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Identificar o que um conjunto de figuras tem em comum e escolher as que pertencem à mesma categoria; raciocínio abstrato. Presente nas duas versões.
O SON-R é o teste não verbal de inteligência usado quando a linguagem atrapalha a medida: crianças com TEA, surdez, atraso de fala ou pouca escolaridade. No Brasil há duas versões favoráveis no SATEPSI: SON-R 2½-7[a], de 2 anos e meio a 7 anos, e SON-R 6-40, de 6 a 40 anos. Ambas têm quatro subtestes e podem ser aplicadas com instruções por gestos. A correção disponível no PontoAzul corresponde ao SON-R 2½-7[a]; a edição SON-R 6-40 é discutida apenas para diferenciar versões.
O SON-R avalia inteligência sem exigir respostas verbais e possui diferentes edições. A correção PontoAzul corresponde ao SON-R 2½-7[a], com os subtestes Mosaicos, Categorias, Situações e Padrões, conversões por idade, escalas e QI não verbal. A edição SON-R 6-40 tem protocolo e normas próprios e não integra este módulo. A interpretação considera as condições da aplicação.
Identificar o que um conjunto de figuras tem em comum e escolher as que pertencem à mesma categoria; raciocínio abstrato. Presente nas duas versões.
Completar cenas incompletas com as partes que faltam; raciocínio concreto sobre relações do cotidiano.
Aplicar a transformação observada em um par de figuras a uma nova figura; raciocínio abstrato e indutivo.
Reproduzir padrões com peças quadradas; habilidade espacial e visuomotora. Presente nas duas versões.
Completar ou copiar desenhos de linhas; raciocínio espacial e coordenação visuomotora. Presente nas duas versões.
Transcreva os brutos de Mosaicos, Categorias, Situações e Padrões do SON-R 2½-7[a] já aplicado e confira as datas. Um laudo-base descreve a inteligência não verbal e as condições de aplicação, para você revisar e completar.
O PontoAzul usa as normas brasileiras do SON-R 2½-7[a] para converter os subtestes e calcular as escalas e o QI não verbal.
Testar com SON-RCalcule a idade na data de aplicação do SON-R
Autor(es): Peter J. Tellegen e Jacob A. Laros; adaptações brasileiras de Laros, Jesus, Karino (2½-7[a]) e Valentini, Lima (6-40) · 2015 (SON-R 2½-7[a], Brasil); SON-R 6-40 aprovado no SATEPSI em 2022
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O SON-R (Snijders-Oomen Nonverbal Intelligence Test) nasceu na Holanda para avaliar crianças surdas e se tornou referência para medir inteligência sem depender da linguagem. As versões atuais foram desenvolvidas por Peter J. Tellegen e Jacob A. Laros, e o Brasil tem hoje duas adaptações publicadas pela Hogrefe CETEPP.
O SON-R 2½-7[a] é a versão abreviada do SON-R 2½-7, normatizada no Brasil em 2008 com 1.200 crianças estratificadas por região, sexo e escolaridade, e com manual de 2015 (Laros, Tellegen, Jesus e Karino). Tem quatro subtestes — Categorias, Situações, Mosaicos e Padrões — e correlacionou 0,75 com o WPPSI-III e 0,69 com o WISC-III em estudo de validade convergente com 109 crianças.
O SON-R 6-40 cobre de 6 a 40 anos com Analogias, Mosaicos, Categorias e Padrões, foi adaptado por Felipe Valentini, Tellegen, Laros e Renata M. F. de Lima e recebeu parecer favorável do SATEPSI em 2022. Nas duas versões, as instruções podem ser verbais ou por gestos, e o procedimento adaptativo reduz a aplicação de itens muito fáceis ou muito difíceis.
O SON-R é indicado sempre que a linguagem pode mascarar a capacidade intelectual: crianças e adultos com Transtorno do Espectro Autista com pouca ou nenhuma fala, surdez ou deficiência auditiva, atraso de linguagem, transtornos da comunicação, imigrantes que não dominam o português, baixa escolaridade e suspeita de deficiência intelectual em pessoas com dificuldade de comunicação. Em estudo brasileiro com 37 pessoas com TEA, o SON-R 6-40 diferenciou o desempenho de quem tinha fala preservada e de quem não tinha.
Quando o SON-R não é a melhor escolha
O SON-R não é a escolha quando a pergunta envolve linguagem, memória operacional verbal ou velocidade de processamento, porque o teste deliberadamente não mede essas funções. Também não substitui um perfil Wechsler completo quando a pessoa fala bem e a queixa é escolar. Em deficiência visual importante, os estímulos gráficos inviabilizam a aplicação. Fora das faixas de 2½ a 7 e de 6 a 40 anos, não há normas brasileiras.
As duas versões seguem a mesma lógica: dois subtestes de raciocínio e dois de execução espacial, com procedimento adaptativo que ajusta o ponto de partida e reduz itens fáceis ou difíceis demais.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Categorias | Raciocínio · ambas | Classificação de figuras por atributo comum. |
| Situações | Raciocínio · 2½-7[a] | Relações concretas e significado de cenas. |
| Analogias | Raciocínio · 6-40 | Transformações abstratas entre figuras. |
| Mosaicos | Execução espacial · ambas | Construção de padrões com peças. |
| Padrões | Execução espacial · ambas | Continuação e cópia de desenhos de linhas. |
| QI total | Composto | Combina os quatro subtestes em uma estimativa de inteligência geral não verbal. |
Escolha a versão pela idade e pela hipótese: 2½-7[a] até 7 anos e 11 meses, 6-40 a partir de 6 anos.
Decida a modalidade de instrução (verbal ou por gestos) e mantenha-a durante toda a sessão.
Aplique os subtestes na ordem do manual, iniciando pelo ponto de entrada da idade e dando feedback conforme as instruções.
Siga o critério de interrupção por erros de cada subteste e registre acertos item a item.
Anote colaboração, necessidade de pausas e comportamentos que possam ter afetado o desempenho.
A correção do SON-R combina o procedimento adaptativo com tabelas por idade. O ponto de entrada define quais itens anteriores contam como acertos, e a interrupção define onde o bruto termina. Os brutos viram escores normatizados por subteste e a soma desses escores vira o QI total, com intervalo de confiança. A análise de perfil compara subtestes de raciocínio e de execução espacial.
No PontoAzul, o módulo de SON-R corrige a edição brasileira 2½-7[a]. Você registra os brutos dos quatro subtestes e confere as datas; o sistema usa a idade para as conversões e organiza escalas e QI. A correção SON-R 6-40 não integra esse módulo. O resultado pode apoiar o laudo-base, que o profissional revisa.
Calcule a idade exata na data de aplicação; as normas são organizadas por idade.
Registre acertos e erros de cada item seguindo o procedimento adaptativo (ponto de entrada e critério de interrupção por erros).
Some os pontos brutos de cada subteste considerando os itens anteriores ao ponto de entrada como acertos, conforme o manual.
Converta cada bruto em escore normatizado do subteste pela tabela da idade.
Some os escores dos quatro subtestes e converta a soma no QI total, com intervalo de confiança.
Exemplo de correção
Caso fictício: menino de 5 anos e 2 meses com TEA e fala restrita, SON-R 2½-7[a] com instruções por gestos. Escores ilustrativos dos subtestes (média 10):
Habilidades espaciais preservadas (Mosaicos e Padrões na média) e raciocínio concreto como ponto mais fraco (Situações). O QI não verbal ajuda a separar o atraso de linguagem de um prejuízo intelectual global.
No SON-R 2½-7[a], o QI usa média 100 e desvio-padrão 15, e os subtestes, média 10 e desvio-padrão 3, o que permite descrever o resultado pelas faixas convencionais das escalas de inteligência. Confirme no manual da versão aplicada a nomenclatura adotada antes de redigir o laudo.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| 130 ou mais | Muito superior | Raciocínio não verbal muito acima do esperado para a idade. |
| 115 – 129 | Acima da média | Desempenho superior à maioria dos pares (1 a 2 DP acima). |
| 85 – 114 | Média | Dentro de um desvio-padrão da média. |
| 70 – 84 | Abaixo da média | Entre 1 e 2 DP abaixo; investigar com medidas adaptativas. |
| 69 ou menos | Muito abaixo da média | Mais de 2 DP abaixo; hipótese de deficiência intelectual exige avaliação do comportamento adaptativo. |
As faixas acima seguem os desvios-padrão da métrica e servem de referência descritiva. Em TEA não verbal, registre a forma de instrução usada (verbal ou por gestos) e o nível de colaboração, que afetam diretamente a confiabilidade do QI.
Não creditar itens anteriores ao ponto de entrada
No procedimento adaptativo, itens mais fáceis que não foram aplicados contam como acertos. Somar só o que foi aplicado derruba o bruto e o QI.
Interromper o subteste pelo critério errado
A regra de interrupção por número de erros varia por subteste e por série de itens. Parar cedo ou tarde demais distorce o escore.
Usar a tabela da versão errada
As edições SON-R 2½-7[a] e SON-R 6-40 têm protocolos e normas distintos. O módulo PontoAzul implementado corresponde ao 2½-7[a]; não transcreva nele brutos do 6-40.
Tratar o QI não verbal como QI global
O SON-R não mede linguagem nem memória verbal. O laudo deve dizer explicitamente que se trata de inteligência não verbal.
No PontoAzul, a correção do SON-R segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, o módulo de SON-R corrige a edição brasileira 2½-7[a]. Você registra os brutos dos quatro subtestes e confere as datas; o sistema usa a idade para as conversões e organiza escalas e QI. A correção SON-R 6-40 não integra esse módulo. O resultado pode apoiar o laudo-base, que o profissional revisa.
Para avaliação do funcionamento intelectual sem a interferência da linguagem, aplicou-se o Teste Não Verbal de Inteligência SON-R 2½-7[a], com instruções por gestos, em 10/06/2026. A criança, de 5 anos e 2 meses, obteve QI na faixa Média Inferior. Os subtestes espaciais, Mosaicos e Padrões, situaram-se na média para a idade, enquanto Situações, que exige compreender relações concretas entre elementos de uma cena, foi o ponto mais fraco. O perfil indica que o atraso de linguagem observado não se acompanha de rebaixamento intelectual global.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
WISC-IV: 15 subtestes, 4 índices fatoriais e QI Total para 6 a 16 anos.
Raven infantil: 36 matrizes em 3 séries, percentil por idade, 5 a 11 anos.
Escala não verbal de 92 itens e oito níveis, aplicada dos 3 anos e 6 meses aos 9 anos e 11 meses.
Trinta pranchas, escore de 0 a 30 e percentis para crianças de 5 a 11 anos.
Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.
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