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Personalidade, habilidades sociais e bem-estar · Avaliação

CBI-S: burnout em estudantes universitários

CBI-S organiza a exaustão relatada por universitários em quatro contextos: pessoal, estudos, colegas e professores.

Itens
23
Domínios
4
Médias
0 a 100
Público
Universitários

CBI-S em resumo

O Inventário de Burnout de Copenhagen para Estudantes (CBI-S) é um autorrelato de exaustão estudado em universitários brasileiros e portugueses por Campos, Carlotto e Marôco em 2013. A versão refinada usada no PontoAzul tem 23 itens, com médias de 0 a 100 nos domínios pessoal, estudos, colegas e professores. A plataforma também calcula média geral dos itens. Valores maiores indicam mais exaustão relatada; não há corte clínico universal incorporado.

Itens
23
Domínios
4
Médias
0 a 100
Público
Universitários
Pessoal
6 itens
Estudos
6 itens
Colegas
6 itens
Professores
5 itens

O que o CBI-S avalia?

1Burnout pessoal

Seis respostas descrevem cansaço físico e emocional geral percebido pelo estudante, além das demandas acadêmicas específicas.

2Burnout nos estudos

Seis respostas associam o desgaste às aulas, ao estudo e à continuidade das atividades acadêmicas.

3Burnout com colegas

Seis respostas abordam exaustão percebida no convívio e nas tarefas compartilhadas com outros estudantes.

4Burnout com professores

Cinco respostas abordam desgaste no contato acadêmico e nas interações com docentes.

Dados que viram resultado

Do CBI-S ao gráfico e ao laudo

Você registra 23 respostas do CBI-S já aplicado a um universitário. O perfil segue para um laudo-base editável, com os quatro contextos disponíveis para sua revisão.

  • Quatro fontes de desgaste separadas
  • Médias calculadas com divisores corretos
  • Perfil pronto para discutir no laudo

Correção programada e Cérebro PontoAzul

A correção programada do PontoAzul converte as opções e calcula quatro médias e uma média geral.

Testar com CBI-S

Calculadora de idade cronológica

Inventário de Burnout de Copenhagen para Estudantes (CBI-S)

Autor(es): Juliana A. D. B. Campos, Mary S. Carlotto e João Marôco · 2013

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o CBI-S?

O Inventário de Burnout de Copenhagen para Estudantes (CBI-S) adapta a lógica do Copenhagen Burnout Inventory ao ambiente universitário. A pesquisa de Juliana Alvares Duarte Bonini Campos, Mary Sandra Carlotto e João Marôco, publicada em 2013, examinou a versão em português com 958 estudantes brasileiros e 556 portugueses. A análise retirou dois itens com baixa confiabilidade individual e apresentou estrutura refinada de 23 itens. A pesquisa encontrou resultados favoráveis de consistência e validade, mas não confirmou invariância transcultural entre as amostras brasileira e portuguesa.

O CBI-S distingue exaustão geral de três fontes ligadas à experiência acadêmica: estudos, colegas e professores. Essa separação é útil porque a mesma intensidade de cansaço pode acompanhar situações muito diferentes. A versão implementada contém seis itens pessoais, seis de estudos, seis de colegas e cinco de professores. Cada resposta de 1 a 5 vira um valor de 0 a 100; o resultado principal é o perfil de médias por domínio. O sistema também calcula uma média geral dos 23 itens, que deve permanecer subordinada à leitura dos fatores.

CBI-S não é sinônimo das versões ocupacionais CBI-Br ou CBI para profissionais de saúde. Elas diferem em população, quantidade de itens e conteúdo relacional. Trocar o formulário e conservar a mesma interpretação produz uma comparação enganosa.

Indicação e população

Use o CBI-S quando a pergunta de avaliação envolver exaustão autorrelatada na vida universitária e for útil separar o desgaste pessoal das relações com estudos, colegas e professores. Pode apoiar acompanhamento estudantil, pesquisa e entrevista sobre condições acadêmicas. A pesquisa de adaptação reuniu universitários; estender automaticamente seus resultados a crianças, adolescentes escolares ou trabalhadores sem vínculo universitário muda a população original. Investigue rotina, sono, carga de tarefas e eventos recentes antes de interpretar uma média isolada.

Quando o CBI-S não é a melhor escolha

Não use o CBI-S como substituto automático das versões ocupacionais. O CBI-Br foi refinado para docentes e funcionários universitários; o CBI para saúde descreve trabalho e contato com pacientes. Também não trate a média do CBI-S como diagnóstico ou indicador causal de uma condição específica sem avaliação adicional.

Estrutura do CBI-S

A versão refinada de 23 itens preserva quatro contextos de exaustão estudantil.

DimensãoItensO que avalia
Pessoal1–6Cansaço físico e emocional geral relatado pelo estudante.
Estudos7–12Desgaste percebido em aulas, estudo e exigências acadêmicas.
Colegas13–18Exaustão percebida no contato e nas tarefas com outros estudantes.
Professores19–23Desgaste percebido no contato acadêmico com docentes.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Confirme que o participante é estudante universitário e que o formulário aplicado é a versão refinada de 23 itens.

  2. 2

    Apresente as cinco opções de frequência do protocolo e peça respostas sobre a experiência acadêmica atual.

  3. 3

    Confira as 23 marcações e registre circunstâncias de estudo, convivência e carga de tarefas relevantes.

  4. 4

    Transcreva as respostas no PontoAzul e confirme a correspondência entre itens e versão do formulário.

  5. 5

    Revise as quatro médias e a média geral com a entrevista antes de redigir a síntese.

Como corrigir o CBI-S

Cada uma das 23 respostas assume valor de 1 a 5 no formulário e é convertida pela regra (resposta menos 1) vezes 25. Assim, as cinco opções correspondem a 0, 25, 50, 75 e 100. Os itens 1 a 6 formam o domínio pessoal; 7 a 12, estudos; 13 a 18, colegas; 19 a 23, professores. Some os valores convertidos e divida por seis nos três primeiros grupos, por cinco no último. A média geral divide a soma de todos os 23 valores por 23, sem igualar artificialmente o peso dos quatro fatores.

Não há inversões na versão implementada. Uma resposta ausente impede a correção automática; não substitua por zero. Médias maiores indicam mais exaustão relatada, sem identificar por si só causa, diagnóstico ou limiar universal. No PontoAzul, você registra as 23 respostas e a plataforma calcula as quatro médias por domínio e a média geral de 0 a 100, mantendo-as prontas para a revisão do laudo-base.

  1. Confirme o formulário de 23 itens da versão estudantil refinada.

  2. Registre todas as respostas de 1 a 5 antes de calcular o resultado.

  3. Converta cada resposta pela regra (resposta − 1) × 25, obtendo 0, 25, 50, 75 ou 100.

  4. Some os itens 1–6, 7–12 e 13–18; divida cada soma por seis.

  5. Some os itens 19–23 e divida por cinco; divida a soma dos 23 itens por 23 para a média geral.

  6. Leia o perfil das quatro médias com a entrevista, sem aplicar corte clínico não incorporado.

Exemplo de correção

Caso fictício: universitária de 21 anos respondeu aos 23 itens; depois da conversão, as somas por domínio foram:

Pessoal
300 ÷ 6 = 50
Estudos
450 ÷ 6 = 75
Colegas
150 ÷ 6 = 25
Professores
250 ÷ 5 = 50
Geral
1.150 ÷ 23 = 50

A média de estudos, 75, foi a maior; o perfil pede investigação das demandas acadêmicas, sem diagnóstico por corte.

Interpretação dos resultados

As cinco médias de 0 a 100 expressam intensidade ou frequência de exaustão relatada, de acordo com a conversão das respostas. Não há no fluxo do PontoAzul um ponto de corte clínico universal validado para classificar estudantes em categorias diagnósticas. O estudo de Campos, Carlotto e Marôco confirmou propriedades psicométricas de uma estrutura refinada, mas também encontrou falta de invariância transcultural entre Brasil e Portugal. Isso limita comparações automáticas entre populações. Observe cada fator separadamente e, se houver média geral, use-a como resumo matemático, não como explicação suficiente. Pergunte sobre período letivo, carga de estudo, sono, vínculos com colegas e docentes, além de condições de saúde que podem contribuir para exaustão.

Diferenças de contexto, período acadêmico e versão do instrumento afetam comparações. Uma média elevada descreve respostas; não estabelece diagnóstico, causa nem necessidade de intervenção específica sozinha.

Erros comuns na correção manual

Misturar versões do CBI

A estudantil tem 23 itens e quatro fatores; versões de trabalhadores usam outras relações e divisões.

Dividir professores por seis

O fator professores tem cinco itens, enquanto os outros três têm seis.

Apagar diferenças entre fatores

A média geral pode ocultar um pico em estudos ou em relações acadêmicas.

Usar ponto de corte inventado

A implementação descreve médias de 0 a 100 sem limiar clínico universal.

No PontoAzul, a correção do CBI-S segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o CBI-S aparece no laudo

O PontoAzul mantém médias e versão estudantil identificadas no laudo-base editável.

Em caso fictício, estudante universitária de 21 anos respondeu ao CBI-S em 17/08/2026. As médias na escala de 0 a 100 foram 50 no domínio pessoal, 75 em estudos, 25 em colegas e 50 em professores; a média geral dos 23 itens foi 50. O maior valor ocorreu nas demandas de estudo, sem que esse padrão constitua diagnóstico. Na entrevista, serão investigados carga de tarefas, período do curso, descanso e recursos de apoio disponíveis. As respostas podem orientar acompanhamento acadêmico e nova avaliação ao longo do semestre, sempre com revisão profissional da interpretação.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

CBI-S e instrumentos parecidos

  • CBI-Br: Versão refinada de 18 itens voltada a trabalhadores universitários, incluindo relação com colegas.
  • CBI para profissionais de saúde: Versão de 19 itens que separa trabalho e relação com pacientes.
  • SSEIT: Descreve inteligência emocional autorrelatada, não fontes acadêmicas de exaustão.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (2)
  1. Kristensen, T. S., Borritz, M., Villadsen, E., & Christensen, K. B. (2005). The Copenhagen Burnout Inventory: A new tool for the assessment of burnout. Work & Stress, 19(3), 192–207.
  2. Campos, J. A. D. B., Carlotto, M. S., & Marôco, J. (2013). Copenhagen Burnout Inventory – student version: Adaptation and transcultural validation for Portugal and Brazil. Psicologia: Reflexão e Crítica, 26(1), 87–97.

Perguntas frequentes sobre o CBI-S

O que é o CBI-S?
É o Inventário de Burnout de Copenhagen para Estudantes, adaptado ao português e estudado por Campos, Carlotto e Marôco em 2013. O protocolo implementado no PontoAzul reúne 23 itens de autorrelato. Seu objetivo é descrever exaustão pessoal e desgaste associado a estudos, colegas e professores em universitários.
Quantos itens tem o CBI-S?
São 23 itens na versão refinada utilizada pelo PontoAzul: seis pessoais, seis relacionados aos estudos, seis sobre colegas e cinco sobre professores. O estudo de adaptação partiu de uma estrutura maior e removeu dois itens de baixa confiabilidade individual. Ao comparar publicações e formulários, confirme sempre a edição antes da correção.
Como corrigir o CBI-S?
Converta cada resposta de 1 a 5 em 0, 25, 50, 75 ou 100 pontos. Some separadamente os seis itens pessoais, seis de estudos, seis de colegas e cinco de professores; divida cada soma pelo número de itens do domínio. A plataforma também calcula a média dos 23 itens, mas os quatro domínios preservam a leitura mais específica.
Existe ponto de corte para CBI-S?
Não há um ponto de corte clínico universal incorporado nesta implementação. As médias entre 0 e 100 descrevem maior ou menor exaustão autorrelatada em cada contexto. O estudo de 2013 avaliou a estrutura e a confiabilidade, sem transformar uma média isolada em diagnóstico individual. A interpretação requer entrevista e situação acadêmica.
CBI-S serve para trabalhadores?
Não é a versão indicada apenas porque a pessoa trabalha e relata cansaço. O CBI-S foi estudado em universitários e seus fatores abordam estudos, colegas e professores. Para profissionais de saúde, há a versão CBI de 19 itens; para trabalhadores universitários, o CBI-Br refinado de 18 itens responde a outra pergunta.
A média geral substitui os domínios?
Não. O PontoAzul calcula uma média geral dos 23 itens, mas esse número pode esconder diferenças importantes entre cansaço pessoal e relações acadêmicas. Por exemplo, uma média de professores elevada e uma média pessoal menor orientam perguntas diferentes. Registre os quatro domínios no resultado, além da média geral quando pertinente.
Como o PontoAzul ajuda no CBI-S?
Você registra as 23 respostas de um protocolo já aplicado. A correção programada do PontoAzul converte as opções, soma os itens de cada fator e calcula médias pessoal, estudos, colegas, professores e geral. O perfil fica no caso e fornece números ao laudo-base editável, para revisão e contextualização pelo profissional.

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