1Desatenção
Itens 1 a 9, correspondentes aos nove sintomas de desatenção do DSM.
A Escala de Vanderbilt é o questionário para pais e professores recomendado pela Academia Americana de Pediatria na investigação de TDAH. Ela combina os 18 sintomas do DSM com rastreios de TOD, transtorno de conduta e ansiedade/depressão e uma seção de desempenho que verifica prejuízo real. Veja como contar os sintomas, ler a seção de desempenho e redigir o resultado. O módulo PontoAzul recebe as formas iniciais de pais/cuidadores e professores; os formulários de seguimento são descritos como outra finalidade do instrumento.
A Vanderbilt reúne sintomas e desempenho para apoiar o rastreio de TDAH e dificuldades associadas. Há formulários para pais e professores, com blocos próprios. No PontoAzul, a correção recebe as formas iniciais, conta sintomas positivos e verifica o desempenho; formulários de seguimento não integram o módulo. Os indicadores precisam ser interpretados com história, contexto e outras informações da avaliação.
Itens 1 a 9, correspondentes aos nove sintomas de desatenção do DSM.
Itens 10 a 18, correspondentes aos nove sintomas de hiperatividade e impulsividade.
Na versão para pais, itens 19 a 26; positivo com 4 de 8. Na de professores, TOD e conduta ficam juntos nos itens 19 a 28, com 3 de 10.
Itens 27 a 40; positivo com 3 dos 14 comportamentos marcados como 2 ou 3.
Sete itens (41 a 47 nos pais; 29 a 35 nos professores); positivo com 3 de 7.
Escala de 1 (excelente) a 5 (problemático) para desempenho escolar, relações e, na versão para professores, comportamento em sala e organização.
Registre as respostas da forma inicial Vanderbilt para pais/cuidadores ou professores e a data de aplicação. O laudo-base descreve a apresentação sugerida, as comorbidades rastreadas e o prejuízo, com a ressalva de que se trata de rastreio.
O PontoAzul conta os sintomas positivos, verifica o desempenho e organiza os indicadores de rastreio da forma selecionada.
Testar com Escala de VanderbiltCalcule a idade na data de aplicação do Escala de Vanderbilt
Autor(es): Mark L. Wolraich e colaboradores (Universidade Vanderbilt); difundida pela Academia Americana de Pediatria e pelo NICHQ · 1998 (professores) e 2003 (pais)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A Escala de Vanderbilt nasceu na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, com o pediatra do desenvolvimento Mark Wolraich. A versão para professores foi publicada em 1998 e a versão para pais, em 2003. Depois, as escalas foram incorporadas ao kit de ferramentas para TDAH da Academia Americana de Pediatria e do National Institute for Children's Health Quality (NICHQ), e passaram a ser chamadas de NICHQ Vanderbilt Assessment Scales.
O que diferencia a Vanderbilt de outras escalas de sintomas é a combinação de três elementos: os 18 sintomas do DSM para TDAH, rastreios breves de comorbidades (TOD, transtorno de conduta e ansiedade/depressão, além de dificuldade de aprendizagem na versão para professores) e uma seção de desempenho, pontuada de 1 a 5, que verifica se os sintomas trazem prejuízo escolar e social. O critério da escala só é atendido quando sintomas e prejuízo aparecem juntos.
Existem versões iniciais e de seguimento, estas com um registro de efeitos colaterais de medicação. No Brasil, há estudos de tradução e adaptação transcultural, como o de Silva e colaboradores (2021), mas ainda sem normas nacionais publicadas.
A Vanderbilt é indicada na investigação inicial de TDAH em crianças em idade escolar, sobretudo quando se quer rastrear ao mesmo tempo as comorbidades mais frequentes e documentar prejuízo funcional. Pediatras, neuropediatras, psicólogos e neuropsicólogos a usam para organizar o relato de casa e escola antes da entrevista e para acompanhar o tratamento com a versão de seguimento, que também registra efeitos colaterais. É especialmente útil quando o encaminhamento vem da escola e é preciso diferenciar TDAH de ansiedade ou dificuldade de aprendizagem.
Quando o Escala de Vanderbilt não é a melhor escolha
A Escala de Vanderbilt não deve ser usada sozinha para diagnosticar, como deixam claro as próprias instruções de pontuação: é preciso entrevistar cuidadores e o paciente e combinar fontes. Os estudos de validação foram feitos com crianças de 6 a 12 anos, então use com cuidado em pré-escolares e adolescentes. Não é instrumento para adultos e não substitui avaliação de aprendizagem quando o professor sinaliza dificuldade acadêmica.
As versões iniciais têm duas partes: sintomas e desempenho. As versões de seguimento mantêm os 18 sintomas de TDAH, o bloco opositor e a seção de desempenho, e acrescentam o registro de efeitos colaterais de medicação.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Sintomas de TDAH | 1–18 | Mesma numeração nas versões para pais e professores. |
| Comorbidades — pais | 19–47 | TOD (19–26), conduta (27–40) e ansiedade/depressão (41–47). |
| Comorbidades — professores | 19–35 | TOD/conduta (19–28) e ansiedade/depressão (29–35). |
| Desempenho — pais | A partir do 48 | Desempenho escolar geral e em disciplinas, relacionamento com pais, irmãos e colegas e participação em atividades. |
| Desempenho — professores | 36–43 | Leitura, matemática, expressão escrita, relações com colegas, seguir instruções, perturbar a aula, concluir tarefas e organização. |
Envie a versão inicial para pais e a versão inicial para professores, cada uma respondida de forma independente.
Oriente a considerar o comportamento dos últimos seis meses e, no caso de medicação, a responder sobre a criança sem efeito do remédio, quando isso for possível.
Peça que o desempenho seja avaliado de 1 (excelente) a 5 (problemático) comparando com a média da turma ou da idade.
Revise itens em branco, especialmente na seção de desempenho, que decide o critério de prejuízo.
Nas reavaliações, use as versões de seguimento e registre dose e efeitos colaterais relatados.
A correção da Vanderbilt é por blocos: conta-se, em cada bloco, quantos itens receberam 2 ou 3 e compara-se com o limiar do bloco. Depois, verifica-se a seção de desempenho. As instruções AAP da 2ª edição adotam pelo menos duas notas 4 ou uma nota 5 no desempenho, regra usada no módulo PontoAzul. O PDF NICHQ da 1ª edição usa pelo menos uma nota 4 ou 5. Identifique a edição e não misture esses critérios. O rastreio de cada quadro só é positivo quando os dois critérios são atendidos. A numeração dos blocos muda entre pais e professores, e essa é a principal fonte de erro na correção à mão.
No PontoAzul, o módulo recebe as formas iniciais para pais/cuidadores ou professores. A correção conta os sintomas positivos e verifica o desempenho, preservando os blocos próprios de cada forma. Os formulários de seguimento não integram esta correção. Revise os indicadores de rastreio e o contexto antes de finalizar o laudo-base.
Nos blocos de sintomas, considere positivo todo item marcado como 2 (frequentemente) ou 3 (muito frequentemente).
Conte os positivos em desatenção (1–9) e em hiperatividade/impulsividade (10–18): 6 ou mais em uma dimensão preenchem o critério de sintomas daquela apresentação; nas duas, apresentação combinada.
Conte os positivos nos blocos de comorbidade, com o limiar de cada um: TOD 4 de 8 (pais), conduta 3 de 14 (pais), TOD/conduta 3 de 10 (professores) e ansiedade/depressão 3 de 7.
Na seção de desempenho, marque como prejuízo notas 4 ou 5. O critério exige nota 4 em pelo menos 2 itens ou nota 5 em pelo menos 1.
Só considere o rastreio positivo quando o critério de sintomas e o de prejuízo forem atendidos juntos.
Na versão de professores, verifique também o rastreio de dificuldade de aprendizagem: nota 4 em ambos ou 5 em um dos itens de leitura e expressão escrita.
Exemplo de correção
Exemplo demonstrativo: Menina de 9 anos, Vanderbilt respondida pelos pais na avaliação inicial:
Critério de sintomas desatentos atendido (7 de 9) e prejuízo presente (duas notas 4). Rastreio positivo para apresentação desatenta, com rastreio também positivo para ansiedade/depressão (3 de 7): investigar ansiedade antes de atribuir toda a desatenção ao TDAH.
A Vanderbilt é corrigida por contagem de sintomas, como o DSM, mas com um diferencial: o resultado só é positivo quando há também prejuízo na seção de desempenho. Os limiares abaixo seguem as instruções de pontuação distribuídas pela Academia Americana de Pediatria.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| Desatenção: ≥ 6 de 9 + prejuízo | Rastreio positivo — desatento | Sintomas de desatenção frequentes com impacto no desempenho. |
| Hiperatividade: ≥ 6 de 9 + prejuízo | Rastreio positivo — hiperativo/impulsivo | Sintomas de hiperatividade/impulsividade frequentes com impacto. |
| Ambas ≥ 6 + prejuízo | Rastreio positivo — combinado | Critérios das duas dimensões atendidos. |
| TOD ≥ 4/8 · conduta ≥ 3/14 · ansiedade/depressão ≥ 3/7 (pais) | Rastreio de comorbidade positivo | Sinaliza comorbidade a investigar, também condicionada a prejuízo no desempenho. |
A seção de desempenho transforma a escala num rastreio mais conservador que o de contagem pura, mas ainda assim o resultado é de rastreio. A concordância entre pais e professores é moderada. A versão brasileira ainda tem estudos iniciais de adaptação, sem normas nacionais publicadas, então o resultado deve ser interpretado com os critérios originais e dados clínicos.
Ignorar a seção de desempenho
Seis sintomas positivos sem nota 4 ou 5 no desempenho não preenchem o critério da escala. Muitos relatórios param na contagem de sintomas.
Usar os números de itens dos pais no formulário do professor
As comorbidades mudam de posição: ansiedade/depressão está em 41–47 nos pais e em 29–35 nos professores. Contar o bloco errado gera resultados sem sentido.
Aplicar 4 de 8 no bloco opositor do professor
No professor, TOD e conduta estão juntos em 10 itens, com limiar de 3. O critério de 4 de 8 é só da versão para pais.
Contar resposta 1 como sintoma
Ocasionalmente (1) não é positivo. Só 2 e 3 contam. No PontoAzul, cada bloco é contado com o limiar e a numeração da versão escolhida.
No PontoAzul, a correção do Escala de Vanderbilt segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, o módulo recebe as formas iniciais para pais/cuidadores ou professores. A correção conta os sintomas positivos e verifica o desempenho, preservando os blocos próprios de cada forma. Os formulários de seguimento não integram esta correção. Revise os indicadores de rastreio e o contexto antes de finalizar o laudo-base.
Na Escala de Avaliação de Vanderbilt (NICHQ), versão para pais, respondida em 26/05/2026, foram assinalados como frequentes ou muito frequentes 7 dos 9 sintomas de desatenção e 3 dos 9 sintomas de hiperatividade/impulsividade. A seção de desempenho indicou prejuízo no desempenho escolar geral e na leitura (nota 4 em ambos). O padrão preenche o critério de rastreio para apresentação predominantemente desatenta. O bloco de ansiedade/depressão também foi positivo (3 de 7), o que exige investigação específica de sintomas ansiosos e depressivos antes da conclusão diagnóstica.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
SNAP-IV: 26 itens para pais e professores, critério de 6 itens e média por dimensão.
Conners Abreviado: 10 itens, 0 a 30 pontos, índice global de hiperatividade para pais e professores.
SDQ: 25 itens, 5 escalas, total de dificuldades de 0 a 40 e faixas por informante.
DBD-45: 45 itens e critério de oposição por informante.
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