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TDAH e comportamento · Avaliação

ETDAH-CriAd: autorrelato infantil sobre TDAH

Pais e professores observam a criança, mas nem sempre captam como ela percebe as próprias dificuldades.

Itens
22
Fatores
2
Idade
6 a 15 anos
Resposta
1 a 4

ETDAH-CriAd em resumo

A ETDAH-CriAd, de Edyleine Bellini Peroni Benczik (2018), é uma escala brasileira de autorrelato para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos. São 22 itens divididos em dois fatores: hiperatividade/impulsividade e déficit de atenção. Cada resposta vale de 1 a 4; a soma dos fatores e o total são comparados às tabelas de referência por idade. Percentis mais altos indicam maior frequência das dificuldades autorrelatadas, não maior capacidade.

Itens
22
Fatores
2
Idade
6 a 15 anos
Resposta
1 a 4
Informante
A própria criança
Total
22 a 88

O que o ETDAH-CriAd avalia?

1Hiperatividade e impulsividade

Reúne 12 respostas sobre inquietação, urgência e controle do comportamento conforme a percepção da própria criança.

2Déficit de atenção

Agrupa 10 respostas sobre foco, organização e continuidade de tarefas relatadas pela criança ou adolescente.

Dados que viram resultado

Do ETDAH-CriAd ao gráfico e ao laudo

Você transcreve as 22 respostas dadas pela criança e registra a data da ETDAH-CriAd. O perfil entra em um laudo-base editável que distingue autorrelato de conclusão clínica.

  • A voz da criança aparece no perfil
  • Fatores e normas etárias organizados
  • Gráfico com sentido clínico correto

Correção programada e Cérebro PontoAzul

A correção programada do PontoAzul soma os fatores de 12 e 10 itens, calcula o total e consulta a faixa normativa por idade.

Testar com ETDAH-CriAd

Calculadora de idade cronológica

Escala de Autoavaliação do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade — Versão para Crianças e Adolescentes (ETDAH-CriAd)

Autor(es): Edyleine Bellini Peroni Benczik · 2018

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o ETDAH-CriAd?

A Escala de Autoavaliação do TDAH — Versão para Crianças e Adolescentes (ETDAH-CriAd) foi publicada por Edyleine Bellini Peroni Benczik em 2018 pela Memnon. Seu ponto de partida é simples: perguntar diretamente à criança ou ao adolescente como percebe dificuldades de atenção, hiperatividade e impulsividade. Essa fonte pode revelar experiências que pais e professores não observam da mesma maneira, além de mostrar como o próprio avaliado compreende o que acontece em sala, em casa e nas tarefas.

O formulário reúne 22 itens distribuídos em dois fatores. Doze abordam hiperatividade/impulsividade; dez tratam de déficit de atenção. A resposta é codificada de 1 a 4, gerando escores brutos de 12 a 48 e de 10 a 40, respectivamente, e total de 22 a 88. O manual apresenta dados normativos por idade, e a implementação do PontoAzul consulta cinco grupos entre 6 e 15 anos.

O resultado é uma medida de dificuldades autorrelatadas. Ele não confirma a existência de um transtorno nem mede diretamente a precisão do que a criança relata. Pode haver diferenças informativas entre sua perspectiva e a de adultos. Em uma avaliação completa, essas fontes são colocadas lado a lado para compreender em quais situações o problema surge e qual impacto produz. A plataforma organiza a correção e prepara uma descrição editável do perfil, mantendo visível que a origem das respostas é a própria criança.

Indicação e população

A ETDAH-CriAd é indicada para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos capazes de compreender e responder ao protocolo quando o profissional deseja incluir sua experiência subjetiva na investigação de TDAH. Ela pode complementar entrevista, avaliação escolar e escalas respondidas por familiares, acrescentando detalhes sobre dificuldades de atenção e inquietação que talvez não sejam verbalizados espontaneamente. Também favorece acompanhamento quando o mesmo procedimento é repetido em contexto comparável. A aplicação deve respeitar compreensão leitora, estágio de desenvolvimento e instruções do manual. Caso exista grande diferença entre relatos, a questão é explorar por que os contextos produzem percepções distintas, e não eliminar uma delas.

Quando o ETDAH-CriAd não é a melhor escolha

A ETDAH-CriAd não substitui relato de responsáveis ou professores e não deve ser aplicada fora de 6 a 15 anos como se a norma permanecesse válida. Se a criança ainda não consegue compreender as instruções, a aplicação exige adaptação prevista no manual ou escolha de outra fonte. Autorrelato isolado não fecha diagnóstico.

Estrutura do ETDAH-CriAd

A escala tem dois fatores de autorrelato, com 12 e 10 itens. O aplicativo soma os dois fatores e o total, depois consulta tabelas por faixas etárias.

DimensãoItensO que avalia
Hiperatividade/impulsividade12 itensPercepção de inquietação, pressa e impulsividade; escore bruto possível de 12 a 48.
Déficit de atenção10 itensPercepção de dificuldades de foco e organização; escore bruto possível de 10 a 40.
Escore geral22 itensSoma dos dois fatores, de 22 a 88 pontos antes da conversão normativa.
Faixa etária5 gruposNormas consultadas por idade: 6–7, 8–9, 10–11, 12–13 ou 14–15 anos.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Confirme que a criança ou adolescente está entre 6 e 15 anos e anote a data de aplicação.

  2. 2

    Explique as instruções do protocolo em linguagem acessível e verifique se a própria pessoa compreendeu as alternativas.

  3. 3

    Recolha as 22 respostas de autorrelato, oferecendo apenas a ajuda permitida no manual sem sugerir opções.

  4. 4

    Transcreva o protocolo completo e confira a faixa etária selecionada para as tabelas normativas.

  5. 5

    Leia os fatores, total e percentis ao lado da entrevista e dos relatos de família e escola.

Como corrigir o ETDAH-CriAd

As 22 respostas têm valores de 1 a 4. A soma dos primeiros 12 registros forma o fator de hiperatividade/impulsividade, e os dez restantes formam o fator de déficit de atenção. O escore geral é a soma dos dois. Como a menor resposta possível vale 1, os escores mínimos não são zero: 12, 10 e 22 pontos. A correção do aplicativo verifica se todas as respostas foram registradas antes de apresentar o resultado.

A conversão usa tabelas normativas por faixa etária para estimar percentil e classificação de cada fator e do total. A leitura deve preservar a direção da escala: uma posição mais alta corresponde a mais dificuldades percebidas. A categoria Superior, portanto, não representa desempenho superior. Um percentil não traduz sozinho duração, prejuízo nem presença de critérios diagnósticos.

No PontoAzul, você registra 22 respostas e a data de aplicação; a plataforma calcula dois fatores e o total, seleciona a faixa etária e apresenta percentis, classificações e gráficos para revisão no caso.

  1. Confirme idade completa e data da aplicação para selecionar a faixa normativa correta.

  2. Registre as 22 respostas que a própria criança ou adolescente deu no protocolo aplicado, sem substituí-las por avaliação de adultos.

  3. Some os 12 itens de hiperatividade/impulsividade, os 10 de déficit de atenção e depois os dois fatores.

  4. Consulte as tabelas por grupo etário para obter percentil e classificação de cada fator e do escore geral.

  5. Interprete percentis altos como maior frequência de dificuldades autorrelatadas, verificando se o relato é consistente com entrevista e outras fontes.

  6. Documente eventuais diferenças entre percepção da criança, da família e da escola antes de elaborar a síntese.

Exemplo de correção

Exemplo aritmético fictício para criança de dez anos; os percentis devem ser consultados na tabela específica da faixa 10–11:

Hiperatividade
24 de 48
Atenção
21 de 40
Escore geral
24+21 = 45
Faixa etária
10–11 anos
Percentil
Consultar tabela

O total 45 é escore bruto. Sua classificação depende da tabela etária; não se pode inferir percentil apenas dividindo 45 por 88.

Interpretação dos resultados

A interpretação da ETDAH-CriAd começa pelos escores brutos dos dois fatores e do total, mas termina na comparação normativa por idade. O aplicativo seleciona uma das faixas 6–7, 8–9, 10–11, 12–13 ou 14–15 anos. As classificações percentílicas exibidas vão de Inferior a Superior. Esse vocabulário pode causar confusão: Superior significa frequência relativamente maior de dificuldades autorrelatadas, e não atenção superior ou bom desempenho. As faixas abaixo refletem o esquema de classificação por percentil presente na implementação, não são limiares diagnósticos. O profissional deve considerar compreensão dos itens, sinceridade do relato, ambiente e divergências com outros informantes.

FaixaClassificaçãoLeitura clínica
P ≤ 20InferiorFrequência autorrelatada relativamente menor das dificuldades examinadas naquela faixa etária.
P 21–40Média inferiorPerfil abaixo da faixa central na distribuição de dificuldades autorrelatadas.
P 41–60MédiaFrequência autorrelatada próxima da região central da referência etária.
P 61–80Média superiorDificuldades mais frequentes que a região central; investigue o contexto dos relatos.
P > 80SuperiorMaior frequência relativa de dificuldades relatadas pela criança, sem equivaler a diagnóstico.

Os rótulos percentílicos descrevem posição relativa na amostra de referência. Não são medida de validade do relato nem pontos de corte clínicos universais. Confirme sempre a faixa etária usada.

Erros comuns na correção manual

Ler Superior como habilidade melhor

Nesta escala, percentil alto representa maior frequência de dificuldades autorrelatadas, não melhor função atencional.

Usar idade errada na norma

A mesma soma bruta pode ocupar percentis diferentes em grupos etários distintos. Confira a idade na data do protocolo.

Trocar autorrelato por relato dos pais

A versão CriAd recolhe a perspectiva da criança. Formulários de pais e professores são outras fontes, não respostas substitutas.

Concluir TDAH pelo total bruto

A soma organiza sintomas percebidos, mas não verifica sozinha critérios, história e prejuízo em vários ambientes.

No PontoAzul, a correção do ETDAH-CriAd segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o ETDAH-CriAd aparece no laudo

Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. O PontoAzul preserva a origem do relato e o grupo etário normativo para que a síntese do laudo não apague a voz da criança.

Na ETDAH-CriAd, aplicada aos dez anos, a criança respondeu aos 22 itens de autorrelato. A correção separou os 12 registros de hiperatividade/impulsividade dos 10 referentes ao déficit de atenção e apresentou também o escore geral. Os percentis e classificações foram consultados na faixa etária de 10 a 11 anos. A dimensão de atenção mostrou dificuldades percebidas pela própria criança que mereceram exploração na entrevista. Esse resultado foi comparado aos relatos de responsáveis e escola, sem tratar discordâncias como erro automático de um dos informantes. Os percentis mais elevados foram descritos como maior frequência de dificuldades, e não como desempenho superior.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

ETDAH-CriAd e instrumentos parecidos

  • ETDAH-PAIS: A versão Pais descreve comportamentos observados pela família; a CriAd registra como a criança percebe a si mesma.
  • ETDAH-II: A versão escolar usa observação do professor; a CriAd não depende de um adulto para responder.
  • SNAP-IV: O SNAP-IV costuma recolher ratings de adultos; a ETDAH-CriAd acrescenta autorrelato com normas por idade.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (3)
  1. Benczik, E. B. P. (2018). Escala de Autoavaliação do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: versão para crianças e adolescentes — ETDAH-CriAd. Memnon.
  2. Memnon Edições Científicas. ETDAH-CriAd: folhas de registro e protocolo de correção e análise dos resultados.
  3. Verificação das habilidades de aprendizagem deficitárias em hipóteses diagnósticas de TDAH: relato de experiência. Seven Publicações.

Perguntas frequentes sobre o ETDAH-CriAd

Quantos itens tem a ETDAH-CriAd?
A ETDAH-CriAd tem 22 itens de autorrelato. Doze integram o fator de hiperatividade/impulsividade e dez o fator de déficit de atenção. O escore geral reúne os dois fatores, mas a análise por dimensão é necessária para entender quais dificuldades a criança percebe.
Quem responde à ETDAH-CriAd?
A própria criança ou adolescente responde ao protocolo. Essa característica diferencia a versão CriAd de escalas preenchidas por pais e professores. O profissional pode explicar as instruções conforme o manual, mas não deve substituir a resposta da pessoa avaliada por sua opinião.
Qual a faixa etária da ETDAH-CriAd?
O instrumento foi apresentado para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos. A correção no aplicativo consulta grupos de 6–7, 8–9, 10–11, 12–13 e 14–15 anos. Registrar a data correta é indispensável para escolher a comparação etária.
Como corrigir a ETDAH-CriAd?
Some as respostas de 1 a 4 dentro dos dois fatores e depois obtenha o total. Consulte a tabela referente à idade para cada escore, preservando percentil e classificação. Não estime percentil por regra de três sobre o máximo de pontos.
Percentil Superior indica atenção melhor?
Não. O resultado descreve frequência de dificuldades relatadas pela criança. Uma classificação Superior significa que ela relatou dificuldades mais frequentes em relação à referência daquela faixa etária, e não que apresentou atenção ou autocontrole superiores.
A ETDAH-CriAd diagnostica TDAH?
Não sozinha. A escala acrescenta a perspectiva do jovem sobre atenção e hiperatividade, mas o diagnóstico exige análise de sintomas, desenvolvimento, duração, prejuízo, múltiplos ambientes e outras explicações. Família, escola, entrevista e avaliação clínica continuam relevantes.
Como o PontoAzul ajuda na ETDAH-CriAd?
Você transcreve o protocolo já aplicado, confirma idade e data, e o PontoAzul soma os dois fatores e o total. A plataforma consulta a faixa normativa, organiza percentis em gráficos e prepara um laudo-base editável que mantém a autoria do relato explícita.

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