1Controle em movimento
Reúne tarefas de controle motor quando a criança ou um objeto está em movimento, segundo observação dos pais.
O DCDQ é um questionário para pais que rastreia dificuldades de coordenação motora em crianças de 5 a 15 anos. A versão revisada DCDQ’07 tem 15 itens pontuados de 1 a 5, formando total de 15 a 75. A leitura depende de três faixas de idade. No PontoAzul, respostas e idade cronológica permanecem no mesmo caso para conferir o corte correto e preparar o laudo editável.
O DCDQ, sigla de Developmental Coordination Disorder Questionnaire, é um rastreio de coordenação motora respondido pelos pais. A edição DCDQ’07 atende crianças de 5 a 15 anos e reúne 15 itens em três fatores: controle durante movimento, motricidade fina e escrita, e coordenação geral. Cada item recebe de 1 a 5 pontos; o total varia de 15 a 75. Pontuações menores sugerem mais dificuldades. A classificação exige idade cronológica e corte específico da faixa, além da edição utilizada.
Reúne tarefas de controle motor quando a criança ou um objeto está em movimento, segundo observação dos pais.
Considera tarefas manuais e de escrita que exigem precisão em atividades cotidianas da criança.
Agrupa percepções dos pais sobre organização motora ampla e coordenação em diferentes situações.
Registre as 15 respostas do DCDQ’07 preenchido pelos pais e a data de nascimento da criança. Revise a origem do corte e leve os achados ao laudo-base editável no mesmo caso.
O PontoAzul valida as quinze respostas, calcula o total e aplica o limite da faixa etária para conferência profissional.
Testar com DCDQCalcule a idade na data de aplicação do DCDQ
Autor(es): Brenda N. Wilson e colaboradores; adaptação brasileira de Prado, Magalhães e Wilson · 2007 (DCDQ’07); 2009 (adaptação brasileira)
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O DCDQ — Developmental Coordination Disorder Questionnaire foi desenvolvido para identificar crianças que podem apresentar dificuldades de coordenação motora. Sua versão revisada, DCDQ’07, é um formulário respondido por pais de crianças de 5 a 15 anos. Não pede que a criança execute tarefas diante do examinador; solicita que a família compare habilidades motoras observadas no cotidiano ao desempenho de pares da mesma idade. A revisão de 2007 selecionou 15 itens e organizou os resultados em três fatores: controle durante movimento, motricidade fina e escrita, e coordenação geral. O escore total, formado pela soma das respostas, é a base da classificação de rastreio.
O manual de Brenda N. Wilson descreve preenchimento em cerca de 10 a 15 minutos. Cada resposta vai de 1 a 5, de modo que o total varia de 15 a 75. Pontuações mais baixas representam mais dificuldades motoras percebidas. O profissional precisa calcular a idade na data em que os pais preencheram o formulário, porque a tabela de interpretação muda aos 8 e aos 10 anos. Um item em branco impede produzir o total interpretável; a conferência do questionário é parte da correção. O manual ressalta que os fatores ajudam a localizar pontos fortes e dificuldades, mas não classificam sozinhos a suspeita.
No Brasil, Prado, Magalhães e Wilson publicaram em 2009 uma adaptação transcultural com uma amostra piloto de 45 crianças. O estudo encontrou boa compreensão pelos pais e resultados promissores de consistência, mas pediu pesquisa maior para definir pontos de corte brasileiros. É importante distinguir esse trabalho inicial das regras numéricas do manual internacional DCDQ’07. Além disso, DCDQ e DCDDaily-Q são questionários diferentes, apesar dos nomes parecidos. O segundo aborda desempenho em atividades diárias; seus itens e escalas não substituem os do DCDQ.
O DCDQ é indicado quando pais e profissionais observam dificuldade motora que interfere em brincadeiras, escrita, autocuidado ou participação escolar. O questionário organiza essa percepção antes de uma avaliação motora formal e ajuda a decidir quais situações merecem observação direta. A edição DCDQ’07 foi desenvolvida para a faixa de 5 a 15 anos e usa três grupos etários de comparação. A família deve ser a respondente principal, pois os limites foram gerados com respostas parentais. Relatos de professores podem enriquecer o contexto, mas o manual não recomenda interpretar um formulário somente de professor com o mesmo ponto de corte. A triagem pode acompanhar avaliações em terapia ocupacional, fisioterapia, pediatria ou equipe interdisciplinar.
Quando o DCDQ não é a melhor escolha
Não interprete um formulário preenchido apenas por professor com os cortes desenvolvidos para respostas parentais. Crianças menores de 5 anos exigem outra versão, como Little DCDQ, com normas próprias. A primeira adaptação brasileira de 2009 observou necessidade de estudos adicionais para definir cortes locais; não apresente o limite internacional como norma brasileira sem nomear sua origem.
Na revisão DCDQ’07, 15 respostas compõem três fatores e um escore total. Somente o total, comparado à idade, produz a classificação de rastreio prevista no manual.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Controle em movimento | Fator 1 | Habilidades motoras observadas em movimento da criança ou de objetos. |
| Motricidade fina | Fator 2 | Precisão manual e escrita na vida cotidiana. |
| Coordenação geral | Fator 3 | Organização motora ampla percebida pelos pais. |
| Total | 15 itens | Soma dos fatores; varia de 15 a 75. |
Confirme se a criança tem de 5 a 15 anos, identifique a versão DCDQ’07 e registre a data de preenchimento.
Entregue o questionário aos pais com instruções claras e oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o significado das perguntas.
Solicite comparação do desempenho motor da criança com pares da mesma idade em situações cotidianas conhecidas pela família.
Revise se cada um dos 15 itens recebeu uma resposta; peça esclarecimento quando houver lacuna ou marca dupla.
Calcule idade cronológica, some fatores e total, e registre a tabela etária utilizada antes de interpretar.
A correção começa pela verificação de 15 respostas válidas no DCDQ’07. Cada item recebe de 1 a 5 pontos. O profissional soma primeiro os itens dos fatores de controle durante movimento, motricidade fina e escrita, e coordenação geral, depois reúne esses subtotais em um escore de 15 a 75. O manual informa que não se deve inferir resultado completo de formulário com item faltante. Também não é adequado substituir a resposta dos pais pela de professor para aplicar os cortes originais.
O próximo passo é calcular a idade exata da criança na data de preenchimento e localizar uma das três faixas. Um total de 50, por exemplo, tem leitura diferente para uma criança de 7 anos e para outra de 8. O PontoAzul mantém idade, respostas e total no mesmo caso para que essa mudança de faixa não seja perdida durante a redação. O laudo-base deve indicar se o corte veio do manual internacional do DCDQ’07 ou de outra fonte normativa realmente utilizada. A revisão profissional conecta a pontuação às dificuldades funcionais observadas e decide quais medidas adicionais são apropriadas.
Confirme que o formulário é o DCDQ’07 de 15 itens e foi respondido por pai, mãe ou responsável.
Calcule a idade cronológica na data de preenchimento e selecione uma das três faixas do manual.
Revise se os 15 itens receberam somente uma resposta válida de 1 a 5; resolva ausências antes da soma.
Some os itens de cada fator e depois os três fatores para obter o total entre 15 e 75.
Compare o total com o limite da faixa etária e documente explicitamente a origem das normas utilizadas.
Integre a triagem às observações motoras e às demais medidas selecionadas para a avaliação.
Exemplo de correção
Criança fictícia de 8 anos e 4 meses, com questionário DCDQ’07 preenchido pela mãe. Após conferir que os 15 itens tinham resposta, os três fatores foram somados:
Total 49 de 75. No manual internacional DCDQ’07, 49 está na faixa de suspeita para 8 a 9 anos; a origem dessa referência deve constar do laudo.
O manual internacional do DCDQ’07 define três cortes de rastreio conforme a idade cronológica. Para 5 anos a 7 anos e 11 meses, total de 15 a 46 sugere possível transtorno do desenvolvimento da coordenação e 47 a 75 fica acima do corte. Para 8 anos a 9 anos e 11 meses, o limite de suspeita sobe para 55; para 10 a 15 anos, para 57. Valores mais baixos indicam maior dificuldade percebida pelos pais. A adaptação brasileira inicial de Prado, Magalhães e Wilson encontrou potencial do instrumento, mas afirmou que amostras maiores eram necessárias para estabelecer pontos de corte brasileiros. Assim, qualquer uso desses números precisa citar que são do manual internacional DCDQ’07 e conferir se a edição do protocolo corresponde.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| Acima do corte | Sem sinal | Total acima do limite etário do DCDQ’07; outras evidências ainda podem justificar avaliação motora. |
| Até o corte | Suspeita | Total igual ou inferior ao limite etário; indica investigar coordenação motora com outras medidas. |
Os limites são de triagem internacional, não diagnóstico nem normas brasileiras da adaptação piloto. Registre respondente, idade exata e edição.
Escolher corte pela idade aproximada
A mudança aos 8 e aos 10 anos altera o limite; calcule idade na data do questionário.
Aceitar um item sem resposta
O manual só permite total interpretável quando os 15 itens receberam pontuação.
Tratar fator como diagnóstico
Os três fatores descrevem padrões motores, mas o manual classifica a triagem pelo total.
Confundir DCDQ e DCDDaily-Q
São instrumentos diferentes: o DCDDaily-Q investiga atividades de vida diária e não usa os mesmos itens ou cortes.
No PontoAzul, a correção do DCDQ segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
No PontoAzul, idade, respostas e total do DCDQ ficam ligados ao caso para conferir o limite etário e revisar a redação do laudo-base.
A mãe da criança fictícia de 8 anos e 4 meses preencheu o DCDQ’07 em 12/03/2026. Os 15 itens foram respondidos, e a soma dos três fatores resultou em 49 pontos de um intervalo possível de 15 a 75. No manual internacional da versão revisada, para 8 anos a 9 anos e 11 meses, escores de até 55 ficam na faixa de suspeita de dificuldade de coordenação motora. Portanto, o resultado sinaliza necessidade de investigação complementar e não estabelece diagnóstico isoladamente. A interpretação deve considerar observação funcional, contexto escolar e familiar e medidas motoras apropriadas. O limite apresentado deriva do manual internacional DCDQ’07 e não deve ser descrito como corte brasileiro da adaptação piloto de 2009.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
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