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TDAH e comportamento · Entrevista

DIVA-5: entrevista diagnóstica de TDAH em adultos

A DIVA-5 é a entrevista semiestruturada da DIVA Foundation para investigar TDAH em adultos pelos critérios do DSM-5.

Critérios
18 em 2 fases
Limiar adulto
5 por dimensão
Idade
17 anos ou mais
Duração
Cerca de 90 minutos

DIVA-5 em resumo

A Entrevista para o Diagnóstico do TDAH em Adultos (DIVA-5) é uma entrevista semiestruturada, conduzida pelo profissional, que investiga os 18 sintomas de TDAH do DSM-5 na idade adulta e na infância, com exemplos do cotidiano. Na vida adulta, a partir dos 17 anos, 5 sintomas em uma dimensão atingem o limiar. A entrevista também verifica início antes dos 12 anos e prejuízo em pelo menos dois contextos. Não gera escore total: organiza a decisão clínica.

Critérios
18 em 2 fases
Limiar adulto
5 por dimensão
Idade
17 anos ou mais
Duração
Cerca de 90 minutos
Infância
Dos 5 aos 12 anos
Áreas de prejuízo
5 (exige 2 ou mais)
Formato
Entrevista semiestruturada com o profissional
Edição
3ª edição, DIVA Foundation (2019)

O que o DIVA-5 avalia?

1Déficit de atenção

Nove critérios (A1 a A9, critério A1 do DSM-5), investigados nos últimos seis meses ou mais e entre os 5 e os 12 anos.

2Hiperatividade/impulsividade

Nove critérios (H/I 1 a H/I 9, critério A2 do DSM-5), com exemplos próprios para a vida adulta e para a infância.

3Início dos sintomas

Critério B: verifica se vários sintomas já estavam presentes antes dos 12 anos ou registra a idade em que começaram.

4Prejuízo funcional

Critério C: trabalho e educação, relacionamentos e família, interação social, tempo livre e autoimagem, nas duas fases.

5Folha de Pontuação

Reúne critérios A a E, a apresentação clínica e o grau de confirmação dado por pais, parceiro ou boletins escolares.

Dados que viram resultado

Do DIVA-5 ao gráfico e ao laudo

Depois de conduzir a entrevista, você transcreve para o PontoAzul a decisão presente ou ausente de cada critério nas duas fases, os exemplos assinalados, o critério B, as áreas de prejuízo, o critério E e o grau de confirmação de cada fonte colateral. O resultado entra no laudo-base com a apresentação, os critérios atendidos ou faltantes e o curso entre infância e vida adulta, sem código diagnóstico, para que você integre comorbidades e conclua.

  • Limiares aplicados sem recontar 36 decisões
  • Curso de cada sintoma entre as fases
  • Alertas de coerência na Folha de Pontuação

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O servidor confere idade de 17 anos ou mais e as 36 decisões, conta os sintomas por dimensão e fase, aplica os limiares de 5 no adulto e 3 na infância, deriva a apresentação, calcula a persistência de cada sintoma e conclui se os critérios da Folha de Pontuação foram atendidos.

Testar com DIVA-5

Calculadora de idade cronológica

Entrevista para o Diagnóstico do TDAH em Adultos, 3ª edição (Diagnostic Interview for ADHD in Adults – DIVA-5)

Autor(es): J. J. Sandra Kooij, M. H. Francken e T. I. Bron (DIVA Foundation, Haia); adaptação brasileira de Mario Rodrigues Louzã, Anny Karinna P. M. Menezes e Maria Ângela Gobbo (PRODATH-IPq-HCFMUSP) · 2019 (DIVA 2.0: 2010; primeira versão holandesa: 2007)

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o DIVA-5?

A DIVA-5 (Diagnostic Interview for ADHD in Adults, 3ª edição) é a entrevista semiestruturada da DIVA Foundation, de Haia, para investigar TDAH em adultos pelos critérios do DSM-5. A primeira versão, holandesa, foi criada pela equipe de J. J. Sandra Kooij e usada desde agosto de 2007. Em outubro de 2010 saiu a DIVA 2.0, ligada ao DSM-IV, e em 2019 a DIVA-5, assinada por Kooij, Francken e Bron, que adotou o início antes dos 12 anos, o limiar adulto de 5 sintomas e o termo apresentação clínica no lugar de subtipo.

A entrevista pergunta cada um dos 18 sintomas do DSM-5 duas vezes: para a idade adulta, considerando os últimos seis meses ou mais, e para a infância, entre os 5 e os 12 anos. Para cada critério há exemplos concretos de situações cotidianas, que ajudam o paciente a reconhecer o próprio comportamento e o entrevistador a decidir se o sintoma ocorre com mais frequência ou intensidade do que em pares de mesma idade e QI. Não é preciso que todos os exemplos se apliquem: o objetivo é uma imagem clara da presença ou ausência do critério.

A versão em português do Brasil foi adaptada por Mario Rodrigues Louzã, Anny Karinna P. M. Menezes e Maria Ângela Gobbo, do PRODATH, programa de TDAH no adulto do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. A DIVA Foundation distribui a entrevista em dezenas de idiomas, por um valor por cópia definido no próprio site. Validações formais da DIVA-5 foram publicadas para as versões coreana, persa e italiana; não localizamos estudo de validação da versão brasileira.

Indicação e população

A DIVA-5 é indicada para adultos a partir de 17 anos em investigação de TDAH, especialmente quando um rastreio como a ASRS foi positivo, quando o quadro aparece pela primeira vez na vida adulta ou quando há dúvida entre TDAH e outro transtorno. Pode ser feita com a presença do parceiro ou de um familiar, que contribuem com exemplos das duas fases. Na bateria, ela ocupa o lugar da entrevista diagnóstica: escalas de autorrelato e testes de atenção trazem números, e a DIVA-5 dá a estrutura do DSM-5 para decidir se esses números configuram o quadro.

Quando o DIVA-5 não é a melhor escolha

A DIVA-5 não serve como triagem rápida nem como autorrelato: ela pede uma sessão longa conduzida por profissional treinado. Para rastrear sintomas atuais antes da entrevista, use a ASRS-v1.1. Em crianças e adolescentes até 16 anos, prefira o SNAP-IV ou a ETDAH-CriAd e escalas de pais e professores. A entrevista também não investiga ansiedade, depressão, transtorno bipolar, uso de substâncias ou sono: essas hipóteses pedem instrumentos próprios.

Estrutura do DIVA-5

A entrevista segue a ordem do DSM-5. Cada critério é perguntado primeiro para a idade adulta e depois para a infância, e o entrevistador assinala os exemplos reconhecidos antes de decidir se o sintoma está presente. A Parte 3 fecha o raciocínio com início, prejuízo e Folha de Pontuação.

DimensãoItensO que avalia
Parte 1 — desatençãoA1–A9Nove sintomas do critério A1 do DSM-5, cada um decidido separadamente na idade adulta e na infância.
Parte 2 — hiperatividade/impulsividadeH/I 1–9Nove sintomas do critério A2 do DSM-5, com a mesma decisão nas duas fases da vida.
Parte 3 — inícioCritério BPergunta se os sintomas sempre estiveram presentes; se não, registra a idade de início.
Parte 3 — prejuízo5 áreas × 2 fasesExemplos de prejuízo em cada área, na vida adulta e na infância e adolescência.
Folha de PontuaçãoCritérios A–EContagem por dimensão, início, prejuízo em dois contextos, explicação alternativa e apresentação clínica.
Informação colateral3 fontesPais ou irmãos, parceiro ou amigo próximo e boletins escolares, de não disponível a confirmação clara.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Antes da sessão, peça ao paciente que traga, se possível, boletins escolares e convide pais ou parceiro para participar de parte da entrevista.

  2. 2

    Explique que cada sintoma será perguntado para a vida adulta, nos últimos seis meses ou mais, e para a infância, entre os 5 e os 12 anos.

  3. 3

    Leia a pergunta de cada critério, explore os exemplos que o paciente reconhece e assinale-os antes de decidir se o sintoma está presente.

  4. 4

    Pergunte ao informante se concorda ou acrescenta exemplos; quando houver conflito, a regra da DIVA-5 é considerar o paciente o melhor informante.

  5. 5

    Na Parte 3, registre o início dos sintomas e os exemplos de prejuízo em cada uma das cinco áreas, nas duas fases da vida.

  6. 6

    Preencha a Folha de Pontuação, indicando o critério E, a apresentação e de quem veio cada informação colateral.

Como corrigir o DIVA-5

A correção da DIVA-5 é categórica e por critério. Não há soma de pontos: cada sintoma é presente ou ausente em cada fase, e as contagens por dimensão são comparadas a limiares. Na idade adulta, 5 sintomas em desatenção ou em hiperatividade/impulsividade atendem ao critério A. Na infância, o formulário brasileiro pergunta se havia vários sintomas, definidos como 3 ou mais em uma dimensão antes dos 12 anos, e cita a contagem de 6 de 9 do DSM-5 para crianças como referência. Depois vêm o critério B (padrão ao longo da vida, iniciado antes dos 12 anos), os critérios C e D (prejuízo ao menos moderado em dois contextos) e o critério E (sem explicação melhor por outro transtorno), que dependem do julgamento do profissional.

A apresentação sai das contagens do adulto, e a comparação entre as fases mostra quais sintomas persistem desde a infância, quais surgiram só na vida adulta e quais remitiram.

No PontoAzul, você registra as 36 decisões já tomadas na entrevista, com os exemplos assinalados, a resposta do critério B (e a idade de início, se for o caso), as áreas de prejuízo de cada fase, o critério E e a informação colateral. A plataforma recusa idade abaixo de 17 anos, conta os sintomas por dimensão e fase, aplica os limiares de 5 (adulto) e 3 (infância), deriva a apresentação, classifica cada sintoma como persistente, só adulto ou só infância e conclui se os critérios da DIVA-5 foram atendidos, listando os que faltaram. A entrevista continua sendo conduzida pelo profissional; o sistema não pergunta nada ao paciente nem decide a presença de sintomas.

  1. Para cada um dos 18 critérios, decida presente ou ausente na idade adulta (últimos seis meses ou mais) e na infância (dos 5 aos 12 anos): são 36 decisões no total.

  2. Conte os sintomas presentes por dimensão e fase: desatenção (0 a 9) e hiperatividade/impulsividade (0 a 9), na idade adulta e na infância.

  3. Na idade adulta, verifique se alguma dimensão chega a 5 ou mais sintomas (critério A, a partir dos 17 anos).

  4. Na infância, verifique se havia vários sintomas, que a DIVA-5 define como 3 ou mais em uma dimensão antes dos 12 anos; registre também se a contagem do DSM-5 para crianças (6 de 9) foi alcançada.

  5. Registre o critério B (padrão de sintomas ao longo da vida, iniciado antes dos 12 anos) e as áreas com exemplos de prejuízo em cada fase.

  6. Responda na Folha de Pontuação se há prejuízo em 2 ou mais contextos (critérios C e D) e se os sintomas são mais bem explicados por outro transtorno (critério E).

  7. Defina a apresentação pelos limiares de adulto: combinada, predominantemente desatenta ou predominantemente hiperativa-impulsiva. Se diferir da infância, prevalece a atual.

Exemplo de correção

Caso fictício: engenheira de 31 anos, procura avaliação por prazos perdidos e esquecimentos desde a faculdade. A mãe participa da parte sobre a infância.

Desatenção adulta
7 de 9 (limiar 5): atingido
H/I adulta
4 de 9 (limiar 5): não atingido
Infância, antes dos 12
6 desatenção + 5 H/I: vários (≥ 3)
Persistência na desatenção
6 persistentes + 1 só adulto = 7
Critérios B, C/D e E
Início antes dos 12; 3 áreas adultas; E atendido

Critérios da DIVA-5 atendidos, com apresentação predominantemente desatenta na idade adulta. A hiperatividade/impulsividade ficou a um sintoma do limiar, o que pede cautela na descrição. O diagnóstico continua sendo uma conclusão clínica do profissional.

Interpretação dos resultados

A DIVA-5 não tem escore total, percentil nem norma. A leitura é categórica, critério a critério, e a referência numérica central é a contagem de sintomas por dimensão na idade adulta. O limiar de 5 sintomas a partir dos 17 anos vem do DSM-5 e está registrado no próprio formulário da DIVA-5. A tabela abaixo vale para cada dimensão separadamente, nunca para a soma das duas.

FaixaClassificaçãoLeitura clínica
0–4 por dimensãoAbaixo do limiarSintomas atuais insuficientes para o critério A do adulto naquela dimensão. Contagens de 4 merecem descrição cuidadosa.
5–9 por dimensãoLimiar atingidoCritério A do adulto atendido na dimensão. Ainda é preciso confirmar infância, início, prejuízo e critério E.

Atingir o limiar não fecha diagnóstico: a Folha de Pontuação exige também vários sintomas antes dos 12 anos, prejuízo ao menos moderado em dois contextos e ausência de explicação melhor por outro transtorno. A infância é reconstruída por lembrança, e a página de instruções da DIVA Foundation cita a contagem de 6 sintomas para a infância, enquanto o formulário brasileiro pergunta por vários (3 ou mais). Registre qual regra sustentou a sua leitura.

Erros comuns na correção manual

Usar 6 sintomas como limiar adulto

O DSM-5 e a DIVA-5 reduziram o limiar para 5 sintomas a partir dos 17 anos. Manter a regra antiga de 6 deixa de fora adultos que atendem ao critério A.

Somar desatenção e hiperatividade

O limiar é por dimensão. Uma pessoa com 3 sintomas de cada lado tem 6 no total e continua abaixo do critério A nas duas dimensões.

Marcar presença sem exemplo concreto

A decisão depende de frequência ou gravidade acima dos pares ou de associação clara com prejuízo. Sintoma marcado sem exemplo registrado fica frágil na revisão e no laudo.

Exigir prejuízo antes dos 12 anos

O DSM-5 pede vários sintomas antes dos 12 anos, não prejuízo nessa idade. Tratar o prejuízo infantil como requisito descarta casos de início compensado.

Ignorar a qualidade da informação colateral

Sem pais, parceiro ou boletins, a infância depende só da memória do paciente. A Folha de Pontuação pede que você indique a fonte e o grau de confirmação.

No PontoAzul, a correção do DIVA-5 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o DIVA-5 aparece no laudo

No PontoAzul, as 36 decisões, o início, as áreas de prejuízo e a informação colateral viram uma síntese com contagem contra os limiares, curso de cada sintoma entre as fases e os critérios da Folha de Pontuação, base do laudo que o profissional revisa.

Em 14/10/2026, a paciente, de 31 anos, foi entrevistada com a DIVA-5 (Kooij, Francken e Bron, 2019; versão brasileira PRODATH-IPq-HCFMUSP), com participação da mãe para o período da infância. Na idade adulta, foram considerados presentes 7 dos 9 sintomas de desatenção e 4 dos 9 de hiperatividade/impulsividade; na infância, 6 e 5, respectivamente, com seis sintomas de desatenção persistentes entre as fases. Houve relato de início antes dos 12 anos e de prejuízo em trabalho, relacionamentos e autoimagem. Os critérios da DIVA-5 foram atendidos, com apresentação predominantemente desatenta. Recomenda-se integrar o resultado à avaliação de humor, sono e ansiedade antes da conclusão diagnóstica.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

DIVA-5 e instrumentos parecidos

  • ASRS-v1.1: A ASRS é autorrelato curto da OMS sobre os últimos seis meses e funciona como porta de entrada. A DIVA-5 é a entrevista que aprofunda os mesmos sintomas, acrescenta a infância, o início e o prejuízo.
  • ETDAH-AD: A ETDAH-AD é escala brasileira de autorrelato com normas e percentis. A DIVA-5 não tem norma: organiza critérios do DSM-5 e a decisão clínica. As duas se complementam na mesma avaliação.
  • BDEFS: A BDEFS mede déficits de funções executivas no dia a dia adulto. A DIVA-5 decide sintomas pelo DSM-5; a BDEFS ajuda a descrever o impacto executivo que a entrevista identifica.
  • EPF-TDAH: A EPF-TDAH quantifica o prejuízo funcional por autorrelato. Na DIVA-5, o prejuízo é investigado por exemplos em cinco áreas, sem escore; usar as duas dá número e contexto ao critério C.
  • SNAP-IV: O SNAP-IV é respondido por pais e professores de crianças e adolescentes. A DIVA-5 parte do adulto e reconstrói a infância.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (5)
  1. Kooij, J. J. S., Francken, M. H., & Bron, T. I. (2019). Entrevista para o Diagnóstico do TDAH em Adultos (DIVA-5), 3ª edição. Haia: DIVA Foundation. Adaptação para o português do Brasil: Louzã, M. R., Menezes, A. K. P. M., & Gobbo, M. A. (PRODATH-IPq-HCFMUSP).
  2. American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5th ed.). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing.
  3. Hong, M., Kooij, J. J. S., Kim, B., Joung, Y.-S., Yoo, H. K., Kim, E.-J., Lee, S. I., Bhang, S.-Y., Lee, S. Y., Han, D. H., Lee, Y. S., & Bahn, G. H. (2020). Validity of the Korean version of DIVA-5: a semi-structured diagnostic interview for adult ADHD. Neuropsychiatric Disease and Treatment, 16, 2371–2376. https://doi.org/10.2147/NDT.S262995
  4. Zamani, L., Shahrivar, Z., Alaghband-Rad, J., et al. (2021). Journal of Attention Disorders, 25(12), 1666–1675 (validação da DIVA-5 em persa).
  5. Di Lorenzo, R., Latella, E., Gualtieri, F., et al. (2025). Healthcare (Basel), 13(3), 244. https://doi.org/10.3390/healthcare13030244 (validação da DIVA-5 em italiano).

Perguntas frequentes sobre o DIVA-5

O que é a DIVA-5?
A DIVA-5 é a Entrevista para o Diagnóstico do TDAH em Adultos, 3ª edição, publicada pela DIVA Foundation em 2019. É semiestruturada e conduzida pelo profissional, que investiga os 18 sintomas do DSM-5 na idade adulta e na infância, o início antes dos 12 anos e o prejuízo em cinco áreas da vida.
Qual o ponto de corte da DIVA-5 em adultos?
Cinco sintomas em uma dimensão. A partir dos 17 anos, 5 ou mais sintomas de desatenção ou de hiperatividade/impulsividade atendem ao critério A. O limiar vale para cada dimensão separadamente, e o resultado ainda depende de infância, início, prejuízo em dois contextos e critério E.
Quanto tempo dura a entrevista DIVA para TDAH adulto?
Em média, cerca de 90 minutos. O tempo varia com a quantidade de sintomas, a presença de informantes e o detalhamento dos exemplos. Muitos profissionais dividem a entrevista em duas sessões, deixando a Parte 3 e a Folha de Pontuação para o segundo encontro.
A DIVA-5 diagnostica TDAH sozinha?
Não. A DIVA-5 organiza os critérios do DSM-5, mas o diagnóstico é uma conclusão clínica do profissional. Ela não investiga comorbidades como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, uso de substâncias e problemas de sono, que precisam ser avaliadas à parte antes de fechar o quadro.
Precisa de informante para aplicar a DIVA-5?
Não é obrigatório, mas é recomendado. A DIVA-5 orienta ouvir o parceiro sobre a vida adulta e pais ou familiares sobre a infância, além de consultar boletins escolares. Sem informação colateral, a decisão sobre a infância depende apenas da lembrança do paciente, o que deve ficar registrado.
Quantos sintomas a DIVA-5 exige na infância?
Vários, definidos pelo formulário como 3 ou mais sintomas em uma dimensão antes dos 12 anos, para sustentar o critério B. A DIVA-5 também cita a contagem de 6 de 9 do DSM-5 para crianças, e a página de instruções da DIVA Foundation menciona esse número; registre qual regra você usou.
Qual a diferença entre DIVA-5 e ASRS?
A ASRS é uma escala curta de autorrelato da OMS que rastreia sintomas dos últimos seis meses em poucos minutos. A DIVA-5 é a entrevista completa: investiga os mesmos sintomas com exemplos, reconstrói a infância, verifica início, prejuízo e explicações alternativas. Em geral, a ASRS vem antes e a DIVA-5 depois.
Como o PontoAzul ajuda com a DIVA-5?
Você registra as 36 decisões da entrevista, os exemplos assinalados, o início, as áreas de prejuízo, o critério E e a informação colateral. O PontoAzul conta os sintomas, aplica os limiares de 5 e 3, deriva a apresentação, mostra o curso de cada sintoma entre as fases e indica quais critérios faltaram, para você revisar no laudo-base.

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