Ir para o conteúdo
Personalidade, habilidades sociais e bem-estar · Avaliação

EAB-E: dois olhares sobre o bullying

EAB-E, Escala de Avaliação do Bullying Escolar, organiza sinais de envolvimento em situações de bullying nas perspectivas de vítima e autor.

Afirmativas
47
Escalas
2
Idade
6 a 20 anos
Normas
3 localidades

EAB-E em resumo

A Escala de Avaliação do Bullying Escolar (EAB-E), de Fábio Camilo da Silva, publicada em 2014, é um autorrelato com 47 afirmativas para estudantes de 6 a 20 anos. Ela separa indicadores de Vítimas e Autores. Os dois totais, apurados no protocolo oficial, podem ser convertidos em percentis conforme localidade e sexo da referência. O resultado serve como sinal para investigação, não como confirmação isolada de bullying.

Afirmativas
47
Escalas
2
Idade
6 a 20 anos
Normas
3 localidades
Publicação
2014
Vínculo escolar
3 meses ou mais

O que o EAB-E avalia?

1Vítimas

Reúne relatos de experiências negativas sofridas pelo estudante, tratados separadamente das ações praticadas contra colegas.

2Autores

Reúne relatos de comportamentos dirigidos a colegas, com total e comparação normativa próprios.

Dados que viram resultado

Do EAB-E ao gráfico e ao laudo

Você informa os totais Vítimas e Autores apurados no protocolo oficial, com localidade e categoria normativa. Com as duas perspectivas contextualizadas, ele prepara um laudo-base editável para sua revisão.

  • Vítimas e Autores sem mistura
  • Norma local escolhida com clareza
  • Sinais organizados para investigar

Correção programada e Cérebro PontoAzul

A correção programada do PontoAzul converte cada total pelo conjunto selecionado e preserva percentil e classificação.

Testar com EAB-E

Calculadora de idade cronológica

EAB-E — Escala de Avaliação de Bullying Escolar

Autor(es): Fábio Camilo da Silva · 2014

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o EAB-E?

A Escala de Avaliação do Bullying Escolar (EAB-E) foi elaborada por Fábio Camilo da Silva e publicada pela Vetor Editora em 2014. É um instrumento de autorrelato para estudantes que investiga indicadores de envolvimento em bullying a partir de duas perspectivas: vivências como vítima e comportamentos como autor. A editora descreve 47 afirmativas com opções de resposta sobre frequência. O foco é a vida escolar, não uma avaliação geral de personalidade ou comportamento fora da escola.

Uma comunicação do próprio autor em congresso brasileiro de 2013 relatou estudo com 362 estudantes de Santa Catarina, de 7 a 20 anos, e uma estrutura de dois fatores, vítimas e autores. Já o material comercial da editora indica uso de 6 a 20 anos, com pelo menos três meses de vínculo na mesma escola. Essa diferença entre a amostra do estudo e a faixa indicada para uso não deve ser apagada: uma descreve pesquisa específica, a outra, público do produto publicado.

O resultado da EAB-E reúne dois totais e suas conversões normativas. Percentis localizam a pontuação em uma referência publicada, mas não mostram, por si, repetição, intenção, desequilíbrio entre participantes ou a história concreta da turma. A plataforma PontoAzul atua após a aplicação: recebe totais previamente corrigidos pelo profissional e apresenta as duas conversões no caso, mantendo localidade e categoria normativa visíveis.

Indicação e população

Use a EAB-E quando a escola, família ou equipe precisa investigar sinais de vitimização ou autoria de bullying e o estudante atende à faixa e ao vínculo escolar descritos pela editora. Ela pode apoiar projetos de convivência e uma avaliação individual, inclusive com escuta separada das diferentes partes. A aplicação pode ser individual ou coletiva, sem limite fixo de tempo, desde que se preserve privacidade e compreensão das afirmativas. O instrumento ajuda a organizar evidência inicial; uma conclusão sobre fatos concretos depende de entrevistas, observações, registros escolares e contexto. A escolha da localidade normativa também precisa ser compatível com a fonte utilizada.

Quando o EAB-E não é a melhor escolha

A EAB-E não é indicada fora do ambiente escolar descrito nem para estudante sem o vínculo mínimo apontado pela editora. Não use percentil isolado para determinar que um episódio foi bullying. Para entender repertório social mais amplo de um adolescente, o IHSA-Del-Prette aborda frequência e dificuldade de habilidades interpessoais, com finalidade diferente.

Estrutura do EAB-E

O protocolo possui 47 afirmativas, mas a plataforma recebe apenas os dois totais apurados pelo profissional e converte cada perspectiva separadamente.

DimensãoItensO que avalia
Vítimas22 itensIndicadores de experiências relatadas como alvo de comportamentos negativos na escola.
Autores25 itensIndicadores de comportamentos negativos relatados em direção a outros estudantes.
Norma3 localidadesConversão por localidade e sexo normativo da fonte incorporada.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Confirme idade de 6 a 20 anos e vínculo de pelo menos três meses na escola antes de selecionar a EAB-E.

  2. 2

    Administre as 47 afirmativas no material oficial, individual ou coletivamente, com as instruções da edição.

  3. 3

    Apure separadamente os totais de Vítimas e Autores fora da plataforma, conferindo respostas omitidas e folha de correção.

  4. 4

    No PontoAzul, informe os dois totais, sexo normativo, localidade entre São Paulo, Santa Catarina e Brasília e data.

  5. 5

    Confira percentis e classificações de ambas as perspectivas antes de decidir que informações exigem investigação adicional.

Como corrigir o EAB-E

A apuração dos itens ocorre no protocolo oficial. A implementação atual do PontoAzul não recebe respostas individuais da EAB-E nem deriva totais a partir delas. Ela recebe dois números: total de Vítimas e total de Autores. A fonte técnica incorporada permite valores entre 0 e 50 para Vítimas e entre 0 e 44 para Autores. Esses intervalos são validações de entrada do fluxo, não faixas diagnósticas. O profissional também seleciona São Paulo, Santa Catarina ou Brasília e a categoria normativa publicada por sexo.

O servidor procura a conversão exata de cada total na tabela escolhida e retorna percentil e classificação correspondentes. Os resultados das duas perspectivas permanecem separados. Um percentil elevado aponta posição na amostra de referência; é inadequado converter esse número em conclusão automática de bullying sem examinar os acontecimentos. No PontoAzul, os dois totais já apurados, a localidade e a categoria escolhidas alimentam os percentis e um laudo-base editável para revisão profissional.

  1. Aplique e pontue as 47 afirmativas com o material oficial, sem transcrever itens para o site.

  2. Apure o total de Vítimas e o de Autores em campos diferentes.

  3. Selecione São Paulo, Santa Catarina ou Brasília e a categoria normativa publicada por sexo.

  4. Informe os dois totais já corrigidos e confira se estão nos intervalos aceitos pela fonte.

  5. Leia o percentil e a classificação de cada escala sem misturar os referenciais.

  6. Relacione sinais elevados a entrevistas e informações da escola antes de concluir o caso.

Exemplo de correção

Caso fictício: estudante de 13 anos, categoria normativa feminina, em escola paulista há mais de três meses. A folha oficial trouxe:

Total Vítimas
22
Percentil Vítimas
90
Total Autores
3
Percentil Autores
25

Na referência paulista feminina, Vítimas fica em média superior e Autores em média inferior; o achado exige investigação contextual.

Interpretação dos resultados

A EAB-E converte os dois totais em percentis pelas tabelas da edição incorporada, separadas por localidade e categoria normativa. O mesmo total pode ocupar posições diferentes quando a referência muda, por isso a escolha deve ser explícita. O material da editora trata valores elevados, sobretudo acima do percentil 90, como sinais para investigação individual, e não como diagnóstico. A ocorrência de bullying depende de compreender repetição, relação entre os envolvidos, relatos convergentes e condições da escola. Também é possível que alguém apresente indicadores nas duas perspectivas, o que não autoriza reduzir o caso a um rótulo simples. Quando não há uma referência adequada ou há respostas incompletas, não se deve forçar uma conversão. Descreva os dados brutos, a fonte e os limites da leitura.

Percentil descreve posição em uma amostra e não determina fato escolar ou risco atual isoladamente. Escuta, privacidade, proteção e contextualização são essenciais ao encaminhamento.

Erros comuns na correção manual

Somar Vítimas com Autores

As duas perspectivas usam totais e conversões próprias; um escore único apagaria diferenças relevantes.

Escolher localidade errada

São Paulo, Santa Catarina e Brasília têm tabelas específicas na fonte incorporada.

Confundir percentil com certeza

Uma posição elevada é sinal para aprofundar a investigação, não prova de episódio específico.

Digitar itens em vez de totais

A plataforma recebe apenas os dois totais previamente apurados no protocolo oficial.

No PontoAzul, a correção do EAB-E segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o EAB-E aparece no laudo

O PontoAzul conserva total, percentil e referência de cada perspectiva da EAB-E antes do laudo-base.

Em caso fictício, estudante de 13 anos com vínculo de quatro meses na escola respondeu à EAB-E. No protocolo oficial, os totais apurados foram 22 em Vítimas e 3 em Autores. Pela referência de São Paulo para a categoria feminina, o primeiro correspondeu ao percentil 90, classificação média superior, e o segundo ao percentil 25, média inferior. Esses indicadores descrevem o autorrelato na amostra normativa selecionada e não confirmam, sozinhos, um episódio de bullying. Recomenda-se escuta individual protegida, verificação de ocorrências e diálogo com a equipe escolar, preservando a privacidade da estudante. A conclusão deverá integrar contexto, repetição dos fatos e informações de outras fontes.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

EAB-E e instrumentos parecidos

  • IHSA-Del-Prette: Descreve frequência e dificuldade de habilidades sociais em adolescentes, não envolvimento em bullying.
  • IEP: Examina práticas parentais, uma dimensão familiar distinta dos relatos escolares.
  • CBCL/6-18: Capta comportamento amplo por relato de responsáveis, com foco diferente do autorrelato escolar.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (3)
  1. Silva, F. C. (2014). EAB-E: Escala de Avaliação do Bullying Escolar. Vetor Editora.
  2. Silva, F. C. (2013). Estudo de validade e precisão da Escala de Avaliação do Bullying Escolar. Resumo apresentado em congresso do Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica.
  3. Vetor Editora. Coleção EAB-E: descrição do instrumento, público, estrutura e aplicação.

Perguntas frequentes sobre o EAB-E

O que é a EAB-E?
A Escala de Avaliação do Bullying Escolar é um instrumento de autorrelato criado por Fábio Camilo da Silva e publicado pela Vetor em 2014. Investiga indicadores de envolvimento como vítima e como autor no contexto escolar. Ela ajuda a identificar situações que pedem investigação, mas o resultado sozinho não confirma a ocorrência de bullying em um caso específico.
Quantas afirmativas há na EAB-E?
Há 47 afirmativas na escala, conforme a descrição da editora. Elas pertencem a duas perspectivas, Vítimas e Autores, que geram totais distintos. A plataforma recebe os totais já apurados no material oficial; ela não apresenta os enunciados nem transforma respostas individuais em pontuação. Essa separação preserva o procedimento do instrumento.
Para qual idade a escala foi criada?
A editora indica estudantes de 6 a 20 anos que estejam na mesma escola há pelo menos três meses. A aplicação pode ser individual ou coletiva e não tem limite fixo de tempo. A idade e o vínculo escolar precisam ser verificados antes de usar o resultado, pois o instrumento focaliza relações entre estudantes naquele ambiente.
Como corrigir a EAB-E no PontoAzul?
O profissional aplica e pontua as 47 afirmativas com o material oficial fora da plataforma. Depois, informa ao PontoAzul os totais Vítimas e Autores, a localidade normativa, a categoria por sexo e a data da avaliação. O servidor consulta a tabela incorporada para devolver percentis e classificações de cada perspectiva, que devem ser revisados antes do laudo.
Quais localidades normativas estão disponíveis?
O fluxo atual do PontoAzul oferece tabelas de São Paulo, Santa Catarina e Brasília, com categorias por sexo conforme a fonte incorporada. A escolha da localidade altera a conversão de um mesmo total. Por isso, o profissional deve registrar a referência efetivamente pertinente e não trocar tabelas para obter uma classificação mais alta ou mais baixa.
Percentil 90 confirma bullying?
Não. A descrição do material recomenda que valores elevados, especialmente acima do percentil 90, funcionem como alerta para investigação individualizada. Bullying envolve repetição e contexto relacional, que um número isolado não documenta por completo. Escuta do estudante, informações da escola e atenção à proteção e ao acolhimento fazem parte da avaliação.
Como o PontoAzul organiza os dois resultados?
O PontoAzul mantém Vítimas e Autores em linhas separadas com seus totais, percentis, classificações, localidade e data. Assim, a hipótese sobre vitimização não é confundida com a de autoria. O Cérebro PontoAzul usa os resultados organizados para preparar um texto-base editável; o profissional revê contexto, fonte normativa e próximos passos.

Ver todos os instrumentos de Personalidade, habilidades sociais e bem-estar

Comece sua próxima avaliação com o EAB-E

Correção, resultados, gráficos e laudo no mesmo fluxo para você revisar.

Testar grátis por 7 dias