1Índice global (total)
Soma dos 10 itens, de 0 a 30. É o único escore da versão abreviada; não há subescalas oficiais.
O Conners Abreviado de 10 itens produz um índice global de hiperatividade de 0 a 30. Esta página explica essa versão histórica. No PontoAzul, o fluxo atual usa formulários diferentes: 42 itens para pais e 39 para professores, com totais e referências próprios. Confira a versão aplicada antes de registrar os dados e organizar o resultado no caso.
O Conners Abreviado é um índice histórico de 10 itens, respondido por pais ou professores, com respostas de 0 a 3 e total de 0 a 30. Ele não é equivalente aos formulários disponíveis no fluxo atual do PontoAzul: 42 itens para pais/cuidadores e 39 para professores. A interpretação deve identificar o formulário e a referência usados, sem transferir cortes entre versões.
Soma dos 10 itens, de 0 a 30. É o único escore da versão abreviada; não há subescalas oficiais.
Itens sobre inquietação, agitação, excitabilidade e perturbar outras crianças.
Itens sobre dificuldade de concluir o que começa e atenção de curta duração.
Itens sobre choro fácil, mudanças bruscas de humor, frustração com facilidade e explosões de raiva.
Selecione o formulário atual: pais/cuidadores com 42 itens ou professores com 39; transcreva os códigos 0–3. Revise o resultado no contexto do caso e incorpore sua análise ao laudo-base editável.
O PontoAzul soma o formulário e identifica a relação com a referência operacional incorporada, preservando data e informante.
Testar com Conners AbreviadoCalcule a idade na data de aplicação do Conners Abreviado
Autor(es): C. Keith Conners; normas revisadas de Goyette, Conners e Ulrich (1978); normas brasileiras para professores de Gilberto Brito (1987) · 1978 (normas revisadas)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
As escalas de C. Keith Conners estão entre os instrumentos mais antigos para medir hiperatividade infantil. Na versão revisada de 1978, as escalas para pais (48 itens) e professores (28 itens) passaram a incluir um Índice de Hiperatividade de 10 itens, escolhidos por serem os mais sensíveis aos efeitos do tratamento. Esse índice ganhou vida própria como Abbreviated Symptom Questionnaire ou Conners Abreviado.
Goyette, Conners e Ulrich (1978) publicaram os dados normativos das escalas revisadas, de onde saiu o corte de 15 pontos. Anos depois, Ullmann, Sleator e Sprague (1985) reavaliaram a versão abreviada com uma amostra maior de professores e concluíram que esse corte era baixo demais. No Brasil, Gilberto Brito (1987) desenvolveu normas da versão abreviada para professores.
O conteúdo dos 10 itens mistura inquietação, impulsividade, atenção curta e reatividade emocional. Por isso, o Conners Abreviado não mede os critérios do DSM de forma direta: ele funciona como um termômetro global de comportamento hiperativo e desregulado, útil para triagem e, sobretudo, para acompanhar mudança.
O Conners Abreviado é indicado para rastreio rápido de hiperatividade em crianças e, principalmente, para monitorar resposta a tratamento medicamentoso ou comportamental, com aplicações repetidas pelo mesmo informante. Em pesquisa, é usado como desfecho sensível a mudança. Na avaliação neuropsicológica, complementa escalas baseadas no DSM, como SNAP-IV e Vanderbilt, trazendo a dimensão da reatividade emocional que essas escalas não medem.
Quando o Conners Abreviado não é a melhor escolha
O Conners Abreviado não serve para diferenciar apresentações de TDAH (desatenta, hiperativa ou combinada), porque gera só um escore global e não segue item a item os critérios do DSM. Também não é adequado como única medida diagnóstica nem para adolescentes mais velhos e adultos. Quando o objetivo é mapear sintomas pelo DSM, prefira SNAP-IV ou Vanderbilt; para perfil amplo de problemas, CBCL ou SDQ.
Os 10 itens foram selecionados das escalas revisadas de Conners para pais (CPRS-48) e professores (CTRS-28) por serem os mais sensíveis a mudanças com tratamento. A mesma lista serve para os dois informantes.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Inquietação motora | 3 itens | Agitação, excitabilidade e dificuldade de ficar parado. |
| Atenção e conclusão de tarefas | 2 itens | Atenção curta e não terminar o que começa. |
| Relação com outras crianças | 1 item | Perturbar ou incomodar os colegas. |
| Reatividade emocional | 4 itens | Choro fácil, oscilação de humor, frustração rápida e acessos de raiva. |
| Escala de resposta | 0–3 | Nada, um pouco, bastante e demais. |
Escolha o informante (pai, mãe ou professor) e mantenha o mesmo nas reaplicações.
Oriente a pensar no comportamento da criança no último mês, ou no período definido para o seguimento.
Explique a escala de 0 a 3 e peça uma marcação por item.
Some na hora e registre data, informante e situação de tratamento (sem medicação, dose, horário).
Reaplique em intervalos regulares, como a cada duas a quatro semanas durante ajuste de tratamento.
A correção do Conners Abreviado é uma soma simples de 10 itens, de 0 a 30, sem inversões. A sofisticação está na interpretação: o corte de 15 pontos é uma referência histórica com falsos positivos conhecidos, e a leitura mais robusta é a comparação do total com aplicações anteriores do mesmo informante, em pontos e em porcentagem.
No PontoAzul, selecione pais/cuidadores (42 itens, total 0–126) ou professores (39 itens, total 0–117), informe a data e transcreva os códigos 0–3 do protocolo correspondente. O cálculo atual compara a soma com as referências operacionais da planilha incorporada: maior que 58 para pais e maior que 62 para professores. Elas não são o corte histórico de 15 do índice abreviado e não estabelecem diagnóstico. O resultado e o informante ficam identificados para revisão do caso e do laudo-base.
Confira se os 10 itens foram respondidos com uma única marcação.
Pontue cada item: 0 nada, 1 um pouco, 2 bastante, 3 demais. Não há itens invertidos.
Some os 10 itens para obter o total de 0 a 30.
Compare com o corte adotado (tradicionalmente 15) e registre qual referência usou.
Em acompanhamento, compare com a linha de base do mesmo informante e registre a variação absoluta e percentual.
Exemplo de correção
Exemplo demonstrativo: Menino de 7 anos em uso recente de medicação para TDAH. Professora responde antes e quatro semanas depois:
Queda de 21 para 11 pontos no relato da professora, redução de quase metade, com o índice passando para baixo do corte tradicional. Indica melhora comportamental em sala, a ser confirmada com o relato dos pais.
O corte de 15 pontos vem dos dados normativos de Goyette, Conners e Ulrich (1978), em que valores por volta de dois desvios padrão acima da média indicavam hiperatividade. Esse número se tornou regra prática, mas Ullmann, Sleator e Sprague (1985) mostraram, com amostra normativa maior, que 15 é baixo demais e classifica como positivas muitas crianças sem o problema, especialmente meninos.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 0 – 14 | Abaixo do corte tradicional | Índice de hiperatividade abaixo do limiar clássico para aquele informante. |
| 15 – 30 | Acima do corte tradicional | Comportamentos de hiperatividade e reatividade em nível elevado; investigar com instrumentos pelo DSM e entrevista. |
Idade, sexo e informante mudam a distribuição dos escores, e Rowe e Rowe (1997) mostraram diferenças importantes nas normas parentais. Use o corte como sinal, não como veredito. O melhor uso do Conners Abreviado é longitudinal: a mudança no mesmo informante ao longo do tratamento é mais informativa que um valor isolado.
Tratar o corte de 15 como diagnóstico
O próprio histórico da escala mostra que 15 gera falsos positivos. Descrever “criança com TDAH segundo Conners” a partir do corte é um erro técnico.
Comparar informantes diferentes no seguimento
Comparar a mãe na linha de base com a professora depois do tratamento mistura olhar e contexto. A evolução deve ser feita no mesmo informante.
Confundir a versão abreviada com o Conners 3
O Conners 3 tem escalas, escores T e normas próprias. Aplicar critérios de uma versão na outra invalida a leitura.
Perder o histórico de aplicações
Registre versão, data e informante em cada aplicação. A comparação clínica exige formulários equivalentes; não misture o índice de 10 itens com os formulários de 42 e 39 itens presentes no fluxo atual.
No PontoAzul, a correção do Conners Abreviado segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo do índice histórico de 10 itens, sem dados reais. Ilustra a interpretação profissional de duas aplicações equivalentes; não representa uma linha do tempo automática nem os formulários de 42/39 itens do fluxo atual.
No Questionário Abreviado de Conners (Índice de Hiperatividade), respondido pela professora, o escore total passou de 21 pontos, em 10/03/2026, para 11 pontos, em 07/04/2026, redução de 48% após o início do tratamento. O escore atual está abaixo do corte tradicional de 15 pontos (Goyette et al., 1978). A melhora foi mais evidente nos itens de inquietação e atenção, persistindo reatividade emocional leve. Recomenda-se nova aplicação com os pais para verificar se a mudança se estende ao ambiente doméstico.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
SNAP-IV: 26 itens para pais e professores, critério de 6 itens e média por dimensão.
Vanderbilt: sintomas de TDAH, comorbidades e desempenho, com versões para pais e professores.
Cinquenta e oito itens e quatro fatores relatados pela família.
SDQ: 25 itens, 5 escalas, total de dificuldades de 0 a 40 e faixas por informante.
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
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