1Escrita
Escrita do próprio nome e de palavras isoladas sob ditado. Versão A para o 1º ao 4º ano e versão B para o 5º ao 9º ano.
O TDE II é a segunda edição do Teste de Desempenho Escolar, publicada pela Vetor em 2019. Avalia escrita, aritmética e leitura de estudantes do 1º ao 9º ano, com versões A e B por etapa escolar e normas por ano e tipo de escola. Veja a estrutura, como corrigir, como ler os percentis e como descrever o resultado no laudo.
O TDE II (Teste de Desempenho Escolar, 2ª edição) é um teste brasileiro que mede habilidades escolares básicas em escrita, aritmética e leitura de palavras em alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Cada subteste tem uma versão A, para os anos iniciais, e uma versão B, para os anos finais. O escore bruto de acertos é convertido em percentil pelas normas do ano escolar e do tipo de escola, pública ou privada.
Escrita do próprio nome e de palavras isoladas sob ditado. Versão A para o 1º ao 4º ano e versão B para o 5º ao 9º ano.
Processamento numérico, as quatro operações, decimais e frações na versão A (37 itens); cálculos com vários dígitos, frações, inteiros, potenciação e radiciação na versão B (43 itens).
Reconhecimento de palavras isoladas, sem contexto, em ordem crescente de dificuldade: 35 itens na versão A (1º ao 4º ano) e 33 na versão B (5º ao 9º ano).
Informe ano e tipo de escola e transcreva acertos, tempos e contagem de palavras, quando disponíveis, dos subtestes do TDE II. Os resultados viram um parágrafo do laudo-base com a norma utilizada, para você completar com a análise qualitativa dos erros.
O PontoAzul seleciona as referências por ano e tipo de escola e converte as medidas disponíveis de precisão, tempo e eficiência.
Testar com TDE IICalcule a idade na data de aplicação do TDE II
Autor(es): Lilian Milnitsky Stein, Claudia Hofheinz Giacomoni e Rochele Paz Fonseca · 2019
Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .
O Teste de Desempenho Escolar (TDE) foi publicado por Lilian Milnitsky Stein em 1994 e se tornou, por duas décadas, um dos instrumentos mais usados no Brasil para avaliar escrita, aritmética e leitura no Ensino Fundamental. A segunda edição, o TDE II, foi desenvolvida por Lilian Milnitsky Stein, Claudia Hofheinz Giacomoni e Rochele Paz Fonseca e lançada pela Vetor em 2019, com itens novos, normas atualizadas e cobertura do 1º ao 9º ano.
A principal mudança estrutural é a divisão de cada subteste em duas versões. No subteste de leitura, a versão A tem 35 palavras (1º ao 4º ano) e a versão B, 33 (5º ao 9º ano), com consistência interna de 0,86 e 0,89 (Athayde et al., 2019). Na aritmética, a versão A tem 37 itens e a B, 43, com alfas de 0,95 e 0,97 (Viapiana et al., 2016). A escrita também tem versões A (1º ao 4º ano) e B (5º ao 9º ano), construídas com apoio de juízes da psicologia e da fonoaudiologia.
Os itens foram analisados pela Teoria de Resposta ao Item, o que permitiu ordenar palavras e contas por dificuldade real. As normas consideram o ano escolar e o tipo de escola, pública ou privada, e trazem padrões para aplicação individual e, na escrita e na aritmética, também coletiva. O resultado é um retrato rápido de três competências escolares básicas.
O TDE II é indicado quando há queixa de rendimento escolar em alunos do 1º ao 9º ano e é preciso saber em qual área — escrita, aritmética ou leitura de palavras — o desempenho está abaixo do esperado. Aparece em avaliações neuropsicológicas e psicopedagógicas de suspeita de dislexia, discalculia, TDAH com impacto acadêmico e deficiência intelectual, e em reavaliações após intervenção. Ele localiza a dificuldade; a explicação dela depende de outros instrumentos, como testes de inteligência, processamento fonológico e funções executivas.
Quando o TDE II não é a melhor escolha
O TDE II não mede compreensão de texto, fluência de leitura nem produção textual: o subteste de leitura avalia palavras isoladas. Também não serve para alunos fora do 1º ao 9º ano nem fecha, sozinho, diagnóstico de transtorno específico da aprendizagem. Quando a pergunta é sobre processos de leitura ou compreensão, combine com PROLEC ou TCCAL e com medida de inteligência.
O TDE II mantém a lógica da edição de 1994 — três subtestes curtos e objetivos —, mas foi reconstruído com itens novos, análise pela Teoria de Resposta ao Item e duas versões por subteste, escolhidas pelo ano escolar do aluno.
| Dimensão | Itens | O que avalia |
|---|---|---|
| Escrita — versão A | 1º ao 4º ano | Nome próprio e ditado de palavras de complexidade ortográfica crescente. |
| Escrita — versão B | 5º ao 9º ano | Ditado de palavras com regras ortográficas mais exigentes; admite aplicação coletiva. |
| Aritmética — versão A | 37 itens | Leitura e escrita de números, operações básicas, decimais e noções de fração. |
| Aritmética — versão B | 43 itens | Cálculos com vários dígitos, frações, números inteiros, potenciação e radiciação. |
| Leitura — versão A | 35 itens | Palavras isoladas lidas em voz alta, do 1º ao 4º ano; aplicação sempre individual. |
| Leitura — versão B | 33 itens | Palavras isoladas de maior extensão e irregularidade, do 5º ao 9º ano. |
Confirme ano escolar, tipo de escola e data de nascimento antes de separar os cadernos: eles definem a versão (A ou B) e a tabela normativa.
Aplique a escrita e a aritmética com o caderno da versão correspondente, individualmente ou em grupo, sem limite de tempo.
Aplique a leitura sempre individualmente, apresentando as palavras na ordem do caderno de estímulos e registrando a pronúncia exata.
Anote o tipo de erro em cada item (troca de grafema, omissão, erro de operação, erro de decodificação) para a análise qualitativa.
Encerre registrando observações de comportamento — cansaço, uso de dedos, subvocalização — que ajudam a interpretar os escores.
A correção do TDE II tem três etapas: contar acertos por subteste, escolher a tabela certa e converter o escore bruto em percentil. A segunda etapa é onde mais se erra, porque a norma depende de três variáveis ao mesmo tempo — ano escolar, tipo de escola e modalidade de aplicação.
No PontoAzul, informe ano e tipo de escola e registre os dados disponíveis de escrita, aritmética e leitura. O módulo recebe acertos, tempos e, quando pertinente, contagem de palavras; apresenta as conversões de precisão, tempo e eficiência conforme a referência aplicável. Não oferece percentil global da soma dos três subtestes. O profissional compara as áreas e acrescenta a análise qualitativa no laudo-base.
Confirme o ano escolar e o tipo de escola (pública ou privada) do aluno: são as duas variáveis que definem a tabela normativa.
Verifique se a versão aplicada (A ou B) corresponde ao ano escolar em cada subteste. Na aritmética, a versão A cobre os anos iniciais e a B, os finais.
Conte os acertos de cada subteste seguindo os critérios do manual. Na escrita, um erro ortográfico torna o item incorreto; na leitura, vale a pronúncia correta da palavra.
Converta cada escore bruto em percentil pela tabela do ano e do tipo de escola. Para escrita e aritmética aplicadas em grupo, use as normas de aplicação coletiva (4º ao 9º ano).
Registre a classificação de cada subteste e faça a análise qualitativa dos erros (ortográficos, de operação, de decodificação) antes de redigir o laudo.
Exemplo de correção
Aluno fictício do 4º ano de escola pública, avaliado por queixa de leitura lenta. Versão A nos três subtestes, aplicação individual.
Percentis 10 em leitura e 20 em escrita, com aritmética no percentil 55: dificuldade concentrada na linguagem escrita, que justifica investigar decodificação, consciência fonológica e nomeação rápida.
O TDE II expressa o desempenho em percentis calculados por ano escolar e tipo de escola, e o manual associa faixas de percentil a classificações de desempenho. As tabelas e os limites exatos são material protegido e ficam no manual da Vetor; a literatura que usa o teste costuma tratar percentis abaixo de 25 como desempenho inferior ao esperado. Por isso, esta página mostra a lógica de leitura, e não os pontos de corte oficiais. No laudo, cite a classificação do manual e o percentil de cada subteste.
| Faixa | Classificação | Leitura clínica |
|---|---|---|
| Percentil abaixo de 25 | Desempenho inferior ao esperado | Critério usado com frequência na literatura com o TDE II para sinalizar dificuldade na habilidade; confirme a classificação exata na tabela do manual. |
| Percentil próximo de 50 | Posição mediana | O aluno acerta tanto quanto a maioria dos colegas do mesmo ano e tipo de escola. |
| Percentis elevados | Desempenho acima do esperado | O aluno supera a maior parte da amostra normativa do seu ano; útil para contrastar pontos fortes e fracos. |
Percentil não é porcentagem de acertos. Um aluno de escola privada e outro de escola pública com o mesmo número de acertos podem receber percentis diferentes, porque as normas são separadas. Resultado baixo indica dificuldade atual, não causa: considere escolarização, frequência, inteligência e queixa antes de concluir.
Usar a tabela do tipo de escola errado
O TDE II tem normas separadas para escola pública e privada. Trocar a tabela desloca o percentil e pode transformar um desempenho mediano em dificuldade. No PontoAzul, o tipo de escola é campo obrigatório antes do cálculo.
Aplicar a versão A ou B fora do ano indicado
Cada versão foi calibrada para uma etapa. Aplicar a versão A a um aluno do 6º ano gera efeito teto e percentil sem sentido normativo.
Confundir norma individual com norma coletiva
Escrita e aritmética aplicadas em grupo têm normas próprias do 4º ao 9º ano. Corrigir uma aplicação coletiva pela tabela individual distorce o resultado.
Tratar o TDE II como teste de compreensão
O subteste de leitura mede reconhecimento de palavras isoladas. Escrever no laudo que o aluno “compreende bem textos” com base nele é extrapolação.
No PontoAzul, a correção do TDE II segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.
Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, informe ano e tipo de escola e registre os dados disponíveis de escrita, aritmética e leitura. O módulo recebe acertos, tempos e, quando pertinente, contagem de palavras; apresenta as conversões de precisão, tempo e eficiência conforme a referência aplicável. Não oferece percentil global da soma dos três subtestes. O profissional compara as áreas e acrescenta a análise qualitativa no laudo-base.
No Teste de Desempenho Escolar – 2ª edição (TDE II), aplicado individualmente em versão A, o examinando, aluno do 4º ano de escola pública, obteve desempenho no percentil 10 no subteste de Leitura e no percentil 20 no subteste de Escrita, ambos abaixo do esperado para o ano escolar. No subteste de Aritmética, situou-se no percentil 55, compatível com a média do grupo de referência. Na leitura, predominaram erros de decodificação em palavras longas e com encontros consonantais; na escrita, trocas entre grafemas de sons próximos. O perfil indica dificuldade concentrada na linguagem escrita e recomenda investigação complementar de processamento fonológico e nomeação rápida.
Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.
Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.
Bender B-SPG: 9 figuras, 10 notas de distorção, total de 0 a 21 para 6 a 10 anos.
PROLEC: processos de leitura do 2º ao 5º ano, de letras à compreensão de texto.
Dois subtestes de 40 itens para contrastar compreensão oral e escrita.
Treze provas de leitura, com rastreio em seis e aprofundamento em sete.
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