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Aprendizagem e linguagem · Avaliação

TDE II: Teste de Desempenho Escolar (2ª edição)

O TDE II é a segunda edição do Teste de Desempenho Escolar, publicada pela Vetor em 2019.

Editora e ano
Vetor, 2019
Primeira edição
TDE, Stein (1994)

TDE II em resumo

O TDE II (Teste de Desempenho Escolar, 2ª edição) é um teste brasileiro que mede habilidades escolares básicas em escrita, aritmética e leitura de palavras em alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Cada subteste tem uma versão A, para os anos iniciais, e uma versão B, para os anos finais. O escore bruto de acertos é convertido em percentil pelas normas do ano escolar e do tipo de escola, pública ou privada.

Autoras
Stein, Giacomoni e Fonseca
Editora e ano
Vetor, 2019
Escolaridade
1º ao 9º ano do Ensino Fundamental
Subtestes
Escrita, Aritmética e Leitura
Leitura (itens)
Versão A: 35 · Versão B: 33
Aritmética (itens)
Versão A: 37 · Versão B: 43
Normas
Por ano escolar e tipo de escola (pública ou privada)
Primeira edição
TDE, Stein (1994)

O que o TDE II avalia?

1Escrita

Escrita do próprio nome e de palavras isoladas sob ditado. Versão A para o 1º ao 4º ano e versão B para o 5º ao 9º ano.

2Aritmética

Processamento numérico, as quatro operações, decimais e frações na versão A (37 itens); cálculos com vários dígitos, frações, inteiros, potenciação e radiciação na versão B (43 itens).

3Leitura

Reconhecimento de palavras isoladas, sem contexto, em ordem crescente de dificuldade: 35 itens na versão A (1º ao 4º ano) e 33 na versão B (5º ao 9º ano).

Dados que viram resultado

Do TDE II ao gráfico e ao laudo

Informe ano e tipo de escola e transcreva acertos, tempos e contagem de palavras, quando disponíveis, dos subtestes do TDE II. Os resultados viram um parágrafo do laudo-base com a norma utilizada, para você completar com a análise qualitativa dos erros.

  • Tabela certa sem folhear o manual
  • Perfil das três áreas lado a lado
  • Parágrafo de laudo com a norma declarada

Correção programada e Cérebro PontoAzul

O PontoAzul seleciona as referências por ano e tipo de escola e converte as medidas disponíveis de precisão, tempo e eficiência.

Testar com TDE II

Calculadora de idade cronológica

Teste de Desempenho Escolar – 2ª edição (TDE II)

Autor(es): Lilian Milnitsky Stein, Claudia Hofheinz Giacomoni e Rochele Paz Fonseca · 2019

Conteúdo da equipe editorial PontoAzul, baseado nas fontes listadas ao final. Revisão editorial v2, atualizada em .

O que é o TDE II?

O Teste de Desempenho Escolar (TDE) foi publicado por Lilian Milnitsky Stein em 1994 e se tornou, por duas décadas, um dos instrumentos mais usados no Brasil para avaliar escrita, aritmética e leitura no Ensino Fundamental. A segunda edição, o TDE II, foi desenvolvida por Lilian Milnitsky Stein, Claudia Hofheinz Giacomoni e Rochele Paz Fonseca e lançada pela Vetor em 2019, com itens novos, normas atualizadas e cobertura do 1º ao 9º ano.

A principal mudança estrutural é a divisão de cada subteste em duas versões. No subteste de leitura, a versão A tem 35 palavras (1º ao 4º ano) e a versão B, 33 (5º ao 9º ano), com consistência interna de 0,86 e 0,89 (Athayde et al., 2019). Na aritmética, a versão A tem 37 itens e a B, 43, com alfas de 0,95 e 0,97 (Viapiana et al., 2016). A escrita também tem versões A (1º ao 4º ano) e B (5º ao 9º ano), construídas com apoio de juízes da psicologia e da fonoaudiologia.

Os itens foram analisados pela Teoria de Resposta ao Item, o que permitiu ordenar palavras e contas por dificuldade real. As normas consideram o ano escolar e o tipo de escola, pública ou privada, e trazem padrões para aplicação individual e, na escrita e na aritmética, também coletiva. O resultado é um retrato rápido de três competências escolares básicas.

Indicação e população

O TDE II é indicado quando há queixa de rendimento escolar em alunos do 1º ao 9º ano e é preciso saber em qual área — escrita, aritmética ou leitura de palavras — o desempenho está abaixo do esperado. Aparece em avaliações neuropsicológicas e psicopedagógicas de suspeita de dislexia, discalculia, TDAH com impacto acadêmico e deficiência intelectual, e em reavaliações após intervenção. Ele localiza a dificuldade; a explicação dela depende de outros instrumentos, como testes de inteligência, processamento fonológico e funções executivas.

Quando o TDE II não é a melhor escolha

O TDE II não mede compreensão de texto, fluência de leitura nem produção textual: o subteste de leitura avalia palavras isoladas. Também não serve para alunos fora do 1º ao 9º ano nem fecha, sozinho, diagnóstico de transtorno específico da aprendizagem. Quando a pergunta é sobre processos de leitura ou compreensão, combine com PROLEC ou TCCAL e com medida de inteligência.

Estrutura do TDE II

O TDE II mantém a lógica da edição de 1994 — três subtestes curtos e objetivos —, mas foi reconstruído com itens novos, análise pela Teoria de Resposta ao Item e duas versões por subteste, escolhidas pelo ano escolar do aluno.

DimensãoItensO que avalia
Escrita — versão A1º ao 4º anoNome próprio e ditado de palavras de complexidade ortográfica crescente.
Escrita — versão B5º ao 9º anoDitado de palavras com regras ortográficas mais exigentes; admite aplicação coletiva.
Aritmética — versão A37 itensLeitura e escrita de números, operações básicas, decimais e noções de fração.
Aritmética — versão B43 itensCálculos com vários dígitos, frações, números inteiros, potenciação e radiciação.
Leitura — versão A35 itensPalavras isoladas lidas em voz alta, do 1º ao 4º ano; aplicação sempre individual.
Leitura — versão B33 itensPalavras isoladas de maior extensão e irregularidade, do 5º ao 9º ano.

Protocolo de aplicação

  1. 1

    Confirme ano escolar, tipo de escola e data de nascimento antes de separar os cadernos: eles definem a versão (A ou B) e a tabela normativa.

  2. 2

    Aplique a escrita e a aritmética com o caderno da versão correspondente, individualmente ou em grupo, sem limite de tempo.

  3. 3

    Aplique a leitura sempre individualmente, apresentando as palavras na ordem do caderno de estímulos e registrando a pronúncia exata.

  4. 4

    Anote o tipo de erro em cada item (troca de grafema, omissão, erro de operação, erro de decodificação) para a análise qualitativa.

  5. 5

    Encerre registrando observações de comportamento — cansaço, uso de dedos, subvocalização — que ajudam a interpretar os escores.

Como corrigir o TDE II

A correção do TDE II tem três etapas: contar acertos por subteste, escolher a tabela certa e converter o escore bruto em percentil. A segunda etapa é onde mais se erra, porque a norma depende de três variáveis ao mesmo tempo — ano escolar, tipo de escola e modalidade de aplicação.

No PontoAzul, informe ano e tipo de escola e registre os dados disponíveis de escrita, aritmética e leitura. O módulo recebe acertos, tempos e, quando pertinente, contagem de palavras; apresenta as conversões de precisão, tempo e eficiência conforme a referência aplicável. Não oferece percentil global da soma dos três subtestes. O profissional compara as áreas e acrescenta a análise qualitativa no laudo-base.

  1. Confirme o ano escolar e o tipo de escola (pública ou privada) do aluno: são as duas variáveis que definem a tabela normativa.

  2. Verifique se a versão aplicada (A ou B) corresponde ao ano escolar em cada subteste. Na aritmética, a versão A cobre os anos iniciais e a B, os finais.

  3. Conte os acertos de cada subteste seguindo os critérios do manual. Na escrita, um erro ortográfico torna o item incorreto; na leitura, vale a pronúncia correta da palavra.

  4. Converta cada escore bruto em percentil pela tabela do ano e do tipo de escola. Para escrita e aritmética aplicadas em grupo, use as normas de aplicação coletiva (4º ao 9º ano).

  5. Registre a classificação de cada subteste e faça a análise qualitativa dos erros (ortográficos, de operação, de decodificação) antes de redigir o laudo.

Exemplo de correção

Aluno fictício do 4º ano de escola pública, avaliado por queixa de leitura lenta. Versão A nos três subtestes, aplicação individual.

Escrita (versão A)
acertos convertidos em percentil 20
Aritmética (versão A)
acertos convertidos em percentil 55
Leitura (versão A)
acertos convertidos em percentil 10
Perfil
Escrita e leitura abaixo; aritmética na média

Percentis 10 em leitura e 20 em escrita, com aritmética no percentil 55: dificuldade concentrada na linguagem escrita, que justifica investigar decodificação, consciência fonológica e nomeação rápida.

Interpretação dos resultados

O TDE II expressa o desempenho em percentis calculados por ano escolar e tipo de escola, e o manual associa faixas de percentil a classificações de desempenho. As tabelas e os limites exatos são material protegido e ficam no manual da Vetor; a literatura que usa o teste costuma tratar percentis abaixo de 25 como desempenho inferior ao esperado. Por isso, esta página mostra a lógica de leitura, e não os pontos de corte oficiais. No laudo, cite a classificação do manual e o percentil de cada subteste.

FaixaClassificaçãoLeitura clínica
Percentil abaixo de 25Desempenho inferior ao esperadoCritério usado com frequência na literatura com o TDE II para sinalizar dificuldade na habilidade; confirme a classificação exata na tabela do manual.
Percentil próximo de 50Posição medianaO aluno acerta tanto quanto a maioria dos colegas do mesmo ano e tipo de escola.
Percentis elevadosDesempenho acima do esperadoO aluno supera a maior parte da amostra normativa do seu ano; útil para contrastar pontos fortes e fracos.

Percentil não é porcentagem de acertos. Um aluno de escola privada e outro de escola pública com o mesmo número de acertos podem receber percentis diferentes, porque as normas são separadas. Resultado baixo indica dificuldade atual, não causa: considere escolarização, frequência, inteligência e queixa antes de concluir.

Erros comuns na correção manual

Usar a tabela do tipo de escola errado

O TDE II tem normas separadas para escola pública e privada. Trocar a tabela desloca o percentil e pode transformar um desempenho mediano em dificuldade. No PontoAzul, o tipo de escola é campo obrigatório antes do cálculo.

Aplicar a versão A ou B fora do ano indicado

Cada versão foi calibrada para uma etapa. Aplicar a versão A a um aluno do 6º ano gera efeito teto e percentil sem sentido normativo.

Confundir norma individual com norma coletiva

Escrita e aritmética aplicadas em grupo têm normas próprias do 4º ao 9º ano. Corrigir uma aplicação coletiva pela tabela individual distorce o resultado.

Tratar o TDE II como teste de compreensão

O subteste de leitura mede reconhecimento de palavras isoladas. Escrever no laudo que o aluno “compreende bem textos” com base nele é extrapolação.

No PontoAzul, a correção do TDE II segue as regras do instrumento e mostra o cálculo para você conferir. Teste grátis por 7 dias.

Como o TDE II aparece no laudo

Trecho demonstrativo, sem dados de paciente real. No PontoAzul, informe ano e tipo de escola e registre os dados disponíveis de escrita, aritmética e leitura. O módulo recebe acertos, tempos e, quando pertinente, contagem de palavras; apresenta as conversões de precisão, tempo e eficiência conforme a referência aplicável. Não oferece percentil global da soma dos três subtestes. O profissional compara as áreas e acrescenta a análise qualitativa no laudo-base.

No Teste de Desempenho Escolar – 2ª edição (TDE II), aplicado individualmente em versão A, o examinando, aluno do 4º ano de escola pública, obteve desempenho no percentil 10 no subteste de Leitura e no percentil 20 no subteste de Escrita, ambos abaixo do esperado para o ano escolar. No subteste de Aritmética, situou-se no percentil 55, compatível com a média do grupo de referência. Na leitura, predominaram erros de decodificação em palavras longas e com encontros consonantais; na escrita, trocas entre grafemas de sons próximos. O perfil indica dificuldade concentrada na linguagem escrita e recomenda investigação complementar de processamento fonológico e nomeação rápida.

Trecho ilustrativo de caso fictício. O texto final é sempre revisado pelo profissional.

TDE II e instrumentos parecidos

  • PROLEC: O PROLEC decompõe a leitura em processos (letras, léxico, sintaxe e semântica) do 2º ao 5º ano. O TDE II é uma triagem ampla de desempenho em três áreas; os dois costumam ser combinados quando a leitura aparece abaixo do esperado.
  • TCCAL: O TCCAL contrasta compreensão auditiva e compreensão de leitura de sentenças, aspecto que o TDE II não mede. Ajuda a separar dificuldade de decodificação de dificuldade de linguagem.
  • PROLEC-SE-R: Para alunos do 6º ano em diante que precisam de análise fina de processos de leitura, o PROLEC-SE-R complementa o TDE II versão B.

Referências e fontes públicas

Fontes consultadas pela equipe editorial para revisar as informações desta página.

Bibliografia complementar (4)
  1. Stein, L. M., Giacomoni, C. H., & Fonseca, R. P. (2019). TDE II: Teste de Desempenho Escolar (2ª ed.). São Paulo: Vetor.
  2. Athayde, M. L., Mendonça Filho, E. J., Fonseca, R. P., Stein, L. M., & Giacomoni, C. H. (2019). Desenvolvimento do subteste de leitura do Teste de Desempenho Escolar II. Psico-USF, 24(2), 245–257. https://doi.org/10.1590/1413-82712019240203
  3. Viapiana, V. F., Mendonça Filho, E. J., Fonseca, R. P., Giacomoni, C. H., & Stein, L. M. (2016). Development of the Arithmetic Subtest of the School Achievement Test – Second Edition. Psicologia: Reflexão e Crítica, 29, 30.
  4. Stein, L. M. (1994). TDE: Teste de Desempenho Escolar. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Perguntas frequentes sobre o TDE II

O que avalia o TDE II?
O TDE II avalia três habilidades escolares básicas: escrita de palavras sob ditado, aritmética (do processamento numérico às operações com frações e potências) e leitura de palavras isoladas. Não avalia compreensão de texto nem produção textual.
Para qual ano escolar é o TDE II?
O TDE II é destinado a alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Cada subteste tem uma versão A, para os anos iniciais, e uma versão B, para os anos finais; a escolha segue o ano que o aluno está cursando.
Como corrigir o TDE II?
Conte os acertos de cada subteste pelos critérios do manual, escolha a tabela do ano escolar e do tipo de escola (pública ou privada) e converta o escore bruto em percentil. Para escrita e aritmética aplicadas em grupo, use as normas de aplicação coletiva.
Qual a diferença entre a versão A e a versão B do TDE II?
A versão A foi construída para os anos iniciais e a versão B para os anos finais do Ensino Fundamental. Na leitura, são 35 e 33 palavras; na aritmética, 37 e 43 itens, com conteúdos mais avançados na versão B, como potenciação e radiciação.
O TDE II pode ser aplicado em grupo?
Sim, em parte. Os subtestes de escrita e aritmética podem ser aplicados coletivamente e têm normas próprias para isso do 4º ao 9º ano. O subteste de leitura é sempre individual, porque exige ouvir a pronúncia de cada palavra.
O TDE II diagnostica dislexia ou discalculia?
Não. O TDE II mostra em que área o desempenho está abaixo do esperado, mas o diagnóstico de transtorno específico da aprendizagem exige história escolar, persistência apesar de intervenção, avaliação intelectual e testes de processos cognitivos.
Quanto tempo leva a aplicação do TDE II?
O TDE II não tem limite de tempo. A duração varia com o ano escolar e o ritmo do aluno; a leitura individual costuma ser a parte mais rápida, e escrita e aritmética podem ocupar sessões separadas quando há fadiga.
Como o PontoAzul ajuda na correção do TDE II?
No PontoAzul, informe ano e tipo de escola e registre os dados disponíveis de escrita, aritmética e leitura. O módulo recebe acertos, tempos e, quando pertinente, contagem de palavras; apresenta as conversões de precisão, tempo e eficiência conforme a referência aplicável. Não oferece percentil global da soma dos três subtestes. O profissional compara as áreas e acrescenta a análise qualitativa no laudo-base.

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