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Personalidade, habilidades sociais e bem-estar · Avaliação

CBI: exaustão no trabalho de saúde

CBI para profissionais de saúde é a versão brasileira do Copenhagen Burnout Inventory voltada a quem trabalha no cuidado.

Itens
19
Domínios
3
Média
0 a 100
Inversão
Item 10

CBI em resumo

O Copenhagen Burnout Inventory (CBI) para profissionais de saúde é um autorrelato de 19 itens, estudado em português brasileiro por Moser e colaboradores em 2023. Ele separa exaustão pessoal, do trabalho e relacionada a pacientes em grupos de seis, sete e seis itens. As respostas viram pontos de 0 a 100, com inversão do item 10; cada grupo gera uma média. O fluxo não incorpora ponto de corte clínico diagnóstico.

Itens
19
Domínios
3
Média
0 a 100
Inversão
Item 10
Brasil
Estudo em 2023
Público
Equipe de saúde

O que o CBI avalia?

1Burnout pessoal

Seis respostas captam cansaço e exaustão física ou psicológica percebidos de modo geral.

2Burnout no trabalho

Sete respostas relacionam o desgaste às atividades e à rotina de trabalho profissional.

3Burnout com pacientes

Seis respostas abordam exaustão associada ao contato profissional com pacientes ou outros usuários do cuidado.

Dados que viram resultado

Do CBI ao gráfico e ao laudo

Você registra 19 respostas do CBI aplicado a profissional de saúde. Com as médias contextualizadas, ele prepara um laudo-base editável para sua revisão.

  • Item invertido sem conta manual
  • Três contextos de exaustão visíveis
  • Laudo alinhado à versão de saúde

Correção programada e Cérebro PontoAzul

A correção programada do PontoAzul converte as opções, inverte o item 10 e calcula três médias.

Testar com CBI

Calculadora de idade cronológica

Copenhagen Burnout Inventory — versão brasileira para profissionais de saúde

Autor(es): Tage S. Kristensen e colaboradores; adaptação brasileira de Carolina Moser e colaboradores · 2005; versão brasileira: 2023

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o CBI?

O Copenhagen Burnout Inventory (CBI) foi apresentado por Kristensen, Borritz, Villadsen e Christensen em 2005 como uma medida de exaustão em contextos de trabalho. Ele distingue cansaço percebido pela pessoa, cansaço atribuído ao trabalho e cansaço ligado ao atendimento de clientes ou usuários. Carolina Moser e colaboradores estudaram a versão em português brasileiro para profissionais de saúde em pesquisa publicada em 2023. Essa adaptação focaliza equipes que trabalham em serviços de cuidado, nas quais a relação com pacientes ocupa papel particular.

A versão estudada tem 19 itens de autorrelato: seis pessoais, sete relacionados ao trabalho e seis à interação com pessoas atendidas. O estudo brasileiro recebeu respostas de 1.054 profissionais, incluindo médicos, equipes de enfermagem, psicólogos e outras ocupações de saúde. A análise encontrou boa consistência das dimensões, mas também proximidade empírica entre exaustão pessoal e de trabalho. Isso reforça a necessidade de olhar os três resultados e o contexto, em vez de atribuir uma causa isolada a um domínio.

A pontuação é expressa como média de 0 a 100 por domínio, após converter cada opção de resposta. Na implementação do PontoAzul, o item 10 é invertido. Essa regra pertence à versão de 19 itens e não deve ser copiada da versão brasileira refinada para trabalhadores universitários, que removeu o item. O sistema calcula as três médias e leva a síntese para um laudo-base editável sem impor um corte diagnóstico que o fluxo não possui.

Indicação e população

O CBI para profissionais de saúde é pertinente quando a pergunta envolve exaustão física e psicológica em pessoas que trabalham no cuidado e quando se deseja separar percepção geral, relação com o trabalho e desgaste no contato com pacientes. Pode apoiar investigação institucional, acompanhamento e conversa clínica, desde que a versão usada corresponda à população. A amostra brasileira incluiu várias profissões, mas foi de conveniência e coletada em 2020; não deve ser confundida com uma tabela normativa universal. Se a pessoa é estudante, escolha o CBI-S. Se trabalha como docente ou funcionário universitário, o CBI-Br refinado aborda outro tipo de relação ocupacional.

Quando o CBI não é a melhor escolha

Não use a versão de 19 itens em estudantes universitários apenas porque também se chama CBI; o CBI-S possui quatro fatores e outro protocolo. O CBI-Br refinado é específico para trabalhadores universitários e elimina o item 10. A escala também não substitui entrevista ou avaliação clínica de outras condições que podem coexistir com fadiga e sofrimento no trabalho.

Estrutura do CBI

Três grupos independentes de itens distinguem cansaço geral, trabalho e contato com pessoas atendidas.

DimensãoItensO que avalia
Pessoal6 itensExaustão física e psicológica percebida de modo geral.
Trabalho7 itensExaustão associada à rotina e às atividades profissionais.
Pacientes6 itensExaustão percebida na relação com pacientes e usuários dos serviços.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Confirme que o participante atua na saúde e selecione o protocolo brasileiro de 19 itens correspondente.

  2. 2

    Apresente as cinco categorias de resposta publicadas, explicando a referência a trabalho e pacientes ou usuários.

  3. 3

    Confira todas as 19 respostas e anote condições laborais relevantes para interpretar o autorrelato.

  4. 4

    Transcreva os valores no PontoAzul e confirme que o item 10 pertence à versão de 19 itens.

  5. 5

    Revise as três médias de 0 a 100 com entrevista e informações de rotina antes de redigir o resultado.

Como corrigir o CBI

O protocolo de 19 itens utiliza cinco níveis, convertidos em 0, 25, 50, 75 ou 100. Na implementação, o item 10 recebe direção inversa: a resposta que representa menos exaustão recebe menos pontos depois da transformação. Some os seis valores pessoais e divida por seis; repita com sete itens de trabalho e seis itens de contato com pacientes. Assim, os três resultados são médias comparáveis na mesma escala de 0 a 100, embora representem temas distintos.

A pesquisa brasileira não estabelece um limite clínico universal para afirmar diagnóstico a partir de uma média. As dimensões pessoal e trabalho se aproximaram estatisticamente na amostra, o que recomenda cautela ao atribuir causalidade. Médias altas devem orientar investigação de condições e suporte, não rotular automaticamente a pessoa. No PontoAzul, as 19 respostas são convertidas, o item 10 é invertido e três médias são calculadas para um laudo-base editável sujeito à revisão profissional.

  1. Confirme que o protocolo é a versão de 19 itens para profissionais de saúde.

  2. Registre respostas válidas de 1 a 5, sem misturar versões CBI.

  3. Converta as cinco opções para 0, 25, 50, 75 e 100; inverta o item 10.

  4. Some seis itens pessoais e divida por seis.

  5. Some sete itens de trabalho e seis de pacientes, dividindo por sete e seis.

  6. Descreva as três médias com o contexto, sem atribuir diagnóstico por limite arbitrário.

Exemplo de correção

Caso fictício: profissional de enfermagem completou os 19 itens; após inversão do item 10 e conversão:

Pessoal
300 ÷ 6 = 50
Trabalho
350 ÷ 7 = 50
Pacientes
225 ÷ 6 = 37,5

Pessoal e trabalho ficaram em 50; o perfil descreve exaustão relatada, sem diagnóstico por corte.

Interpretação dos resultados

O CBI para saúde usa médias de 0 a 100 para cada uma das três fontes de exaustão percebida. Pontuações maiores indicam mais desgaste autorrelatado no domínio correspondente. O estudo de Moser e colaboradores reuniu 1.054 profissionais de saúde brasileiros e encontrou evidências de confiabilidade da versão, mas não forneceu um ponto de corte clínico universal implementado aqui. A análise sugeriu que exaustão pessoal e relacionada ao trabalho podem estar muito próximas, sobretudo nesse contexto. Por isso, uma média alta de trabalho não prova uma causa única, assim como uma média pessoal alta não elimina influência ocupacional. O perfil deve ser ligado à rotina, carga de trabalho, recuperação, suporte e dados clínicos adicionais. Compare versões e momentos somente quando o mesmo protocolo e as condições estiverem claros.

A amostra brasileira foi de conveniência em período específico. Médias descrevem respostas, não causalidade ou diagnóstico automático; diferencie esta versão da acadêmica e da estudantil.

Erros comuns na correção manual

Esquecer a inversão do item

O item 10 da versão de 19 itens altera a média de trabalho quando é somado na direção errada.

Dividir todos por seis

O domínio de trabalho contém sete itens; os outros dois têm seis.

Confundir pacientes com colegas

A relação investigada nesta versão é a do cuidado, diferente da versão universitária.

Criar limiar diagnóstico próprio

Média de 0 a 100 descreve exaustão, sem ponto de corte clínico incorporado.

No PontoAzul, a correção do CBI segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o CBI aparece no laudo

O PontoAzul conserva as três médias e identifica a versão de 19 itens do CBI no laudo-base.

Em caso fictício, profissional de enfermagem respondeu aos 19 itens do CBI para profissionais de saúde em 17/08/2026. Após a inversão do item 10 e a conversão das respostas, as médias foram 50 em exaustão pessoal, 50 em exaustão relacionada ao trabalho e 37,5 em exaustão associada ao contato com pacientes, na escala de 0 a 100. O padrão descreve autorrelato de desgaste e não constitui diagnóstico isolado. Na entrevista, serão examinados turnos, pausas, carga assistencial e oportunidades de recuperação, além de outras condições de saúde. Os resultados poderão orientar acompanhamento e discussão de suporte no trabalho, com revisão profissional da síntese.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

CBI e instrumentos parecidos

  • CBI-Br: Versão de 18 itens para docentes e funcionários universitários, com colegas no fator relacional.
  • CBI-S: Versão de 23 itens para estudantes universitários, com quatro domínios.
  • PHQ-9: Rastreia sintomas depressivos recentes, com finalidade distinta do perfil ocupacional.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (2)
  1. Kristensen, T. S., Borritz, M., Villadsen, E., & Christensen, K. B. (2005). The Copenhagen Burnout Inventory: A new tool for the assessment of burnout. Work & Stress, 19(3), 192–207.
  2. Moser, C. M., Tietbohl-Santos, B., Arenas, D. L., et al. (2023). Psychometric properties of the Brazilian Portuguese version of the Copenhagen Burnout Inventory in healthcare professionals. Trends in Psychiatry and Psychotherapy, 45, e20210362.

Perguntas frequentes sobre o CBI

O que é o CBI para saúde?
É a versão brasileira do Copenhagen Burnout Inventory examinada em profissionais de saúde por Carolina Moser e colaboradores, em estudo publicado em 2023. O autorrelato possui 19 itens em três dimensões: pessoal, relacionada ao trabalho e relacionada a pacientes ou usuários. A finalidade é descrever exaustão percebida em contextos diferentes, sem gerar diagnóstico automático.
Quantos itens há em cada dimensão?
São 19 itens: seis na dimensão pessoal, sete na dimensão relacionada ao trabalho e seis na dimensão associada a pacientes ou usuários. Essa distribuição faz as somas brutas terem máximos diferentes; por isso o resultado usual é a média por domínio na escala de 0 a 100. O PontoAzul preserva os três valores separados.
Como são convertidas as respostas?
As cinco respostas possíveis são convertidas em 0, 25, 50, 75 ou 100 conforme a direção do item. O item 10 é invertido na implementação atual. Depois da conversão, cada domínio recebe a média de seus seis ou sete itens. Uma resposta faltante precisa ser conferida antes do cálculo final, sem preencher automaticamente por estimativa.
O item 10 do CBI é invertido?
Sim, no fluxo de 19 itens para profissionais de saúde utilizado pelo PontoAzul, a resposta do item 10 recebe direção inversa antes da média de trabalho. Isso difere da versão refinada CBI-Br de 18 itens para funcionários universitários, na qual o item foi retirado. Misturar as duas regras altera o resultado e o público da escala.
CBI indica diagnóstico de burnout?
As médias indicam maior ou menor exaustão autorrelatada em cada contexto, mas esta implementação não incorpora um ponto de corte clínico diagnóstico. O estudo brasileiro avaliou propriedades psicométricas em 1.054 profissionais de saúde e encontrou proximidade entre dimensões pessoal e trabalho. Uma conclusão individual requer entrevista, contexto laboral e outras evidências.
CBI saúde e CBI-Br são iguais?
Não. A versão de saúde mantém 19 itens e dimensão relacional associada a pacientes ou usuários. O CBI-Br para trabalhadores universitários tem 18 itens e substitui essa dimensão por colegas; o CBI-S estudantil tem 23 itens e quatro domínios. As médias de versões diferentes não devem ser comparadas como se tivessem exatamente o mesmo conteúdo.
Como o PontoAzul ajuda no laudo?
O profissional transcreve as 19 respostas da versão aplicada. O PontoAzul valida as opções, inverte o item 10, converte as respostas e calcula médias pessoal, trabalho e pacientes na escala de 0 a 100. O Cérebro PontoAzul organiza esses resultados para um laudo-base editável, que precisa ser relacionado ao contexto da equipe e revisado pelo profissional.

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