos, entre IVP 89 e ICV 106, passando a ser classificada como comum. A mudança é descritiva: a velocidade de processamento continuou abaixo dos demais índices e na faixa Médio Inferior, mas a discrepância perdeu saliência normativa. Esse contraste importa para o médico ponderar a necessidade de acompanhamento funcional, mas não altera o que a escala pode afirmar sobre mudança.

Explicações em discussão

Efeito de prática

  • A favor: o intervalo de 62 dias está dentro da janela de 70 dias em que a fonte descreve efeito de prática; as notas de prática aparecem em ICV, IOP, IMO, IVP, QIV, QIE e QIT; os ganhos em execução e velocidade são coerentes com familiaridade com o material.
  • Contra: parte das diferenças observadas foi menor que o efeito médio de prática publicado; a IMO permaneceu estável apesar da expectativa de ganho; o ICV e o QIT variaram pouco.
  • Próximo passo: nova aplicação com a mesma versão e as mesmas condições padronizadas, em intervalo definido pelo profissional responsável, preferencialmente fora da janela de reteste, para verificar se os ganhos persistem.

Regressão à média

  • A favor: o IVP partiu de 84, na faixa Médio Inferior e perto do corte; o QIE partiu de 92 e os subtestes Códigos e Procurar Símbolos iniciaram em 7, valores relativamente baixos no conjunto.
  • Contra: ICV e QIT já estavam na faixa Médio e variaram pouco; IOP não era um valor extremo.
  • Próximo passo: novos pontos de medida, com avaliação estável ao longo do tempo, para observar se os valores mais baixos tendem a se aproximar da média.

Condições de aplicação, estado, motivação e fadiga

  • A favor: o próprio instrumento reconhece que escores de um único momento variam com condições de aplicação, motivação e fadiga; as diferenças encontradas são pequenas.
  • Contra: os dados disponíveis não incluem registro de condição atípica em nenhuma das aplicações.
  • Próximo passo: registro padronizado de estado, sono, fadiga, motivação e comportamento durante a próxima aplicação.

Mudança genuína do desempenho

  • A favor: a direção foi positiva em QIE, IOP e nos subtestes de execução e velocidade; os intervalos de confiança de IOP e QIE deixaram de alcançar a faixa Médio Inferior.
  • Contra: nenhuma diferença atingiu o índice de mudança confiável; o efeito de prática é uma explicação parcimoniosa para os ganhos observados.
  • Próximo passo: observação funcional, relato de terceiros e reavaliação futura para testar se os ganhos se mantêm e têm expressão no cotidiano.

Desenvolvimento e troca de tabela normativa não explicam as diferenças: as duas aplicações usaram a mesma referência normativa da revisão de 2020, faixa de 20 a 29 anos. A hipótese de intervenção, medicação ou evento de vida só poderia ser considerada se estivesse documentada; a reavaliação foi solicitada pelo neurologista em curto intervalo, mas os dados disponíveis não permitem sustentar nem afastar essa explicação, que permanece como esclarecimento clínico externo.

O que a trajetória permite e não permite afirmar

Permite afirmar que não houve mudança confiável em nenhum índice ou QI; que o QIT permaneceu na faixa Médio; que o IVP permaneceu na faixa Médio Inferior; que a IMO permaneceu estável; e que as faixas não mudaram entre as aplicações. Não permite afirmar melhora real, piora, declínio ou resposta a intervenção; não permite separar efeito de familiaridade de mudança genuína; e não permite descrever forma de curva, pois há apenas dois pontos.

Limites da interpretação

Os achados são limitados por duas aplicações em curto intervalo, pelo efeito de prática documentado para o reteste, pela ausência de critério de diferença para subtestes isolados, pela influência de variáveis de estado e contexto sobre o desempenho e por não incluírem correlato funcional ou ecológico. Os resultados não servem para diagnosticar um quadro clínico nem para afirmar que o perfil mudou no dia a dia.

Síntese Clínica, Implicações e Próximos Passos

A comparação entre as duas aplicações do WAIS-III não evidencia mudança real no desempenho intelectual. O perfil de Marcos permaneceu estável: QIT na faixa Médio, compreensão verbal e organização perceptual dentro da média, memória operacional estável e velocidade de processamento na faixa Médio Inferior nas duas medidas. Os aumentos observados são de pequena magnitude, não alcançam o critério de mudança confiável e são compatíveis com o efeito de prática esperado no reteste de 62 dias. A resposta à pergunta da avaliação é de que não há evidência de mudança confiável no teste; se o objetivo for diferenciar familiaridade de ganho funcional, a próxima evidência deve incluir observação funcional e, se necessário, nova aplicação em condições que evitem a janela de reteste.

Recomendações

Realizar devolutiva conjunta com o neurologista para alinhar a interpretação de que não houve mudança confiável entre as aplicações.

Média

A comparação é possível com ressalva por efeito de prática; nenhuma diferença atingiu o índice de mudança confiável.

Avaliar a expressão funcional da velocidade de processamento, que permaneceu na faixa Médio Inferior nos dois momentos.

Média

IVP permaneceu Médio Inferior e a diferença ICV–IVP permaneceu acima do valor crítico da amostra normativa, embora tenha deixado de ser classificada como pouco comum.

Esclarecer com o médico e a família se houve evento, intervenção ou mudança medicamentosa entre as duas avaliações.

Média

A hipótese de mudança por intervenção ou evento não pode ser sustentada nem afastada com os dados disponíveis, e a reavaliação foi solicitada em curto intervalo.

Se a questão de mudança cognitiva persistir, planejar nova aplicação do WAIS-III com a mesma versão e condições, em intervalo definido pelo profissional responsável, preferencialmente fora da janela de 70 dias descrita pela fonte.

Baixa

O efeito de prática documentado é a principal explicação a diferenciar de mudança real; uma reaplicação fora dessa janela ajudaria a testar essa hipótese.

Profissional responsável (exemplo)

Neuropsicóloga · CRP 00/000000 · registro fictício

Gere um laudo assim com os seus testes: correção, gráficos e versões por público, revisados por você.

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Revisão humana

Como o profissional revisa este laudo

No PontoAzul, o texto gerado é um rascunho. O profissional pode editar à mão ou pedir um ajuste ao Motor PontoAzul e comparar cada mudança, palavra por palavra, antes de aplicar. Nada muda no laudo sem a aprovação de quem assina.

Sugestão para Síntese Clínica, Implicações e Próximos Passos

33 palavras removidas47 palavras novas

Pedido do profissional

“Responder ao neurologista de forma mais curta, já citando o critério e o efeito de prática.”

Alterações

[removido: A comparação entre ][novo: Entre ] as duas aplicações do WAIS-III não [removido: evidencia mudança real no desempenho intelectual. O perfil de Marcos permaneceu estável: QIT na faixa Médio, compreensão verbal e organização perceptual dentro da média, memória operacional estável ][novo: houve mudança confiável no desempenho intelectual: nenhum índice ou QI atingiu o critério de Jacobson-Truax, e os pequenos aumentos são compatíveis com o efeito de prática de um reteste em 62 dias. O perfil de Marcos se manteve, com QIT na faixa Médio ]e velocidade de processamento na faixa Médio Inferior [removido: nas duas medidas. ][novo: nos dois momentos. ]

  • Gráficos e tabelas continuam com o resultado do teste; o ajuste muda só a redação.
  • Números que não estavam no laudo aparecem como “pontos para conferir”.
  • Cada salvamento vira uma versão no histórico, que pode ser restaurada.

O trecho original é o texto gerado pelo PontoAzul para este caso fictício; o ajuste é ilustrativo.

O que observar neste modelo de laudo

Subir não é melhorar

O IVP passou de 84 para 89 e o QIE de 92 para 96. Uma IA genérica escreveria que houve melhora. O laudo calcula o RCI (0,65 e 0,77), mostra que a mudança confiável exigiria cerca de 15 e 10,2 pontos e trata as diferenças como variação esperada.

Efeito de prática medida a medida

Para cada índice o laudo informa o efeito médio de prática publicado, como +4,5 pontos no IVP e +5,1 no ICV, e o compara com a diferença observada. Na IMO, que ficou em 94, registra que o ganho esperado por familiaridade não apareceu.

Comparabilidade vem antes da comparação

O laudo declara que as duas aplicações usaram a mesma versão e a mesma referência normativa, faixa de 20 a 29 anos, mas classifica a comparação como possível com ressalva, porque o intervalo de 62 dias está dentro da janela de 70 dias de efeito de prática.

Subteste sem critério fica descritivo

Cinco subtestes subiram um ponto. Como o instrumento não publica diferença mínima nem fidedignidade para subtestes isolados, o laudo descreve o fato e evita as palavras melhora, piora, ganho ou declínio para essas medidas.

Mudança de classificação não é mudança real

A diferença ICV–IVP caiu de 20 para 17 pontos e deixou de ser pouco comum na amostra normativa; nos índices IOP e QIE, os intervalos de confiança deixaram de alcançar a faixa Médio Inferior. O laudo trata essas mudanças como descritivas, porque nenhuma diferença atingiu o critério de mudança confiável.

Do protocolo ao laudo

Como este laudo foi produzido no PontoAzul

  1. 1

    O profissional registra as duas aplicações

    Os pontos brutos do WAIS-III de 15/07/2026 e de 15/09/2026 foram registrados com data, idade e a pergunta do neurologista. O PontoAzul não aplica o teste ao paciente: ele recebe os protocolos já aplicados e corrige cada um pela revisão brasileira de 2020.

  2. 2

    O PontoAzul compara as aplicações com critério

    Antes de comparar, o sistema confere se as aplicações são comparáveis: mesma versão, mesma referência normativa e intervalo entre elas. Como o reteste ocorreu em 62 dias, dentro da janela de 70 dias da Tabela 5.8a, a comparação recebe ressalva de efeito de prática. Para índices e QIs, calcula o índice de mudança confiável de Jacobson-Truax com a fidedignidade de estabilidade publicada e informa o efeito médio de prática de cada medida.

  3. 3

    O Motor PontoAzul redige a leitura da trajetória

    A régua de evolução mostra de onde cada medida saiu e onde chegou, sobre a faixa média. O texto só chama de melhora ou piora o que passa no critério, discute efeito de prática, regressão à média, condições da sessão e mudança genuína, e diz o que a trajetória permite e não permite afirmar.

  4. 4

    O profissional revisa, ajusta e assina

    O texto é um rascunho. O profissional edita, pede ajustes, compara cada mudança palavra por palavra e só então salva. Cada versão fica no histórico, e o documento final é assinado por quem fez a avaliação.

Perguntas frequentes sobre este laudo

O que é mudança confiável em uma reavaliação?
É a diferença entre duas aplicações grande o bastante para não ser explicada pelo erro de medida do teste. O PontoAzul usa o índice de Jacobson-Truax e só chama de mudança confiável quando |RCI| ≥ 1,96. Neste caso, o maior RCI foi 0,77, no QI de Execução, bem abaixo do critério.
Quanto tempo esperar para reaplicar o WAIS-III?
O laudo não fixa um prazo, mas mostra o risco do reteste curto: a fonte usada, a revisão brasileira de 2020 (Tabela 5.8a), descreve efeito de prática em retestes dentro de 70 dias. Com 62 dias, a comparação ficou com ressalva, e o laudo recomenda nova aplicação preferencialmente fora dessa janela.
O que é efeito de prática no WAIS-III?
É o ganho de pontos que aparece porque a pessoa já conhece as tarefas, sem mudança real da capacidade. Neste exemplo, a fonte descreve efeito médio de +4,4 pontos no QI Total no reteste, maior que a diferença observada de +2 pontos, de 96 para 98.
Como comparar resultados do WAIS-III em duas aplicações?
Confirme que as aplicações usaram a mesma versão e a mesma referência normativa, verifique o intervalo, calcule o índice de mudança confiável de cada índice e QI, considere o efeito de prática publicado e trate os subtestes sem critério de forma descritiva. Este exemplo mostra cada um desses passos.
Como mostrar a evolução do paciente no laudo?
Com uma régua por medida que mostra a primeira e a segunda aplicação sobre a faixa média, uma tabela com a diferença e a leitura de cada medida e um texto que só chama de melhora ou piora o que passa no critério. O PontoAzul gera os três a partir das correções.
Com duas aplicações dá para falar em tendência?
Não. Duas aplicações permitem descrever direção e tamanho da diferença, mas não a forma da trajetória, como aceleração, platô ou desaceleração. O laudo deixa esse limite explícito e indica novos pontos de medida caso a pergunta sobre mudança cognitiva persista.
Este laudo é de um paciente real?
Não. Marcos é um caso fictício criado para demonstração. O texto foi produzido pelo mesmo motor que o PontoAzul usa nos laudos dos profissionais, a partir de dados inventados, e por isso pode ser publicado sem expor ninguém.
Posso gerar uma análise de progressão assim no PontoAzul?
Sim. Quando o paciente tem duas ou mais aplicações do mesmo teste, o PontoAzul confere se elas são comparáveis, calcula a mudança confiável quando há fidedignidade publicada, sinaliza efeito de prática, desenha a régua de evolução e redige a leitura da trajetória para você revisar e assinar. Dá para testar grátis por 7 dias.

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