1Impulsividade atencional
Oito itens reúnem dificuldade de manter atenção e instabilidade cognitiva no modelo fatorial original.
A BIS-11 reúne 30 respostas de 1 a 4 para descrever traços de impulsividade. A correção exige recodificar os itens invertidos antes de somar o total de 30 a 120. O modelo original organiza três fatores; o fluxo brasileiro do PontoAzul calcula controle inibitório e falta de planejamento, além do total, para revisão no laudo-base.
A BIS-11 é um autorrelato de 30 itens sobre impulsividade. Cada resposta vale de 1 a 4; após as inversões, o total varia de 30 a 120. O modelo original descreve fatores atencional, motor e de não planejamento. O fluxo brasileiro do PontoAzul calcula dois fatores: controle inibitório e falta de planejamento. A versão e a estrutura adotadas devem acompanhar a interpretação; o resultado não determina diagnóstico de TDAH.
Oito itens reúnem dificuldade de manter atenção e instabilidade cognitiva no modelo fatorial original.
Onze itens descrevem tendência a agir prontamente e aspectos de perseverança comportamental.
Onze itens abordam autocontrole e complexidade cognitiva relacionados a antecipar consequências.
Registre as 30 respostas da BIS-11 brasileira incorporada, de 1 a 4. Contextualize o resultado e a referência na revisão do laudo-base. Total e dois fatores brasileiros em leitura dimensional, sem corte clínico automático.
O PontoAzul aplica a recodificação e calcula o total de 30 a 120 e dois fatores brasileiros: controle inibitório e falta de planejamento. Essa saída difere do modelo original de três fatores descrito como referência nesta página.
Testar com BIS-11Calcule a idade na data de aplicação do BIS-11
Autor(es): Jim H. Patton, Matthew S. Stanford e Ernest S. Barratt; adaptação brasileira: Leandro F. Malloy-Diniz e colaboradores · 1995 (adaptação brasileira: 2010)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
A Barratt Impulsiveness Scale-11 (BIS-11) foi apresentada por Patton, Stanford e Barratt em 1995 como a 11ª versão de uma medida de impulsividade. Seus 30 itens de autorrelato descrevem frequências de comportamentos e preferências que podem sugerir maior ou menor controle de impulsos. Cada resposta recebe de 1 a 4 pontos; determinados itens precisam ser invertidos antes da soma porque descrevem condutas de maior planejamento ou autocontrole. O total possível é de 30 a 120. A pontuação tem natureza dimensional: dizer apenas que uma pessoa marcou 79 perde informação sobre quais comportamentos sustentam esse número.
O modelo original reúne três fatores de segunda ordem. O atencional combina atenção e instabilidade cognitiva em oito itens; o motor reúne ação e perseverança em onze; o de não planejamento agrupa autocontrole e complexidade cognitiva em outros onze. A Sociedade Internacional de Pesquisa sobre Impulsividade recomenda relatar pelo menos os três fatores, além do total. Estudos posteriores questionaram a estabilidade dessa estrutura em algumas amostras, razão para identificar sempre o modelo adotado. Não há uma única tabela de cores que transforme qualquer escore em gravidade clínica para todos os públicos.
No Brasil, Malloy-Diniz e colaboradores publicaram em 2010 uma tradução e adaptação cultural da BIS-11 para adultos, com atenção à equivalência linguística dos 30 itens. Publicações posteriores trouxeram dados normativos nacionais e análises da estrutura do instrumento. Para o profissional, isso significa que a escolha da referência importa tanto quanto a aritmética. Antes de interpretar, confirme a versão do formulário, a recodificação dos itens e o grupo com o qual o resultado será comparado. A BIS-11 pode compor uma bateria de TDAH ou de funções executivas, mas não foi criada para fechar esse diagnóstico pelo escore total.
A BIS-11 é útil em avaliações de adultos quando a pergunta envolve diferenças individuais na tendência a agir sem planejamento, manter atenção ou controlar respostas imediatas. Pode ser aplicada em contextos clínicos e de pesquisa como medida de autorrelato e complementar entrevista, observação e tarefas de desempenho. Em uma investigação de TDAH, ajuda a detalhar a faceta impulsiva sem substituir critérios clínicos, início dos sintomas e prejuízo em mais de um contexto. O mesmo vale para outras demandas em que impulsividade aparece: o escore precisa ser interpretado dentro da história da pessoa e da população de comparação. A versão brasileira de 2010 trata de adultos; uso com outro público pede evidências específicas. Reaplicações só são comparáveis quando versão, instruções e método de correção permanecem consistentes.
Quando o BIS-11 não é a melhor escolha
A BIS-11 não é um teste diagnóstico de TDAH e não substitui entrevista ou avaliação de funções executivas. Se a pergunta clínica é sobre sintomas específicos de TDAH, considere ASRS ou ETDAH-AD; para observação objetiva de atenção, considere BPA-2. Uma pontuação isolada também não sustenta conclusão sobre risco ou capacidade funcional.
O modelo original agrupa seis componentes de primeira ordem em três fatores amplos. O número de itens abaixo soma 30; alguns recebem pontuação invertida antes do cálculo.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Atencional | 8 itens | Atenção e instabilidade cognitiva, em dois componentes de primeira ordem. |
| Motora | 11 itens | Ação imediata e perseverança, segundo o agrupamento original. |
| Não planejamento | 11 itens | Autocontrole e complexidade cognitiva ligados à antecipação de consequências. |
Confirme que o formulário corresponde à BIS-11 de 30 itens e explique que as respostas representam comportamento habitual, não uma prova de desempenho.
Apresente as quatro opções de frequência de 1 a 4 e verifique se a pessoa compreendeu a direção da escala.
Recolha o protocolo completo, conferindo itens sem marcação ou com duas respostas antes de iniciar a correção.
Registre a data, a versão brasileira utilizada e situações que possam influenciar a percepção da pessoa naquele momento.
Integre o resultado aos demais dados da avaliação antes de formular conclusão sobre funcionamento ou necessidade de intervenção.
A pontuação da BIS-11 começa com trinta valores de 1 a 4. A soma direta de todas as respostas é incorreta se ignorar os itens invertidos. Neles, a transformação em uma escala de quatro pontos é simples: 1 vira 4, 2 vira 3, 3 vira 2 e 4 vira 1. Só depois dessa etapa os itens são somados no fator a que pertencem. No modelo original, oito formam o fator atencional, onze o motor e onze o de não planejamento. A soma dos três fatores deve fechar com o total geral, entre 30 e 120.
A interpretação não termina na soma. Um total semelhante pode surgir de concentração de pontos no fator motor ou de elevações distribuídas. Também é necessário identificar a versão: a BIS-11A intermediária não deve ser tratada como uma BIS-11 completa, pois a composição difere. Dados normativos brasileiros existem para adultos, mas percentis e comparações só fazem sentido quando o profissional consulta a fonte apropriada ao caso e explica o grupo de referência. Evite transformar o valor em diagnóstico de TDAH ou em rótulo automático de gravidade.
No PontoAzul: Registre as 30 respostas da BIS-11 brasileira incorporada, de 1 a 4. O PontoAzul aplica a recodificação e calcula o total de 30 a 120 e dois fatores brasileiros: controle inibitório e falta de planejamento. Essa saída difere do modelo original de três fatores descrito como referência nesta página.
Confirme que o formulário é a BIS-11 de 30 itens, não a BIS-11A ou outra versão abreviada.
Registre cada resposta de 1 a 4, de raramente ou nunca até quase sempre ou sempre, conforme o formulário utilizado.
Inverta os itens marcados para recodificação no guia da BIS-11; em uma escala de 1 a 4, a resposta invertida é 5 menos a resposta original.
Some os oito itens atencionais, os onze motores e os onze de não planejamento após a recodificação.
Some os três fatores para obter o total de 30 a 120 e compare com referências adequadas à população avaliada.
Registre se algum item faltou; não trate automaticamente ausência de resposta como o menor valor possível.
Exemplo de correção
Pessoa adulta fictícia de 31 anos responde à BIS-11 em 12/03/2026. Após conferir os 30 itens e aplicar as inversões previstas, os fatores totalizam:
O total ilustrativo é 79 de 120. Sem uma norma escolhida para a população, ele não recebe rótulo universal de leve ou grave; a leitura compara fatores, entrevista e referência utilizada.
A BIS-11 produz um total contínuo e três fatores, mas não há um conjunto único de faixas clínicas válido para qualquer população. A Sociedade Internacional de Pesquisa sobre Impulsividade recomenda descrever pelo menos os fatores amplos, porque pessoas com o mesmo total podem ter perfis diferentes. Existem dados normativos para adultos brasileiros, que devem ser consultados com atenção à amostra e ao método de pontuação. Por isso, esta página não colore intervalos fixos de gravidade. Primeiro confirme a versão, as inversões e os dados de referência; depois compare o resultado ao grupo pertinente e à entrevista.
A estrutura fatorial da BIS-11 é debatida em estudos posteriores. Diferentes pesquisas podem usar agrupamentos e normas distintos; indique qual foi escolhido. Escores altos sugerem maior impulsividade autorreferida, mas não demonstram uma condição diagnóstica específica e podem variar conforme contexto e compreensão dos itens. No fluxo PontoAzul, a estrutura brasileira incorporada produz dois fatores (controle inibitório e falta de planejamento), e não os três fatores originais apresentados nesta referência.
Esquecer itens invertidos
Alguns enunciados indicam comportamento menos impulsivo. Somá-los diretamente infla ou reduz artificialmente o total e os fatores.
Misturar BIS-11 e BIS-11A
A versão intermediária BIS-11A tem composição diferente. O mesmo rótulo informal pode esconder formulários incompatíveis.
Somar fatores antes da recodificação
A atribuição a cada fator só faz sentido depois de aplicar as inversões previstas para os itens que o compõem.
Criar corte clínico universal
Um total isolado não estabelece impulsividade patológica. Descreva a referência normativa e a pergunta clínica.
No PontoAzul, a correção do BIS-11 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Exemplo demonstrativo de BIS-11, sem dados reais. O PontoAzul aplica a recodificação e calcula o total de 30 a 120 e dois fatores brasileiros: controle inibitório e falta de planejamento. Essa saída difere do modelo original de três fatores descrito como referência nesta página. A interpretação ilustrada incorpora a leitura profissional do protocolo e da entrevista.
No exemplo demonstrativo, a pessoa adulta obteve 79 pontos na BIS-11 após a recodificação dos itens previstos. O fluxo brasileiro do PontoAzul organiza o total e os fatores controle inibitório e falta de planejamento. A interpretação profissional considera a referência adotada, a entrevista e as situações em que a impulsividade foi relatada; esse total isolado não determina diagnóstico. O perfil deve ser integrado às demais informações do caso e às observações do profissional antes da conclusão do laudo.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
36 itens, seis subescalas, 11 itens invertidos e total de 36 a 180, sem ponto de corte.
ASRS-v1.1: 18 itens de TDAH adulto da OMS, rastreio positivo com 4 de 6 na Parte A.
ETDAH-AD: 69 itens, 5 fatores, autorrelato de 12 a 87 anos com normas brasileiras.
BPA-2: atenção concentrada, alternada, dividida e geral, de 6 a 94 anos.
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
Testar grátis por 7 dias