1Déficit de atenção
Nove critérios (A1 a A9, critério A1 do DSM-5), investigados nos últimos seis meses ou mais e entre os 5 e os 12 anos.
A DIVA-5 é a entrevista semiestruturada da DIVA Foundation para investigar TDAH em adultos pelos critérios do DSM-5. O profissional percorre os 18 sintomas em duas fases da vida (idade adulta e infância, dos 5 aos 12 anos), checa o início antes dos 12 anos e o prejuízo em cinco áreas. Na idade adulta, o limiar é de 5 sintomas por dimensão. Leva cerca de 90 minutos.
A Entrevista para o Diagnóstico do TDAH em Adultos (DIVA-5) é uma entrevista semiestruturada, conduzida pelo profissional, que investiga os 18 sintomas de TDAH do DSM-5 na idade adulta e na infância, com exemplos do cotidiano. Na vida adulta, a partir dos 17 anos, 5 sintomas em uma dimensão atingem o limiar. A entrevista também verifica início antes dos 12 anos e prejuízo em pelo menos dois contextos. Não gera escore total: organiza a decisão clínica.
Nove critérios (A1 a A9, critério A1 do DSM-5), investigados nos últimos seis meses ou mais e entre os 5 e os 12 anos.
Nove critérios (H/I 1 a H/I 9, critério A2 do DSM-5), com exemplos próprios para a vida adulta e para a infância.
Critério B: verifica se vários sintomas já estavam presentes antes dos 12 anos ou registra a idade em que começaram.
Critério C: trabalho e educação, relacionamentos e família, interação social, tempo livre e autoimagem, nas duas fases.
Reúne critérios A a E, a apresentação clínica e o grau de confirmação dado por pais, parceiro ou boletins escolares.
Depois de conduzir a entrevista, você transcreve para o PontoAzul a decisão presente ou ausente de cada critério nas duas fases, os exemplos assinalados, o critério B, as áreas de prejuízo, o critério E e o grau de confirmação de cada fonte colateral. O resultado entra no laudo-base com a apresentação, os critérios atendidos ou faltantes e o curso entre infância e vida adulta, sem código diagnóstico, para que você integre comorbidades e conclua.
O servidor confere idade de 17 anos ou mais e as 36 decisões, conta os sintomas por dimensão e fase, aplica os limiares de 5 no adulto e 3 na infância, deriva a apresentação, calcula a persistência de cada sintoma e conclui se os critérios da Folha de Pontuação foram atendidos.
Testar com DIVA-5Calcule a idade na data de aplicação do DIVA-5
Autor(es): J. J. Sandra Kooij, M. H. Francken e T. I. Bron (DIVA Foundation, Haia); adaptação brasileira de Mario Rodrigues Louzã, Anny Karinna P. M. Menezes e Maria Ângela Gobbo (PRODATH-IPq-HCFMUSP) · 2019 (DIVA 2.0: 2010; primeira versão holandesa: 2007)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A DIVA-5 (Diagnostic Interview for ADHD in Adults, 3ª edição) é a entrevista semiestruturada da DIVA Foundation, de Haia, para investigar TDAH em adultos pelos critérios do DSM-5. A primeira versão, holandesa, foi criada pela equipe de J. J. Sandra Kooij e usada desde agosto de 2007. Em outubro de 2010 saiu a DIVA 2.0, ligada ao DSM-IV, e em 2019 a DIVA-5, assinada por Kooij, Francken e Bron, que adotou o início antes dos 12 anos, o limiar adulto de 5 sintomas e o termo apresentação clínica no lugar de subtipo.
A entrevista pergunta cada um dos 18 sintomas do DSM-5 duas vezes: para a idade adulta, considerando os últimos seis meses ou mais, e para a infância, entre os 5 e os 12 anos. Para cada critério há exemplos concretos de situações cotidianas, que ajudam o paciente a reconhecer o próprio comportamento e o entrevistador a decidir se o sintoma ocorre com mais frequência ou intensidade do que em pares de mesma idade e QI. Não é preciso que todos os exemplos se apliquem: o objetivo é uma imagem clara da presença ou ausência do critério.
A versão em português do Brasil foi adaptada por Mario Rodrigues Louzã, Anny Karinna P. M. Menezes e Maria Ângela Gobbo, do PRODATH, programa de TDAH no adulto do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. A DIVA Foundation distribui a entrevista em dezenas de idiomas, por um valor por cópia definido no próprio site. Validações formais da DIVA-5 foram publicadas para as versões coreana, persa e italiana; não localizamos estudo de validação da versão brasileira.
A DIVA-5 é indicada para adultos a partir de 17 anos em investigação de TDAH, especialmente quando um rastreio como a ASRS foi positivo, quando o quadro aparece pela primeira vez na vida adulta ou quando há dúvida entre TDAH e outro transtorno. Pode ser feita com a presença do parceiro ou de um familiar, que contribuem com exemplos das duas fases. Na bateria, ela ocupa o lugar da entrevista diagnóstica: escalas de autorrelato e testes de atenção trazem números, e a DIVA-5 dá a estrutura do DSM-5 para decidir se esses números configuram o quadro.
Quando o DIVA-5 não é a melhor escolha
A DIVA-5 não serve como triagem rápida nem como autorrelato: ela pede uma sessão longa conduzida por profissional treinado. Para rastrear sintomas atuais antes da entrevista, use a ASRS-v1.1. Em crianças e adolescentes até 16 anos, prefira o SNAP-IV ou a ETDAH-CriAd e escalas de pais e professores. A entrevista também não investiga ansiedade, depressão, transtorno bipolar, uso de substâncias ou sono: essas hipóteses pedem instrumentos próprios.
A entrevista segue a ordem do DSM-5. Cada critério é perguntado primeiro para a idade adulta e depois para a infância, e o entrevistador assinala os exemplos reconhecidos antes de decidir se o sintoma está presente. A Parte 3 fecha o raciocínio com início, prejuízo e Folha de Pontuação.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Parte 1 — desatenção | A1–A9 | Nove sintomas do critério A1 do DSM-5, cada um decidido separadamente na idade adulta e na infância. |
| Parte 2 — hiperatividade/impulsividade | H/I 1–9 | Nove sintomas do critério A2 do DSM-5, com a mesma decisão nas duas fases da vida. |
| Parte 3 — início | Critério B | Pergunta se os sintomas sempre estiveram presentes; se não, registra a idade de início. |
| Parte 3 — prejuízo | 5 áreas × 2 fases | Exemplos de prejuízo em cada área, na vida adulta e na infância e adolescência. |
| Folha de Pontuação | Critérios A–E | Contagem por dimensão, início, prejuízo em dois contextos, explicação alternativa e apresentação clínica. |
| Informação colateral | 3 fontes | Pais ou irmãos, parceiro ou amigo próximo e boletins escolares, de não disponível a confirmação clara. |
Antes da sessão, peça ao paciente que traga, se possível, boletins escolares e convide pais ou parceiro para participar de parte da entrevista.
Explique que cada sintoma será perguntado para a vida adulta, nos últimos seis meses ou mais, e para a infância, entre os 5 e os 12 anos.
Leia a pergunta de cada critério, explore os exemplos que o paciente reconhece e assinale-os antes de decidir se o sintoma está presente.
Pergunte ao informante se concorda ou acrescenta exemplos; quando houver conflito, a regra da DIVA-5 é considerar o paciente o melhor informante.
Na Parte 3, registre o início dos sintomas e os exemplos de prejuízo em cada uma das cinco áreas, nas duas fases da vida.
Preencha a Folha de Pontuação, indicando o critério E, a apresentação e de quem veio cada informação colateral.
A correção da DIVA-5 é categórica e por critério. Não há soma de pontos: cada sintoma é presente ou ausente em cada fase, e as contagens por dimensão são comparadas a limiares. Na idade adulta, 5 sintomas em desatenção ou em hiperatividade/impulsividade atendem ao critério A. Na infância, o formulário brasileiro pergunta se havia vários sintomas, definidos como 3 ou mais em uma dimensão antes dos 12 anos, e cita a contagem de 6 de 9 do DSM-5 para crianças como referência. Depois vêm o critério B (padrão ao longo da vida, iniciado antes dos 12 anos), os critérios C e D (prejuízo ao menos moderado em dois contextos) e o critério E (sem explicação melhor por outro transtorno), que dependem do julgamento do profissional.
A apresentação sai das contagens do adulto, e a comparação entre as fases mostra quais sintomas persistem desde a infância, quais surgiram só na vida adulta e quais remitiram.
No PontoAzul, você registra as 36 decisões já tomadas na entrevista, com os exemplos assinalados, a resposta do critério B (e a idade de início, se for o caso), as áreas de prejuízo de cada fase, o critério E e a informação colateral. A plataforma recusa idade abaixo de 17 anos, conta os sintomas por dimensão e fase, aplica os limiares de 5 (adulto) e 3 (infância), deriva a apresentação, classifica cada sintoma como persistente, só adulto ou só infância e conclui se os critérios da DIVA-5 foram atendidos, listando os que faltaram. A entrevista continua sendo conduzida pelo profissional; o sistema não pergunta nada ao paciente nem decide a presença de sintomas.
Para cada um dos 18 critérios, decida presente ou ausente na idade adulta (últimos seis meses ou mais) e na infância (dos 5 aos 12 anos): são 36 decisões no total.
Conte os sintomas presentes por dimensão e fase: desatenção (0 a 9) e hiperatividade/impulsividade (0 a 9), na idade adulta e na infância.
Na idade adulta, verifique se alguma dimensão chega a 5 ou mais sintomas (critério A, a partir dos 17 anos).
Na infância, verifique se havia vários sintomas, que a DIVA-5 define como 3 ou mais em uma dimensão antes dos 12 anos; registre também se a contagem do DSM-5 para crianças (6 de 9) foi alcançada.
Registre o critério B (padrão de sintomas ao longo da vida, iniciado antes dos 12 anos) e as áreas com exemplos de prejuízo em cada fase.
Responda na Folha de Pontuação se há prejuízo em 2 ou mais contextos (critérios C e D) e se os sintomas são mais bem explicados por outro transtorno (critério E).
Defina a apresentação pelos limiares de adulto: combinada, predominantemente desatenta ou predominantemente hiperativa-impulsiva. Se diferir da infância, prevalece a atual.
Exemplo de correção
Caso fictício: engenheira de 31 anos, procura avaliação por prazos perdidos e esquecimentos desde a faculdade. A mãe participa da parte sobre a infância.
Critérios da DIVA-5 atendidos, com apresentação predominantemente desatenta na idade adulta. A hiperatividade/impulsividade ficou a um sintoma do limiar, o que pede cautela na descrição. O diagnóstico continua sendo uma conclusão clínica do profissional.
A DIVA-5 não tem escore total, percentil nem norma. A leitura é categórica, critério a critério, e a referência numérica central é a contagem de sintomas por dimensão na idade adulta. O limiar de 5 sintomas a partir dos 17 anos vem do DSM-5 e está registrado no próprio formulário da DIVA-5. A tabela abaixo vale para cada dimensão separadamente, nunca para a soma das duas.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0–4 por dimensão | Abaixo do limiar | Sintomas atuais insuficientes para o critério A do adulto naquela dimensão. Contagens de 4 merecem descrição cuidadosa. |
| 5–9 por dimensão | Limiar atingido | Critério A do adulto atendido na dimensão. Ainda é preciso confirmar infância, início, prejuízo e critério E. |
Atingir o limiar não fecha diagnóstico: a Folha de Pontuação exige também vários sintomas antes dos 12 anos, prejuízo ao menos moderado em dois contextos e ausência de explicação melhor por outro transtorno. A infância é reconstruída por lembrança, e a página de instruções da DIVA Foundation cita a contagem de 6 sintomas para a infância, enquanto o formulário brasileiro pergunta por vários (3 ou mais). Registre qual regra sustentou a sua leitura.
Usar 6 sintomas como limiar adulto
O DSM-5 e a DIVA-5 reduziram o limiar para 5 sintomas a partir dos 17 anos. Manter a regra antiga de 6 deixa de fora adultos que atendem ao critério A.
Somar desatenção e hiperatividade
O limiar é por dimensão. Uma pessoa com 3 sintomas de cada lado tem 6 no total e continua abaixo do critério A nas duas dimensões.
Marcar presença sem exemplo concreto
A decisão depende de frequência ou gravidade acima dos pares ou de associação clara com prejuízo. Sintoma marcado sem exemplo registrado fica frágil na revisão e no laudo.
Exigir prejuízo antes dos 12 anos
O DSM-5 pede vários sintomas antes dos 12 anos, não prejuízo nessa idade. Tratar o prejuízo infantil como requisito descarta casos de início compensado.
Ignorar a qualidade da informação colateral
Sem pais, parceiro ou boletins, a infância depende só da memória do paciente. A Folha de Pontuação pede que você indique a fonte e o grau de confirmação.
No PontoAzul, a correção do DIVA-5 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, as 36 decisões, o início, as áreas de prejuízo e a informação colateral viram uma síntese com contagem contra os limiares, curso de cada sintoma entre as fases e os critérios da Folha de Pontuação, base do laudo que o profissional revisa.
Em 14/10/2026, a paciente, de 31 anos, foi entrevistada com a DIVA-5 (Kooij, Francken e Bron, 2019; versão brasileira PRODATH-IPq-HCFMUSP), com participação da mãe para o período da infância. Na idade adulta, foram considerados presentes 7 dos 9 sintomas de desatenção e 4 dos 9 de hiperatividade/impulsividade; na infância, 6 e 5, respectivamente, com seis sintomas de desatenção persistentes entre as fases. Houve relato de início antes dos 12 anos e de prejuízo em trabalho, relacionamentos e autoimagem. Os critérios da DIVA-5 foram atendidos, com apresentação predominantemente desatenta. Recomenda-se integrar o resultado à avaliação de humor, sono e ansiedade antes da conclusão diagnóstica.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
ASRS-v1.1: 18 itens de TDAH adulto da OMS, rastreio positivo com 4 de 6 na Parte A.
ETDAH-AD: 69 itens, 5 fatores, autorrelato de 12 a 87 anos com normas brasileiras.
EPF-TDAH: 66 itens, nove domínios e perfil funcional por escore T.
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