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Desenvolvimento e comportamento adaptativo · Rastreio

DENVER II: triagem do desenvolvimento infantil

O DENVER II é um teste de triagem do desenvolvimento infantil para crianças do nascimento aos 6 anos.

Itens
125
Áreas
4
Idade
0 a 6 anos
Duração
20 a 30 minutos

DENVER II em resumo

O Denver II é uma triagem do desenvolvimento infantil do nascimento aos 6 anos, com 125 itens em quatro áreas no formulário completo. A interpretação considera a linha de idade, cautelas e atrasos. O fluxo atual do PontoAzul organiza 105 registros da fonte incorporada: recebe resultado e interpretação informados pelo profissional e apresenta contagens por área. Não calcula barras etárias nem classificação global; confirme a cobertura do protocolo antes de transcrever.

Itens
125
Áreas
4
Idade
0 a 6 anos
Duração
20 a 30 minutos
Linguagem
39 itens
Motor grosso
32 itens
Motor fino
29 itens
Pessoal-social
25 itens

O que o DENVER II avalia?

1Pessoal-social

Observa participação em interações, autonomia e habilidades sociais esperadas para a idade.

2Motor fino-adaptativo

Considera coordenação manual, manipulação e resposta a tarefas que exigem precisão.

3Linguagem

Investiga marcos de compreensão, expressão e comunicação conforme a idade.

4Motor grosso

Abrange postura, equilíbrio, locomoção e movimentos amplos em sequência desenvolvimental.

Dados que viram resultado

Do DENVER II ao gráfico e ao laudo

Transcreva a data, o resultado e a interpretação profissional dos 105 registros disponíveis no fluxo atual. A síntese entra no laudo-base do desenvolvimento; você confere a linha etária e ajusta a conclusão.

  • Quatro áreas reunidas no mesmo perfil
  • Cautelas e atrasos fáceis de revisar
  • Triagem conectada ao laudo infantil

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O PontoAzul conta resultados e interpretações informadas em cada área; a leitura da linha etária e a conclusão global permanecem com o profissional.

Testar com DENVER II

Calculadora de idade cronológica

Teste de Triagem do Desenvolvimento Denver II (Denver II Developmental Screening Test)

Autor(es): William K. Frankenburg, Josiah Dodds, Philip Archer, Howard Shapiro e Beverly Bresnick · 1992 (adaptação brasileira: 2017)

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o DENVER II?

O Teste de Triagem do Desenvolvimento Denver II (DENVER II) foi publicado em 1992 por William K. Frankenburg e colaboradores como revisão e nova padronização do teste de Denver original. A revisão reorganizou a escala etária e ampliou os itens de linguagem. O instrumento procura identificar crianças cujo desempenho em marcos do desenvolvimento sugere necessidade de observação, reavaliação ou exame mais aprofundado. É uma triagem conduzida por profissional treinado, com observação direta e, para algumas tarefas, informações oferecidas pelo responsável.

O formulário reúne 125 itens em quatro áreas: 25 pessoal-sociais, 29 de motor fino-adaptativo, 39 de linguagem e 32 de motor grosso. Cada tarefa aparece numa barra que representa as idades em que parcelas da amostra normativa a realizavam. O examinador traça a linha da idade cronológica e verifica os itens pertinentes, sem aplicar o formulário inteiro à mesma criança. Esse arranjo é o centro da interpretação: a posição de uma falha importa mais que um suposto escore bruto global.

A tradução e adaptação brasileiras foram publicadas em 2017. Um estudo brasileiro de 2022 examinou confiabilidade e validade concorrente em crianças com risco de atraso, reforçando o uso clínico da versão adaptada. A folha brasileira, porém, manteve barras etárias da padronização norte-americana. Por isso, a história de desenvolvimento, o ambiente e os achados de outras fontes permanecem essenciais ao interpretar o resultado.

Indicação e população

O DENVER II é indicado para triagem de crianças do nascimento aos 6 anos em serviços de saúde, acompanhamento pediátrico, avaliação do desenvolvimento e investigação inicial de queixas de linguagem, coordenação ou autonomia. É útil quando o profissional precisa decidir quais domínios merecem exame aprofundado e como comunicar essa decisão à família. Em bebês prematuros, a idade gestacional e as regras de correção etária exigem atenção. Se houver sinais consistentes de dificuldade apesar de resultado normal, a investigação clínica deve prosseguir. Repetir o teste pode documentar mudanças, desde que o protocolo e a data sejam registrados com precisão.

Quando o DENVER II não é a melhor escolha

Não use o DENVER II como teste diagnóstico de autismo, de deficiência intelectual ou de uma dificuldade motora específica. Quando a queixa exige medida detalhada do desempenho infantil, a Bayley-III oferece avaliação mais aprofundada; para funcionamento adaptativo no cotidiano, considere a Vineland-3. Um resultado de triagem orienta a investigação, não substitui essa etapa.

Estrutura do DENVER II

Os 125 itens constam do formulário completo, mas a criança recebe tarefas selecionadas pela idade cronológica e pelo desempenho; não se aplicam todos os itens a cada avaliação.

DimensãoItensO que avalia
Pessoal-social25 itensInteração, participação em rotinas e autonomia social observável.
Motor fino-adaptativo29 itensManipulação, coordenação visuomotora e soluções manuais.
Linguagem39 itensCompreensão, comunicação e expressão oral em diferentes idades.
Motor grosso32 itensPostura, deslocamento, equilíbrio e movimentos corporais amplos.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Confirme a data de nascimento, a data da aplicação e o histórico de prematuridade antes de traçar a linha de idade no formulário oficial.

  2. 2

    Prepare os materiais do protocolo, explique ao cuidador a finalidade de triagem e escolha um ambiente confortável para observar a criança.

  3. 3

    Em cada uma das quatro áreas, administre as tarefas apropriadas à linha etária e às regras de base do manual, anotando observações relevantes.

  4. 4

    Diferencie passou, falhou, recusou e sem oportunidade imediatamente após cada tarefa; use relato do responsável apenas nos itens que o permitem.

  5. 5

    Revise cautelas, atrasos e recusas antes da classificação global e discuta encaminhamentos compatíveis com a queixa inicial.

Como corrigir o DENVER II

No DENVER II, as tarefas são referidas às barras etárias do formulário. A marcação de passou, falhou, recusou ou sem oportunidade vem antes de qualquer interpretação. Uma falha situada na área em que de 75% a 90% das crianças normativas já adquiriam a habilidade configura cautela; a falha à esquerda da linha da idade configura atraso. O registro final considera a quantidade de cautelas e atrasos em todas as quatro áreas. A criança não é descrita por uma soma global dos 125 itens.

O fluxo atualmente disponível no PontoAzul organiza 105 registros da fonte incorporada em quatro áreas. Em cada registro, o profissional transcreve tanto o resultado quanto a interpretação já definida no protocolo oficial. A plataforma conta as marcações de passou, falhou, recusou ou sem oportunidade e as interpretações informadas. Ela não calcula barras etárias nem deriva uma classificação global. Esse cadastro não equivale aos 125 itens do formulário completo descrito acima; confira a cobertura do protocolo antes de transcrever e mantenha a decisão global documentada pelo profissional.

  1. Calcule a idade cronológica da criança na data da aplicação; registre prematuridade e corrija a idade quando o protocolo adotado indicar.

  2. Marque a linha de idade no formulário oficial e selecione, em cada uma das quatro áreas, os itens atravessados pela linha e os necessários para estabelecer o desempenho de base.

  3. Registre o resultado de cada tarefa administrada como passou, falhou, recusou ou sem oportunidade, sem converter recusa automaticamente em falha.

  4. Compare cada falha com as marcas etárias da barra do item: uma falha entre 75% e 90% de aquisição indica cautela; a falha à esquerda da linha de idade indica atraso.

  5. Conte cautelas e atrasos entre as áreas. A regra descrita na validação brasileira considera normal a ausência de atrasos com no máximo uma cautela; duas cautelas ou um atraso tornam o resultado suspeito.

  6. Quando as recusas impedirem uma decisão, registre o protocolo como não testável em vez de emitir classificação artificial.

Exemplo de correção

Menina fictícia de 30 meses, encaminhada por preocupação com comunicação. O profissional aplicou os itens pertinentes à idade em 12/03/2026 e marcou as barras etárias no protocolo oficial:

Linguagem
1 cautela
Pessoal-social
1 cautela
Outras áreas
0 cautelas
Atrasos
0
Total de cautelas
1+1 = 2

Duas cautelas e nenhum atraso: triagem suspeita pela regra descrita na validação brasileira; planejar investigação do desenvolvimento e acompanhamento.

Interpretação dos resultados

A interpretação do DENVER II parte da posição de cada item em relação à idade da criança, não de uma soma única dos 125 itens. Na versão brasileira descrita em Ciência & Saúde Coletiva (2022), uma falha na zona de aquisição de 75% a 90% é uma cautela, enquanto uma falha em habilidade situada à esquerda da linha etária constitui atraso. A classificação global considera a quantidade dessas ocorrências; recusas podem impedir a classificação. As barras etárias pertencem ao formulário oficial e não são reproduzidas aqui.

FaixaClassificaçãoLeitura clínica
0 atraso; 0–1 cautelaNormalDesempenho de triagem sem atraso e com no máximo uma cautela; interpretar junto à história e ao acompanhamento.
≥ 1 atraso ou ≥ 2 cautelasSuspeitoIndica necessidade de reavaliação ou investigação ampliada do desenvolvimento, conforme a queixa e o contexto.

A condição não testável por recusas exige nova oportunidade de avaliação. O resultado normal não elimina toda preocupação clínica, especialmente quando família, escola ou observação mostram sinais persistentes.

Erros comuns na correção manual

Idade calculada na data errada

Usar a idade atual em vez da idade na aplicação desloca a linha etária e muda a leitura das barras de aquisição.

Confundir cautela com atraso

A posição da falha em relação às marcas de 75% e 90% define o registro; a simples contagem de falhas perde essa distinção.

Tratar recusa como falha

Uma tarefa recusada não demonstra ausência de habilidade. Muitas recusas podem deixar o protocolo não testável.

Somar todos os 125 itens

O total de itens descreve o formulário completo. A triagem seleciona tarefas relevantes à idade e aplica regras qualitativas.

No PontoAzul, a correção do DENVER II segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o DENVER II aparece no laudo

Trecho demonstrativo de redação profissional, sem dados de paciente real. A conclusão global abaixo deve ser definida pelo examinador no protocolo oficial; o fluxo atual do PontoAzul apenas organiza as marcações e interpretações transcritas.

No Teste de Triagem do Desenvolvimento Denver II, realizado em 12/03/2026 aos 30 meses de idade, a criança apresentou duas cautelas, distribuídas entre linguagem e pessoal-social, sem itens classificados como atraso. Segundo a regra de interpretação descrita para a versão brasileira em Ciência & Saúde Coletiva (2022), esse padrão corresponde a resultado de triagem suspeito. O achado não estabelece diagnóstico e deve ser examinado junto aos relatos dos cuidadores, à observação em sessão e ao histórico de desenvolvimento. Recomenda-se investigação ampliada da comunicação e reavaliação conforme a evolução clínica.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

DENVER II e instrumentos parecidos

  • Bayley-III: A Bayley-III aprofunda o desempenho em domínios do desenvolvimento; o DENVER II funciona como triagem inicial e indica quando ampliar a avaliação.
  • Vineland-3: A Vineland-3 investiga comportamento adaptativo relatado por informantes; o DENVER II observa marcos esperados para a idade.
  • Portage: O Inventário Portage organiza habilidades e metas de intervenção; o DENVER II rastreia sinais de possível atraso.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (3)
  1. Frankenburg, W. K., Dodds, J., Archer, P., Shapiro, H., & Bresnick, B. (1992). The Denver II: A major revision and restandardization of the Denver Developmental Screening Test. Pediatrics, 89(1), 91–97.
  2. Santos, J. A. T., Ayupe, K. M. A., Lima, A. L. O., Albuquerque, K. A., Morgado, F. F. R., & Gutierres Filho, P. J. B. (2022). Propriedades psicométricas da versão brasileira do Denver II: teste de triagem do desenvolvimento. Ciência & Saúde Coletiva, 27(3), 1097–1106. https://doi.org/10.1590/1413-81232022273.40092020
  3. Mélo, T. R., Araujo, L. B., Novakoski, K. R. M., & Israel, V. L. (2019). Sistematização de instrumentos de avaliação para os dois primeiros anos de vida de bebês típicos ou em risco conforme o modelo da CIF. Fisioterapia e Pesquisa, 26(4). https://doi.org/10.1590/1809-2950/18026126042019

Perguntas frequentes sobre o DENVER II

Quantos itens tem o DENVER II?
São 125 itens no formulário completo, distribuídos por quatro áreas: 25 pessoal-sociais, 29 de motor fino-adaptativo, 39 de linguagem e 32 de motor grosso. Uma criança realiza apenas os itens adequados à idade e às regras de aplicação do protocolo.
Para qual idade serve o DENVER II?
Do nascimento aos 6 anos. A idade usada para traçar a linha no formulário é a idade na data da aplicação. Prematuridade e histórico clínico precisam ser considerados segundo o manual, pois poucos meses podem mudar quais tarefas são pertinentes.
Como corrigir o teste DENVER II?
Primeiro, marque a idade no formulário oficial e registre passou, falhou, recusou ou sem oportunidade em cada item administrado. Depois, classifique falhas segundo a posição nas barras etárias, conte cautelas e atrasos e aplique a regra global de triagem.
O que significa cautela no DENVER II?
Cautela é a falha em item situado na zona em que de 75% a 90% da amostra normativa já realizava a habilidade. Ela não equivale automaticamente a atraso; duas ou mais cautelas, porém, tornam o resultado global suspeito.
O DENVER II fecha diagnóstico de atraso?
Não. Trata-se de triagem, útil para identificar a necessidade de investigação do desenvolvimento. Mesmo um resultado normal precisa ser lido junto à história clínica, observação, relatos da família e, quando indicado, instrumentos mais aprofundados como a Bayley-III.
Qual diferença entre DENVER II e Bayley-III?
O DENVER II oferece rastreio breve de marcos em quatro áreas e ajuda a decidir se a criança necessita avaliação adicional. A Bayley-III permite examinar o desempenho com maior profundidade e perfil por domínios, conforme a idade prevista em seu manual.
Como o PontoAzul ajuda com o DENVER II?
O fluxo atual reúne 105 registros da fonte incorporada em quatro áreas, com resultado e interpretação transcritos pelo profissional. Ele apresenta contagens descritivas e contexto clínico para revisão. O formulário completo do Denver II tem 125 itens: o cadastro atual não deve ser apresentado como sua reprodução integral nem como cálculo automático de barras etárias ou classificação global.

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