1Série A
12 itens: completar padrões contínuos; exige atenção a detalhes visuais e percepção de identidade.
O CPM-Raven (Raven infantil) avalia o raciocínio não verbal de crianças de 5 a 11 anos e 11 meses com 36 matrizes coloridas em três séries: A, Ab e B. É rápido, pode ser aplicado em grupo e depende pouco da linguagem. Veja como corrigir, converter o total em percentil e ler a classificação por graus.
As Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (CPM-Raven), conhecidas no Brasil como Raven infantil ou Escala Especial, são um teste não verbal de inteligência geral (fator g) para crianças de 5 a 11 anos e 11 meses. São 36 itens de múltipla escolha divididos em três séries de 12 (A, Ab e B), em que a criança escolhe a peça que completa um desenho. O total de acertos é convertido em percentil pela idade. A edição brasileira atual é da Pearson (2018).
12 itens: completar padrões contínuos; exige atenção a detalhes visuais e percepção de identidade.
12 itens: completar figuras formadas por partes separadas; reconhecimento de padrões e relações espaciais.
12 itens: analogias entre figuras; raciocínio sobre relações entre estímulos não verbais.
Informe o total bruto ou os acertos A, Ab e B já apurados, a data e a referência etária publicada do CPM-Raven. Percentil e classificação permanecem disponíveis na revisão do laudo-base. Total, séries quando registradas, percentil e classificação com a referência identificada.
O PontoAzul soma as séries quando informadas, confere a compatibilidade etária da referência selecionada e converte o total em percentil e classificação. O fluxo atual não recebe respostas item a item.
Testar com CPM-RavenCalcule a idade na data de aplicação do CPM-Raven
Autor(es): J. C. Raven, J. Raven e J. H. Court; adaptação brasileira de Schlottfeldt, Alves, de Paula e Malloy-Diniz · 1947 (original); 2018 (edição brasileira Pearson)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
As Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (CPM) foram criadas por John C. Raven em 1947 como versão infantil das Matrizes Progressivas. O objetivo é medir o fator g, em especial a capacidade edutiva: extrair relações e regras de um material novo. O uso de cores torna a tarefa mais atrativa para crianças pequenas e para pessoas com dificuldades de comunicação.
No Brasil, o teste ficou conhecido como Escala Especial e teve normas locais publicadas por Angelini e colaboradores em São Paulo e por Bandeira e colaboradores em Porto Alegre (779 crianças, 2004). A edição atual, publicada pela Pearson Clinical Brasil em 2018, foi adaptada por Carlos Guilherme Maciel Furtado Schlottfeldt, Gisele Aparecida da Silva Alves, Jonas Jardim de Paula e Leandro Fernandes Malloy-Diniz.
O teste tem 36 itens em três séries de 12: A, Ab e B. Cada item mostra um desenho com uma parte faltando e seis alternativas. A dificuldade cresce dentro de cada série. O resultado é o total de acertos, convertido em percentil para a idade.
O CPM-Raven é indicado para crianças de 5 a 11 anos e 11 meses quando se quer uma medida rápida de raciocínio não verbal: triagem escolar, investigação inicial de dificuldade de aprendizagem, crianças com linguagem limitada, bilíngues ou de baixa escolarização, e como complemento a escalas completas. Também é usado na identificação inicial de altas habilidades, com percentil 90 ou 95 como critério de encaminhamento para avaliação aprofundada. Pode ser aplicado em grupo, o que facilita triagens em escolas.
Quando o CPM-Raven não é a melhor escolha
O CPM-Raven não gera perfil cognitivo: mede um único aspecto, o raciocínio analógico não verbal. Não use como única base para concluir deficiência intelectual ou altas habilidades, nem para crianças com baixa visão ou dificuldade de discriminar cores. Acima de 11 anos e 11 meses, faltam normas; nesse caso, considere o R-2 até 12 anos ou instrumentos para adolescentes e adultos.
As três séries são aplicadas em sequência, com dificuldade crescente dentro de cada série. A criança aponta ou marca a alternativa que completa a figura entre seis opções.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Série A | A1–A12 | Continuidade de padrão; os primeiros itens servem também de treino. |
| Série Ab | Ab1–Ab12 | Integração de partes discretas em um todo. |
| Série B | B1–B12 | Raciocínio analógico; itens finais exigem relações abstratas. |
| Total | 0–36 | Soma de acertos das três séries, convertida em percentil pela faixa etária. |
Confirme a data de nascimento e registre a data de aplicação na folha de respostas.
Apresente o primeiro item da série A como demonstração, mostrando como escolher a peça que completa o desenho.
Aplique as séries A, Ab e B em sequência, sem limite rígido de tempo, incentivando a criança a tentar todos os itens.
Em aplicação coletiva, use grupos pequenos e aplique individualmente às crianças mais novas, que precisam de acompanhamento.
Anote comportamentos como impulsividade, respostas muito rápidas ou desistência, que ajudam a interpretar o total.
A correção do CPM é simples na soma e delicada na norma. Os acertos de cada série somam o total de 0 a 36, que é convertido em percentil pela tabela da faixa etária. A conferência da distribuição por série ajuda a identificar protocolos pouco confiáveis. Como a tabela muda a cada faixa de idade, a data de nascimento precisa estar correta.
No PontoAzul: Informe o total bruto ou os acertos A, Ab e B já apurados, a data e a referência etária publicada do CPM-Raven. O PontoAzul soma as séries quando informadas, confere a compatibilidade etária da referência selecionada e converte o total em percentil e classificação. O fluxo atual não recebe respostas item a item.
Calcule a idade da criança na data da aplicação para escolher a faixa normativa.
Corrija cada item com o crivo e some os acertos por série (A, Ab e B, de 0 a 12 cada).
Some as três séries para o total bruto (0 a 36).
Converta o total em percentil pela tabela da faixa etária do manual.
Classifique o percentil e verifique a consistência entre as séries (discrepância esperada de acertos por série) para detectar respostas ao acaso.
Exemplo de correção
Caso fictício: menina de 8 anos e 3 meses, triagem por queixa de dificuldade em matemática. Acertos por série:
Total 24, percentil 50: Grau III, intelectualmente médio. Distribuição de acertos coerente, decrescendo de A para B, como esperado.
O total do CPM-Raven é interpretado em percentil para a idade. A classificação em graus, tradicional nos manuais Raven e usada em estudos brasileiros, está abaixo. Informe no laudo a tabela normativa usada, pois há normas de diferentes épocas e regiões.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| P95 ou mais | Grau I – Intelectualmente superior | Raciocínio não verbal muito acima dos pares; pode indicar investigar altas habilidades. |
| P75 – P94 | Grau II – Definitivamente acima da média | Acima da maioria das crianças da mesma idade (II+ a partir de P90). |
| P26 – P74 | Grau III – Intelectualmente médio | Faixa central; III+ acima da mediana, III− abaixo. |
| P6 – P25 | Grau IV – Definitivamente abaixo da média | Abaixo da maioria dos pares (IV− a partir de P10). |
| P5 ou menos | Grau V – Intelectualmente deficiente | Desempenho muito baixo; exige avaliação intelectual completa e do comportamento adaptativo. |
A nomenclatura dos graus é histórica e não deve ser transcrita como diagnóstico. Em laudos, descreva o percentil e a faixa, e confirme a hipótese com escala completa e avaliação adaptativa. Confira no manual de 2018 se a tabela usada traz a mesma divisão.
Usar a tabela da idade errada
Confira a referência etária antes de converter o total. No PontoAzul, você seleciona uma referência publicada e o sistema confere sua compatibilidade com a idade na avaliação.
Somar sem conferir a consistência das séries
Muitos acertos na série B com poucos na A sugerem resposta ao acaso ou erro de marcação. Sem essa conferência, o percentil perde validade.
Misturar normas antigas e novas
Normas de São Paulo (anos 1980 e 1990), de Porto Alegre (2004) e da edição Pearson (2018) dão percentis diferentes para o mesmo total. O laudo precisa dizer qual foi usada.
Relatar QI a partir do Raven
O CPM gera percentil, não QI. Converter informalmente para um número de QI não tem respaldo no manual.
No PontoAzul, a correção do CPM-Raven segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Exemplo demonstrativo de CPM-Raven, sem dados reais. O PontoAzul soma as séries quando informadas, confere a compatibilidade etária da referência selecionada e converte o total em percentil e classificação. O fluxo atual não recebe respostas item a item. A interpretação ilustrada incorpora a leitura profissional do protocolo e da entrevista.
Nas Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (CPM-Raven), aplicadas individualmente em 02/07/2026, a criança, de 8 anos e 3 meses, acertou 24 dos 36 itens, resultado situado no percentil 50 para a idade segundo as normas brasileiras da edição de 2018, correspondente ao Grau III, intelectualmente médio. A distribuição de acertos entre as séries A, Ab e B foi coerente com o padrão esperado. O raciocínio analógico não verbal está preservado, o que sugere que a dificuldade em matemática relatada não decorre de limitação no raciocínio geral.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Dois conjuntos de 12 e 36 itens; o segundo fornece o escore bruto interpretado por percentil.
Trinta pranchas, escore de 0 a 30 e percentis para crianças de 5 a 11 anos.
WISC-IV: 15 subtestes, 4 índices fatoriais e QI Total para 6 a 16 anos.
SON-R 2½-7[a]: quatro subtestes e QI não verbal na edição incorporada ao PontoAzul.
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