1Ansiedade e depressão
Agrupa queixas de ansiedade e humor deprimido relatadas diretamente pelo adolescente, incluindo experiências pouco visíveis aos adultos.
O YSR/11–18 dá voz ao adolescente em uma avaliação que costuma começar pelos relatos dos adultos. O jovem de 11 a 18 anos descreve competências e responde a 112 itens sobre problemas emocionais e comportamentais. O perfil separa oito síndromes e os agrupamentos internalizante e externalizante. No PontoAzul, o profissional organiza as respostas, confere as escalas e leva ao laudo um resultado que pode ser comparado às perspectivas da família e da escola.
O Inventário de Autoavaliação para Adolescentes (YSR/11–18) é um autorrelato do sistema ASEBA, de Achenbach e Rescorla (2001), para jovens de 11 a 18 anos. Reúne questões sobre competências e 112 itens de problemas com resposta de 0 a 2. A correção produz oito escalas de síndromes, índices internalizante e externalizante e escores T segundo a referência apropriada. Serve para incluir a perspectiva do próprio adolescente na avaliação.
Agrupa queixas de ansiedade e humor deprimido relatadas diretamente pelo adolescente, incluindo experiências pouco visíveis aos adultos.
Organiza relatos de afastamento, tristeza e baixa participação social percebidos pelo próprio jovem.
Reúne manifestações físicas associadas ao funcionamento emocional, para leitura com a história clínica e médica.
Descreve dificuldades percebidas nas relações com colegas, amigos e outras pessoas do cotidiano.
Sinaliza experiências e ideias incomuns que exigem exploração clínica contextualizada, sem equivaler a um diagnóstico.
Mostra dificuldades de concentração e organização percebidas pelo adolescente em sua rotina.
Agrupa comportamentos de transgressão relatados pelo jovem e ajuda a discutir contexto e frequência.
Reúne manifestações de conflito e irritabilidade que podem afetar relações e funcionamento diário.
Registre o formulário YSR/11–18 já respondido pelo adolescente, incluindo competências, respostas de problemas e observações livres. Use o perfil conferido como contexto para um laudo-base editável que preserve a voz do jovem e as diferenças entre informantes.
O PontoAzul organiza os 112 itens de problemas nas escalas e índices disponíveis para revisão normativa.
Testar com YSR/11–18Calcule a idade na data de aplicação do YSR/11–18
Autor(es): Thomas M. Achenbach e Leslie A. Rescorla · 2001
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O YSR/11–18, Youth Self-Report for Ages 11–18, foi apresentado por Thomas M. Achenbach e Leslie A. Rescorla no manual ASEBA de 2001. Diferentemente de formulários respondidos por adultos, ele coloca o adolescente como informante de seu próprio funcionamento. O jovem relata competências em atividades, relações sociais e escola; em outra parte, responde a 112 itens de problemas emocionais, comportamentais e sociais. Cada item dessa parte recebe resposta de 0 a 2. O instrumento produz oito síndromes empiricamente derivadas e índices amplos para problemas internalizantes, externalizantes e totais.
Esse desenho permite perceber experiências internas que podem passar despercebidas em casa ou na sala de aula. Ansiedade, tristeza, isolamento e preocupações podem aparecer no autorrelato mesmo quando o comportamento observado por pais e professores parece discreto. Por isso, o YSR funciona melhor como uma das vozes de uma avaliação multi-informante. O CBCL/6–18 reúne a visão familiar e o TRF/6–18, a visão escolar; concordâncias e divergências são informações clínicas, não ruído a eliminar.
No Brasil, estudos examinaram traduções e evidências do YSR. Rocha, Araújo e Silvares compararam duas traduções em 2008, enquanto pesquisas posteriores aprofundaram a avaliação em amostras brasileiras. A versão e a referência de interpretação precisam ser identificadas no caso. Um total de itens citado em alguns trabalhos inclui perguntas de competência e outras seções; 112 refere-se especificamente aos itens de problemas descritos pela ASEBA. Essa distinção evita confundir extensão do formulário com extensão da escala de problemas.
O YSR/11–18 é indicado quando a avaliação de um adolescente precisa captar como ele próprio percebe emoções, relações, atenção e condutas. Pode integrar investigações clínicas, escolares e de pesquisa, sobretudo quando há diferenças entre queixas do jovem e observações dos adultos. O profissional confirma a idade na data da aplicação, considera capacidade de leitura e compreensão e explica a confidencialidade de modo apropriado. Para interpretar, examina também entrevista, trajetória do desenvolvimento, relatos de familiares e professores e situações atuais que influenciam as respostas.
Quando o YSR/11–18 não é a melhor escolha
O YSR/11–18 não substitui avaliação de risco ou entrevista quando há suspeita de autoagressão, nem deve ser respondido por pais no lugar do jovem. Para obter a visão familiar, use o CBCL/6–18; para um rastreio breve de dificuldades emocionais e comportamentais, considere o SDQ. Fora de 11 a 18 anos, escolha instrumento adequado à idade.
O YSR combina questões de competência com um conjunto de 112 itens de problemas, respondidos pelo adolescente. As síndromes são agrupamentos empíricos; escalas amplas e orientadas por critérios diagnósticos oferecem outras leituras do mesmo autorrelato. A tabela resume a organização sem reproduzir os itens protegidos.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Competências | Parte inicial | Atividades, relações sociais e funcionamento acadêmico informados pelo adolescente. |
| Problemas emocionais | 112 itens | Itens com resposta de 0 a 2 usados nas escalas de problemas. |
| Síndromes empíricas | 8 escalas | Padrões de ansiedade, retraimento, queixas somáticas, atenção e comportamento. |
| Escalas amplas | 3 índices | Problemas internalizantes, externalizantes e totais, conforme chave do sistema ASEBA. |
| Escalas orientadas | Perfil adicional | Agrupamentos complementares orientados por categorias clínicas no perfil ASEBA. |
Confirme que o respondente tem entre 11 e 18 anos na data da coleta e identifique a versão brasileira adotada.
Explique ao adolescente o propósito do autorrelato, a confidencialidade e o período de referência indicado no formulário usado.
Permita que o próprio jovem responda às questões de competências e aos 112 itens de problemas, sem substituir sua percepção pela de um adulto.
Confira omissões e observações livres; mantenha registro separado de respostas que indiquem risco atual e encaminhe a avaliação imediata quando necessário.
Transcreva as respostas ao PontoAzul, revise o perfil gerado e compare-o aos demais informantes antes da redação clínica.
Na parte de problemas, as respostas são codificadas em 0, 1 ou 2, de acordo com o grau em que cada descrição corresponde ao adolescente no período indicado. A chave ASEBA distribui os itens entre oito síndromes; parte delas compõe os índices internalizante e externalizante. Escores brutos das escalas são convertidos em escores T e percentis mediante a referência apropriada à versão, sexo e faixa etária. Competências seguem regras próprias e sua direção de interpretação difere das escalas de problemas.
Somar indiscriminadamente todas as respostas e chamar o número de diagnóstico elimina essas distinções. Respostas ausentes podem impedir cálculo de uma escala; um perfil oficial da ASEBA indica quando um escore não foi calculado por dados faltantes. Itens críticos exigem revisão específica mesmo se o escore global estiver baixo. No PontoAzul, você registra as respostas de 112 itens de problemas e os dados de competências do formulário aplicado; a plataforma organiza síndromes, índices amplos e perfil disponível para conferência antes de levar o resultado ao laudo-base.
Identifique idade, sexo, versão e adolescente respondente; separe as perguntas de competência dos 112 itens de problemas.
Codifique cada resposta válida da seção de problemas como 0, 1 ou 2 e confira itens em branco ou marcações duplicadas.
Some os itens correspondentes a cada uma das oito síndromes conforme a chave ASEBA, sem publicar ou reconstruir a matriz de itens.
Calcule índices internalizante, externalizante e total segundo as regras do perfil, preservando escores brutos de cada escala.
Converta os escores brutos em escores T e percentis pela referência aplicável; confira sinais críticos separadamente antes de interpretar.
Exemplo de correção
Adolescente fictícia de 15 anos relata preocupação e isolamento. As respostas da parte de problemas foram registradas e o profissional confere duas somas ilustrativas antes de consultar as normas ASEBA.
As somas ilustram 17 pontos brutos internalizantes, incluindo 4 de queixas somáticas; a classificação depende do escore T obtido na referência da versão aplicada.
A interpretação do YSR/11–18 não usa um único corte em pontos brutos para todos os adolescentes. O perfil ASEBA apresenta escores T e percentis para cada tipo de escala, e a direção das competências é diferente da dos problemas. Uma pesquisa brasileira descreveu faixas para os índices de problemas que não devem ser transportadas automaticamente para as oito síndromes, escalas orientadas ou competência. Por isso, esta página não apresenta uma barra de faixas universal. O profissional consulta a norma correspondente à versão e ao adolescente, lê cada escala em seu contexto, observa itens críticos e confronta o autorrelato com entrevista e relatos de outros informantes.
Escores T variam por escala, referência e versão; um resultado isolado não estabelece diagnóstico. Omissões podem impedir cálculo, e relatos de autoagressão exigem atenção imediata mesmo quando índices globais parecem baixos.
Confundir 112 com o formulário inteiro
Os 112 itens são a seção de problemas; competências e perguntas abertas fazem parte do formulário, mas seguem tratamento diferente.
Misturar escalas e índices amplos
Uma síndrome elevada não equivale automaticamente a índice internalizante ou total elevado. Cada agrupamento tem composição e referência próprias.
Ignorar resposta crítica isolada
Um sinal de autoagressão ou outra resposta crítica merece avaliação imediata, mesmo se o escore T global não atingir uma faixa clínica.
Trocar a voz do informante
O YSR é respondido pelo adolescente. Comentários de pais e professores entram como fontes adicionais, sem substituir as respostas do jovem.
No PontoAzul, a correção do YSR/11–18 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, as escalas do YSR ficam no mesmo caso dos demais informantes; o laudo-base é editável e o profissional confere a versão e a referência de cada resultado.
Em 27/09/2026, a adolescente fictícia de 15 anos respondeu ao YSR/11–18, versão de autorrelato do sistema ASEBA. Houve registro completo dos 112 itens de problemas. A conferência inicial encontrou 7 pontos brutos em Ansiedade/Depressão, 6 em Retraimento/Depressão e 4 em Queixas Somáticas, somando 17 pontos brutos no agrupamento internalizante ilustrativo. A classificação normativa deve ser preenchida a partir do escore T da referência utilizada, não inferida do bruto. A jovem descreveu preocupações e tendência ao isolamento que justificam exploração em entrevista. Recomenda-se comparar esse relato com CBCL/6–18, informações escolares e contexto recente, mantendo atenção a qualquer resposta crítica.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Conners Abreviado: 10 itens, 0 a 30 pontos, índice global de hiperatividade para pais e professores.
DBD-45: 45 itens e critério de oposição por informante.
ETDAH-AD: 69 itens, 5 fatores, autorrelato de 12 a 87 anos com normas brasileiras.
ETDAH-CriAd: 22 itens e a perspectiva da criança sobre atenção e hiperatividade.
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