1Registro
Repetir palavras ditas pelo examinador; atenção imediata. Presente nas três versões.
O MMSE-2 é a segunda edição do Mini Exame do Estado Mental, o rastreio cognitivo mais usado no mundo. Tem três versões: breve (0–16 pontos), padrão (0–30) e expandida (0–90), cada uma em formas azul e vermelha para reaplicação. Veja o que cada versão avalia, como pontuar e por que a escolaridade pesa tanto na leitura.
O Mini Exame do Estado Mental – 2ª edição (MMSE-2) é um rastreio cognitivo para adultos. Tem versões breve, padrão e expandida, com máximos de 16, 30 e 90 pontos. No PontoAzul, BV e SV recebem o total bruto; EV recebe subtotal SV, memória de histórias e velocidade de processamento. A conversão em escore T usa a tabela publicada por idade e escolaridade. A comparação com aplicação anterior é opcional e exige versão compatível.
Repetir palavras ditas pelo examinador; atenção imediata. Presente nas três versões.
Data, dia da semana, local e cidade. Presente nas três versões.
Lembrar as palavras registradas após tarefa interferente; memória recente. Presente nas três versões.
Subtrações seriadas; entra nas versões padrão e expandida.
Nomeação, repetição, compreensão de comando, leitura e escrita; versões padrão e expandida.
Cópia de figura; versões padrão e expandida.
Tarefas exclusivas da versão expandida, que aumentam a sensibilidade a quadros leves e subcorticais.
Informe data, escolaridade, versão e forma; em BV/SV transcreva o total bruto, e em EV informe subtotal SV, memória de histórias e velocidade de processamento. O rastreio vira um parágrafo de laudo-base com a referência usada, pronto para você ajustar.
O PontoAzul valida o total BV/SV ou soma os três componentes EV e consulta o escore T por idade e escolaridade quando publicado. Uma aplicação anterior informada pode alimentar a comparação de mudança confiável.
Testar com MMSE-2Calcule a idade na data de aplicação do MMSE-2
Autor(es): Marshal F. Folstein, Susan E. Folstein, Travis White e Melissa A. Messer; adaptação brasileira de Spedo, Pereira, Foss e Barreira · 2010 (original); adaptação brasileira pela Hogrefe
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Mini-Mental State Examination (MMSE) foi publicado por Marshal Folstein, Susan Folstein e Paul McHugh em 1975 e se tornou o rastreio cognitivo mais usado em clínicas, hospitais e pesquisas. Em 2010, Marshal F. Folstein, Susan E. Folstein, Travis White e Melissa A. Messer lançaram pela PAR a segunda edição, o MMSE-2, com padronização dos itens, formas alternativas e duas novas versões.
A edição brasileira, publicada pela Hogrefe, foi adaptada por Carina T. Spedo, Danilo Assis Pereira, Maria Paula Foss e Amilton A. Barreira. O público-alvo vai de 18 a 100 anos, e a aplicação pode ser feita por médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e pesquisadores treinados. O Mini-Mental aparece no SATEPSI como instrumento não privativo do psicólogo.
As três versões se encaixam. A breve (0–16) reúne registro, orientação e evocação. A padrão (0–30) acrescenta atenção e cálculo, linguagem e cópia, e equivale ao MMSE original. A expandida (0–90) inclui memória de história e velocidade de processamento, pensadas para detectar quadros mais leves e demências subcorticais. Cada versão tem forma azul e vermelha.
O MMSE-2 é indicado para rastrear comprometimento cognitivo em adultos e idosos, estimar a gravidade de um quadro já identificado e acompanhar a evolução ao longo do tempo, inclusive em ensaios clínicos. É útil em consultórios, hospitais, ambulatórios de memória e atenção básica. Na avaliação neuropsicológica, funciona como porta de entrada: um resultado abaixo do esperado para a escolaridade indica aprofundar com baterias como NEUPSILIN, testes de memória e escalas funcionais.
Quando o MMSE-2 não é a melhor escolha
O MMSE-2 não serve para diagnosticar demência nem para descrever um perfil neuropsicológico: é rastreio. Em pessoas analfabetas ou com pouquíssima escolaridade, vários itens de linguagem e cálculo perdem validade e o escore cai sem relação com declínio. Com deficiência visual ou auditiva não corrigida, ou em quadros de delirium, adie a aplicação ou interprete com muita cautela.
As três versões são encaixadas: a padrão contém a breve, e a expandida contém a padrão. Isso permite começar pela versão mais curta e ampliar quando a dúvida clínica exigir.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| MMSE-2 Versão Breve (BV) | 0–16 pontos | Registro, orientação e evocação; cerca de 5 minutos. Útil em triagens rápidas. |
| MMSE-2 Versão Padrão (SV) | 0–30 pontos | Acrescenta atenção e cálculo, linguagem e cópia; equivalente ao Mini-Mental original, 10 a 15 minutos. |
| MMSE-2 Versão Expandida (EV) | 0–90 pontos | Acrescenta memória de história e velocidade de processamento; cerca de 20 minutos, mais sensível a comprometimento leve. |
| Formas azul e vermelha | Equivalentes | Mesmo construto com conteúdos diferentes em alguns subtestes, para reduzir efeito de aprendizagem em reaplicações. |
Confirme a escolaridade em anos completos, se o paciente usa óculos e aparelho auditivo e se está alerta e orientado para a tarefa.
Escolha a versão pela pergunta clínica: breve para triagem rápida, padrão para rotina e expandida para suspeita de quadro leve.
Aplique na ordem do protocolo, lendo as instruções literalmente e sem dar pistas nas perguntas de orientação e evocação.
Registre as respostas exatas de linguagem e guarde a cópia da figura para conferência.
Anote a forma usada (azul ou vermelha) para alternar na reaplicação.
A pontuação do MMSE-2 é uma soma de acertos, mas a leitura depende de três variáveis: a versão, a forma e a escolaridade. O total só tem significado comparado à norma de idade e escolaridade ou a uma referência de corte explícita. Em acompanhamento, a variação entre aplicações vale mais do que um único escore, desde que a versão seja a mesma.
No PontoAzul, BV e SV recebem o total bruto transcrito. Na EV, você informa três componentes: subtotal SV, memória de histórias e velocidade de processamento; a soma não pode ultrapassar 90. A conversão em escore T considera idade, escolaridade e tabela publicada. O registro opcional de uma aplicação anterior permite calcular mudança confiável quando a versão é a mesma. O fluxo não recebe todos os acertos por domínio nem gera automaticamente um perfil de perdas em cada domínio.
Registre idade, escolaridade em anos, versão e forma (azul ou vermelha) usadas.
Pontue cada item como acerto ou erro, seguindo os critérios literais do manual para respostas parcialmente corretas.
Some os pontos da versão aplicada: até 16 na breve, 30 na padrão e 90 na expandida.
Compare o total com as normas por idade e escolaridade do manual ou com a referência de corte adotada, informando qual.
Em reaplicações, alterne as formas e compare a variação com a aplicação anterior.
Exemplo de correção
Caso fictício: homem de 74 anos, 4 anos de escolaridade, queixa de esquecimento há um ano. Versão padrão, forma azul:
Total 23, abaixo da mediana de 25 descrita por Brucki et al. (2003) para 1 a 4 anos de escolaridade, com perda concentrada em evocação. Indica aprofundar com bateria neuropsicológica.
O MMSE-2 não tem um ponto de corte universal. O manual brasileiro traz normas por idade e escolaridade, e na literatura nacional as referências mais citadas para a versão de 30 pontos, equivalente ao Mini-Mental original, são as de Bertolucci et al. (1994) e as medianas de Brucki et al. (2003), mostradas abaixo. Uma revisão sistemática de 2019 alertou que os dados normativos brasileiros são heterogêneos, por isso informe sempre a referência.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| Analfabetos | Mediana 20 (Brucki, 2003) | Bertolucci (1994) propôs 13 como ponto de corte para esse grupo. |
| 1 – 4 anos de estudo | Mediana 25 | Escores bem abaixo da mediana pedem investigação complementar. |
| 5 – 8 anos de estudo | Mediana 26,5 | Referência para escolaridade fundamental completa ou quase. |
| 9 – 11 anos de estudo | Mediana 28 | Perdas de três ou mais pontos em relação à mediana já chamam atenção. |
| Mais de 11 anos de estudo | Mediana 29 | Bertolucci (1994) usou 26 como corte para alta escolaridade. |
As medianas se referem à versão de 30 pontos. As versões breve e expandida têm métricas próprias e devem ser lidas pelas normas do manual. Um escore normal não exclui comprometimento leve, sobretudo em pessoas com alta escolaridade.
Usar um corte único para todos
Aplicar 24 pontos a qualquer paciente ignora a escolaridade. Um analfabeto com 19 e um universitário com 26 podem estar em situações opostas.
Misturar totais de versões diferentes
Comparar um 14 da versão breve com um 23 da padrão não mede evolução. Registre a versão e compare só dentro dela.
Repetir a mesma forma na reaplicação
Reaplicar a forma azul poucos meses depois favorece o efeito de prática. Alterne para a vermelha.
Pontuar subtrações em cadeia de modo errado
Erros encadeados nas subtrações seriadas são pontuados pelo intervalo correto a partir da resposta anterior. Zerar a sequência após o primeiro erro rebaixa o total. No PontoAzul, transcreva o total BV/SV conferido no protocolo ou os três componentes EV.
No PontoAzul, a correção do MMSE-2 segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. O fluxo atual registra versão, forma e total BV/SV ou componentes EV, com escore T publicado por idade e escolaridade. A análise por domínio do exemplo depende da revisão profissional do protocolo.
No Mini Exame do Estado Mental – 2ª edição (MMSE-2), versão padrão, forma azul, aplicado em 18/06/2026, o paciente de 74 anos e 4 anos de escolaridade obteve 23 de 30 pontos, abaixo da mediana esperada para seu nível de escolaridade segundo Brucki et al. (2003). A principal perda ocorreu na evocação tardia, com apenas uma das três palavras recordada, enquanto orientação e linguagem estiveram preservadas. O resultado indica rastreio positivo para comprometimento cognitivo e justifica avaliação neuropsicológica detalhada da memória.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
NEUPSILIN: 8 funções cognitivas, 32 tarefas, perfil em escore Z em uma sessão.
RAVLT: curva A1–A7, ALT, esquecimento, interferência e reconhecimento.
WAIS-III: 14 subtestes, QIV, QIE, QIT e 4 índices fatoriais para 16 a 89 anos.
Fluência fonêmica e semântica em seis tarefas, com comparação por idade de 7 a 10 anos.
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
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